Jornais destacam novos números de pesquisas para a Presidência da República que indicam boa vantagem de Bolsonaro, mas, com queda de oito pontos

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE DE 28 DE OUTUBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:
*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Bolsonaro lidera; diferença para Haddad cai. Pesquisas indicam redução de vantagem na véspera de eleição polarizada. DATAFOLHA: Haddad 45% x 55% Bolsonaro. IBOPE: Haddad 46% x 54% Bolsonaro. A eleição presidencial de 2018, marcada por alta polarização, chega hoje ao seu dia decisivo com Jair Bolsonaro (PSL) à frente de Fernando Haddad (PT) nas pesquisas. A diferença, que chegou a ser de 18 pontos percentuais, caiu para oito, segundo o Ibope, e para 10, de acordo com o Datafolha. PEDRO DORIA reconstitui a trajetória de Bolsonaro, de deputado do baixo clero a presidenciável favorito, e mostra como uma confluência de ondas, que inclui a crise política e econômica e a emergência de um forte conservadorismo popular, alavancou o candidato que demonstrou mais intimidade com as redes sociais. SÉRGIO ROXO narra a dificuldade de Haddad para imprimir sua marca. O ex-prefeito não conseguiu construir a frente democrática. Na última semana, adotou tom mais agressivo e angariou apoios.
Bolsonaro diz que democracia ‘não está em jogo’ e pede empenho sem clima de ‘já ganhou’.
Haddad celebra apoio de antipetistas e promete conciliação sem ‘subir no salto’.
Influência de Cid Gomes e projeto de nova candidatura pesaram na decisão de não apoiar Haddad.
Após apoio a Haddad, Joaquim Barbosa rebate Bolsonaro: ‘Manipulação’.
Disputa entre Witzel e Paes se acirra. Pesquisas apontam redução da diferença entre Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM). Segundo Ibope, ex-juiz tem 54% dos votos válidos, contra 46% do ex-prefeito. No Datafolha, Witzel lidera por 6 pontos.
Merval Pereira: Presidente eleito terá como missão unir os brasileiros.
Dorrit Harazim: Gestos e palavras contam no incitamento ao ódio.
Bernardo Mello Franco: Democracia tem sua prova de fogo.
Lauro Jardim: Moro retoma no dia 5 audiências do caso de Atibaia.
Elio Gaspari: Bolsonaro não recuou de propostas: eram truques.
Ascânio Seleme: Presidente eleito terá que refazer pontes dinamitadas.
Míriam Leitão: Tema central da campanha foi a democracia em si.
Editorial: Eleição é uma etapa num processo político de mudança. O crescimento de uma direita assumida melhora o equilíbrio ideológico da representação.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Eleição do ‘não’ e do ‘fora’ amplia desafio de unir o país. Presidente eleito hoje terá de pôr fim à crise política e promover o crescimento da economia. Os brasileiros vão às urnas hoje eleger o novo presidente da República após uma campanha eleitoral de segundo turno na qual as propostas foram soterradas pela disposição dos dois candidatos – Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) – de acentuar os pontos negativos do adversário e estimular o medo nos eleitores. Por causa dessa estratégia, os tradicionais slogans de esperança que sempre marcaram as disputas pelo voto após a redemocratização (1985) foram substituídos por bordões que incluem as palavras “não” e “fora” acima de qualquer ideia, argumento ou proposição. Como consequência, quem quer que seja eleito hoje receberá um país polarizado e raivoso e terá como grande desafio unir os brasileiros em torno de um programa que possa encerrar a crise política, iniciada em 2015, e retomar o crescimento da economia. O ‘Estado’ ouviu autoridades, empresários, artistas e personalidades da sociedade civil sobre a necessidade de o eleito trabalhar para unir os brasileiros. Para o presidente Michel Temer (MDB), “não se pode, depois da eleição popular, continuar com divisões incabíveis”. Na mesma linha, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, diz que “o encaminhamento do ajuste fiscal, a melhora da confiança, a atração de novos investimentos e a redução do desemprego poderão angariar gradual apoio popular, construindo a pacificação social”. A atriz Fernanda Montenegro vê um “momento trágico, um processo eleitoral radicalizado em que os candidatos existem em função um do outro”. “Não tem jeito. Vamos ter de pacificar esse país”, diz. Após ter sido cotado para concorrer ao Planalto e recusado a ideia, o apresentador de TV Luciano Huck prega “um esforço sobre-humano para conseguir uma conciliação, se não vão ser tempos muitos difíceis”.
