Hospital da Papuda já abriu contratação emergencial de empresa gestora

O Governo do Distrito Federal (GDF) deu mais um passo para a inauguração do hospital da Papuda, que funcionará dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Conforme decisão do GDF, foi aberto nesta segunda-feira (3) o processo para contratação emergencial de empresa gestora. A contratada prestará serviço de gestão integrada de 20 leitos de enfermaria. De acordo com a previsão, o local entra em operação ainda na primeira quinzena do mês.

O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) registra a dispensa de licitação para a contratação da empresa que prestará serviço no local. Portanto, os grupos interessados na gestão da unidade têm até 15h de 7 de agosto para enviar as propostas ao e-mail[email protected]gmail.com.

A vencedora deverá fornecer aparelhos, gerenciamento técnico, assistência multiprofissional de forma ininterrupta, manutenção e insumos necessários para o funcionamento dos equipamentos. Por outro lado, a empresa selecionada também será responsável pelo atendimento dos pacientes, com medicamentos, materiais médico-hospitalares e esterilização de equipamentos e materiais, além de alimentação (nutrição enteral e parenteral).

Toda a infraestrutura da unidade está pronta, o que significa que há capacidade para ampliação com aditivos contratuais, com abertura de novos leitos, caso isso seja necessário.

Cenário

A população do complexo é de 15 mil apenados. Segundo a Secretaria de Saúde(SES), 1.708 detentos foram diagnosticados com Covid-19. Desse total de presidiários infectados pelo novo coronavírus, três morreram e apenas 75 têm a doença ativa. Assim, o sistema penitenciário tem uma taxa de letalidade de 0,29% na população privada de liberdade e de 0,23% em policiais penais – percentuais menores do que o esperado.

Todo esse cenário motivou a mudança no planejamento de contratação. Inicialmente, estavam previstos 40 leitos – 20 de enfermaria, 10 semi-intensivos e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, o subsecretário de Infraestrutura da SES, Sócrates Alves, explica que isso não se mostra mais necessário.

“A situação dentro do complexo está controlada. Até o momento, nenhum cidadão privado de liberdade precisou de tratamentos mais intensivos, então é questão de gestão. Diante do cenário atual, não há necessidade de contratar além dos 20 leitos de enfermaria”, diz.

(Com informações da Agência Brasília)

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