Ibope para governos estaduais, economia e denúncia eleitoral são os destaques do noticiário

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE DE 18 DE OUTUBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: No Ibope, Witzel tem 60%, e Paes está com 40%. Índice de rejeição ao ex-prefeito é de 48%, contra 18% ao ex-juiz. A primeira pesquisa Ibope para o segundo turno da eleição ao governo do Rio apontou que o candidato do PSC, o ex-juiz Wilson Witzel, tem 60% dos votos válidos (excluídos nulos, em branco e indecisos), e o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), 40%. Contratado pelo GLOBO e pela TV Globo, o levantamento mostra que a rejeição ao ex-prefeito, de 48%, é mais do que o dobro da registrada pelo ex-juiz. Witzel é mais forte entre os homens (57%) do que no eleitorado feminino (46%). Já Paes tem intenção de voto equilibrada entre homens (32%) e mulheres (36%).

Chumbo trocado. Candidatos focam na rejeição a candidato. No debate promovido pelos jornais O GLOBO e Extra e pela revista Época, os candidatos ao governo do Rio, Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM), trocaram ataques e buscaram associar a imagem do adversário a políticos com altos índices de rejeição. O ex-juiz lembrou a relação de Paes com Sérgio Cabral; o ex-prefeito comparou Witzel a Crivella.

Haddad elogia Moro e vê Lava-Jato como positiva. Na contramão do discurso de seu partido, o candidato do PT, Fernando Haddad, fez elogios ao juiz Sergio Moro na condução da Lava-Jato, em entrevista ao SBT. Ele disse que o saldo da operação é “positivo”, mas ressaltou que o magistrado errou na sentença de Lula, por não haver provas contra o ex-presidente.

Equipe de Bolsonaro estuda reforma no FGTS. Haddad quer ampliar função social do Fundo. Proposta do PSL é diversificar opções de investimento, sem permitir saque. PT planeja expandir Minha Casa Minha Vida.

Onyx quer cortar 20 mil cargos ‘no primeiro dia. Já oficializado como futuro ministro-chefe da Casa Civil num eventual governo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) propõe extinguir 20 mil cargos comissionados logo “no primeiro dia” do mandato. O Poder Executivo tem 23.070 desses postos.

Temer recebeu R$ 5,9 milhões em propinas, diz PF. Investigação da Polícia Federal que indiciou o presidente Michel Temer por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa aponta que ele recebeu R$ 5,9 milhões em propinas de empresas do setor portuário entre 2000 e 2014. Defesa pede anulação do indiciamento no STF.

Candidatos assinam termo por liberdade de imprensa na ABI.

Míriam Leitão: Programa de Bolsonaro, só depois da eleição. Economistas de Bolsonaro preparam programa em segredo para, se ele ganhar, ser divulgado ao eleitor apenas depois das urnas.

Cora Rónai: Sua tia não é fascista nem está sendo manipulada.

Merval Pereira: Aperitivo polêmico. Antes de colocar a outra mão na faixa presidencial, Bolsonaro anda metendo as duas mãos em cumbuca. No mesmo dia, levantou duas polêmicas com a Procuradoria-Geral da República em temas delicados: a escolha do substituto de Raquel Dodge e a proposta sobre o conceito de legítima defesa, para policiais e civis.

Bernardo Mello Franco: O duelo das más companhias. Eduardo Paes e Wilson Witzel chegaram ao debate de ontem com o mesmo objetivo. Um queria mostrar que o outro andava em más companhias. O duelo poderia terminar empatado, porque os dois tinham razão.

Editorial1: Limites no combate à criminalidade. Para que não cresça a impunidade, não se deve entender que policial sempre atuará em legítima defesa.

Editorial2: Não pode haver preconceito na exploração das fontes de energia. Inexiste eletricidade de esquerda (gerada por sol e vento) e de direita (por termonucleares).

