Greve dos caminhoneiros continua como maior destaque da mídia

SINOPSE DE 29 DE MAIO DE 2018 Edição: Sérgio Botêlho   JORNAIS: Manchete e destaques do jornal O Globo: Greve continua, e governo já prepara nova alta de impostos.

SINOPSE DE 29 DE MAIO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

Primeira Hora – Anexo 6

 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Greve continua, e governo já prepara nova alta de impostos. Conta para atender às reivindicações de caminhoneiros é de R$ 13,5 bi. Apesar de dois acordos, movimento mantém 594 pontos de bloqueio. Mesmo após o fechamento do segundo acordo com o governo, a greve dos caminhoneiros completou oito dias ainda causando desabastecimento e graves transtornos. Ontem à noite havia 594 pontos de bloqueio nas rodovias do país. As suspeitas de locaute persistem, e a PF já abriu 48 inquéritos. A conta para atender aos pleitos dos grevistas deve ser de ao menos R$ 13,5 bilhões. A equipe econômica informou que será preciso elevar impostos, cortar despesas e reduzir incentivos. No Rio, com escolas e repartições públicas fechadas e transportes com frotas reduzidas, a segunda-feira teve clima de feriado. De forma tímida, os postos de combustíveis começaram a ser reabastecidos, com longas filas de espera. Hoje as escolas da rede municipal voltam às aulas. Hospitais continuam com cirurgias apenas de emergência/

MERVAL PEREIRA: Greve parece estar sendo sequestrada por grupos políticos/

MÍRIAM LEITÃO: Próximo governo terá que cortar R$ 30 bi e ainda subsidiar o diesel/

BERNARDO MELLO FRANCO: O fantasma de uma nova onda de revoltas assombra o meio político/

JOSÉ CASADO: Dilma, Temer e Congresso enrolaram caminhoneiros por 42 meses/

Pauta política se amplia; governo acusa ‘infiltrados’. Novas demandas, como a queda do presidente Temer e até intervenção militar, prolongam o movimento grevista. O governo acusa a ação de “infiltrados”/

Petrobras já perdeu 1/3 do valor de mercado. Desde início da greve, ações da estatal caíram 34,6%. Analistas veem temor de investidores em volta de uso político da empresa/

Pré-candidatos fazem coro contra reajustes. Nove postulantes ao Planalto responderam sobre a greve e atacaram a política de preços da Petrobras/

EDITORIAL: É urgente restabelecer o abastecimento.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: O que mais eles querem. A paralisação dos caminhoneiros escapou ao controle das associações da categoria e chegou ao 8.º dia ontem, mesmo após o governo ter aceitado praticamente tudo o que o movimento pediu. Diante de um quadro de ausência de lideranças e de exigências claras por parte dos manifestantes, o País passou a questionar: o que querem os caminhoneiros que insistem em manter a população refém de suas vontades? Entre as possíveis respostas está a do presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, para quem o movimento ganhou caráter político. “Tem um grupo muito forte de intervencionistas fazendo greve. Estão prendendo caminhões e tentando derrubar o governo”, disse. Segundo a Abcam, pelo menos 250 mil grevistas permaneceram fiéis ao movimento, ontem. No grupo, que tem as redes sociais como aliadas, estão motoristas autônomos adeptos do “quanto pior, melhor” e divididos entre os que pedem intervenção militar no País (eleitores de Jair Bolsonaro), os que trabalham pela deposição de Michel Temer e os que pedem a liberdade do ex-presidente Lula, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro. O Planalto diz ter indícios de que possa haver “infiltrados” na greve. Para o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros, José Araújo Silva, a situação está “sem controle”. Até ontem, os grevistas haviam conseguido diesel mais barato, reajuste mensal, isenção de pedágio para eixo suspenso e valor mínimo para frete. Agora, querem a redução no preço de todos os combustíveis/

Governo deve aumentar imposto. O governo terá de aumentar imposto ou reduzir benefícios tributários de outros setores para compensar a perda de arrecadação com as concessões feitas aos caminhoneiros, segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Uma das alternativas em estudo é reduzir ou acabar com o Reintegra, programa de incentivo a empresas exportadoras/

Bolsa cai 4,49% e dólar vai a R$ 3,73/

Hospitais públicos cancelam cirurgias/

Motorista fica 24 horas na fila para abastecer/

Eliane Cantanhêde: Estão todos brincando com fogo: governo, caminhoneiros, aliados de Lula, os que odeiam Temer, os saudosos da ditadura/

