Investigações e denúncias são os destaques das manchetes dos jornais.

SINOPSE NACIONAL DE 02 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Siga o dinheiro. Moro vai investigar depósitos no exterior que foram regularizados. O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, vai investigar a origem de R$ 174,5 bilhões em recursos pertencentes a brasileiros, que estavam no exterior sem registro na Receita e foram regularizados em programas nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. Moro quer criar força-tarefa da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de áreas de inteligência para verificar possível uso de parte do dinheiro por organizações criminosas.

A conta da corrupção no Rio: R$ 1,5 bilhão. Levantamento feito em 15 das principais operações da Lava-Jato no Rio aponta um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos do estado causado pela corrupção. Essa quantia, que seria apenas a “ponta de um iceberg”, segundo especialista, daria para bancar durante seis anos o Hospital Souza Aguiar.

Celso de Mello arquiva processo de Bolsonaro contra o deputado Jean Wyllys.

Marcello Corrêa: PF investiga Guedes: Bolsonaro diz que afasta qualquer ministro se houver ‘robustez’ na denúncia.

Em meio a guerra comercial, G-20 quer reformar OMC. O G-20 encerrou ontem sua reunião de chefes de governo em Buenos Aires com um comunicado no qual propõe uma reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), em meio à guerra comercial entre EUA e China, e horas antes de um jantar entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Cotada para ministra: ‘Mulher nasce para ser mãe’ e, ‘infelizmente’, tem que trabalhar.

João Paulo Saconi: Bolsonaro diz que vai acabar com ‘farra de multas do Ibama’ e ataca atual política indigenista.

Brasileiros investem em maconha no Uruguai e no Canadá. Em busca de oportunidade em mercados onde a maconha é legalizada e já produzem milionários, brasileiros criaram empresas no Uruguai e no Canadá. Consultoria sobre cultivo da planta, produção de remédios à base de cannabis e criação de sites com foco no tema são exemplos desse empreendedorismo.

Políticos se preparam para vida sem mandato. Veteranos do Congresso e presidenciáveis derrotados na última eleição traçam planos para o próximo ano; entre os parlamentares há os que, alvos de processos, sofrerão o impacto da perda do foro privilegiado.

‘Hoje começa a mudança de um regime político’, diz López Obrador na posse. Em longo discurso, presidente do México critica governos neoliberais anteriores que teriam deixado legado de corrupção no país.

Coletes amarelos: carros queimados e cerca de 300 detidos no 3º fim de semana de protestos em Paris. Agentes policiais soltaram gás lacrimogêneo sobre participantes da manifestação na avenida Champs-Elysées.

STF se inclina a autorizar extradição de Battisti. Tendência entre ministros é que caso entre em pauta ainda este ano e seja permitido a outro presidente rever decisão de 2010, quando Lula barrou volta à Itália. Defesa argumenta que partida pode prejudicar filho brasileiro.

Elio Gaspari: Bancada do boi não reflete o agronegócio. Contaminado por um setor paleolítico, o agronegócio brasileiro paga pelo que não é e não consegue mostrar o que é. Prova disso é que a defesa dos seus interesses é atribuída ao que denomina “bancada do boi”. Nessa bancada há trogloditas que querem queimar matas, calotear dívidas e invadir terras alheias. Defendendo-os, Jair Bolsonaro chega mesmo a acreditar que os quilombolas são um problema nacional.

Míriam Leitão: A crise no setor que tem valor intangível. Crise das livrarias pode virar um problema sistêmico e atingir um produto que tem um valor intangível.

Merval Pereira: Complexo de vira-lata. Nosso complexo de vira-lata nos faz enxergar subserviência onde há gentileza, mas também leva nossa política externa a macaquear a de Trump.

Bernardo Mello Franco: O presidente no zoológico. Bolsonaro comparou os índios a animais no zoo. Em Brasília, vai enfrentar a primeira deputada indígena. ‘Ele tem que parar de falar coisas erradas’, diz Joênia Wapichana.

