Judiciário, fraudes e denúncias são os temas que dominam as manchetes dos jornais

Judiciário, fraudes e denúncias são os temas que dominam as manchetes dos jornais. Mil ações que envolvem militares deixam a justiça comum; fraudes em fundos de pensão envolvem 200 cidades;

Judiciário, fraudes e denúncias são os temas que dominam as manchetes dos jornais. Mil ações que envolvem militares deixam a justiça comum; fraudes em fundos de pensão envolvem 200 cidades; contas na Suíça de Paulo Preto estão sendo esquadrinhadas.

SINOPSE DE 07 DE MAIO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Nova lei tira da Justiça comum mil ações sobre militares. Investigações são transferidas em série para tribunais especiais. Regra sancionada por Temer já provoca atrasos em sentenças e insegurança jurídica sobre processos que vão de corrupção a tortura. Em vigor desde outubro de 2017, uma nova lei provoca dúvidas e indefinição em tribunais do país que julgam casos de militares e policiais acusados de crimes. A nova legislação já resultou na transferência de mil investigações da Justiça comum para a Militar. Enquanto entidades de direitos humanos temem blindagem e impunidade, promotores e juízes militares dizem que não haverá proteção. Novos entendimentos do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal ainda podem mudar o rumo dos processos sobre tortura, abuso e outros crimes atribuídos a militares no exercício da função/

Produção de etanol volta a crescer. Setor se prepara para um novo ciclo de expansão, com investimentos previstos de R$ 72 bilhões até 2030. Com a mudança na política de reajuste da gasolina, o preço do etanol deve ficar mais vantajoso para o consumidor/

Rio receberá verba extra de R$ 2,6 bi. Estado terá R$ 2,6 bi do repasse de R$ 4,4 bi que Temer sancionou como compensação por produção de petróleo/

Interventor muda estrutura de presídios. Decreto do general Braga Netto permite que presos provisórios e condenados fiquem na mesma cadeia/

Um ano após ação, área da cracolândia, em SP, ainda está ocupada. Há um ano, a prefeitura de São Paulo começou uma grande operação no Centro, na tentativa de acabar com a Cracolândia. Hotéis usados pelo crime foram esvaziados e imóveis, derrubados. Mesmo assim, a região ainda convive com o crack, e usuários podem ser vistos consumindo drogas à luz do dia. Na tentativa de revitalizar a região, uma parceria público-privada organizada pelo governo do estado já resultou na construção de prédios novos com mais de três mil apartamentos. Representantes dos empreendimentos dizem que 2,2 mil unidades serão de interesse social, mas moradores de baixa renda, que vivem em áreas invadidas, temem não conseguir pagar e ser expulsos/

Demétrio Magnoli: Não faz muito sentido ligar acontecimentos de 1968 no Brasil e na Europa/

Editorial: Tema em discussão: Barreiras legais para conter gastos. Traço cultural. … é preciso cuidado com ideias de flexibilização do teto constitucional. O importante tem de ser executar as reformas que mantenham as despesas dentro daquilo que a sociedade pode pagar em impostos. Não é fácil estabelecer limites de gastos no Brasil, mas já existem mecanismos com este fim.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Fraudes afetam fundos de pensão de até 200 cidades. Golpes ameaçam aposentadoria de servidores; segundo fontes ligadas às investigações, perdas podem chegar a R$ 15 bi. O governo estima que fundos de pensão de até 200 cidades podem ter sofrido fraudes. São casos parecidos com os investigados pela Polícia Federal na Operação Encilhamento, deflagrada em abril, que identificou irregularidades em 28 institutos municipais. A partir das investigações, o Ministério da Previdência estima que entre 100 e 200 cidades podem ser afetadas. Segundo o subsecretário dos Regimes Próprios de Previdência Social, Narlon Gutierre, os fundos têm um patrimônio de R$ 254 bilhões. Deste valor, R$ 140 bilhões estão investidos em renda fixa – o alvo das fraudes. Fontes próximas às investigações dizem que cerca de R$ 15 bilhões dos investimentos em renda fixa podem estar aplicadas em títulos podres, sem valor. Entre os casos mais graves está o de Uberlândia (MG): cerca de 50% das reservas podem ter sido desviadas. “O servidor, infelizmente, vai ter de aumentar a contribuição para aposentadoria”, diz o vereador Juliano Modesto, relator da CPI que investiga o caso/

