Politica é o tema comum às manchetes de jornais

Redes sociais e Moro são trunfos de Bolsonaro”, comenta O Globo. “Moro vai levar integrantes da Lava Jato para o governo”, diz o Estadão. “País tem 41 casos de agressão à liberdade de ideias em 1 ano”, revela a Folha.

SINOPSE NACIONAL DE 04 DE NOVEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Redes sociais e Moro são trunfos de Bolsonaro. A la Trump, presidente eleito deve recorrer a ‘pressão digital’ sobre Congresso. Com média de 17 publicações por dia no Facebook e no Twitter, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, já desenha uma estratégia para usar duas de suas principais forças na relação com o Congresso, especialmente quando temas polêmicos entrarem em pauta. A comunicação por redes sociais, com abordagem diferente da usada nas mídias tradicionais, será um gatilho para fazer avançar votações difíceis. A estratégia já é usada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que concentra mensagens políticas na internet e usa o Twitter para antecipar o tom de negociações importantes e mandar recados, surpreendendo até subordinados. O segundo instrumento de Bolsonaro é a presença de Sergio Moro na Esplanada, para inibir pedidos de cargos em troca de votos.

Enem: Uma década da prova que mudou o caminho para a universidade.

Com Lava-Jato no fim, substituto de Moro julgará Lula. A Operação Lava-Jato, prestes a completar cinco anos, perdeu força no Paraná, mas ainda tem 30 ações por julgar na 13a Vara Federal. As duas mais importantes têm Lula como réu. O juiz que substituir Sergio Moro terá menos chances de atuar. Muitas investigações já migraram para outros estados.

Eleição brasileira muda eixo político na América Latina. A eleição de Jair Bolsonaro sacudiu a política regional na América Latina. Uma nova liderança do Brasil, resgatando protagonismo perdido desde 2013, poderá ser exercida em um eixo com Colômbia, Chile e Argentina, isolando os bolivarianos, relata Janaína Figueiredo.

Hora de melhorar a qualidade do serviço público. O país precisa de uma reforma administrativa que garanta qualidade aos serviços públicos, defendem Ana Carla Abrão Costa , Armínio Fraga e Carlos Ari Sundfeld. Os pilares da reforma seriam o planejamento, a avaliação de desempenho e o fim da pulverização excessiva de carreiras.

Após reforma, ações trabalhistas têm queda de 36,5%. A reforma trabalhista, que entrou em vigor há um ano, ajudou a reduzir em 36,5%, de janeiro a agosto de 2018, o volume de novas ações na Justiça do Trabalho, induzindo também o aumento do número de acordos extrajudiciais. Já as contratações com carteira assinada caíram 1%.

Cai a ficha de WITZEL. Governador eleito ajusta promessas à realidade. Depois de conversar com o governador Pezão e de ter acesso aos números das contas do estado, o governador eleito, Wilson Witzel, diz que espera tirar o Rio da calamidade financeira até 2022. Ele afirma que o servidor será vigiado e que haverá um Disque-Corrupção. O Plano de Demissão Voluntária ficará para 2020.

Governo Zema. Austeridade marca estreia do Novo em Minas. Romeu Zema, governador eleito de Minas, decidiu iniciar gestão com corte de secretarias e comissionados; no único estado conquistado pela legenda, ele já tem a ajuda do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco.

Da agressividade aos juramentos, os muitos tons do presidente. Mais incisivo ou comedido, a depender do meio, Bolsonaro modula discursos; atuação do filho Carlos preocupa aliados.

Elio Gaspari: Moro lustrou a biografia de Bolsonaro. Sergio Moro lustrou a biografia de Jair Bolsonaro e de seu futuro governo ao aceitar o superministério da Justiça. Foi um tiro na mosca, pois seu trabalho à frente da Lava-Jato tornou-se um marco na História da política nacional, faxinando a corrupção do andar de cima.