Lauro Jardim: Maluf põe adega à venda por R$ 15 milhões. E quer dinheiro vivo.

Editorial1: O ajuste no BB e na CEF precisa ser o último. Com extensa história de uso pelos políticos, os bancos públicos têm enfim de ser bem administrados.

Editorial2: Em fim de legislatura, congresso deveria se conectar com a realidade. Dimensão da rejeição nas urnas indica a necessidade de mudanças na Câmara e no Senado.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Judiciário quadruplica gasto com pessoal em duas décadas. Crescimento é bem maior que de Executivo e Legislativo; reajuste salarial de 16,38% deve elevar desproporção. Entre 1995 e 2017, o Judiciário quadruplicou o gasto com pessoal em termos reais. Na comparação com Executivo e Legislativo, o Judiciário foi o Poder que mais expandiu as despesas com a folha de pagamento. Especialistas em administração pública acreditam que essa tendência deve se manter após o reajuste salarial de 16,38% concedido ao Judiciário e ao Ministério Público. Em 20 anos, o País e a demanda por serviços cresceram e mais servidores foram contratados. No Judiciário, contudo, houve descompasso entre a alta do número de servidores e a dos gastos com pessoal. Em 2015, ante 1995, a despesa com folha salarial era 120% maior do que seria caso tivesse apenas acompanhado o aumento no total de servidores. Segundo o CNJ, em 2016, a despesa média mensal do Judiciário com magistrados foi de R$ 48,5 mil e com servidores, de R$ 15,2 mil. No Executivo, a remuneração média é de R$ 11,2 mil.

Aumento da estrutura. Entidades representativas de juízes e procuradores federais creditam o desembolso à estruturação das instituições. Segundo a Ajufe, no período da redemocratização havia 50 juízes federais no País. Hoje, são mais de 2 mil.

Delatores da JBS ficam R$ 2,5 bilhões mais ricos. A JBS vale hoje R$ 31,97 bilhões, 23,2% mais do que em maio de 2017, quando as gravações de Joesley Batista com o presidente Michel Temer vieram à tona, informa Mônica Scaramuzzo. As ações nas mãos dos Batistas valorizaram R$ 2,5 bilhões no período. Parte dos negócios do grupo foi vendida e os irmãos, afastados.

Um major ‘boca-dura’. A Luiz Maklouf Carvalho, Major Olímpio (PSL-SP) diz que se tornou ‘bocudo’ após ter sido preso como punição quando era PM.

Cuba negociou com México antes de deixar Mais Médicos. O governo de Cuba negocia desde setembro com o novo presidente do México, Andrés López Obrador, a ida de 3 mil médicos que trabalhavam no Brasil para aquele país. O modelo deve ser o mesmo adotado aqui, e o governo cubano deve ficar com a maior parte do pagamento.

Eduardo Bolsonaro: Brasil pode não reconhecer eleição de Maduro.

Trump suspende por 3 meses plano de aumentar tarifas a produtos da China. China e Estados Unidos também fecharam um acordo para não imporem novas tarifas um ao outro a partir do dia 1 de janeiro de 2019.

‘Saúde pré-paga’ atrai órfãos de planos. Ao menos 8 milhões de pessoas têm cartões pré-pagos e de descontos em serviços de saúde. O número supera o das duas maiores operadoras de planos. Os cartões que dão desconto na rede conveniada custam a partir de R$ 14,99 por mês.

Informalidade equivale a uma África do Sul. Economia subterrânea {informal} movimentou R$ 1,17 trilhão em 12 meses; participação no PIB cresceu quase um ponto porcentual desde 2014

Fernando Henrique Cardoso: O Centro Radical começa por uma mensagem que envolva interesses e sentimentos das pessoas.

Eliane Cantanhêde: Ótimo o Brasil se reaproximar dos EUA, mas seguir todos os passos de Trump pode ser constrangedor e desastroso.

Editorial1: Prudência e temperança. Jair Bolsonaro e aqueles que são tidos como seus porta-vozes precisam ter em mente que suas palavras e atos servem para criar ou frustrar expectativas.