Aumento de contribuição. Servidores de cidades como Uberlândia (MG), Paulínia (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) temem ser obrigados a ampliar contribuições para ter acesso ao benefício que consideravam garantido/

Para bancos, candidatos ‘reformistas’ estagnaram. Relatórios feitos por bancos internacionais para clientes e investidores estrangeiros indicam alto grau de incerteza no quadro eleitoral brasileiro e preocupação com a “estagnação” de nomes de centro-direita, chamados de “reformistas”. A seis meses das eleições, a pulverização de candidaturas também gera apreensão em relação à disputa presidencial no Brasil/

Presidente diz que Correios fecharão agências em fases. A direção dos Correios aprovou plano para fechar 513 agências, mas segundo o presidente interino, Carlos Fortner, o número final não foi definido. O processo será feito em fases e implicará em “liberação de excedente de mão de obra”/

Direto da fonte: ‘Não dá para curar fake news como gripe’. Arick Wierson, ex-marqueteiro de Michael Bloomberg, diz que as notícias falsas veiculadas na internet vieram para ficar. “Vão fazer parte da realidade.”/

Cida Damasco: Escalada da moeda americana pode afetar economia, mas perda de vigor já era visível/

Moisés Naím: A banalidade de Nicolás Maduro só é superada por sua crueldade/

Editorial1: A prevalência da lei. Se o conteúdo constitucional está sujeito a um tratamento fluido, que não respeita a literalidade do texto, todo o sistema jurídico é afetado pela instabilidade/

Editorial2: Partidos e dinheiro público. Sendo entidades privadas, os partidos políticos não deveriam viver de dinheiro público/

Editorial3: Desamparo do pedestre. Enquanto se prometem melhorias nos principais meios de transporte coletivo da capital – a reforma dos ônibus em andamento, de acordo com as regras fixadas pelo recém-lançado edital de licitação para a escolha das novas empresas concessionárias, e a promessa de que até o fim do ano as linhas do Metrô atingirão finalmente 100 km de extensão –, um dos mais importantes meios de deslocamento diário, as viagens a pé, continua a não receber a atenção que merece do poder público.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Suíça vê série de depósitos a operador na gestão Serra. Contas receberam “numerosas entradas de fundos”, segundo procuradores. Depois de assumir direção na Dersa, empresa rodoviária do Estado de São Paulo, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, fez uma série de movimentações em quatro contas na Suíça entre 2007 e 2009, na gestão do ex governador tucano José Serra. Souza abriu as contas 43 dias depois de ter sido nomeado diretor de engenharia da estatal, em maio de 2007. Elas contabilizavam US$ 34,4 milhões no ano passado. Segundo o Ministério Público suíço, as contas tiveram “numerosas entradas de fundos” nos anos seguintes. Os detalhes das movimentações constam de documento das autoridades suíças sobre as contas, abertas em nome de uma empresa criada no Panamá. As defesas de Souza e José Serra não quiseram comentar as novas informações do Ministério Público suíço. Souza é considerado operador do PSDB paulista e foi preso em abril pela Lava Jato em São Paulo, acusado de ter desviado R$ 7,7 milhões na obra do Rodoanel Sul, o que seus advogados negam. A propina repassada a Souza, segundo delatores, chegaria a R$ 173 milhões/

‘Constituição não pode engessar economia do país’. Coordenador do programa econômico do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e um dos criadores do Plano Real, Persio Arida defende tirar da Constituição artigos que obrigam o governo a gastar com educação e saúde. A medida, segundo ele, permitiria ainda simplificar o sistema tributário/

