Morte do jornalista Ricardo Boechat é um dos destaques do noticiário

SINOPSE NACIONAL DE 12 DE FEVEREIRO DE 2019

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Estados podem ter alívio de caixa por apoio à reforma. Antecipação de receitas deve ser incluída no texto. O governo federal estuda incluir no texto da reforma da Previdência medidas para aliviar os cofres estaduais, em busca do apoio de governadores à proposta. Uma delas é a antecipação de receitas, como aquelas a que têm direito via Fundos de Participação (FPE), créditos tributários e dívida ativa. Os valores deverão compor fundos previdenciários que os estados terão de criar para pagar aposentadorias e pensões. Gastos com Previdência são os que mais pesam nas contas regionais.

Brasil precisa de ‘perestroika’, diz Guedes ao ‘Financial Times’.

Magistrados aprovam vídeo em audiência e ‘plea bargain’. Pesquisa com 3,3 mil juízes mostra apoio maciço para uso de videoconferência em interrogatórios e para o acordo penal entre acusado e MP, propostas do pacote de Moro.

Brasil terá centro de ajuda na fronteira com Venezuela. Fontes do governo brasileiro afirmaram ao GLOBO que país terá centro de ajuda na fronteira com a Venezuela, para envio de comida e remédios.

Foto-legenda: Prefeitura prepara a cidade para chuva forte amanhã. Com previsão de chuvas fortes no Rio amanhã,a prefeitura decidiu,entre outras medidas,instalar lonas sobre a encosta da parte alta do Vidigal (foto) para evitar novos deslizamentos no local,onde rochas e lama destruíram casas e provocaram uma morte durante o temporal da semana passada.

Ricardo Boechat, jornalista e comunicador. O jornalista Ricardo Boechat, que se destacou no colunismo em três décadas no GLOBO, foi comentarista da TV Globo e comunicador popular no rádio e na TV, na Band, morreu ontem, aos 66 anos, em um acidente de helicóptero em São Paulo. Ganhou três prêmios Esso e uma legião de fãs.

Ancelmo Gois: Ao inserir notas relevantes, ajudou a revolucionar o colunismo social.

Míriam Leitão: Ele nasceu comunicador, tinha estilo único, um radical do equilíbrio.

Bernardo Mello Franco: A voz crítica e a independência de Boechat farão muita falta.

Ascânio Seleme: Ele conseguia tratar de qualquer assunto com igual desenvoltura.

Merval Pereira: Reformas ganham peso. Há um consenso no Congresso sobre a necessidade de fazer a reforma da Previdência, o que já é meio caminho andado. Anteriormente, ainda havia quem discutisse se existe mesmo o déficit do sistema. Hoje, alguém que ainda insista nessa discussão bizantina está isolado, como se vivesse em outro mundo.

Lauro Jardim: Nem uma visita de Mourão. Hamilton Mourão não o visitou no hospital nem uma única vez, embora tenha, no sábado, falado com o presidente pelo telefone.

José Casado: O inimigo do governo veste batina. Heleno mobiliza o governo para ‘neutralizar’ o Vaticano.

Editorial1: Privilégios de advogados públicos e peritos. Entre vantagens na máquina pública, há adicionais para que o serviço seja prestado ao governo.

Editorial2: Flamengo não pode se recusar a dar explicações sobre incêndio no CT. Falhas na fiscalização da prefeitura e do Corpo de Bombeiros também precisam ser investigadas.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Governo prepara pacote de obras para a Amazônia. Projetos incluem ponte sobre o Rio Amazonas, hidrelétrica e extensão da BR-163; ministros vão amanhã à região. Os ministros Gustavo Bebianno (Secretaria- Geral), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Direitos Humanos) vão amanhã à Amazônia avaliar investimentos de infraestrutura e discutir com lideranças locais os planos do governo para o desenvolvimento da região. Entre os projetos do Planalto estão a construção de uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos (Pará), uma hidrelétrica em Oriximiná, também no Pará, e a extensão da BR-163 até a fronteira do Suriname. Os planos fazem parte de um compromisso de campanha de Jair Bolsonaro, de aumentar a presença do Estado no chamado “Triplo A”, área que vai dos Andes ao Atlântico, onde organismos internacionais defendem a criação de uma faixa de preservação ambiental. A região também é estratégica para os militares, que querem marcar posição contra o que chamam de “pressões globalistas”.

Roberto Godoy: Na opinião de alguns oficiais das Forças Armadas, o Corredor Triplo A pode ser uma das “mais preocupantes” hipóteses de conflito no Brasil. A região é tema de análise dos militares desde 1970, quando ainda não tinha esse nome.

TCU: União não precisa pagar a Estados por Lei Kandir. Técnicos do TCU concluíram que a União não é mais obrigada a repassar R$ 3 bilhões aos Estados com base na Lei Kandir – valor que os governadores tentam elevar para R$ 8 bilhões. A lei prevê que Estados sejam compensados pelo ICMS que deixam de arrecadar com a desoneração de exportações. Emenda constitucional, no entanto, desobriga a compensação quando 80% do imposto for arrecadado no Estado.

Maioria dos congressistas apoia reforma, diz pesquisa. Pesquisa encomendada pelo banco BTG Pactual mostra que mais de três quintos dos congressistas – mínimo para aprovação do projeto – concordam com a reforma da Previdência. Mas, segundo o estudo, a maioria dos parlamentares não apoia a idade mínima igual para homens e mulheres.

