Greve dos caminhoneiros é destaque absoluto das manchetes dos jornais

Greve dos caminhoneiros é destaque absoluto das manchetes dos jornais. Decreto que autoriza emprego das Forças Armadas em desbloqueio de estradas é o fato que domina o noticiário. SINOPSE DE

Greve dos caminhoneiros é destaque absoluto das manchetes dos jornais. Decreto que autoriza emprego das Forças Armadas em desbloqueio de estradas é o fato que domina o noticiário.

SINOPSE DE 26 DE MAIO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Grevistas ignoram acordo, e militares são convocados. STF autoriza uso da força, mas à noite ainda havia 519 pontos de bloqueio de rodovias. Liderança do movimento pede que caminhoneiros liberem as estradas, enquanto a PF investiga a participação de empresários na paralisação. Palácio do Planalto agora negocia com os estados uma redução do ICMS sobre o diesel. Depois de anunciar um acordo com os caminhoneiros na quinta, que na prática não surtiu efeito na greve da categoria, o governo federal convocou as Forças Armadas para intervir nas estradas e editou um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em todo o país. Ante a iminência da atuação dos militares, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), principal porta-voz do movimento, pediu que os grevistas liberassem as rodovias. O STF autorizou o uso da força e a aplicação de multas de R$ 100 mil por hora às entidades envolvidas no bloqueio. À noite, manifestantes ainda faziam bloqueios parciais em 519 pontos do país. A Fazenda negocia com os estados redução no peso do ICMS sobre o diesel, que, somada a outras medidas, pode gerar alívio de R$ 0,35 por litro. A Polícia Federal investiga a participação de empresários na paralisação/

Como identificar as fake news da crise. Mensagens alarmistas sobre a situação do país multiplicam-se nas redes sociais. O Globo montou um guia para tirar dúvidas sobre a crise/

Farpas, gafes e um oceano de críticas. Planalto e base aliada batem de frente, irmã da primeira-dama posta foto de carro com tanque cheio e internautas se unem nas críticas ao governo/

Redução de imposto do diesel não está prevista na recuperação fiscal. Decisão do estado divide especialistas; Conselho da Fazenda vai analisar a medida/

MP vê divisão na estrutura de organização criminosa. Integrantes do PCC questionam seu principal líder, preso em SP, e autoridades temem violência nas cadeias/

Dodge avalia rescindir delação de Delcídio. Procuradora-geral questiona se houve má-fé do ex-senador ao omitir fatos/

Míriam Leitão: Governo terá que subsidiar importação de diesel/

Merval Pereira: Em casos como esse, o governo reprime e depois negocia/

Fernando Gabeira: A falta que um governo faz. O Brasil mostrou-se vulnerável. Um plano elementar de defesa garantiria com escolta armada a saída dos caminhões com combustível/

Editorial1: Greve de caminhoneiros sequestrou a sociedade. Movimento poderia ter sido previsto pelo governo, para agir antes dos bloqueios, e se tornou imprescindível convocar as forças federais/

Editorial2: Colômbia vai às urnas pacificada e em crescimento.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Por que parou? Porque os caminhoneiros fizeram chantagem com o País. Porque o governo foi incompetente ao demorar para agir. Porque o Congresso optou pelo oportunismo eleitoral. Porque o Brasil é dependente das rodovias e dos caminhões. Porque os governadores foram omissos. Uma sequência de queixas ignoradas pelo governo, um acordo costurado de última hora e a radicalização chantagista de uma categoria pararam o Brasil. Desde outubro de 2017, o setor de transportes tem chamado a atenção do Planalto, mas o governo deixou o tema de lado. Quando a negociação foi iniciada, o movimento já era maior que os líderes. Assim, mesmo depois de o governo ceder aos grevistas, vários grupos insistiram em bloquear estradas e tornaram o País refém de seus pleitos. No Planalto, a avaliação é de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) falhou ao não prever o alcance do movimento/

Acordo fracassa e governo chama as Forças Armadas. O governo chamou as forças federais de segurança, que incluem as Forças Armadas, para desbloquear as estradas depois que a trégua de 15 dias prometida pelos movimentos grevistas não foi cumprida. Após o anúncio do presidente, a principal entidade contrária ao acordo pediu que os motoristas liberassem as rodovias. À noite, ainda restavam 519 de 938 pontos de bloqueios no País. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o uso de força e a imposição de multas a manifestantes nas estradas/

Crise pode custar R$ 27 bi ao governo/

Líderes sindicais trocam acusações/

Na Dutra, grevistas recebem apoio/

Prefeito de SP decreta emergência/

STF solta preso por morte de Dorothy Stang/

Incêndio em invasão deixa 3 crianças mortas. Um incêndio em um galpão invadido no bairro da Mooca, na zona leste, deixou três irmãos mortos – um deles bebê – ontem. A mãe das crianças não estava no local. A causa do incêndio não havia sido esclarecida até o fim da noite/

