Multidão de 2,5 milhões passam a virada em Copacabana

SINOPSE DE 01 DE JANEIRO DE 2019

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS    :

Manchete e destaques do jornal O Globo  : Virada da renovação. Na chegada de 2019, a torcida por mudanças no Rio e no Brasil une 2,5 milhões de pessoas em Copacabana. Uma multidão estimada pela Riotur em 2,5 milhões de pessoas deu as boas-vindas a 2019 em Copacabana sob a bênção do Cristo Redentor, iluminado por projeções transmitidas ao vivo nos telões da orla. O tempo bom manteve-se na virada, embalada por 14 minutos de queima de fogos. Após um ano difícil, de crise nos serviços públicos e intensa polarização política, cariocas e turistas expressaram o desejo de renovação, no estado e no país, com mais segurança, empregos e reconciliação. Apesar do reforço do policiamento, houve muitos relatos de assaltos, alguns com agressões. E a desordem imperou na areia: cercadinhos de até 800 metros quadrados abrigaram festas particulares sem serem incomodados pela fiscalização.

Bolsonaro vai pregar união e austeridade em discurso. Jair Bolsonaro será empossado nesta tarde em Brasília, tornando-se o 38º presidente brasileiro. Nos primeiros discursos, pedirá união depois de campanha divisiva, com a qual pôs fim a quatro vitórias consecutivas do PT nas urnas, e prometerá austeridade e combate à corrupção.

Witzel fará pente-fino e corte de 30% em contratos. Wilson Witzel assume o governo do Rio e fará pente-fino em contratos, com a meta de cortar em 30% as despesas nos primeiros 90 dias de mandato.

Míriam Leitão: Carga tributária será desafio para Paulo Guedes. O governo Jair Bolsonaro, que toma posse hoje, é uma frente heterogênea de militares, liberais e evangélicos. O primeiro desafio será organizar as agendas. Para ter sucesso, precisa de unidade interna e escolha de foco.

Merval Pereira: Cabe a Bolsonaro desanuviar o ambiente político. Cabe a ele desanuviar o ambiente político e encaminhar o país para novos rumos, como a vontade majoritária do eleitorado quis.

Bernardo Mello Franco: Presidente tem de descer do palanque. Bolsonaro apostou na radicalização ideológica para se eleger. A estratégia deu certo, mas agora ele terá que tirar a fantasia de candidato e governar.

Editorial: Witzel é uma incógnita diante de obstáculos. Aumento do fluxo dos royalties do petróleo é providencial ajuda, mas encobre a real situação do estado.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo  : Bolsonaro toma posse e vai priorizar reformas. Deputado e militar da reserva será o 38º presidente do país. Novo governo assume desafio de equilibrar contas públicas e reformar previdência. Cerimônia terá forte esquema de segurança. Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, assume hoje a Presidência da República com o desafio de realizar as reformas que o País precisa para racionalizar os gastos públicos e retomar o crescimento econômico e a criação de empregos. A cerimônia começa às 15h, em Brasília. Uma vez empossado, o novo presidente deverá lançar mão imediatamente de decretos que mudarão portarias ministeriais, instruções normativas e até resoluções, segundo apurou o Estado. Ele também priorizará as reformas da Previdência e a tributária, que deverão ser apresentadas a partir de fevereiro. Auxiliares da equipe econômica avaliam que o novo governo tem seis meses para avançar com as medidas, sobretudo a mudança na Previdência. Bolsonaro, deputado federal pelo Rio, será o 38.º presidente do País, o primeiro militar da reserva a assumir o cargo desde a redemocratização, em 1985, quando terminou a era dos presidentes militares, iniciada em 1964. A eleição de Bolsonaro, com 55% dos votos válidos (57,7 milhões de votos), abre uma nova etapa na política brasileira por encerrar o ciclo em que se alternaram no poder o PSDB, o PT e o MDB, partidos surgidos com o declínio da ditadura militar e de origem social-democrata. Filiado ao PSL, Bolsonaro venceu a eleição com uma plataforma liberal na economia, conservadora nos costumes e radical no ataque à política tradicional e à esquerda. Durante a campanha, sofreu um atentado a faca, em Juiz de Fora (MG), e foi submetido a cirurgias de emergência. Uma nova intervenção cirúrgica deve ocorrer neste mês. A cerimônia terá o maior esquema de segurança já montado para uma posse.

Guedes, agenda de reformas sob pressão da Esplanada. Sem espaço para errar nos primeiros meses de governo e com a missão de avançar nas reformas estruturais, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, terá uma tarefa adicional espinhosa: administrar a pressão de colegas da Esplanada dos Ministérios, que tende a crescer ao longo do ano.

Moro tem carta branca no combate à violência. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, recebeu carta branca de Jair Bolsonaro para pôr em prática um “modelo Lava Jato” de combate à violência e criminalidade. Para isso, o ex-juiz montou uma equipe com os principais nomes da PF nos quatro anos de investigação do escândalo.

