Imprensa ataca “negligência e impunidade” no caso das tragédias; ministra da Agricultura reclama de planos da área econômica do governo

SINOPSE NACIONAL DE 11 DE FEVEREIRO DE 2019

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Negligência e impunidade marcam tragédias no país. Em dez grandes casos dos últimos 12 anos ainda não há condenações na Justiça. Do desastre da TAM, em 2007, à queda de um prédio no Centro de São Paulo, no ano passado, o Brasil registra tragédias marcadas pela omissão. Em dez grandes casos deste período, segundo levantamento feito pelo GLOBO, revela- se a repetição de erros: alertas, leis e regras ignorados, fiscalização falha e investimentos insuficientes em prevenção. Morreram nesses acidentes 1.774 pessoas, em seis estados. E,em 12 anos, a Justiça não condenou um único envolvido nas ocorrências. Enchentes e deslizamentos mataram, segundo o SUS, 2.572 pessoas em 20 anos, mesmo com mapeamento de áreas de risco em diversos estados.

Vistorias dos Bombeiros no Ninho não incluíram contêiner. Disjuntor poderia ter evitado queima de ar-condicionado após curto-circuito. Originalmente usado como área de descanso e sala de musculação, o contêiner que servia de alojamento aos jogadores da base do Flamengo não foi incluído nas três vistorias feitas pelos Bombeiros no CT do clube em 2018, por não constar do projeto inicial. A perícia preliminar constatou que um curto-circuito no ar-condicionado do quarto 6 provocou o incêndio, que poderia ter sido evitado se houvesse um disjuntor instalado, segundo especialistas. Três vítimas foram enterradas ontem.

Petrobras ainda perde R$ 9 bi com gasolina. A venda de combustível abaixo do preço de mercado, entre 2011 e 2014, ainda rende à Petrobras prejuízo de R$ 9 bilhões.

Editorial1: Caixa 2 não é apenas um crime eleitoral. Autos da Lava-Jato demonstram que o tráfico de dinheiro ilegal é delito grave, por degradar a política.

Editorial2: Indenização a vítimas de barragem em Brumadinho precisa ser rápida. Vale promete acordo extrajudicial, mas histórico de tragédias mostra que empresas adiam reparações.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Ministra da Agricultura ataca ‘desmame radical’ de subsídio. Tereza Cristina diz ainda que mercado chinês não pode ser menosprezado e americanos são concorrentes. Em mais uma disputa interna no governo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, criticou os planos da área econômica de cortar as linhas de crédito com taxas subsidiadas para o agronegócio. Segundo ela, um “desmame” radical pode desarrumar o setor, que responde por 20% do PIB do País. “Vamos quebrar a Agricultura? É esse o propósito? Tenho certeza de que não é”, afirmou a ministra, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Tereza Cristina, que liderou a bancada ruralista no Congresso, não se mostra preocupada com um maior alinhamento do Brasil com os Estados Unidos. Mas, em sua visão, os americanos são concorrentes do País e o mercado chinês não pode ser menosprezado. “Nada contra se alinhar com os EUA, muito pelo contrário”, disse. “Agora, não podemos esquecer de que somos competidores, porque eles são os maiores exportadores de commodities do mundo.”

‘Senado nunca foi tão propício para reformas’. Senador tucano defende que PSDB fique “afastado” de visões de extrema-direita do Planalto e diz que única afinidade de seu partido com bolsonaristas é na política econômica, em prol da reforma da Previdência. “O governo sozinho não tem maioria no Senado. Agora nunca houve momento tão propício para fazer reformas. Não podemos desperdiçar a oportunidade.”

MG tem 400 minas desativadas ou abandonadas. Barragem de maior risco em Minas Gerais é a da Mina Engenho, da Mundo Mineração, companhia que deixou de operar em Rio Acima há mais de seis anos. Para especialistas, minas abandonadas são “bombas-relógio”.

Cida Damasco: Não há dúvidas sobre a vontade política de mudar a Previdência. Mas já há apostas nos pontos que não sobreviverão.

Editorial1: É preciso estabelecer critérios eficazes para aferição do desempenho do servidor, para que se possa fazer mais pela população sem o-nerála excessivamente.

Editorial2: Corporações x Sociedade. Entidades de servidores públicos não têm pudor em tornar a sociedade refém quando seus interesses são contrariados.

