Greve dos caminhoneiros ocupa as manchetes dos jornais

SINOPSE DE 25 DE MAIO DE 2018 Edição: Sérgio Botêlho  JORNAIS: Manchete e destaques do jornal O Globo (impresso): Refém, governo faz concessões em troca de trégua de 15
Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE DE 25 DE MAIO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo (impresso): Refém, governo faz concessões em troca de trégua de 15 dias. Paralisação provocou desabastecimento e transtornos em todo o país. Acordo anunciado à noite prevê congelamento do preço do diesel por 30 dias. Ministro da Fazenda afirmou que política de reajuste da Petrobras será mantida, e governo vai subsidiar o combustível para compensar as perdas da estatal/

Ação da Petrobras cai. Ações caem até 14,55%, levando valor de mercado a R$ 285 bi. Estatal volta a ser ultrapassada pela Ambev/

Pré-candidatos ao Planalto criticam atuação do governo. Pré-candidatos atacam alta de preços e reação à greve dos caminhoneiros/

BERNARDO MELLO FRANCO: Farmácias sem remédios, postos de saúde sem vacinas, mercados sem comida. Ameaça de falta d’água no Rio e suspensão da coleta de lixo em São Paulo. Os profetas do apocalipse teriam dificuldade de prever o que acontece no Brasil neste fim de maio de 2018. Em apenas quatro dias, o país chegou à iminência de um colapso/

MÍRIAM LEITÃO: Governo vai usar o Orçamento para subsidiar combustível fóssil. O acordo que o governo fechou com o setor de transporte de carga significa o seguinte: será tirado dinheiro do Orçamento para compensar a Petrobras pelo subsídio dado ao diesel. O governo cedeu no quarto dia da greve dos caminhoneiros e das empresas de transporte. Será criada uma câmara de compensação que vai ressarcir a Petrobras por reajustar apenas uma vez por mês o preço do combustível/

MERVAL PEREIRA: O governo piscou. Cedeu sem que os bloqueios tivessem sido levantados. O governo piscou ao, pela boca do próprio presidente Michel Temer, pedir “uma trégua” aos grevistas. E a Petrobras piscou também ao aceitar reduzir em 10% o preço do diesel e congelá-lo por 15 dias. Acabou cedendo sem que os bloqueios tivessem sido levantados, e o acordo, que trará prejuízos ao Tesouro, quebra os limites de gastos impostos pelo próprio governo/

Editorial: ‘Impostos são um dos problemas nos combustíveis’. A greve de caminhoneiros, capaz de emparedar Executivo e Legislativo, ao ameaçar paralisar setores vitais — abastecimento em geral, transportes, inclusive aéreo — expõe diversas mazelas brasileiras. Uma das mais evidentes é a enorme e histórica dependência do transporte rodoviário, em detrimento de outros modais, como o ferroviário, o que torna possível o país ficar refém de uma categoria. Chega a ser caso de segurança nacional, a exigir estudos e planejamento para, enfim, atenuar esta distorção que vem da década de 50, mas nunca enfrentada como deveria. Há, ainda, a questão econômica, em que se destaca uma característica nacional desde a redemocratização, que é a carga elevada de impostos, para sustentar o custo crescente do Estado, impulsionado por enormes despesas engessadas e indexadas. No caso dos combustíveis, União e estados estão juntos na grande avidez por impostos.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo (impresso): Acuado, governo vai subsidiar diesel e greve é suspensa. Após País sentir efeitos do desabastecimento, Planalto e 8 das 11 entidades de caminhoneiros anunciam suspensão da paralisação Preço do diesel será fixado em R$ 2,10 por 30 dias Governo pedirá ao Congresso crédito extra de R$ 4,9 bi para este ano/

Crise distancia antigos aliados. Pré-candidato à Presidência, Rodrigo Maia voltou a entrar em rota de colisão com o Planalto/

Nos postos, motoristas ‘disputaram’ gasolina. Consumidor disputa últimos litros de combustível/

Prefeito de cidade no RS confisca combustível. A prefeitura do pequeno município de Santa Vitória do Palmar, no interior do Rio Grande do Sul, declarou estado de calamidade pública por causa dos reflexos da greve dos caminhoneiros. Todo combustível disponível foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação/

Greve afetou 70% das montadoras de carros. Paralisação afeta mais de 70% das fábricas no País; frigoríficos também falam em prejuízo como consequência da greve de caminhoneiros/

Eliane Cantanhêde: Os caminhoneiros produzem efeito cascata, isolam o governo e param o Brasil. O “Partido dos Caminhoneiros” conseguiu o que MST, MTST, CUT e partidos de oposição ao governo Temer ameaçaram e não tiveram força para fazer, nem mesmo com a prisão de Lula: paralisar o País. É uma nova força política que pode ser qualquer coisa, menos um movimento de esquerda/

Petrobrás perde R$ 47,2 bi em valor. Queda reflete decisão da empresa de reduzir e congelar o preço do diesel; Parente diz que medida foi ‘extraordinária’ e ‘não irá se repetir’/

Celso Ming: Estresse. Onde cortar agora? O governo está perdido. Enquanto isso, os oportunistas se puseram a sapatear/

