Greve dos caminhoneiros segue fazendo as manchetes dos jornais

_SINOPSE DE 28 DE MAIO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Governo cede a grevistas, mas não evita colapso nos serviços. Temer anuncia pacote que atende a caminhoneiros, incluindo redução do preço do diesel. Houve onda de vaias e panelaços enquanto o presidente Michel Temer falava em rede nacional. Após uma semana de fracassos na crise com os caminhoneiros, que provocou desabastecimento em todo o país, o governo federal voltou a ceder nas negociações. Entre as medidas, estão a redução de R$ 0,46 por litro de diesel, o congelamento do preço por 60 dias e, ao fim do período, estabelecimento de reajustes mensais. Também haverá, por medida provisória, isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios. O pacote, que deverá ter um impacto estimado em R$ 10 bilhões, não chegou a tempo de evitar mais transtornos: só na rede municipal do Rio 655 mil alunos ficarão sem aulas hoje/

Falta de ração mata 64 milhões de aves. Feiras sofrem com desabastecimento de produtos, e preços disparam. Para analistas, greve afeta inflação/

Delação de Léo Pinheiro envolve 14 políticos. Empresário Léo Pinheiro, da OAS, tem aval da PGR, e colaboração atinge 14 políticos. Mais de dois anos após iniciar negociações para sua delação premiada, ex-presidente da OAS finalmente consegue aval da Procuradoria-Geral da República para fechar sua proposta. Léo Pinheiro fala em pagamento de propina a políticos de MDB, PSDB, PT, PP e DEM a partir de obras da empreiteira/

Polarização no segundo turno. Candidato de Álvaro Uribe e ex-guerrilheiro disputarão segundo turno na Colômbia/

De carona na greve. Bolsonaro muda de ideia e, após criticar bloqueio de estradas por caminhoneiros, agora diz que é contra multas impostas aos grevistas pelo governo federal/

Ricardo Rangel: Nocaute. Somos reféns de caminhoneiros e transportadores, e, cada vez que os interesses deles convergem, eles se unem para nos chantagear/

População desaprova ações do governo. Pesquisa mostra também rejeição ao movimento dos caminhoneiros. As ações do governo Michel Temer para tentar dar fim à greve dos caminhoneiros são desaprovadas por 95% da população. Uma pesquisa da Ideia BigData, feita no fim de semana, mostra que a região onde há menos reprovação é o Sudeste, onde 93% dos entrevistados se posicionaram contra as negociações feitas pelo presidente e seus ministros. O estudo revela que a maioria da população (55%) desaprova a paralisação, que tem provocado desabastecimento em todo o país/

Pensões de filhas de militares superam R$ 5 bi. Benefício para maiores de idade foi extinto em 2000, mas Exército estima que ele será pago até 2060/

Ex-ministros contestam indicação política para órgão ambiental. Em carta a Temer, grupo se opõe à nomeação de filiado ao PROS no ICMBio/

Editorial1: Em favor da democracia. Não há qualquer dúvida sobre a repulsa ao crime de tortura e a assassinatos cometidos pelo Estado ou por grupos políticos, como os revelados por documentos liberados pela agência americana CIA. A defesa de ideologias não dá licença para criminosos infratores de direitos humanos. Entendem-se as críticas à anistia proposta pelo último governo da ditadura militar, de João Baptista Figueiredo, citado em um desses documentos, e aprovada pelo Congresso, em 1979.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Desabastecimento se agrava e Temer cede a novas exigências. Governo reduz preço do diesel em R$ 0,46 por 60 dias. Eixo suspenso fica isento de cobrança em pedágio. Greve fecha fábricas e afeta supermercados. R$ 13,5 bilhões é quanto custará aos cofres públicos a redução em R$ 0,46 do preço do óleo diesel por 60 dias, anunciada ontem por Temer/

Militares veem situação ‘delicada’ e temem onda de paralisações. Colocados novamente diante da população para conter uma crise, militares avaliam que o quadro se agravou com colapso no abastecimento/

Em grupos de WhatsApp, apoio à greve continua. Caminhoneiros avisam que vão manter protesto; a maioria apoia a intervenção militar/

Conservador sai na frente na eleição colombiana. Eleição colombiana. Iván Duque, ligado ao ex-presidente Álvaro Uribe, disputará presidência no dia 17 com o esquerdista Gustavo Petro; em Catatumbo, região cocaleira dominada pelo narcotráfico, votação ocorre enquanto guerrilheiros lutam por espaço das Farc/

Regra do fundo eleitoral favorece dez partidos

Eleições. MDB, Podemos e PP estão entre os partidos mais beneficiados pela adoção de critérios diferentes para repartir os recursos criados para financiar as candidaturas.  O Congresso beneficiou dez partidos, em detrimento de outros 25, ao adotar critérios diferentes, como a representação no Senado, para a divisão do R$ 1,7 bilhão do fundo eleitoral. Com ganho de R$ 50 milhões, o MDB foi a sigla mais beneficiada, seguida de Podemos e do PP. O PT foi o mais prejudicado, com perdas de R$ 18 milhões/