Merval Pereira: Congressista deveria renunciar ao virar ministro. A independência legítima de poderes impede que um deputado ou senador americano seja ministro. Se quiser sê-lo, tem de renunciar ao seu mandato de legislador e virar auxiliar do presidente. Nos EUA, a senadora Hillary Clinton teve de renunciar ao mandato para ser Secretária de Estado de Barack Obama.

Miriam Leitão: Governo terá que escolher sua agenda prioritária. Novo governo vai ter que enfrentar o dilema de escolher em qual das suas agendas pretende investir a lua de mel do começo de mandato.

Ascânio Saleme: Só reduzir ministérios não enxuga gastos. A redução do número de ministérios no governo de Jair Bolsonaro não vai resultar necessariamente em queda importante das despesas orçamentárias. Se a Esplanada ficar com 17 pastas, o novo governo terá extinto 12 dos 29 ministérios hoje existentes. Será um bom símbolo de austeridade e de empenho no enxugamento da máquina e na diminuição do Estado, mas é preciso muito mais do que isso para que as contas públicas sofram impacto.

Lauro Jardim: Moro quer enterrar ideias caras ao governo. Empossado ministro da Justiça, Sergio Moro está decidido a enterrar duas das propostas mais caras a Jair Bolsonaro: o excludente de ilicitude —que daria carta branca a policiais para matar —e a criminalização dos sem-terra e dos sem-teto. Moro é terminantemente contra as duas ideias.

Editorial1: Senado semeia incerteza com veto à privatização. Proibição da venda de empresas da Eletrobras gera insegurança jurídica e perdas para o Erário.

Editorial2: É grave equívoco depreciar as relações com China e Mercosul. Novo governo deve ter prudência ao reavaliar interesses do país na diplomacia e no comércio.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Moro vai levar integrantes da Lava Jato para o governo. Juiz quer agentes de PF e Receita atuando em ministério, que terá orçamento de R$ 4,8 bi, o maior da década.

STF prevê protagonismo maior em novo governo. Para ministros, Corte será mais acionada para solucionar conflitos que envolvam ‘bandeiras’ defendidas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Europeus tentam apressar acordo com o Mercosul. Comércio exterior. Declarações da equipe do presidente eleito de que o bloco sul-americano não será prioridade para o novo governo preocuparam os europeus e deram novo impulso às negociações, que já duram quase duas décadas e estão em fase final.

Ana Carla Abrão Costa, Armínio Fraga Neto e Carlos Ari Sundfeld: Hora de reformar o RH do Estado. É preciso avaliar o desempenho dos servidores, cobrar resultados concretos, dispensar quem não cumpre as obrigações de forma satisfatória e investir em capacitação.

Fernando Henrique Cardoso: A consolidação de um radicalismo de centro requer a pavimentação de alianças no círculo político e na sociedade. Com a eleição de Bolsonaro e a hecatombe que se abateu sobre o sistema partidário, o melhor é manter a “paciência histórica”. Com a idade, algo se aprende. A principal lição talvez possa ser resumida em antigo ditado popular: “Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe”.

Eliane Cantanhêde: Seria grosseiro tratar Mourão como folclórico. Suas falas são sobre coisas sérias, num País onde vices não são apenas enfeite. Passou suavemente, quase despercebida, a frase do presidente eleito, capitão reformado Jair Bolsonaro, sobre seu vice, general de quatro estrelas da reserva Hamilton Mourão, mas ela diz e projeta muito de um governo que nem começou. “Tenho pouco contato com ele”, disse Bolsonaro, com um ar de pouco caso, deixando uma pulga atrás da orelha de atentos e curiosos.

Kassab coloca general na presidência dos Correios. Numa manobra para manter o controle dos Correios, o ministro Gilberto Kassab (Comunicações) vai trocar o comando da empresa. O atual presidente, Carlos Fortner, vai assumir a Diretoria de Operações, dando lugar para um general assumir a chefia dos Correios. O escolhido é o atual presidente do conselho da estatal, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, que tem mais afinidade e mais chances de permanecer no novo governo de Jair Bolsonaro.

