Mídia segue dando destaque total ao segundo turno da eleição 2018

Primeira Hora – Anexo 6

Mídia segue dando destaque total ao segundo turno da eleição 2018. “Propostas de Bolsonaro e Haddad custam mais de R$ 60 bi”, comenta O Globo. “Bolsonaro anuncia três ministros; Haddad busca nomes”, informa o Estadão. “Haddad planeja arrecadar R$ 80 bi com super-ricos”, diz a Folha.

_SINOPSE DE 12 DE OUTUBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Propostas de Bolsonaro e Haddad custam mais de R$ 60 bi. Isenção de IR e 13° para Bolsa Família podem ser adotados sem passar pelo Congresso. Mesmo com o forte desequilíbrio das contas públicas, os candidatos à Presidência têm feito propostas que aumentam as despesas do governo, sem detalhar como custeá-las. É o caso da ampliação das faixas de isenção do Imposto de Renda, de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), e também do 13° salário para beneficiários do Bolsa Família. A equipe econômica calcula que essas medidas, que podem ser adotadas por decisão do Executivo, teriam impacto anual de R$ 62,5 bilhões. Os gastos cresceriam mais se fosse incluída a mudança para o regime de capitalização na Previdência, que ambos defendem. Economistas das duas campanhas afirmam que é possível equilibrar as contas.

Fracassa tentativa de formar frente pró-Haddad. Com a resistência de Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes(PDT),fracassaram as tentativas de articular uma “frente democrática” para apoiar a candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Ciro embarcou para a Europa. Marina não apoiou o PT, mas reprovou o voto em Jair Bolsonaro( PSL).

‘Por estratégia’, Bolsonaro admite faltar aos debates. Pela primeira vez, Jair Bolsonaro (PSL) admitiu que pode não participar dos debates, ainda que seja liberado pelos médicos.

Derrotado, Jucá diz que MDB agora será oposição. Eterno integrante da base aliada,o MDB estará fora do próximo governo, anunciou o senador Romero Jucá, que não foi reeleito.

Segurança esquenta o debate. No primeiro debate do 2°turno, Eduardo Paes e Wilson Witzel subiram o tom, principalmente nas questões de segurança pública. Levantamento do GLOBO mostra que a média de vencimentos do ex-juiz superou o limite constitucional nos últimos três anos.

Bancada da bala ganha força na nova Alerj. A nova composição da Assembleia do Rio, eleita no domingo, aumentou de sete para doze o número de deputados identificados com as força de segurança. Maior bancada a tomar posse no ano que vem, com treze integrantes, o PSL elegeu quatro PMs, um policial civil e uma sargento do Exército.

Miriam Leitão: Governabilidade e riscos do próximo governo.

Merval Pereira: Esconder Lula é derrota simbólica para o PT.

Nelson Motta: Pé na bunda dos não reeleitos não tem preço.

Editorial1: Candidatos têm de ajudar a conter onda de violência. Bolsonaro e Haddad dão declarações de apaziguamento, mas precisam continuar atentos.

Editorial2: Morte suspeita de opositor agrava preocupações com a Venezuela. Queda de vereador de prédio público é mais uma pressão para PT se reposicionar sobre Maduro.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Bolsonaro anuncia três ministros; Haddad busca nomes. Candidato do PSL definiu Defesa, Fazenda e Casa Civil; petista sonda Barbosa e Alencar. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) anunciou os nomes de três integrantes de seu ministério, caso seja eleito: Paulo Guedes (Fazenda e Planejamento), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e o general Augusto Heleno (Defesa). “Num primeiro momento, tive que convencê- lo, mas ele, como bom militar, aceitou de pronto”, disse Bolsonaro sobre Heleno. Bolsonaro afirmou que ainda não definiu nomes para os outros ministérios. “Temos de esperar com prudência o dia 28, onde podemos ter a certeza de anunciar nomes”, disse, se referindo à data da votação em segundo turno. À colunista Eliane Cantanhêde, o general Heleno disse que “missão dada é missão cumprida. E cumprir a missão é ajudar o Brasil neste momento difícil”. O candidato do PT, Fernando Haddad, se reuniu com o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, cotado para Justiça. Outro nome sondado é o do empresário Josué Gomes da Silva.

MDB anuncia ‘neutralidade’. Partido do presidente Michel Temer e do presidenciável derrotado Henrique Meirelles não vai apoiar nenhum dos candidatos que estão no segundo turno.

Planos vagos para economia preocupam setor produtivo. Propostas incompletas, falta de explicações de como serão adotadas e ausência de clareza nos programas econômicos dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) geram incertezas nos setores produtivo e financeiro. As dúvidas relacionadas ao ajuste fiscal frearam as decisões estratégicas como ampliação da produção, do emprego e do investimento, dizem empresários.