Zerar fila por imóveis em SP custaria R$ 46 bilhões. Zerar a fila por habitação em São Paulo demandaria construir 358 mil apartamentos ou casas a um custo de R$ 46 bilhões. A prefeitura diz ter gasto R$ 371 milhões em 2017 para entregar 7.000 unidades, ou 2% da demanda. A Folha visitou nove invasões em três capitais, onde os moradores tratam imóveis precários como se fossem seus/

Sabesp troca comando para capitalização. O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), trocou o comando da Sabesp e colocou Karla Bertocco, subsecretária em sua gestão, na presidência. O objetivo seria o de acelerar a capitalização da empresa/

Editorial1: Retomada difícil. Resultados da indústria decepcionam no 1º trimestre e levam a previsões mais modestas para o PIB; lado positivo é que inflação e juros devem continuar baixos/

Editorial2: Tango cambial. Argentina lida outra vez com um fantasma econômico: o temor de escassez de divisas estrangeiras.

 

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Situação de reservatórios garante oferta de energia. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgará esta semana mensagem tranquilizadora: os reservatórios devem chegar ao fim do período seco em nível mais confortável do que nos últimos anos e haverá menos necessidade de acionar usinas térmicas nos meses de estiagem/

Consórcio de Viracopos pede recuperação. A concessionária do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), protocolou, na noite de ontem, pedido de recuperação judicial (RJ). O objetivo é reestruturar dívida de R$ 2,88 bilhões/

MDB deve ficar fora da luta pelo Planalto. A candidatura do presidente Michel Temer, que nunca foi unanimidade nem mesmo no Palácio do Planalto, perdeu ainda mais terreno no MDB e abriu espaço para outras alternativas na eleição presidencial/

Mudanças na receita. A operação local da Mondelez, dona de marcas como Lacta, Oreo, Club Social e Trident, é parte relevante da estratégia global da empresa para reduzir custos e elevar a produtividade, diz o presidente no Brasil, Augusto Lemos, que fechou duas fábricas, ampliou outras e vai expandir o portfólio/

Apenas 19% satisfeitos com democracia. Diante de um quadro de “muito crime no país” ou “muita corrupção”, há mais brasileiros hoje que concordam com a possibilidade de um golpe de Estado liderado por militares do que aqueles que discordam/

General diz que não é momento de se omitir. Primeiro militar no comando do Ministério da Defesa desde a criação da pasta, há quase duas décadas, o general de quatro estrelas Joaquim Silva e Luna afirmou, em entrevista ao Valor, que o momento político não está para omissões/

Governo dará crédito barato a multinacionais. O governo atendeu aos apelos da indústria e garantiu crédito subsidiado para viabilizar a participação de fabricantes de trens, do interior de São Paulo, em megalicitação na Argentina/

Reforma dá celeridade à Justiça. Com a entrada em vigor, em novembro, da reforma trabalhista, o número de novos processos na Justiça do Trabalho caiu quase à metade no primeiro trimestre. Foram 355,1 mil ações, face a 643,4 mil no mesmo período de 2017/

EUA atraem brasileiros mais qualificados. Cada vez mais, profissionais com alta qualificação ou perfil empreendedor estão deixando o Brasil em busca de segurança profissional e pessoal nos Estados Unidos/

Temer, Macri e Trump são fatores de risco. Temer assina lei que libera R$ 4,5 bi a Estados e eleva riscos representados por Argentina e Trump/

Setor de serviços retoma mobilização contra aumento de carga no PIS/Cofins. Medida é a reação à decisão do Ministério da Fazenda de enviar proposta de simplificação do tributo ainda este mês ao Congresso/

Investimento é saída para crescimento, diz Velloso/

Ofício de diretor-geral da Aneel sobre a MP 814 provoca divergência na agência. Nível alto de ociosidade deve se manter até 2020, indica relatório/

Editorial: Ao restringir foro Supremo deixa muitas dúvidas no ar. Sem a prerrogativa de foro, os políticos processados terão quatro instâncias do Judiciário na qual poderão testar todos os tipos de recursos.

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