Na Venezuela, comida apodrece por falta de luz. Os poucos alimentos disponíveis para a população do interior do país estragam por falta de gás e de energia elétrica, informa o enviado especial Rodrigo Cavalheiro. Quem tem o que cozinhar usa lenha/

Governadores cobram e PT leva a Lula ‘plano B’. Partido vai mostrar ao ex-presidente, preso em Curitiba, 4 cenários com nomes para vice; sigla provoca líder a rever pré-candidatura/

Alckmin busca palanques alternativos nos Estados. PSDB desiste de candidaturas próprias em disputas locais ou fecha apoio a nomes competitivos de outras siglas para tentar fortalecer suporte regional ao presidenciável tucano/

Tucano evita usar norma que permite intervenção. Como presidente do partido, Alckmin poderia vetar candidaturas do PSDB que atrapalhem a estratégia nacional/

Adriana Fernandes: Solução ‘pé no chão’. O ministro Eduardo Guardia nega que o programa para o diesel represente uma volta à política de subsídios do governo Dilma/

Fernando Dantas: As razões de cada lado. Que os caminhoneiros queiram exercer pressão é parte do jogo. Mas bloquear estradas não está na regra do jogo de país nenhum/

Editorial1: Irresponsabilidade generalizada. O Brasil está em guerra. De um lado estão as corporações, os políticos venais e os viciados em subsídios e favores estatais; de outro, os brasileiros que trabalham e pagam impostos/

Editorial2: Indústria já estava derrapando. Nova sondagem setorial da CNI trouxe más notícias, que ficaram quase ignoradas/

Editorial3: Avanços e retrocessos. A cúpula dos EUA com a Coreia do Norte prevista para junho foi cancelada.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo:  Paralisação continua após acordo e governo mobiliza Forças Armadas. Segundo o Planalto, 45% dos bloqueios em rodovias haviam cessado ontem; protestos provocam racha no agronegócio. Diante da continuidade da paralisação de caminhoneiros ontem, mesmo após anúncio sobre acordo, o Planalto recorreu a ações policiais e judiciais para desmobilizar os protestos. O presidente Michel Temer (MDB) anunciou plano de segurança que inclui o emprego das Forças Armadas para liberar as estradas federais obstruídas e viabilizar o abastecimento. O governo, que apura a suposta participação de empresários no movimento, ainda editou decreto que estabelece a aplicação da GLO (Garantia da Lei e da Ordem) em todo o país e ameaçou decretar confisco temporário de caminhões. Disse ainda investigar 20 dirigentes de empresas. Após a ação, ministros anunciaram a liberação do acesso à Refinaria Duque de Caxias, no Rio, e ao porto de Santos (SP). Disseram ainda que as obstruções haviam sido reduzidas em 45%. José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam (associação de caminhoneiros), disse ontem que “pode correr sangue” nas estradas a depender do emprego de força policial. Em nota, a entidade contemporizou. A paralisação causou um racha no agronegócio. Enquanto produtores de grãos apoiam o protesto, o setor de carnes quer o fim dos bloqueios/

Preços disparam, e alimentos perecíveis somem de mercados. Os preços de frutas e legumes dispararam na Ceagesp. Supermercados não fizeram reajustes, mas alguns itens perecíveis acabaram. Segundo o setor, serão necessários 10 dias para a normalização dos estoques/

SP decreta emergência e tem dia com cara de feriado. A cidade de São Paulo teve trânsito com jeito de feriado ontem, mesmo com a suspensão do rodízio pelo segundo dia. Sem gasolina e com menos ônibus, paulista nos mudaram a rotina. A capital está em situação de emergência, e o prefeito Bruno Covas avalia decretar feriado na segunda (28)/

Para tentar polarizar com Bolsonaro, Ciro quer focar segurança e redes sociais/

Movimento organizado por filiados à Fiesp defende candidatura de Skaf à Presidência/

Demétrio Magnoli: Aparente divisão do PT reflete estratégia de Lula, que tem candidato. Pleito de 2018, nos estertores da Nova República, deve ser lido à luz da eleição de 1989, a primeira da redemocratização/

Julianna Sofia: Mancadas em série. Governo Temer avança no programa ‘credibilidade zero’/

Hélio Schwartsman: Não nos pusemos nessa posição de fragilidade a troco de nada. Bastou os caminhoneiros pararem por alguns dias para a sociedade ver-se à beira do colapso/

Editorial1: Reação tardia. Após ceder a demandas de caminhoneiros, governo decide usar forças de segurança contra abusos/

Editorial2: Passo para trás. Sinais de recuo de Kim Jong-un e anúncio de Trump refletem defasagem de expectativas.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.