A vida do cadete 531 na academia. Um atleta pródigo. Enquanto estudou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), nos anos 1970, o presidente eleito colecionava elogios nas aulas de educação física e prêmios em torneios. O cadete 531 Jair Messias Bolsonaro, porém, via o desempenho cair em disciplinas como Psicologia e Economia.

Alinhamento com Trump pode afetar economia. Para analistas, decisões controversas do futuro governo podem afetar a recuperação da economia brasileira.

Militares veteranos do Haiti chegam ao Planalto. Militares da equipe de Jair Bolsonaro têm em comum o trabalho na força da ONU no Caribe ou a formação em brigada com sede no Rio.

Sem maioria na Câmara, governo terá de negociar. Presidente eleito tem apoio declarado de 112 deputados na Câmara, número insuficiente para aprovar medidas importantes na Casa.

Coluna do Estadão: Congresso tem menor produção desde 1988. O Congresso que se despede da atual legislatura teve a menor produção legislativa desde a Constituição de 1988. Conseguiu aprovar 766 proposições, ante 795 da anterior, até então, a menos produtiva. Segundo a Queiroz Assessoria, a maioria das matérias que tiveram a tramitação concluída, 404, é de autoria de parlamentares. As provenientes do Executivo somam 337. O restante é do Judiciário e tribunais de conta. No ranking dos temas, o orçamento é o campeão (184), seguido por assuntos jurídicos (90), homenagens e datas comemorativas (88).

Doria inicia projeto nacional a partir do Bandeirantes. João Doria assume hoje o Palácio dos Bandeirantes com um discurso nacionalizado e já é tratado por aliados como presidenciável em 2022. Além dos desafios de gestão, o tucano vai investir pesado em busca de apoio para conquistar o comando do PSDB.Editorial1: A missão de Bolsonaro. Se quiser realmente transformar o Brasil ’em uma grande, livre e próspera nação’, Bolsonaro terá de convencer os brasileiros de que o mais importante neste momento é concentrar esforços para reformar a Previdência e racionalizar os gastos públicos.

Editorial2: O desafio de governar SP. População fluminense segue desacreditando nas forças policiais do Estado.

Editorial3: O legado de Michel Temer. Bolsonaro receberá a faixa numa situação muito mais confortável do que a deixada por Dilma.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo  : Para 65% da população, gestão Bolsonaro será boa ou ótima. índice de otimismo com o presidente que toma posse hoje é o menor entre os eleitos desde 1989. Jair Bolsonaro (PSL), 63, que nesta terça tomará posse como 4º presidente da República, assume sob a expectativa positiva da maioria da população. Segundo o Datafolha, 65% dos brasileiros acreditam que ele fará um governo ótimo ou bom. O índice, porém, é o menor registrado entre os presidentes eleitos em um primeiro mandato desde 1989. A nova gestão será regular para 17% e ruim ou péssima para 12%, mostra a pesquisa. Em 1990, Fernando Collor de Mello (PRN), primeiro presidente eleito após a redemocratização, contou como otimismo de 71% dos brasileiros ao tomar posse. Na primeira vez em que se elegeram, Fernando Henrique (PSDB) teve 70%, Lula (PT), 76%, e Dilma (PT), 73%. Em relação ao governo Bolsonaro, 40% dizem que a saúde deveria ser a prioridade, 18% citam a educação e 16% mencionam a segurança pública. Com percentuais menores aparecem desemprego (7%) e combate à corrupção (3%), entre outros. Para 46% dos entrevistados, a segurança é a área em que o novo presidente se sairá melhor.

Novo governo. Flávio, Eduardo e Carlos partilham ideias do pai, mas geram desgaste.

PF faz ação contra grupo que ameaçou atacar Bolsonaro no evento.

Retrato da posse de 2015 mostra quanto a política brasileira mudou.

Aliados à direita serão os mais cortejados na política externa.

Presidente pode usar brechas para flexibilizar lei trabalhista.

Pablo Ortellado: País vive sob nova divisão política. Começa uma nova era. Não se trata só da mudança de governo, mas também da reestruturação da esfera pública e da emergência de um novo espírito do tempo.

Militares vão ocupar posições na economia. O novo governo de Jair Bolsonaro vai destacar militares para a equipe econômica. Um oficial da reserva deve ser indicado para a secretaria especial da Receita. A Caixa já conta com três nomes de militares selecionados.

No governo paulista, Doria tem desafio de enfrentar PCC. O governador João Doria (PSDB) começa a administrar São Paulo com vários obstáculos. Obras atrasadas, enfrentamento à facção criminosa PCC e a necessidade de formar base política na Assembleia Legislativa são alguns deles. Na segurança pública, sua bandeira nas eleições, Doria pretende agir para que a facção seja sufocada financeiramente, atacando o sistema de lavagem de dinheiro da organização, como postos de gasolina e empresas de exportação.

Editorial1: Esperanças e anseios. Maioria dos brasileiros demanda serviços públicos essenciais.

Editorial2: Tiro no pé. No tema posse de armas, Bolsonaro parece mais movido a ideologia do que a estudos.

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