Futuro governo federal é tema das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE NACIONAL DE 25 DE NOVEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Médicos poderão passar por exame de qualificação. Futuro ministro da Saúde, Luiz Mandetta defende certificação como a da OAB para formados. O futuro ministro da Saúde, Luiz Mandetta, tem como um de seus planos a instituição de um exame de qualificação para médicos formados inclusive no país, nos moldes do aplicado a advogados pela OAB, e cita como bom exemplo mundial uma recertificação cinco anos após a formatura. Mandetta defende uma carreira de Estado para profissionais de saúde interessados em atuar em regiões remotas e o refinanciamento das dívidas das Santas Casas.

PF liga Renan Calheiros a propina paga na Suíça. A Polícia Federal rastreou depósitos de US$ 3 milhões feitos em contas na Suíça controladas por Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, que seriam usadas para pagar propina a senadores do MDB, entre eles Renan Calheiros. Seria a moeda de troca para contratos na Petrobras. Renan e Faria negam.

Cirurgia de Bolsonaro deve ser em 20 de janeiro. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, informou que a operação de retirada da sua bolsa de colostomia deve ocorrer no dia 20 de janeiro.

Três milhões de mulheres buscam trabalho há 4 anos. Desde 2014, quatro milhões de mulheres foram ao mercado de trabalho para aumentar a renda familiar, mas três milhões ainda buscam uma ocupação. Entre as que conseguiram, boa parte está na informalidade. As mulheres eram 43,3% do mercado de trabalho no início da crise, e agora são 44,6%.

Para Haddad, chegou a hora de tirar o PT do SPC. Candidato derrotado à Presidência, petista se fortalece como liderança interna e defende renovação de quadros, reaproximação de setores estratégicos, como evangélicos, e mudanças na comunicação; legenda se reúne na próxima semana.

Vírus do ‘Aedes’ pode causar mais doenças graves. Pesquisadores de Rio e Piauí descobriram que pessoas que tiveram chicungunha, dengue e zika podem ter doenças neurológicas graves após muito tempo sem sintomas. A repórter Ana Lucia Azevedo conta que o alerta é para que o vírus do Aedes seja considerado no diagnóstico de doenças do sistema nervoso.

Bernardo Mello Franco: Uma leitura útil a Ricardo Vélez. … pressão sobre escolas pode agravar três problemas: abusos sexuais, gravidez precoce e transmissão de doenças.

Elio Gaspari: Bastidores das escolhas revelam a alma do governo. O ministério se revela nas manobras. Descontada a maneira silenciosa e cirúrgica com que Paulo Guedes forma sua equipe na área econômica, até agora a principal decisão de Bolsonaro foi a transferência do general da reserva Augusto Heleno para o Gabinete de Segurança Institucional.

Dorrit Harazim: Semelhanças entre Trump e Bolsonaro. Palavras escrevem História, como sabemos. Oremos. Como Trump, Bolsonaro mescla o conceito de cristandade com liberdade individual, autodeterminação espiritual e comportamento moral

Lauro Jardim: Em seis anos, 86 armas sumiram do Exército.

Ascânio Seleme: Presidente eleito se submeteu à ala evangélica. Mais de 20% dos brasileiros frequentam cultos religiosos pelo menos uma vez por mês. Na Itália, 11% da população vão a algum tipo de missa, contra 3,5% na GrãBretanha e apenas 1% na Suécia. Agora, imaginem um pastor, um bispo ou um grupo político ligado a igrejas evangélicas vetando um ministro em Estocolmo. Pois é. E o Brasil assim vai se modernizando.

Merval Pereira: Quatro cenários para Bolsonaro. O fato de que 58 milhões de brasileiros votaram em Bolsonaro é a evidência empírica conclusiva de que grande parte da sociedade anseia por proteção, rejeita o pacto anteriormente firmado e condena Lula, que, no entanto, pode ter interesses objetivos e subjetivos na conduta da oposição com a “faca nos dentes”. Economista monta os primeiros cenários especulativos para o mandato do futuro presidente

Editorial1: Chance para a universidade pública paga. O caráter reformista do governo Bolsonaro precisa tratar do ensino superior gratuito para todos.

Editorial2: É preciso cautela na pressão do Brasil e EUA sobre a Venezuela. É importante que sejam evitados delírios militaristas e o agravamento da situação do povo.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Bolsonaro exclui ‘caciques’ do governo e desagrada a Centrão. Tratativas para ministérios deixam líderes partidários de lado e criam desafio na busca de apoio no Congresso. Acostumados a indicar nomes para o primeiro escalão, “caciques” dos partidos do Centrão – DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – estão sendo alijados das conversas para a composição do governo Bolsonaro, conforme prometeu em campanha o presidente eleito. As tratativas são feitas diretamente com deputados e frentes parlamentares, desprezando o chamado “presidencialismo de coalização”, no qual o loteamento de cargos garante apoio no Congresso. O caso mais recente foi a sondagem a Celso Russomanno (PRB-SP), chamado para uma pasta que reuniria Esporte, Turismo e Cultura, sem o conhecimento do presidente de seu partido, Marcos Pereira. A indicação dos ministros do DEM, Onyx Lorenzoni, Luiz Henrique Mandetta e Tereza Cristina, também causou ruído na legenda, que resiste a integrar o governo. O “modus operandi” ameaça a lua de mel do presidente eleito com o Congresso. Bolsonaro dependerá do Centrão para aprovar mudanças constitucionais, como a reforma da Previdência.