Brasil monta plano com embaixadora de Guaidó.

MP avalia interdição de CT do Flamengo .

Editorial1: Governar não é tuitar. Governar é muito diferente de tuitar: demanda presença, articulação, lucidez – isto é, tudo o que Bolsonaro, convalescente e a reboque dos filhos e dos aliados mais radicais, ainda não conseguiu oferecer ao País.

Editorial2: A ministra tem razão. Ministra Tereza Cristina defende cuidado na redução de benefícios à agropecuária.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Pedágio pode crescer 25% em sete rodovias federais. Ministério defende reajuste para concessionárias em desequilíbrio financeiro. Para readequar contratos do governo Lula, o Ministério de Infraestrutura quer permitir aumento médio de até 25% dos pedágios em sete rodovias de Sudeste e Sul. Concessionárias alegam enfrentar desequilíbrio financeiro e não conseguir investir R$ 7 bilhões em melhorias. Somente a Arteris precisa honrar R$ 4,6 bilhões para cumprir exigências como duplicações, faixas adicionais, sistemas de controle e monitoramento em cinco vias. Outras duas, Acciona e Triunfo, teriam de arcar com mais R$ 2,4 bilhões para obras em duas estradas. O ministro Tarcísio de Freitas afirmou que “h á espaço para aumento” até maior em rodovias que não têm mais obras programadas. “A questão é saber se a população não aceita pagar um pouco a m ais para ter uma terceira faixa, por exemplo. Vamos fazer uma consulta pública.” Na Fernão Dias, o pedágio poderia saltar de R$ 2,40 para R$ 3,80 (58%) em troca de R$ 1,2 bilhão em investimento. Na Régis Bittencourt, por R$ 1,1 bilhão, a tarifa poderia ir de R$ 3,20 para R$ 4 (25%). O TCU, porém, é contra a inclusão de obras em contratos vigentes.

Investigação sobre Queiroz desacelerou durante eleições. Dados do Ministério Público do Rio de Janeiro indicam que a investigação sobre a movimentação financeira de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), desacelerou de julho a novembro do ano passado, período da campanha eleitoral. Foram produzidos cinco relatórios financeiros de janeiro a 6 de agosto. Após isso, Queiroz foi notificado a depor três semanas depois do segundo turno.

Jair Bolsonaro é eleito homem do ano pela Câmara Brasil-EUA.

Hélio Schwartsman: Só aumentar a fiscalização não evitará tragédias. A fiscalização é importante. Mas há problema de escala, e ela nem sempre funciona. Por isso devemos agir respeitando padrões de segurança não pelo risco da multa, mas “pelo sentido do dever”.

Pai de chanceler evitou extradição de carrasco nazista. Em 1978, durante a ditadura militar, o então procurador-geral da República, Henrique Fonseca de Araújo, pai de Ernesto Araújo, dificultou a extradição de Gustav Franz Wagner, nazista responsabilizado por 250 mil mortes de 1942 a 1943 em Sobibor.

Editorial1: Vexame laranja. Novo caso de candidatura de fachada repercute no comando nacional do PSL e no Planalto

Editorial2: Brumadinho. Agência viciada. É grande a promiscuidade entre empresas de mineração e os órgãos de fiscalização.

Manchete do jornal Valor Econômico: Governo adapta a reforma para se antecipar a críticas. A estratégia do governo Bolsonaro para ter sucesso na condução da reforma da Previdência é formular proposta que já responda às quatro principais críticas que teriam tornado politicamente inviável o projeto do governo de Michel Temer.

Alta da receita nos Estados vai para os salários. Relatórios fiscais de 26 Estados – excluído o Distrito Federal – mostram que o aumento das receitas obtido no ano passado esgotou-se com o pagamento de despesas correntes, principalmente da folha de salarial do funcionalismo público.

Dia investiga possível fraude contábil no país. A rede espanhola de supermercados Dia abriu uma investigação para esclarecer possíveis fraudes em seus resultados contábeis de 2017. Os números da subsidiária local estão sendo novamente examinados, desde outubro, por uma equipe de auditores forenses da E&Y.

Crença no motor americano. A nova economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, elogiou a decisão do Fed de interromper os aumentos de juros, citando o “enfraquecimento do ímpeto” e riscos “consideráveis e crescentes” no panorama econômico mundial, em especial na China e na zona do euro.

Esteves volta a dar as cartas no BTG. André Esteves está de volta ao jogo no BTG Pactual. Não restam dúvidas no mercado de que, mesmo sem ter voltado a ser o CEO, o banqueiro comanda a instituição praticamente sem opositores e está por trás dos lances mais ousados.

Morre Fernão Bracher, ex-BC, aos 83 anos. De bancário a banqueiro. É uma possibilidade incomum, mas ocorreu com Fernão Bracher, que morreu ontem em São Paulo, aos 83 anos. Formado em direito, trabalhou dois anos como advogado e logo iniciou a carreira que o levaria a posições destacadas na área financeira.

Enel recorre à Justiça contra governo de GO. A Enel irá à Justiça contra lei recém-aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás que obriga a Enel Distribuição Goiás (ex-Celg D, comprada pelos italianos em 2016) a arcar com dívidas administrativas e judiciais da empresa geradas entre 2012 e 2015.

Editorial: Aposta otimista na atração do investidor estrangeiro. No âmbito interno, um dos maiores problemas é a falta de detalhes das reformas econômicas prometidas pelo governo.

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