Adriana Fernandes: Governo e presidentes da Câmara e do Senado fizeram tudo o que podiam de errado. Em apenas 48 horas, o governo e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, fizeram tudo o que podiam fazer de errado. E permitiram que a greve dos caminhoneiros colocasse o País em colapso de abastecimento. Rifaram de uma só vez a Petrobrás e o maltratado ajuste das contas públicas. A recém-conquistada credibilidade da companhia foi parar na lama/

Fernando Dantas: Decisão sobre o diesel traz risco de descarrilar projeto de venda do controle de refinarias. Quando Pedro Parente adentrou anteontem à reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, a primeira com sua nova formação, para anunciar a decisão de reduzir o preço do diesel, cedendo à pressão dos caminhoneiros, a reação foi de estupefação. Dos conselheiros presentes, apenas dois se manifestaram a favor da decisão de Parente, incluindo o representante dos funcionários. A maioria se disse claramente contrária/

Coluna do Estadão: Temer reage à pressão para demitir Parente. Os apelos de congressistas para que o governo demita Pedro Parente da Petrobrás irritaram o presidente Michel Temer. Em conversas reservadas pouco antes de participar de evento na cidade de Porto Real, no Rio, ontem, Temer se queixou dos ataques a Parente e se mostrou aborrecido por atingirem um “técnico dessa qualidade”. Ele descartou qualquer possibilidade de ceder à pressão política. O primeiro a pedir a demissão de Parente foi o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB). Seguido ontem de Cássio Cunha Lima e Paulinho da Força/

Candidatas terão 140% mais verba. Após decisão do TSE, partidos políticos têm de reservar R$ 515 milhões do fundo eleitoral para eleger deputadas federais e estaduais nas eleições de outubro/

Editorial: O caos como arma. A manutenção da greve, apesar das generosas concessões feitas aos caminhoneiros, demonstra um inaceitável comportamento. O nome disso é chantagem e irresponsabilidade.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo (impresso): Contribuinte pagará conta do diesel mais barato para caminhoneiros. Acordo para suspender paralisação, que assustou a população, inclui subsídio para manter preço congelado por 30 dias. O governo Temer (MDB) anunciou ontem acordo com representantes dos caminhoneiros para suspender por 15 dias paralisação que desde segunda (21) provocava bloqueios nas rodovias de 25 estados, causando problemas de abastecimento no país. Em pronunciamento, ministros detalharam as condições da negociação. A redução de 10% no diesel, anunciada pela Petrobras na quarta, será mantida por 30 dias, período em que o valor será congelado. A estatal arcará com os custos da baixa na primeira quinzena. A partir de então, a União assumirá, com dinheiro dos contribuintes, o prejuízo, estimado em R$ 350 milhões. O Planalto ainda zerará a Cide, que incide sobre o diesel e eleva em R$ 0,05 o litro, até o fim de 2018. A rapidez com que a paralisação se alastrou despertou suspeitas de participação de transportadoras na mobilização, proibida por lei. Seria o chamado locaute, parada organizada pelo setor empresarial. A suspeita foi citada p e lo ministro da Segurança, Raul Jungmann, à Folha. A preocupação com a falta de produtos acarretou longas filas em postos de combustíveis. Em alguns supermercados, faltaram produtos e houve racionamento nas vendas. Os serviços também foram afetados. Hospitais cancelaram cirurgias eletivas em Santa Catarina e, no Rio, a Cedae pediu que moradores economizem água em razão de possível redução na produção. Em SP, houve anúncios de suspensão da coleta de lixo e da circulação de parte dos ônibus, assim como do rodízio de veículos. A Polícia Militar reduziu o patrulhamento/

Petrobras tem queda de 14% na Bolsa após intervenção. Os esforços do presidente da Petrobras, Pedro Parente, para acalmar investidores insatisfeitos coma intervenção do Planalto não surtiram efeito. Ontem, um dia após a estatal anunciar corte no preço do diesel, as ações da Petrobras despencaram 14%. Em teleconferência, Parente disse que a decisão foi excepcional e não acontecerá de novo/

Preço do diesel na bomba é 2Q maior da série histórica. O preço do diesel hoje (R$ 3,518) é o segundo mais alto da série histórica, iniciada em 2001. Em valores corrigidos pela inflação, o produto só foi mais caro em agosto de 2008, quando o barril de petróleo, hoje em US$ 80, era vendido por US$ 140/

Encurralado, governo teme repetição de protestos de 2013/

Mercado Aberto. Empresas conseguem na Justiça decisões contra movimento/

Bruno Boghossian: Governo toma medidas improvisadas por alívio nas bombas/

Marcella Franco: Nestes dias fica difícil resistir ao pânico no WhatsApp/

Marina afirma que não muda discurso para atrair petistas. A presidenciável Marina Silva (Rede) disse que não fará discurso oportunista nem adaptará suas propostas para atrair eleitores do ex-presidente Lula. Questionada em sabatina de Folha, UOL e SBT sobre aliança com PT, ela afirmou que é independente/

Editorial1: Quem pode mais. Após aflições com abusos da paralisação dos caminhoneiros, acordo é anunciado/

Editorial2: Marina sem rede. Retórica de pré-candidata esbarra na questão de como obter apoio para eventual governo.

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