Com Guedes, os ‘Chicago Oldies’ chegaram ao Poder. O futuro ministro da Economia colocou em postos-chave nomes que, como ele, forjaram o pensamento na Universidade de Chicago, referência do liberalismo. À “velha-guarda”, formada por Roberto Castello Branco, Rubem Novaes e Joaquim Levy, juntaram-se executivos do mercado financeiro.

Judicialização da dívida dos Estados ameaça novo governo. Decisões favoráveis a Estados e municípios para retardar medidas de ajuste afetam o caixa da União e acenderam o alerta na equipe de Bolsonaro, que busca fortalecer a articulação com o Judiciário. A judicialização foi o caminho escolhido por Estados em pior situação, como o Rio.

América Central vive êxodo causado por violência. A violência, mais do que a pobreza, empurra milhares de imigrantes da América Central para os EUA, relata Cristiano Dias, enviado à Cidade da Guatemala. Antes, jovens sozinhos, na faixa dos 20 anos, tentavam cruzar a fronteira. Hoje, famílias já são 30% dos imigrantes.

Rolf Kuntz: As fixações de Bolsonaro. País precisa de reforma educacional, mas ele pensa em doutrinação nas escolas e questões de gênero.

Eliane Cantanhêde: Sujeito (não tão) oculto. No “Novo Brasil”, há risco de dossiês e perseguições no Itamaraty e nas escolas para “depurar” o Estado.

Celso Ming: Envelhecido antes de nascer. O projeto do Cadastro Positivo já tem cara de passado. Propostas como as fintechs podem tomar esse espaço.

Editorial1: Estabilidade como bem público. Assim como o Plano Real restabeleceu o valor da moeda, é necessário ampliar a reforma política e rogar que o Judiciário deixe de mudar a jurisprudência eleitoral a cada pleito.

Editorial2: Legalizar a irresponsabilidade? Governadores querem mudar Lei de Responsabilidade Fiscal.

Editorial3: Resposta rápida. O governo federal foi ágil na adoção de medidas para mitigar os efeitos causados pelo rompimento unilateral, por parte de Cuba.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Bolsonaro acentua choque de interesses em áreas indígenas. Empresas e ruralistas se mobilizam em torno de projetos para ampliar ganhos. Índios, congressistas e empresários se mobilizam para encarar uma nova fase de conflitos de interesses na exploração de territórios indígenas no Brasil. No setor privado, há a expectativa de novos negócios com a posição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de dar mais autonomia aos índios no uso de suas terras e de não demarcar novos territórios. No Congresso, deputados ruralistas aceleram projetos que ampliam o uso das terras, mas sofrem resistência de líderes indígenas, que também estão atrás de oportunidades. Bolsonaro sugeriu aos índios utilizar as reservas para conseguir royalties de hidrelétricas, e um grupo de empresas nacionais e estrangeiras prepara proposta de projeto de lei para tentar viabilizar a atuação em áreas indígenas. A ideia, diz um diretor da francesa Engie, é os índios afetados terem direito a um percentual das receitas de novas hidrelétricas. O artigo 231 da Constituição assegura aos índios o direito sobre as terras, mas não há regulamentação formal sobre como consultá-los sobre a eventual exploração, nem os termos para compensações. O Brasil tem, de acordo com o Instituto Socioambiental, 721 áreas reconhecidas pela União como ocupadas por povos indígenas. Para organizações não governamentais, o perfil socioeconômico dos índios não pode ser comparado ao da população em geral e a prioridade nas terras deve ser a preservação, não os negócios.

Justiça manda União e Funai reativarem bases de vigilância na terra ianomâmi.

Bolsonaro põe presidencialismo de coalizão à prova ao arriscar novo estilo.

Análise. Blocos pesam mais do que partidos em Congresso argentino.

Bolsonaro afirma que cirurgia deve ocorrer no dia 20 de janeiro.

Painel: Projeção de cortes no governo faz servidores se mobilizarem para convencer Bolsonaro a manter seus postos.

Bolsonaro mantém estilo imprevisível ao longo de primeiro mês de transição.

Técnicos do TSE opinam por aprovação com ressalvas das contas de Bolsonaro.

Afastamento do trabalho por doenças mentais sobe 12%.

Metas do novo governo para a saúde esbarram no custo.

Márcio França: Bom senso entre os extremos. Boa política tem de achar caminhos de convivência.

Clóvis Rossi: Países rechaçam ideólogo da extrema direita.

Ranier Bragon: Bolsonaro emplaca seu 1º estelionato eleitoral, mas alguém está surpreso? Ficaram para trás o governo para todos e o ministério exclusivamente técnico.

Editorial1: Ambição liberal. Paulo Guedes acumula força para levar adiante sua agenda.

Editorial2: Complô contra. Marielle. Assassinato da vereadora ocorreu em março e ainda não foi esclarecido.

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