Jair Bolsonaro (PSL), contradições e recuos na reta final de campanha.
Fernando Haddad (PT), candidato que tenta agradar a PT e centro.
Em SP, a disputa mais acirrada em 20 anos.
Candidatos vão precisar de reformas e receitas extras para cumprir promessas. Equipe econômica de Bolsonaro admite que o governo precisará de receitas extraordinárias em 2019. Prometido por Haddad, aumento do salário mínimo e do Bolsa Família depende de reforma tributária.
Joaquim Barbosa declara apoio a Haddad.
Editorial1: Sem terceiro turno. O compromisso com a democracia proclamado pelos dois candidatos não pode ser da boca para fora. Tanto quem ganhar como quem perder deve conviver com seu adversário, reconhecendo-lhe legitimidade.
Editorial2: Choque de custo ainda é fraco. Inflação moderada ajudará passos iniciais do novo presidente.
Editorial3: As dificuldades do Ibama. Órgão pode ter sua política revista com a chegada de um novo governo, o que é comum na democracia; mas, em hipótese alguma, pode ser asfixiado.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: À véspera da votação, Bolsonaro tem 10 pontos sobre Haddad. Diferença para petista era de 18 pontos percentuais há 9 dias; candidato do PSL mantém favoritismo para ser o 42º presidente. Pesquisa Datafolha concluída no começo da noite de ontem coloca o candidato do PSL, Jair Messias Bolsonaro, 63, com 10 pontos de vantagem sobre o petista Fernando Haddad, 55, na véspera do segundo turno. O país vai às urnas neste domingo (28), das 8h às 17h, para escolher quem será o presidente a partir de 1° de janeiro. O deputado federal tem 55% dos votos válidos, contra 45% do ex-prefeito de São Paulo. É a menor distância entre os dois nas pesquisas feitas após o primeiro turno. A redução coincide com período de exposição negativa de Bolsonaro, iniciado com reportagem da Folha que mostrou que empresários impulsionaram disparos por WhatsApp contra o PT, em prática ilegal. Já agressiva no primeiro turno, a corrida eleitoral se caracterizou por discursos virulentos no segundo, e quase não houve discussão de propostas. O capitão reformado fez a opção de não participar de nenhum debate. Substituto do ex-presidente Lula, preso por corrupção e lavagem de dinheiro em Curitiba, Haddad, na manhã de ontem, recebeu apoio de Joaquim Barbosa, o ex-presidente do STF que conduziu o julgamento do mensalão petista. A declaração provocou reação quase imediata de Bolsonaro e tréplica de Barbosa. Ciro Gomes (PDT), terceiro no primeiro turno, também se manifestou, mas não declarou voto a Haddad. O gesto irritou a campanha petista.
Em alta, França vai a 51% dos válidos contra 49% de Doria. O governador Márcio França (PSB) e João Doria (PSDB) chegam à véspera do pleito em São Paulo tecnicamente empatados, com 51% e 49% dos votos válidos, respectivamente, segundo o Datafolha. Doria, o mais votado no primeiro turno, viu sua vantagem sobre o adversário erodir desde então. Na disputa mais acirrada desta eleição, com vídeo de teor sexual e constante troca de farpas, está em jogo ainda o futuro do PSDB, que governa São Paulo há 24 anos. Após fracasso de Geraldo Alckmin, a sigla pode sucumbir às divisões internas em caso de uma nova derrota.
Eleições 2018. Análise. M.Paulino e A. Janoni: Pior desempenho do PT dá força ao adversário.
No Rio, distância diminui e Witzel tem 53% contra 47% de Paes.
Com 70% em pesquisas, Zema e Ibaneis devem ser eleitos em MG e no DF.
Bolsonaro entra com nova ação contra Haddad e profissionais da Folha.
Cármen Lúcia suspende decisões que definiram ação em universidades.
Maioria dos brasileiros se opõe a liberação de armas, mostra Datafolha
Editorial: Defesa da democracia. Qual Bolsonaro pode chegar à Presidência? O que promete pacificar o país ou o que age como chefe de facção de comportamento abominável?

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