João de Deus negocia rendição

SINOPSE NACIONAL DE 17 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Médium negocia rendição e se entrega à polícia. Estrada de terra em Goiás foi local escolhido para se apresentar às autoridades. Acusado de abuso sexual por mais de 300 mulheres, João de Deus teve que começar a dar suas explicações aos policiais ontem, na Delegacia de Investigações Criminais em Goiânia. A previsão era de que o médium seria transferido para cela individual em presídio, mas a defesa pede que ele use tornozeleira eletrônica para que possa responder em prisão domiciliar. (PÁGINAS 17 e 18)

Pena de morte: Bolsonaro desautoriza plano de filho. Apesar da defesa feita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, que viajou para a Indonésia, onde brasileiros foram executados, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, descartou a ideia da pena capital. (PÁGINA 5)

PF divulga possíveis disfarces de foragido italiano (PÁGINA 6)

MP rastreia esquema de saques na Alerj. O Ministério Público do Rio vai apurar a situação de cada um dos 20 deputados da Assembleia Legislativa do Rio cujos assessores tiveram movimentações financeiras consideradas suspeitas pelo Coaf. A possível cobrança de “pedágio” de servidores em câmaras municipais também está na mira dos promotores. (PÁGINA 4)

Aeroportos são foco de pacote de infraestrutura. O futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, diz em entrevista ao GLOBO que o governo Bolsonaro vai extinguir a estatal ferroviária Valec, ampliar a atuação do Dnit e focar nas concessões dos aeroportos, incluindo Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP), em mais dois leilões. (PÁGINA 13)

CNJ define nova regra de auxílio para juízes. Conselho Nacional de Justiça deve votar amanhã recriação de auxílio-moradia para magistrados, com critérios mais rígidos. (PÁGINA 6)

Obras do PAC no Rio sofrem com abandono. Promessa de melhorias virou frustração, como na região de Manguinhos, com série de obras abandonadas ou sem conservação. (PÁGINA 7)

DEMÉTRIO MAGNOLI: Moro ministro não representa a Justiça. ‘Irremediável perda da imparcialidade” —a acusação do PT contra Sergio Moro, base do pedido de anulação da sentença condenatória no caso do tríplex, obedece às lógicas da defesa legal do ex-presidente e da campanha política de “Lula livre”. Mas desvia o foco do debate relevante. O salto da cadeira de juiz em Curitiba à de ministro em Brasília nada tem de escandaloso. O problema está em outro lugar: aparentemente, Moro não reconhece a fronteira entre uma função e a outra. (PÁGINA 3)

FERNANDO GABEIRA: A fragilidade das relações com gurus. Relação entre guru e discípulos é uma espécie de deslocamento das estruturas sociais autoritárias para as relações pessoais, diz livro. (PÁGINA 2)

CACÁ DIEGUES: Internet faz hoje o papel do Poder Moderador. Essa galáxia da internet está mudando o mundo sem que tomemos consciência de que podemos orientar essa mudança.

Editorial1: Odebrecht une latinos contra a corrupção. Acordo de colaboração judicial assinado por empresa, desta vez no Peru, tem potencial devastador.

Editorial2: Futuro governo Witzel não pode desprezar legado da intervenção. Decisão de extinguir Secretaria de Segurança Pública é vista com preocupação por militares.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Estrangeiros têm um Estado do Rio em terras no País. São 28,3 mil propriedades, ou 3,6 milhões de hectares; proposta para flexibilizar regras está parada no Congresso. O País tem hoje 28.323 propriedades de terra, no total de 3,617 milhões de hectares, nas mãos de estrangeiros, área equivalente à do Estado do Rio. É o que mostra levantamento feito pelo Estado a partir de dados do Sistema Nacional de Cadastro Rural, administrado pelo Incra. Pelo menos dois terços estão em nome de empresas, e Portugal, Japão, Espanha e Alemanha lideram a lista de compradores. Criticados pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, pelo suposto “avanço” sobre terras do País, os chineses surgem no balanço com apenas 664 propriedades, somando 10.126 hectares. Desde 2010, para adquirir áreas no Brasil o estrangeiro deve residir ou ter empresa instalada aqui e só pode comprar ou arrendar até 25% da área territorial de cada município. No ano passado, o governo Temer tentou aprovar projeto de lei que flexibiliza as regras, mas a proposta está parada no Congresso. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Auxílio-moradia de juízes vai ter comprovante de despesas. A proposta de regulamentação do pagamento do auxílio-moradia para magistrados deve prever regras similares às do Estatuto dos Servidores Públicos, pelo qual o benefício é pago para casos de deslocamento, mediante comprovante de despesas. Também haverá critérios cumulativos. O tema será analisado no Conselho Nacional de Justiça amanhã. (POLÍTICA / PÁG. A4)

