Manchetes dos jornais se dividem entre política e economia

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE NACIONAL DE 22 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Novo ministro quer reaver R$ 25 bi de corrupção. Valor será negociado pela AGU com empresas que cometeram irregularidades. Anunciado por Jair Bolsonaro como chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) de seu governo, André Luiz de Almeida Mendonça disse que tem como meta recuperar, em dois anos, R$25 bilhões por meio de acordos de leniência com empresas que cometeram irregularidades em contratos com a administração pública. Mendonça, que foi apresentado a Bolsonaro ontem, afirmou que o órgão manterá o status de ministério. O Cade homologou acordo com quatro empreiteiras envolvidas na Lava-Jato, que pagarão multa de R$897 milhões.

Partido de Bolsonaro faz queixa por mais espaço. Com 12 dos 18 titulares anunciados, e sem indicação partidária, a montagem do Ministério gera insatisfação entre os futuros deputados do PSL.Durante reunião do grupo com o presidente eleito, Joice Hasselmann, eleita por SP, disse que “a bancada quer ser ouvida”. Bolsonaro prometeu apoio aos parlamentares da sigla.

Primeira vistoria no Alvorada. Marcela Temer apresentou o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Empresa sob suspeita pagou voos de Mandetta. Aguirre Talento: Futuro ministro da Saúde,Luiz Henrique Mandetta teve voos pagos por empresa investigada por favorecimento em sua gestão na Secretaria de Saúde de Campo Grande.Ele diz que pediu o fretamento ao dono da empresa aérea.

Nome para Educação desagrada a evangélicos. Bolsonaro não confirma convite a Mozart Neves Ramos para a Educação. Evangélicos pedem nome ligado ao Escola sem Partido.

Moro escolhe general para Segurança Pública. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que já ocupou o posto no governo Temer, apoiou a intervenção federal no Rio.

Secretário confirma ação da milícia na morte de Marielle. O secretário de Segurança, general Richard Nunes, disse que já foram identificados “participantes” do assassinato de Marielle Franco. Ele disse que, “com toda a certeza”, há milicianos envolvidos no crime e que agora é preciso reunir “provas cabais”. A participação de políticos é provável, acrescentou.

Bernardo Mello Franco: Negociar com as bancadas é risco.

Míriam Leitão: A xenofobia não é parte da natureza do Brasil.

Editorial1: Volta a ilusão de usar royalties para evitar ajuste fiscal. Políticos nada aprendem e repetem o erro de aplicar recursos voláteis em gastos fixos e engessados por lei.

Editorial2: Acidente com viaduto em SP é alerta sobre manutenção de estruturas. Prefeituras precisam fazer diagnósticos do problema e realizar as obras necessárias.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Evangélicos reagem à escolha de Mozart Neves para Educação. Diretor do Instituto Ayrton Senna vira alvo de bancada por não defender projeto Escola sem Partido´. A escolha do diretor do Instituto Ayrton Senna Mozart Neves Ramos para o Ministério da Educação de Jair Bolsonaro causou forte reação da bancada evangélica, que defende projetos como o Escola sem Partido. Segundo fontes ouvidas pelo Estado, o educador foi convidado e pretendia aceitar o cargo em uma reunião marcada para hoje com o presidente eleito. Algumas horas depois, no entanto, integrantes da Frente Parlamentar Evangélica criticaram a escolha e disseram que Mozart não tem “afinidade ideológica” com o novo governo. No início da noite, Bolsonaro declarou em sua conta no Twitter que, “até o presente momento, não existe nome definido para dirigir o Ministério da Educação”. Mozart, de 52 anos, é um dos nomes mais respeitados da educação no País, foi secretário estadual em Pernambuco e reitor da Universidade Federal de Pernambuco. Sua indicação foi bem recebida pelos especialistas da área. Além do perfil técnico, ele transita pelas áreas pública, privada, do terceiro setor e pela academia.

Tour em futuro endereço. A futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se reuniu ontem com Marcela Temer no Palácio da Alvorada, em Brasília. Michelle afirmou que quer participar de “todos os projetos sociais possíveis” no governo de seu marido.