Estatais da China deram R$ 1,2 bi para chavistas. Corrupção na Venezuela. Documentos obtidos pelo ‘Estado’ em Andorra apontam que companhias chinesas subornaram funcionários do governo venezuelano para obter contratos públicos; dinheiro passou por paraísos fiscais e instituições de fachada.

Coluna do Estadão: As ações em que Jair Bolsonaro é réu por injúria e incitação ao estupro por ofender a deputada Maria do Rosário só devem ser analisadas após o mandato de presidente, avaliam integrantes do STF.

Editorial1: Os desesperados. Os petistas prometem ‘construir uma frente de resistência pelas liberdades democráticas’, como se o País estivesse às portas da ditadura.

Editorial2: O risco de novas tragédias. Uma nova tragédia, tal como a do incêndio do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paiçandu, poderá ocorrer a qualquer momento.

Editorial3: Como piorar o que é ruim. Mudanças na política para o setor automotivo são demonstração de como parlamentares conseguem deturpar iniciativas do Poder Executivo.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: País tem 41 casos de agressão à liberdade de ideias em 1 ano. Levantamento inclui episódios de censura e autocensura e mostra que maioria tem origem na Justiça. O Brasil teve ao menos 41 agressões à liberdade de expressão, com casos de censura e de autocensura, desde setembro de 2017, relata Rogério Gentile. A maioria (24) teve origem na Justiça, mostra levantamento da Folha.

Enem começa hoje com redação e prova de humanas para 5,5 mi de inscritos.

Bolsonaro fez até 10 ataques à imprensa por semana. Na reta final da campanha, Jair Bolsonaro intensificou ataques à imprensa em redes sociais, pronunciamentos e entrevistas. Outubro concentrou um terço (45) dos 129 ataques registrados desde o início do ano. A Folha foi o alvo preferencial do capitão reformado até agora.

Ministro de Temer, Kassab nomeia general para os Correios.

Eleito enfrentará desafios em todas as etapas do ensino. Os desafios de Jair Bolsonaro na educação se estendem por todas as etapas do ensino, desde a creche — menos de um terço das crianças de até 3 anos está matriculada. Entre os jovens de até 19 anos, apenas 59,2% concluíram o ensino médio.

Nova República chegou ao fim, diz historiadora. A eleição de Jair Bolsonaro marca o fim da Nova República, iniciada em 1985, afirma Maud Chirio,37, especialista em história da direita brasileira. “Muitos fatores levam a pensar que o projeto que o impulsiona rejeita a Constituição de 1988”, diz.

Entenda porque o mundo inteiro quer se livrar dos canudos de plástico.

Hélio Schwartsman: A revolta dos oprimidos. Cientistas políticos ligam onda de populismo a uma insatisfação popular com as elites.

Bruno Boghossian: Pauta ruralista e evangélica será chave de Bolsonaro no Congresso. Eleito quer driblar líderes e partidos, mas negociação fluida pode ser custosa.

Mailson da Nóbrega: A democracia não corre riscos. Nossas instituições de controle são robustas.

Elio Gaspari: Moro no governo dos ‘humanos direitos’. Ele conhecerá outro lado da corrupção nacional, aquele em que se desrespeitam as prerrogativas dos cidadãos.

Bolsonaro vai prejudicar imagem do Brasil no exterior, diz FHC. Em evento em Lisboa, ex-presidente avalia, porém, que não há risco de nova ditadura no país.

Bolsonaro precisa focar Previdência e não pode errar na economia, diz Moreira Franco. Ministro diz que experiência como deputado contará a favor de novo presidente; ninguém fica 30 anos na Câmara sem aprender.

Medo em relação a governo Bolsonaro leva a planos de emigração. Brasileiros críticos a Bolsonaro relatam temores sobre integridade física e futuro profissional como razões para deixar país.

Editorial1: Teste na Previdência. Primeiro desafio de Bolsonaro é definir estratégia para conter déficit do sistema de aposentadorias; há opções mais e menos ambiciosas de reforma.

Editorial2: Maduro na berlinda. Ditador está cada vez mais acuado por novos vizinhos que lhe são incômodos, se não hostis.

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