Editorial3: As cláusulas pétreas. Quatro pontos constituem os fundamentos sobre os quais deve se apoiar o Estado Democrático de Direito.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: CT do Flamengo recebeu R$ 10 mi de renúncia fiscal. Valor ajudou a levar adiante projeto do centro onde morreram dez em incêndio. Local de um incêndio que deixou dez atletas adolescentes mortos e três feridos na sexta-feira (8), o centro de treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, recebeu R$ 10,4 milhões, em valores corrigidos pela inflação, por meio de um programa de renúncia fiscal do estado do Rio de Janeiro. Em 2013, o clube obteve do governo estadual autorização para captar R$ 12,6 milhões, conseguindo R$ 7 milhões até o ano seguinte. Os contribuintes foram a cervejaria Ambev e a empresa de materiais de construção Lafarge. O dinheiro permitiu levar adiante o projeto do CT, ainda não concluído. Nos programas de renúncia fiscal, as empresas são autorizadas a descontar dos impostos que devem o dinheiro destinado a programas previamente aprovados. Já o clube deve prestar contas do uso da verba. A diretoria do Flamengo prevê que o Ninho do Urubu vá estar pronto até dezembro. O Flamengo também recebeu aval da União, em 2006, para buscar R$ 3,1 milhões pela lei de incentivo ao esporte para o projeto Futebol Rubro-Negro, com objetivo de promover a formação de jogadores não profissionais. A única contribuição foi da Avon, empresa de cosméticos, de R$250 mil.

Caso de laranja na eleição constrange sigla de Bolsonaro. A revelação de que uma candidata inexpressiva recebeu a terceira maior verba de campanha do PSL causou constrangimento e discussões no partido e no governo Jair Bolsonaro. Um filho do presidente chamou o caso de “mais uma facada”.

Celso R. de Barros: Esquerda precisa defender eleições livres na Venezuela. O chavismo já deixou de produzir benefícios para a Venezuela há muito tempo. A esquerda latino-americana apoiou Hugo Chávez muito além do que seria razoável, e a defesa de Nicolás Maduro é, francamente, grotesca.

Conservador, Vélez ainda não mostra diretriz para o MEC. Sem experiência política ou de gestão, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação, provocou controvérsias na montagem da equipe e em entrevistas. Até agora, ele ainda não apresentou diretrizes para a pasta.

Programa de Doria busca preservar obras no estado.

Bolsa se aproxima de 100 mil pontos, mas abaixo do pico.

Terra indígena, cuja demarcação Bolsonaro quer rever, tem produção agropecuária sem devastação da floresta.

Editorial1: Desafios privatistas. Equipe de Paulo Guedes prevê venda de estatais, mas ainda não apresentou estratégia viável.

Editorial2: Rio de tragédias. Sequência de tragédias agrava sequelas sentidas na capital do Rio, assolado por sucessão de governos desastrosos.

 

Manchete do jornal Valor Econômico: Oposição da Venezuela já prepara plano econômico. A equipe de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se prepara para liderar transição política diante da possível queda do governo Maduro.

CNI e CNA fazem proposta contra protecionismo. O setor privado apresentou ao governo propostas para derrubar barreiras às exportações brasileiras. As sugestões serão levadas para a revisão do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Por que a Fiat consegue ter lucro na AL. Em conversas informais, executivos da indústria automobilística dizem que a Fiat Chrysler produz a custos mais baixos porque tem incentivos em Pernambuco.

Bradesco cria novo sistema de bônus para executivos. O Bradesco acaba de aprovar a criação de um plano de remuneração variável baseado no desempenho individual, uma mudança histórica no modelo da instituição. No sistema atual, os empregados recebem participação no lucro, dividida igualmente entre todos.

Bolsonaro quer regras distintas na Previdência. O presidente Jair Bolsonaro quer que a reforma da Previdência considere as diferenças regionais existentes no país. As regras de aposentadoria devem levar em conta as disparidades reveladas pela expectativa de vida.

O Reino Unido perdido em seu ‘nevoeiro’. O Reino Unido está em contagem regressiva para o Brexit. Faltam 47 dias para o país sair da União Europeia (UE), uma mudança decidida pelos próprios britânicos em referendo popular. A maneira como a saída vai se dar, se haverá acordo com a UE como querem governo e mercado, reforça a incerteza.

Mercado de joias pena para recuperar o brilho. O setor joalheiro no país sofre para retomar o bom desempenho de cinco atrás, quando a produção e as vendas no varejo estavam em alta. A economia, que continua crescendo devagar, ajuda a explicar as razões de o consumidor se manter arredio.

Só Bolsonaro poderá conter “curto-circuito”. Volta de Bolsonaro ao Planalto é o desejo dos investidores que observam com surpreendente tolerância as trapalhadas na comunicação do governo e a estreia de Rodrigo Maia como articulador político da reforma da Previdência junto a governadores.

Com crise dos Estados, greve de servidores deve ganhar força; Reforma da Previdência também tende a estimular paralisações do funcionalismo.

Efeito do dólar na inflação diminui com economia fraca. Com repasse cambial mais fraco e expectativas de câmbio mais apreciado, instituições revisaram para baixo suas estimativas para a alta do IPCA este ano.

Fracassa estratégia governista de bloquear oposição. Base aliada não conseguiu assinaturas para protocolar a criação de cinco CPIs, número máximo permitido, o que abre o caminho para oposição tentar criar duas.

Editorial: Ajuste fiscal, uma tarefa para curto e longo prazos. Expectativas podem mudar rapidamente se o governo cometer erros e se perder em sua estratégia.

 

Receba todas as novidades do Anexo6diretamente em seu email


Deixe um comentário

avatar
  Inscreva-se  
Notifique-me de
Fechar Menu