Temer prepara série de concessões para Bolsonaro. O presidente eleito Jair Bolsonaro vai receber da gestão Temer um pacote de projetos de concessão prontos para ser leiloados no 1.º trimestre de 2019. No dia 29, o governo vai divulgar os editais de licitação de 12 aeroportos, quatro terminais portuários e uma ferrovia. Somados, os lances mínimos dos leilões chegam a cerca de R$ 1,5 bilhão.

Efeito Mais Médicos. Pacientes fazem fila em unidade de saúde em Campinas. Consultas foram canceladas com saída de cubanos.

De guarda-costas a delator nº 1. Promovido de guarda-costas a chefe do Tesouro no regime chavista, Alejandro Andrade, preso nos EUA, é trunfo dos investigadores para comprovar a corrupção que movimentou propina de mais de US$ 1 bilhão na Venezuela, informa Jamil Chade.

Gustavo Bebianno fica com Secretaria-Geral.

Oficiais mais antigos vão comandar as três Forças.

General da reserva vai chefiar Segurança Pública.

Nomeado para AGU diz que vai investir no diálogo.

STJ decide manter foro especial para magistrados.

William Waack: Washington e Pequim pedem que países assumam um lado. Não vamos escapar da escolha.

Celso Ming: Cenários para o governo Bolsonaro não levam em conta questões externas, que podem mudar tudo.

Editorial1: Bom sinal. Não se sabe se o esforço será bem-sucedido, mas Jair Bolsonaro tem demonstrado, na montagem de seu Ministério, que está mesmo disposto a acabar com o presidencialismo de coalizão.

Editorial2: Abertura e integração global. Se for na direção correta, boa parte do programa do novo governo consistirá em tirar o atraso.

Editorial3: Hecho en Cuba. Os interesses dos médicos que a ilha caribenha exporta e os dos pacientes por eles atendidos estão submetidos aos interesses do Estado.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Nome de educador gera 1ª crise entre base e Bolsonaro. Presidente eleito sonda moderado para educação,mas refuta convite após forte reação da bancada evangélica. A escolha do ministro da Educação do futuro governo gerou a primeira crise entre a equipe de transição de Jair Bolsonaro ( PSL) e sua base de apoio no Congresso. O nome de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna com perfil moderado, vazou antes de reunião que selaria a indicação, gerando críticas de deputados da bancada evangélica. Sóstenes Cavalcanti(DEMRJ) declarou que a insatisfação foi levada ao futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni(DEM-RS).“O novo governo pode errar em qualquer ministério, menos no da Educação”, disse. Mozart não se pronunciou a favor do Escola sem Partido ou contra discussões sobre gênero nas aulas, temas que alavancaram Bolsonaro. Nas redes sociais, após a reação da base, o presidente eleito disse que “até o presente momento, não existe nome definido para dirigir o Ministério da Educação”. Também cotado, Ricardo Vélez Rodriguez foi chamado às pressas para falar com Bolsonaro. Nascido na Colômbia, ele é professor da Universidade Federal de Juiz de Fora( MG).

PM em vigília contra resgate do PCC encara precariedade. Em período de espera para evitar possível resgate de chefes da facção PCC de presídios, policiais militares estão alojados há um mês em condições precárias no oeste paulista. A maioria dorme em colchões finos, sem roupa de cama, e recebe alimentação de baixa qualidade.A gestão França (PSB) diz que inspecionará comida e alojamentos.

Futura e atual primeiras-damas se encontram. Michelle Bolsonaro e Marcela Temer durante visita ao Palácio da Alvorada, que pode ser residência da família do presidente eleito; Jair Bolsonaro pediu posse simples em 1º de janeiro.

‘Maioria se sentia explorada’, diz médico cubano. Integrante do Mais Médicos por quase três anos, o cubano Adrian Estrada Barber disse à Folha que concorda com as exigências do governo Bolsonaro ao regime e que “a maioria se sentia explorada” pelo programa.