João de Deus se entrega em Goiás. Rendição foi negociada com a polícia; ele é acusado de abuso por mais de 330 mulheres. Após negociações entre defesa e polícia, João Teixeira de Faria, o João de Deus, se entregou ontem à Justiça em uma estrada perto de Abadiânia (GO). Ele era considerado foragido desde sábado à tarde. O líder espiritual cumprirá prisão preventiva no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia. Até agora, mais de 330 mulheres, de vários Estados e seis países, acusaram João de Deus de abuso sexual. A defesa vai pedir a suspensão da prisão em troca de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. (METRÓPOLE / PÁG. A14)

Bolsonaro cortará gastos com empresas terceirizadas. A equipe de Bolsonaro prepara lista de contratos com empresas terceirizadas que não serão renovados. O governo gasta R$ 25 bilhões por ano com eles, 20% vão para o pagamento de profissionais. Além disso, estão em análise contratos firmados ao longo deste ano e aditivos com vigência até julho de 2019. O foco está na Secretaria de Comunicação – que detém os contratos de publicidade – e em seis ministérios. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Alunos do Estado de SP podem ficar sem material. Por problemas judiciais com os pregões, os 3,5 milhões de alunos das escolas estaduais de São Paulo podem começar o ano sem material escolar, como cadernos e lápis. Além disso, as apostilas didáticas não serão entregues porque ainda precisam se adequar à Base Nacional Comum Curricular. A Secretaria do Estado da Educação informou que um novo pregão será feito amanhã. (METRÓPOLE / PÁG. A15)

Brasil ‘desconvida’ Cuba e Venezuela para posse (COLUNA DO ESTADÃO / PÁG. A4)

Cida Damasco: O livre mercado é essencial para favorecer o consumidor, mas precisa funcionar com alguns complementos. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Editorial1: O agro e o risco diplomático. Ganhos de produtividade e de mercados podem ser desperdiçados facilmente, se uma política externa infantil for acionada pelo novo governo. (PÁG. A3)

Editorial2: Só pode ser pilhéria. Seria uma provocação pôr Renan Calheiros na presidência do Senado e o PT no comando do Conselho de Ética.

Editorial3: Pacto de mediocridade. A importância do caso envolvendo um ex-assessor de Flávio Bolsonaro está justamente no fato de que joga luz em uma prática comezinha no Legislativo.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Médium afirma ser inocente e diz que é vítima de ‘uma coisa montada, armada’. O médium João Teixeira de Faria, 76, conhecido como João de Deus, se entregou à polícia e foi p reso na tarde deste domingo (16). O encontro comas autoridades, presenciado com exclusividade pela Folha, ocorreu em uma estrada de terra em Abadiânia (GO), após negociação entre a defesa de João de Deus e a Polícia Civil. Suspeito de ter abusado sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais, o médium teve pedido de prisão temporária decretado pela Justiça na última sexta-feira (14). O delegado André Fernandes, que apura os casos, disse que as acusações contra o médium serão definidas considerando caso acaso. João de Deus afirma ser inocente. “Eu só sei que é uma coisa montada, armada. Para pegar o meu dinheiro”, disse ele à Folha enquanto aguardava as negociações para se entregar. Sobre a suspeita de que ele teria feito saques após a ordem de prisão, a defesa afirma que os recursos continuam em suas contas. O médium foi levado ao Departamento de Investigações Criminais de Goiânia. Após exame de corpo de delito, deve ser transferido ao Complexo Prisional Aparecida de Goiânia. (Cotidiano B1)

MÔNICA BERGAMO: Médium dormiu em barraca no meio de bosque e passou mal (B1)