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Doria tem 52% dos votos válidos e França, 48%, em SP. Na primeira pesquisa do segundo turno, candidatos ao governo estão em empate técnico, aponta Ibope. João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa pelo governo do Estado de São Paulo, aponta pesquisa Ibope/Estado/ TV Globo divulgada ontem. Doria tem 52% dos votos válidos – quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos – e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%, e 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17. A pesquisa também aponta que a rejeição de Doria é a maior – 32% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França é de 20%. O Ibope também mostra a transferência de votos. Quem votou em Paulo Skaf (MDB) no primeiro turno se dividiu entre o tucano (43%) e França (45%). Já os votos do petista Luiz Marinho migraram mais para França (69%) do que para Doria (15%).

Elogio a Sérgio Moro. Haddad participou de evento com lideranças evangélicas em São Paulo. O petista elogiou o juiz federal Sérgio Moro. “Em geral, ele fez um bom trabalho.”

Continência para o arcebispo. Bolsonaro teve um encontro com d. Orani Tempesta, na Arquidiocese do Rio. Na superintendência da PF, disse que está “com uma mão na faixa”.

Eleições 2018: Zema e Witzel lideram com folga.

Tucano é favorito contra MDB.

Nabhan Garcia critica ‘desmatamento zero’.

Ciro Nogueira vai à Suíça e falta a reuniões.

PF vê indícios de propina de R$ 5,9 milhões para Temer. A Polícia Federal apontou, no relatório do inquérito dos portos encaminhado ao STF, indícios de que o presidente Michel Temer recebeu R$ 5,9 milhões de propina das empresas Rodrimar, grupo J&F e Libra. Os repasses teriam sido feitos em doações oficiais e em espécie. Temer, a filha Maristela e mais nove pessoas foram indiciados. A defesa do presidente pediu ao STF que anule seu indiciamento.

Repatriação investigada. A Receita investiga a origem de US$ 20 milhões repatriados da Europa por José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Temer, informa a Coluna do Estadão.

Bolsonaro sonda sócio do Banco Modal para o BNDES. Empenhado na montagem de seu eventual governo, Jair Bolsonaro sondou Eduardo Centola, sócio e copresidente do Banco Modal, sobre seu interesse em comandar o BNDES. Não houve convite formal. Centola tem contribuído com propostas para o plano de governo, especialmente para a área de infraestrutura, diante de sua experiência com investimentos da China no País.

Fernando Henrique recebe prêmio em SP. Depois de receber o Prêmio Professor Emérito 2018 – Ruy Mesquita, Fernando Henrique Cardoso afirmou que a porta de diálogo com Fernando Haddad (PT) está “enferrujada”.

Celso Ming: Uma das marcas deste final de campanha é a arrogância. Haddad admitiu falhas. Mas esse reconhecimento é parcial.

Editorial1: Os militares e a política. Deve-se reconhecer que as Forças Armadas têm se mantido exemplarmente isentas nas questões eleitorais, em demonstração de arraigada maturidade institucional

Editorial2: As condições das rodovias. É tarefa urgente viabilizar, com a iniciativa privada, os investimentos necessários para as rodovias.

Editorial3: Competitividade e novos desafios. Velhos problemas emperram a modernização e o crescimento da economia brasileira.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*:  Empresas bancam disparo de mensagens anti-PT nas redes. Serviços contratados efetuam centenas de milhões de disparos no WhatsApp e ferem a lei eleitoral. Empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam grande operação para aproxima semana, que antecede o segundo turno, relata Patrícia Campos Mello. A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada por lei, e não declarada. A Folha apurou que alguns contratos chegam a custar R$ 12 milhões e, entre os compradores, está a rede de lojas de departamento Havan. Seu dono, Luciano Hang, nega. “Não temos essa necessidade”, declarou. Usar ou comprar de terceiros bases de usuários também é ilegal, mas várias agências as oferecem. Segundo a AVty, que trabalha para a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), “quem faz a campanha são os milhares de apoiadores voluntários”. Uma ferramenta lícita usada pela empresa gera números de telefone no exterior para escapar de filtros de spam e do limite de 256 participantes por grupo do WhatsApp.