Premiê italiano deixa cargo 5 dias após posse. O advogado Giuseppe Conte renunciou ontem ao cargo de premiê da Itália, cinco dias após assumir. Imediatamente, o presidente italiano, Sergio Mattarella, convocou o economista Carlo Cottarelli para negociar um governo técnico, até que o impasse seja resolvido – provavelmente com novas eleições/

Moisés Naím: Por que os ditadores parecem estar apaixonados pela democracia?/

Editorial1: A velhíssima política. Há uma velhíssima política que precisa ser eliminada. Trata-se de parlamentares que exploram a política como instrumento para satisfazer interesses privados/

Editorial2: A prisão da cúpula petista. Do PT não é possível esperar regeneração. Enquanto estiver sob o domínio de Lula da Silva/

Editorial3: Competitividade prejudicada. A balança comercial brasileira continua a apresentar resultados muito positivos, que asseguram relativa tranquilidade para as contas externas no cenário de incertezas da economia mundial. Mas os resultados poderiam ser melhores, e provavelmente crescentes, se as operações de comércio exterior não fossem tão oneradas e travadas por uma pesada burocracia.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Temer eleva subsídio a R$10 bilhões para conter boicote a abastecimento. Pelo acordo com caminhoneiros, preço do diesel cairá R$ 0,46 e ficará congelado por 60 dias; medida cria tabela mínima para frete/

Entrevista da 2ª. Moreira Franco. Ministro quer controle sobre preço dos combustíveis/

Governo federal fechou 1º acordo ciente de que poderia fracassar/

Uber roda com galões, durante a crise, e restaurantes adaptam receitas/

São Paulo terá até 80% da frota de ônibus; USP cancela aulas/

Preço do diesel é a meta, mas pauta mistura euforia de “mudar o país”/

Vinícius Mota: Mãe Petrobras tem artrose de tanto carregar piano. Crise dos caminhoneiros evidencia uma nação imatura. Costume de não assumir responsabilidade sobre os problemas cobra seu preço em violência e cinismo/

Celso Rocha de Barros: Bolsonaro te acha otário. Bolsonaro apoia a greve para produzir desordem agora e vender ordem em outubro/

Leandro Colón: Temer erra até quando tem rara chance de apoio popular. Ao ceder a grevistas pela terceira vez, presidente escancarou perda de capital político que pensava possuir/

Marcus André Melo. Há risco de populismo, mas não de venezuelização. Enquanto aqui tínhamos Epitácio Pessoa, um juiz do STF na Presidência, lá reinava El Bagre/

Painel: Após levante, Maia decide acelerar votação da reforma tributária na Câmara. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai acelerar a tramitação da reforma tributária, que prevê a unificação e redução de alguns impostos. Ele pediu ao relator da proposta, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que monte uma junta de tributaristas renomados. A ideia é fechar um texto para ser colocado em votação em comissão da Casa logo após o feriado desta semana. Maia tenta, com isso, dar uma resposta à mobilização social desencadeada pela paralisação dos caminhoneiros/

Painel: Ato de caminhoneiros faz políticos especularem sobre a fragilidade do governo. Salve-se quem puder Conversas sobre o impacto de eventual manutenção do levante dos caminhoneiros mesmo após o generoso pacote de medidas anunciado por Michel Temer tornaram-se frequentes em Brasília. É consenso que o governo vive momento delicado e que, dada sua baixa popularidade, não seria possível prever o dia seguinte a manifestações de rua/

Painel: Siglas querem enquadrar Dilma na Ficha Limpa por condenação no impeachment. Siglas que querem barrar a candidatura de Dilma Rousseff (PT-MG) ao Senado se preparam para, caso ela seja mesmo registrada, ingressar com ação pedindo que a petista seja enquadrada na Lei da Ficha Limpa. A tese parte do princípio de que Dilma foi condenada por um colegiado –o Senado– no impeachment e, por isso, não poderia concorrer. Em pesquisa recente ela aparece empatada tecnicamente com Aécio Neves (PSDB-MG) na liderança/

Painel: Cade vê retrocesso em tabelamento de frete; CNI prevê alta de custos/

Há um ano no comando do PT, Gleisi tenta conter levante. Senadora está sob ataque de colegas que querem acelerar as discussões sobre a candidatura/

Colombia terá 2º turno com direitista e ex-guerilheiro/

Editorial1: Saídas racionais. Distorções nos preços de combustíveis estão ligadas à tributação, que demanda reforma/

Editorial2: O chamado. Maior desafio de Meirelles (MDB) será vencer a repulsa do eleitorado pelo governo.

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