Governo, investigações e economia são os destaques das manchetes dos jornais

Governo, investigações e economia são os destaques das manchetes dos jornais. Cai o presidente do INSS; brasileiros são acusados de promover Estado Islâmico; queda da Selic é estancada.

SINOPSE DE 17 DE MAIO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Presidente do INSS cai após denúncia. Presidente do INSS cai após denúncia. Depois de O Globo ter revelado que o INSS fez contrato de R$ 8,8 milhões para fornecimento de softwares com empresa sediada em um depósito de bebidas, o governo demitiu o presidente do instituto, Francisco Lopes. O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, determinou abertura de sindicância para apurar o caso, e o Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou que investigará os contratos firmados pela RSX Informática com órgãos do governo. O deputado federal André Moura (PSC-SE), líder do governo, insistiu para que Lopes fosse mantido no cargo. O dirigente liberou R$ 4 milhões para a empresa sem que qualquer serviço fosse prestado. O INSS sofre com sucateamento de sua estrutura e déficit de funcionários/

O dia que não acabou. Um ano após a denúncia do caso Joesley, Temer continua preso à luta pela sobrevivência política. Passado um ano da noite em que o presidente Michel Temer teve uma reunião interrompida com a notícia de que o site do GLOBO havia publicado reportagem que o envolvia na tentativa da compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, o Palácio do Planalto continua preso à luta pela sobrevivência política. O governo Temer, que havia recém completado um ano quando Lauro Jardim e Guilherme Amado revelaram o conteúdo das conversas do presidente com o empresário Joesley Batista, gastou seu capital político na busca de votos na Câmara para derrubar as denúncias de corrupção. Para isso, valeu-se da distribuição de cargos, emendas e obras nos redutos dos parlamentares. A impopularidade do presidente bateu recorde. A agenda de reformas, vendida como pilar do governo, foi abandonada. Vencidas as batalhas contra duas denúncias, a reforma da Previdência foi sepultada com a intervenção federal no Rio. Mas o fantasma de uma terceira denúncia persiste/

BC mantém taxa básica de juros em 6,5%/

Pesquisa em crise. Mudanças na Faperj opõem cientistas e estado/

Editorial1: Escândalo no INSS é retrato do Estado brasileiro. A compra pelo órgão de programa de computador milionário em firma de distribuição de bebidas é reflexo do tamanho da máquina e do descaso com a meritocracia

Editorial2: Balas perdidas são grave desafio na segurança. A segunda maior cidade do país não pode assistir à sucessão de casos sem nada fazer. O gabinete de intervenção precisa de um plano específico para o problema.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo:  MPF acusa brasileiros de promover Estado Islâmico e planejar ataque. Investigações começaram após alerta da polícia espanhola e conversas mostram plano de atentado durante carnaval; dois estão presos. Onze brasileiros foram denunciados pelo Ministério Público Federal por formação de organização criminosa e promoção do Estado Islâmico no País, informa Tulio Kruse. Para os procuradores, o grupo tentou recrutar jihadistas para se juntar aos terroristas na Síria e há indícios de que os homens chegaram a planejar um atentado durante o carnaval no Rio ou em Salvador. A denúncia é resultado da Operação Átila, da Polícia Federal, e tem como base conversas interceptadas em aplicativos de mensagem. Dos sete detidos desde outubro do ano passado, dois continuam presos: Welington Costa do Nascimento, de 46 anos, e Jhonathan Sentinelli Ramos, de 23, que cumpre pena por homicídio e se comunicava com o grupo por celular de dentro do Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio. As investigações começaram em 2016, depois de alerta da Guarda Civil da Espanha/

Lava Jato investiga 429 clientes de doleiros. Integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, do Rio, investigam uma lista com 429 clientes do banco Evergreen (EVG), controlado pelo doleiro Dario Messer, em Antígua e Barbuda, até meados de 2013. A relação contém 119 offshores e 145 contas de pessoas físicas. São empresários, doleiros, esportistas, nomes ligados a políticos, servidores públicos e personagens de casos recentes de corrupção/

Com dólar forte, BC surpreende e mantém a Selic em 6,5%. O cenário econômico adverso no exterior, com mercado financeiro volátil, levou ontem o Comitê de Política Monetária (Copom) a manter a Selic, taxa básica de juros, em 6,5% ao ano. A decisão dos técnicos do Banco Central foi unânime, surpreendendo analistas, que esperavam corte de 0,25 ponto porcentual. O comitê vê como adequada a manutenção da taxa para as próximas reuniões/

PIB fraco no trimestre. Projeções de analistas para o PIB recuam de 3%, em fevereiro, para 2,3%, após resultados ruins da indústria, comércio e serviços e de o IBC-Br cair 0,13% no trimestre/

