Começam as mudanças no ministério de Temer

Sérgio Botêlho - Jornalista
Jornalista Sérgio Botêlho

Começaram as mudanças no ministério de Temer, com vistas à reforma da Previdência. As primeiras nomeações atingem as pastas das Cidades e da Articulação Política. Na de Cidades, assume um aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na figura do deputado federal Alexandre Baldy; enquanto que, na Articulação Política, Carlos Marun (IPMDB-MS) substitui o tucano Antônio Imbassahy (PSDB-BA).

As duas substituições, embora visem unir a base do governo em torno da reforma previdenciária, provoca naturais especulações sobre possíveis insatisfeitos -evidentemente, a serem confirmadas. Contudo, não há qualquer sinal de insatisfação, ao menos por enquanto, em virtude da nova configuração do ministério de Temer. Por isso, não. Agora, por conta de senas acumuladas, sim.

Por conseguinte, dando continuidade ao processo de contínuo desgaste no relacionamento com o governo Temer, a Executiva Nacional do PSDB recusou, nessa quarta-feira, 22, o fechamento de questão a favor da Reforma da Previdência, conforme pedia o presidente Temer. O pedido foi feito ao presidente afastado da sigla, senador Aécio Neves (MG), ungido como principal articulador entre o Planalto e o ninho tucano para assuntos de Previdência.

Dia 09 de dezembro próximo há uma convenção nacional do PSDB marcada, que irá estabelecer (ou não) os rumos do partido na política nacional, para o próximo período, com vistas ao pleito de 2018. Na oportunidade, os próceres do partido estarão avaliando o que é melhor para a sigla, neste momento, ou seja, continuar apoiando o governo Temer ou se afastar.

Independentemente da decisão sobre afastamento ou não, do governo Temer, os tucanos deliberarão sobre o apoio à reforma da Previdência, que, no frigir dos ovos, é o assunto que mais preocupa o Planalto. Os governistas sabem que poderão continuar com o apoio de parte da sigla ao governo, portanto, o que mais interessa é saber se os tucanos vão votar favorável ou contra a reforma da Previdência.

O temor é que a pressão popular, que ainda é muito grande, contra a reforma previdenciária, tenha contaminado boa parte dos tucanos, o que já é possível perceber pela decisão da cúpula do partido em não fechar questão a favor da proposta. Mais grave, ainda, é a possível contaminação de um número cada vez maior de parlamentares da base, decorrente da mudança de posição dos tucanos, sobre a reforma.

Por isso é que, cauteloso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, adverte que não é momento ainda de colocar a proposta da reforma para votação no plenário. Não há votos suficientes para sua aprovação, adverte Maia. A questão é saber o que é melhor ou pior para as pretensões do governo: se a pressa na votação ou a espera maior. E, rigorosamente, não há ninguém que tenha essa resposta na ponta da língua.

 

 

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