Editorial2: O Supremo obstruído. Indulto é triste exemplo de como o STF se tornou refém de ações individuais.

Editorial3: Governos de fachada. Prisão do governador do Rio a um mês do fim do seu mandato é o epílogo da triste história de derrocada.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Fraude com CPF alimentou uso eleitoral de WhatsApp. Rede de empresas utilizou dados de idosos para disparo em massa ilegal nas eleições. Relato e documentos apresentados à Justiça do Trabalho, obtidos pela Folha, detalham o submundo do envio de mensagens em massa pelo WhatsApp nas eleições deste ano. Uma rede de empresas usou nome e CPF de idosos de forma fraudulenta. Com os dados, exigidos por lei para o registro de chips de celular, o esquema garantiu o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos a despeito do controle de spam do aplicativo, relatam Artur Rodrigues e Patrícia Campos Mello. Uma das agências envolvidas, a Yacows, prestou serviços a vários políticos e foi subcontratada pela AM4, que trabalhou para a campanha de Jair Bolsonaro (PSL). Outra, a Deep Marketing, aparece nas contas de Henrique Meirelles (MDB). A Yacows, em outubro, foi bloqueada pelo WhatsApp depois que a Folha mostrou que empresários pagaram por disparos anti-PT durante a disputa eleitoral. A empresa afirma que não compactua com práticas ilegais. O TSE diz investigá-la.

Novo governo estuda como desaparelhar agências. Para acabar com ingerências políticas nas agências reguladoras, militares que ocupam postos-chave da equipe de Jair Bolsonaro estudam reduzir as competências desses órgãos e até formas de destituir conselheiros em exercício de mandato. Uma proposta é editar decreto nesse sentido logo no início do novo governo.

Diminuir mortes de motociclistas desafia o governo. Reduzir o número de mortes no trânsito, especialmente de motociclistas, será um dos desafios do novo governo. Em 2016, esse perfil representou 32% das 37 mil pessoas mortas no país em acidentes. Para cumprir meta junto à ONU, é preciso diminuir para 21 mil até 2020.

Cúpula do PT recua e exclui autocrítica de texto sobre novos rumos do partido. Dirigentes petistas se reuniram neste sábado (1º) em Brasília.

Livro narra bastidores de negócios de filho de Lula. Autor não conseguiu editora e imprimiu a obra com dinheiro próprio.

STF arquivou ou enviou à 1ª instância maioria dos inquéritos da Odebrecht.

Para se viabilizar, Maia e Renan acenam a governo e oposição.

Análise: Frentes parlamentares são pouco para sustentar presidente.

As ideias de Olavo. Professor Ruy Fausto questiona propostas do guru de Bolsonaro.

Coreia do Norte testa mudanças na economia para não mudar na política.

Sem internet nem redes sociais, norte-coreanos ainda falam ao celular.

Coreia do Norte quer união com o sul, mas em regime de separação política.

Elio Gaspari: Agronegócio não é bancada do ‘boi’, e sim revolução. Contaminado por um setor paleolítico, o agronegócio brasileiro paga pelo que não é e não consegue mostrar o que é. Carrega até 25% da economia porque é moderno, mostra livro a ser publicado por Cambridge.

Onyx Lorenzoni: A verdade será o fio condutor da mudança no país. Com a verdade sempre presente nas relações entre governo e cidadãos, será possível vencer os problemas do Brasil. Onyx Lorenzoni, deputado pelo DEM-RS, é o futuro ministro da casa civil.

Flávio Dino e Ricardo Capelli: A Agenda Nordeste. É preciso retomar as obras federais na região.

Editorial1: Cabide estatal. Deputados criam brecha para indicações políticas nas empresas do Estado, que têm avançado na profissionalização; Senado deve barrar manobra.

Editorial2: Edição de humanos. A edição genética traz esperanças de que a reprodução assistida não dá conta; há muito sofrimento a ser evitado.

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