Cotado para ministro defende desmatamento. Luiz Antonio Nabhan Garcia, presidente da UDR (União Democrática Ruralista), diz em entrevista que cabe mais desmate legal na Amazônia. “Criou-se uma fantasia, uma lenda, onde, no Brasil, o cara que degrada o meio ambiente é o produtor rural. É exatamente o contrário.” Cotado para o Ministério da Agricultura em eventual governo Bolsonaro, Nabhan também defende a saída do país do Acordo de Paris. “O que os integrantes [do acordo] dão em troca? Não fazem a obrigação deles e querem que o Brasil faça, de graça”, afirma.

Bolsonaro quer se amparar em poder de veto para privatizar. A equipe de Jair Bolsonaro planeja ampliar o uso de ações especiais (“golden shares”) para aplacar resistências de aliados e viabilizar seu programa de privatizações, caso seja eleito. Essa ação dá poder de veto ao governo em decisões como a venda do controle da estatal.

Escolas viram base militar do Exército para ações no Rio.

Haddad critica fake news, e rival mantém ataque ao PT, mostra GPS.

Em SP, Doria tem 52% dos votos válidos, e França, 48%, diz pesquisa.

Editorial1: Frente esvaziada. Estratégia eleitoral do PT praticamente inviabiliza uma aliança ampla no segundo turno

Editorial2: Desaparecimento. O príncipe e o jornalista. Regime saudita testa os limites de linha permissiva com o caso de Jamal Khashoggi.

Manchetes e destaques do jornal Valor Econômico: Previdência dos militares é desafio para novo governo. O novo presidente da República terá de enfrentar a questão dos privilégios dos servidores públicos se quiser reformar a Previdência. E o problema é maior na previdência dos militares, onde o déficit vem aumentando em termos nominais, do que na dos civis, que tem déficit decrescente.

Doria e França empatam em São Paulo. O candidato do PSDB, João Doria, e o do PSB, Marcio França, estão tecnicamente empatados na disputa para o governo de São Paulo. Pesquisa Ibope, divulgada ontem, mostrou Doria com 46% dos votos totais e França com 42%. Considerando-se apenas os votos válidos, Doria tem 52% e França, 48%

Empresas de ‘maquininhas’ de cartões se multiplicam. Empresas surgem como “fintechs” e, em alguns casos, crescem rapidamente – a PagSeguro, por exemplo, vale hoje US$ 9,5 bilhões na bolsa americana Nasdaq. Elas miram pequenos varejistas e profissionais liberais.

Novos ares. Privatizada há três anos, a TAP reorganizou suas operações, reduziu custos e ficou mais enxuta. A partir de agora, inicia um novo plano de expansão até 2022, com a ampliação e renovação da frota, 40 novos destinos e aumento de 54% no quadro de pilotos, diz seu presidente, Antonoaldo Neves

Fiat e Ford divergem sobre incentivo fiscal no Nordeste. A prorrogação do Regime Automotivo do Desenvolvimento Regional tem causado uma disputa nos bastidores do Congresso entre duas gigantes do setor, a Fiat, com fábrica em Goiana (PE), e a Ford, em Camaçari (BA)

Trump pressiona Iraque para favorecer a GE. O governo dos Estados Unidos está pressionando o Iraque a assinar com a americana General Electric, e não com a alemã Siemens, contrato de US$ 15 bilhões

BRF negocia acordo de leniência. A BRF iniciou negociações de um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, o Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União, conforme antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

Judiciário. Braço direito de Raquel Dodge é citado em inquérito. A PF encontrou em um celular apreendido de Rocha Loures troca de mensagens dele com Camanho.

Fernando Haddad diz que vai respeitar lista tríplice do MP.

Portos deram R$ 5,9 mi a Temer, diz PF.

Senado manobra para lotear agência de mineração. MDB conseguiu aprovar, a toque de caixa, dois nomes para dirigir a ANM, criada no fim do ano passado.

Eleições. Bolsonaro diz que está com ‘uma mão na faixa’. Candidato diz que ida a debate vai depender da estratégia.

Editorial: Brasil está pouco preparado para a economia do futuro. Antes de chegar ao seleto pelotão que encabeça a quarta revolução industrial, o Brasil tem de se defrontar com as “velhas” questões do desenvolvimento.

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