Mercado deve ser aberto para os EUA, afirma ex-embaixador. O governo eleito deve iniciar abertura inteligente do mercado brasileiro para itens americanos, diz Thomas Shannon, embaixador no Brasil de 2009 a 2013.Para ele,relação com os EUA é mais vantajosa do que com a China.

Chefes das três Forças, AGU e Secretaria Geral são anunciados.

Comando da Caixa vai ficar com especialista em privatizações.

Matias Spektor: Diplomacia pode não ser desastre completo.

Editorial1: Pelas beiradas. Futuro presidente da Petrobras age de maneira pragmática ao não falar em privatização integral.

Editorial2: República dos réus. Denúncias de malfeitos, comprovadas ou não, são arma conhecida na disputa partidária.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Governo Bolsonaro vai rever regras para setor de petróleo. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, pretende patrocinar a mudança do marco legal do pré-sal, que pode ser feita por meio de projeto de lei ordinária ou medida provisória.

Governadores eleitos querem ‘mais’ da Vale. Os governadores eleitos do Pará e do Espírito Santo vão contestar as contrapartidas exigidas da Vale para a renovação antecipada das concessões de duas ferrovias controladas pela mineradora, a Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Vitória-Minas.

A ‘dupla personalidade’ do consignado. As turbulências políticas e econômicas recentes reforçaram a “dupla personalidade” do crédito consignado. Enquanto as taxas médias de empréstimos oferecidos a funcionários públicos aproximam-se das mínimas históricas, as cobradas dos empregados de empresas privadas estão mais perto das máximas.

Veto evangélico muda Educação. A bancada evangélica vetou o nome de Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna, para o Ministério da Educação no governo Bolsonaro. O presidente eleito decidiu recuar da nomeação, que era dada como certa, mas foi considerada “de esquerda” pela bancada.

Zema vende negócio de combustível. A petroleira francesa Total fechou acordo para comprar a Zema Petróleo, distribuidora de combustíveis que pertence ao governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo.

Sem Ghosn, Nissan quer mais poder. A Nissan quer aproveitar a demissão do presidente de seu conselho de administração, Carlos Ghosn, para fazer a balança da união com a Renault pender a seu favor.

OMC sofre nova ameaça dos EUA. A Casa Branca fez nova ameaça à existência da Organização Mundial do Comércio (OMC) em reação aos pedidos de 28 países para criação de comitês (painéis) que investigarão a legalidade das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos às importações de aço e alumínio.

Transição Bolsonaro cogita nomear filho ministro. André Luiz Mendonça comandará a AGU; Gustavo Bebianno ficará na Secretaria-Geral da Presidência.

Assessor de Trump visitará presidente eleito.

Servidor de carreira deve assumir comando da AGU.

Futuro titular da Defesa define comando das Forças Armadas.

Esfria chance de Ivan Monteiro no BB; Carlos Viana continua no BC.

Tereza Cristina beneficiou frigoríficos em Refis do Funrural.

Na diplomacia, a política é filha da geografia. O veterano embaixador Marcos Azambuja cultiva a crença de que o poder é didático e seu exercício o delimita.

Mandetta no ministério não garante apoio da bancada da saúde a Bolsonaro. Parlamentares da frente estavam divididos em relação à indicação para a pasta.

Projeto de distrato imobiliário volta para a Câmara. Senado aprovou, com alterações, proposta que define regras para a desistência da compra de imóvel na planta.

PT deve acionar WhatsApp nos Estados Unidos. Para Fernando Haddad, eleição foi influenciada por notícias falsas contra sua candidatura, divulgadas por meio do aplicativo.

Transição “Escolhas foram do presidente”, diz ACM Neto. Dirigente afirmou que controle de três ministérios não faz DEM abrir mão de reeleição de Maia.

Editorial Política externa poderá ser muito alinhada à dos EUA. Trump veio para fazer a roda da história girar ao contrário, ressuscitando o protecionismo, destruindo acordos comerciais e políticos e declarando guerras tarifárias.

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