Odebrecht bancou obra de sítio com dinheiro da Petrobrás, diz PF. Laudo feito por peritos da PF de Curitiba afirma que a Odebrecht usou dinheiro de obras da Petrobrás e de outros órgãos públicos para bancar as reformas no sítio de Atibaia frequentado pelo ex-presidente Lula. O dinheiro abastecia o caixa do “departamento de propina” da empreiteira/

Tratamento barra sequela de diabete. Tratamento de diabete tipo 1 desenvolvido por cientistas da USP combina quimioterapia e células-tronco. A técnica evita as complicações da doença/

Campos Machado é investigado pelo MPE/

William Waack: Dois heróis. No dia em que Temer lembrou dois anos de governo, as atenções estavam em Nova York, em Sérgio Moro. E no vídeo da PM que mata um bandido em São Paulo. Símbolo perfeito da política brasileira/

Editorial1: No PIB, o custo da incerteza. O Brasil fechou o primeiro trimestre com a economia bem menos vigorosa que no fim do ano passado. Produção e consumo perderam impulso/

Editorial2: Há leis no Brasil. Ex-chefes de Estado ou de governo deveriam se abster de posicionamentos que possam ofender outros países/

Editorial3: Resposta à irresponsabilidade. Por não haver, no Orçamento de 2018, previsão de recursos para a cobertura dos custos da renegociação de dívidas de produtores rurais com bancos públicos aprovada pelo Congresso, com desconto de até 95% do saldo devedor, o governo proibiu todas as instituições financeiras federais de realizar esse tipo de operação. Desse modo, para evitar o impacto financeiro altamente pernicioso de uma decisão do Congresso, o Executivo recorre a medidas administrativas.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Banco Central surpreende e mantém os juros em 6,5%. Copom reagiu à recente alta do dólar e encerrou ciclo de redução da taxa Selic. O Banco Centrai reagiu à recente alta do dólar e decidiu manter os juros básicos da economia em 6,5% ao ano. A instituição também sinalizou o fim do ciclo de redução da taxa, iniciado em outubro de 2016, quando ela estava em 14,25%. O Copom (Comitê de Política Monetária do BC) considerou que a recente turbulência no mercado internacional tornou desnecessário um corte adicional nos juros, que permanecem no nível mais baixo da história. A decisão surpreendeu analistas do mercado financeiro, que esperavam um novo corte, de 0,25 ponto percentual, para 6,25%. Economistas dizem que a opção por manter a Selic pode ser explicada pelo receio de que a recente valorização do dólar levasse a uma aceleração da inflação e à queda dos investimentos. A diferença de juros entre Brasil (tido como mais arriscado) e EUA (mais seguro) estava se estreitando. Para os especialistas, esse fato tem deixado o mercado local menos atraente e contribuído para a elevação do dólar. Ontem, a moeda americana fechou a R$ 3,68. Pela manhã, o BC havia divulgado que a atividade econômica medida pelo indicador IBC-BR encerrou o primeiro trimestre deste ano com queda de 0,13% em relação ao último de 2017. O resultado frustrou expectativas mais pessimistas e provocou revisões nas projeções para o PIB de 2018. A maioria dos analistas estima agora alta próxima de 2%, já distante dos 3% projetados oficialmente pelo governo Temer. A expectativa é que o Ministério da Fazenda também revise para baixo sua previsão/

Preço do petróleo se aproxima de US$ 80 e causa reação no Brasil. A escalada do petróleo no mercado internacional começa a causar protestos contra o aumento dos combustíveis no Brasil. Ontem, donos de postos de gasolina afirmaram, em carta, que a política de preços da Petrobras é perversa. Desde julho, a estatal repassa diariamente a oscilação do barril para os combustíveis — no período, a gasolina subiu 21,28% nas bombas. O presidente da companhia, Pedro Parente, diz que ela não é formadora de preços/

Vinicius Torres Freire: Dólar e juros não explicam lerdeza da nossa economia. O dólar e a decisão do Banco Central de não mexer nos juros darão pano para a manga. Mas a atividade está um trapo por algum outro motivo. E 0,25 ponto percentual amais ou a menos de Selic não remediará nosso problema de economia deprimida/

Fachin autoriza inquérito contra lideranças do MDB. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar se membros do MDB, entre os quais os senadores Eunício Oliveira (CE) e Renan Calheiros (AL), receberam propina da empresa JBS. A sigla disse repudiar nova tentativa de criminalização da política/

Roberto Dias: Caso JBS faz lano, e país não evoluiu. Passado um ano do estouro do escândalo da JBS, os principais personagens (Temer, Aécio e Joesley) estão nos mesmos endereços. Alguns crimes podem compensar/

Polícia de SP mata mais homens, negros e jovens. Pessoas desses grupos morrem mais em ações da polícia do que em casos de homicídio doloso no estado de São Paulo, mostra pesquisa/

Editorial1: Cronologia do atraso. Escolha desastrada de slogan mostra que será difícil defender reformas na eleição/

Editorial2: A dívida de Doria. Informações atestam que resultados do tucano nas filas da saúde deixam a desejar.

 

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