Bancada dos servidores ganha força na Câmara. Um dos grupos mais poderosos no Congresso, a bancada dos servidores públicos perdeu líderes nas urnas, mas cresceu com os 28 militares e policiais eleitos na esteira de Jair Bolsonaro — na atual legislatura, eles são 19. No total, os deputados federais ligados ao funcionalismo público vão ocupar cerca de 100 das 513 cadeiras. (Poder A4)

Marcus André Melo: O que é bom nas eleições pode ser ruim no governo. Os fatores que permitiram a vitória de Bolsonaro — antipartidarismo radical, conexão direta com o eleitor— representam vulnerabilidades após a lua de mel com o eleito. Mas o estilo presidencial mudou, e a montagem do ministério já reflete isso. (Opinião A2)

É preciso mapear quem espalha as fake News. Apontada pela revista Time como uma das Pessoas do Ano, a filipina Maria Ressa, 55, diz que empresas de tecnologia devem identificar quem espalha mentiras nas redes sociais. Ela afirma que a mídia tem de responder a ataques de governos com mais jornalismo. (Entrevista da 2ª A14)

Fim de taxa eleva portabilidade de previdência privada.

Editorial1: Ideia de para-choque. Subsídio ao diesel e tabela do frete são insustentáveis e desafiam novo governo

Editorial2: Milícias. Freixo na mira. Plano para assinar deputado Marcelo Freixo (PSOL) traz preocupação sobre os destinos da segurança no Rio.

 

Manchete do jornal Valor Econômico: Bolsonaro recebe projetos prontos para ir a leilão. Os desafios enfrentados pelo governo Michel Temer para destravar as concessões na área de infraestrutura deixaram um “presente” ao presidente eleito, Jair Bolsonaro: uma prateleira de projetos avançados de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos que não tiveram tempo de ser executados.

Previ deve reduzir sua fatia na Vale. A Previ, maior fundo de pensão da América Latina, pretende vender participações acionárias de R$ 5,9 bilhões em 2019, o que pode incluir redução de sua fatia na Vale, avaliada em R$ 45,5 bilhões.

Para bancos, juros podem ser menores. A nova cruzada da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) é convencer governantes e sociedade de que ineficiências e anacronismos do Brasil são as principais causas dos spreads elevados, e não o lucro dos bancos ou uma suposta falta de competição.

Crescimento ou recessão. Se o novo governo conseguir aprovar logo a reforma da previdência, a economia começará a crescer com vigor. Em caso contrário, o país retornará à recessão, afirma o economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall. “Os próximos seis meses serão decisivos”, diz.

Reserva indígena será revista. A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro prepara decreto que irá rever a criação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, uma das ações de um pacote de medidas de impacto que também envolverá a área ambiental. O território é considerado um tesouro em recursos minerais.

Gol vai redefinir a incorporação da Smiles. A Gol vai rever a estrutura de incorporação da Smiles, responsável pelo programa de fidelidade do grupo. O plano de fusão societária está mantido, mas a forma de fazê-lo terá alterações.

Mini-provedores. Provedores de internet de pequeno porte, como Wilson Viana, da Fiber Banda Larga, já representam mais de 25% do mercado do país e começam a chegar à periferia das grandes cidades.

Empresas de TI fazem maratonas de recrutamento. Para atender à demanda crescente de profissionais da área de tecnologia, empresas estão recorrendo aos “hackathons”, que permitem recrutar profissionais talentosos e bem adequados à vaga. São maratonas nas quais os inscritos enfrentam o desafio de resolver problemas do dia a dia da empresa.

Bolsonaro nega que vá adotar pena de morte.

Abaixo da linha da miséria. Bolsonaro foi eleito porque ocupou o espaço deixado pela luta fratricida no interior da elite política que governou o país desde a redemocratização.

Em fim de mandato, Temer corre o risco de ser denunciado pela 3ª vez. Relatório final da Polícia Federal indiciou o presidente e mais dez pessoas por favorecimento a empresas em um decreto sobre o setor portuário

Fim do foro privilegiado afetará três ministros. Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Minas e Energia) e Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) passarão a ser investigados por juízos de primeira instância e não mais pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segurança deixa cerimônia de posse indefinida. Tradicional percurso pela Esplanada em carro aberto ainda não está confirmado.

Editorial: ‘Pautas-bombas’ existem porque não se cumpre a lei. Deputados e senadores descumprem leis que aprovaram.

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