Indicadores econômicos e expectacativas políticas movimentam a semana

Sérgio Botelho

A divulgação de alguns indicadores que importam para a avaliação do quadro econômico e, também, para o político, marcará a semana, que pode até ser mais movimentada do que se poderia esperar de um período de cinco dias com folga geral, no segundo dia, que é o dessa terça-feira, 01, Dia Internacional do Trabalho.

Nesta segunda-feira, 30, será tornado público, pelo Banco Central, o balanço fiscal (diferença entre arrecadação tributária e gastos públicos) do mês de março, referente à União, estados e municípios. Também nesta segunda-feira, 30, será divulgada a taxa de inflação, pelo PCE (Índice de Preços de Gastos dos Consumidores), também do mês de março. Não há previsão sobre a taxa inflacionária, mas, sobre o balanço fiscal, estima-se um déficit de R$25,7 bilhões em março, por conta de pagamento de precatórios pesando nas contas do Tesouro Nacional.

Nessa terça-feira, 01, será divulgada a sondagem da produção industrial, com probabilidade positiva, tanto com relação ao mês anterior quanto a março de 2017. Na quarta-feira, 02, será a vez da balança comercial do mês de abril (a do mês de março apresentou superávit de US$ 6,281 bilhões), divulgação a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). Enfim, na sexta-feira, 04, virão à tona dados sobre o mercado do trabalho.

Na seara política, além do efeito a ser causado pelos números da economia, as atenções estarão voltadas para o andamento que terá a delação do ex-ministro de Lula e Dilma, Antônio Palocci, em acordo feito com a Polícia Federal. A PGR questiona. A homologação está a cargo do juiz Sérgio Moro. Há vazamentos expostos na mídia dando conta de que Palocci teria feito denúncias contra os dois ex-presidentes aos quais serviu como ministro, ora da Fazenda ora da Casa Civil.

No Congresso Nacional a Câmara mantém na pauta, para a quarta-feira, 02, o projeto que torna obrigatória a inscrição de consumidores no Cadastro Positivo, proposta que não conseguiu ir a voto nas últimas duas semanas. No Senado Federal a pauta ainda será discutida com os líderes. O desafio, nesta semana, é o esvaziamento do plenário, tanto na Câmara quanto do Senado, por conta do feriadão.

 

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