Bernard Appy: Se no Brasil imperassem regras iguais para todos, seria muito mais difícil para um setor tornar o País refém/

Greve de professor atinge 72 escolas. A categoria decidiu parar após impasse para aprovar a convenção coletiva. O sindicato patronal propôs as alterações dos benefícios alegando dificuldades financeiras/

Editorial: O governo do presidente Michel Temer mostrou uma fraqueza perigosa ao lidar com o protesto dos caminhoneiros e precisa retomar a autoridade que lhe compete, fazendo com que a lei seja cumprida por meio dos instrumentos que a Constituição lhe faculta. Essa fragilidade ficou evidente com a quase total inação das Forças Armadas. Um governo que não se faz respeitar não pode se queixar do destino. Também é um equívoco e uma confusão de causas pensar que o apoio à paralisação pode, de alguma forma, contribuir para salvar o País dos corruptos, da ineficiência ou da alta carga tributária. Uma coisa é fazer oposição ao governo. Outra, é apoiar o caos e a desordem como forma de se opor a ele. Cabe fazer oposição ao governo, mas não cabe destruir o País.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Boicote continua apesar de acordo; governo fala em infiltração política. Temer diz que crise será encerrada logo, ‘se Deus quiser’; desabastecimento piora e donos de postos sofrem ameaça em SP. Pelo oitavo dia consecutivo, e após três concessões do governo, caminhoneiros permaneceram paralisados ontem, comprometendo o abastecimento e serviços em todo o país. De acordo com balanço oficial, 556 bloqueios totais ou parciais estavam ativos ontem em rodovias federais, em 23 estados e no Distrito Federal. A mobilização também recebeu apoio de outros setores, incluindo motoristas de vans e fretados e motoboys, que reclamam do preço dos combustíveis. Diante da manutenção dos protestos, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que a Polícia Rodoviária Federal atuará para retirar “infiltrados políticos” de pontos de paralisação. Para ele, essas pessoas agem para que a crise de desabastecimento não seja encerrada. O presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), José da Fonseca Lopes, um dos líderes da paralisação, concordou com a avaliação. “Não é o caminhoneiro mais que está fazendo greve. São pessoas que querem derrubar o governo.” O presidente Michel Temer (MDB), por sua vez, afirmou que, “se Deus quiser”, a crise terminará logo. Em São Paulo, o governo enfrenta recusa de proprietários de postos para receber combustíveis. Eles dizem ter recebido ameaças e temem atos de violência praticados por grupos ligados aos grevistas. O abastecimento na capital paulista continua comprometido. A frota de ônibus deve circular com 70% dos veículos nos horários de pico e 60% no restante. Os trens da CPTM e do Metrô terão horário estendido/

Rubens Valente: Crise entra para a lista de falhas de inteligência/

Vinícius Mota: Quem aplaude método não gosta de democracia/

Mercado Aberto: Transportadoras se defendem e negam locaute/

Ivan Finotti: Morri a 12 carros da bomba, após 4 horas de fila/

Manifestantes agora pedem saída de Temer e diesel barato. Caminhoneiros que seguem nas estradas dizem que a queda de R$ 0,46 no preço do diesel é insuficiente para amenizar a crise do setor. Eles querem redução maior e permanente no valor do produto. Parte dos manifestantes também pede a saída do presidente Michel Temer e a intervenção militar/

Bolsonaro diz ser contra intervenção militar. O presidenciável Jair Bolsonaro defendeu, em entrevista à Folha, o fim da paralisação dos caminhoneiros. “Não interessa o caos agora.” Ele repeliu pedido de intervenção militar, defendida por parte dos manifestantes. No primeiro dia de paralisação, ele apoiou os caminhoneiros e prometeu proposta para revogar multas. Bolsonaro é, no entanto, autor de projeto que prevê pena de prisão a quem b lo queia o trânsito/

Presidente do Paraguai renuncia por vaga no Senado. Horacio Cartes deixaria o cargo em 15 de agosto, quando o recém-eleito Mario Benítez tomará posse. Cartes se elegeu senador e quer assumir o mandato em 1º de julho/

Para Luiz Marinho, Dilma exagerou no controle de preços/

Editorial1: Cobrar o acordo. Abusos dos caminhoneiros acabaram premiados por concessões generosas do governo/

Editorial2: A saga do Carandiru. Passados mais de 25 anos desde o massacre, é quase como se nada tivesse acontecido.

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