Ciro viaja e frustra expectativa de petistas. Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes (PDT) viajou com a família e deve ficar fora do País por até duas semanas. A saída de cena frustra as investidas do PT. Ao contrário do que esperava a campanha, Ciro não vai chefiar a equipe do programa econômico do petista. Nos bastidores, o convite era tratado como primeiro passo para Ciro assumir um ministério em eventual governo Haddad.

PCC planejava fazer ataques usando método das Farc. Setores de inteligência da PF e do Departamento Penitenciário Nacional desarticularam dois planos do PCC para realizar atentados contra agentes públicos e explodir bombas em prédios do governo. As ações foram formuladas com influência de Fernandinho Beira-Mar, liderança do Comando Vermelho, e incluíam métodos das Farc, como sequestro de autoridades.

CNBB faz cobrança sobre aborto. Em encontro com Haddad, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Leonardo Steiner, pediu, entre outras coisas, a não legalização do aborto.

Suíça entrega prova de propina paga a chavistas. O MP da Suíça enviará aos EUA extratos de contas que teriam sido usadas para o pagamento de US$ 160 milhões em propinas a funcionários do governo chavista e a diretores da PDVSA, a estatal de petróleo da Venezuela.

Fundo eleitoral abasteceu só 44,7% dos candidatos.

Rede pró-Bolsonaro engaja mais que Neymar.

MP já conhece biotipo de assassino de Marielle.

Coluna do Estadão: A campanha de Jair Bolsonaro vai treinar eleitores para que atuem como fiscais no dia da votação, identificando crimes eleitorais, como compra de votos, além de problemas nas urnas.

Celso Ming: Além de incertezas produzidas pelas eleições, o País poderá ter de enfrentar turbulências no mercado financeiro mundial.

Editorial1: Mais um engodo petista. O PT tenta pregar uma peça na população, dizendo que pode ser o bastião da democracia frente ao avanço de Bolsonaro (PSL).

Editorial2: A indústria espera um sinal. Caberá ao setor privado reanimar o investimento, porque o governo terá dificuldade para retomar gastos de capital.

Editorial3: Ensino presencial e a distância. Na mesma semana em que o Conselho Nacional de Educação (CNE) colocou em consulta pública a proposta de resolução que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que em 2017 apenas 2,4% dos cursos a distância (EaD) – oferecidos online por canais de televisão fechada e por meios eletrônicos – obtiveram a avaliação máxima do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), ante 6,1% dos cursos presenciais. Os dois fatos não são isolados e mostram como a política educacional continua pecando por falta de coerência, articulação e definição de prioridades.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Haddad planeja arrecadar R$ 80 bi com super-ricos. Projeto de petista inclui nova alíquota de IR e tributação de lucros e dividendos. Economistas da campanha de Fernando Haddad (PT) estimam que a taxação do que chamam de super-ricos renderia R$ 80 bilhões por ano aos cofres públicos. O valor cumpriria com folga a promessa petista de isentar de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 4.770). Segundo Guilherme Mello, professor da Unicamp que assessora a campanha, super-ricos são aqueles que ganham entre 40 e 60 salários mínimos mensais, uma faixa de renda que vai de R$ 38,2 mil a R$ 57,2 mil.Em 2017, 175 mil brasileiros estavam nesse intervalo de tributação, segundo a Receita Federal. A proposta não é consenso entre os economistas ligados ao partido, pois beneficiaria também quem não precisa de ajuda. A taxação incidiria apenas sobre a renda que fosse superior a cinco mínimos. “Não vamos aumentar a carga tributária nem tributar a classe média”, afirma Mello. O sistema prevê ainda equalização da tributação de trabalhadores e empresários e imposto sobre lucros e dividendos de empresas, este proposto também por Jair Bolsonaro (PSL).

Bolsonaro anuncia três ministros e ataca imprensa. Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta quinta (11) Paulo Guedes (Fazenda e Planejamento), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Augusto Heleno (Defesa). A uma plateia de correligionários, no Rio, também criticou a imprensa. “Muito cuidado ao falar com a mídia. Eles querem pegar uma frase sua, uma escorregada, para me atacar. Recomendamos até, se for o caso, nem falar.”

Crianças perguntam a candidatos sobre os desafios do país. “Por que vocês ficam brigando e não trabalham em equipe?” e “Como vão cuidar da floresta Amazônica?” são algumas das perguntas que estudantes fizeram a Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). O deputado não respondeu.

Após euforia do 1º turno, Bolsa fecha semana em queda.

Tati Bernardi: A terrível sensação de ser sufocada e calada.

Levantamento aponta aumento de relatos de agressões por política.

Líderes do agronegócio temem radicalismo em governo Bolsonaro.

No rádio, deputado não dará folga ao PT; Haddad atacará falta a debate.

‘Se tem algum traidor, não é o João, é o Alckmin’, diz mulher de Doria.

Editorial1: Terra de ninguém. Avanço bolsonarista ameaça partidos tradicionais nos estados.

Editorial2: Regime chavista. Insuspeita ditadura. Caso de oposicionista na Venezuela mostra semelhanças com o de Vladimir Herzog.

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