Denúncias e economia são os destaques das manchetes dos jornais

 

 

SINOPSE DE 10 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: João de Deus teria abusado de criança nos anos 1980. MP de Goiás e Polícia Civil já abriram investigações por denúncias feitas no primeiro semestre deste ano. O médium João Teixeira de Faria, João de Deus, já é investigado pelo Ministério Público de Goiás desde o primeiro semestre, quando a procuradoria de Abadiânia, onde mantém seu templo, recebeu as primeiras denúncias de abuso sexual contra frequentadoras. Os relatos de mulheres vêm se multiplicando desde que O GLOBO e o programa “Conversa com Bial” divulgaram casos. O MP de Goiás vai abrir uma nova frente de investigações a partir dessas reportagens. Entre as 25 novas histórias apuradas pelo “Fantástico”, uma mulher de 41 anos afirmou ter sido violentada pelo menos dez vezes quanto tinha 11 anos, na década de 1980.

Bolsonaro completa seu Ministério. Após 35 dias de transição e com sete pastas a mais do que havia prometido, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, completou seu Ministério com o anúncio do 22º integrante. Ricardo de Aquino Salles foi nomeado para o Meio Ambiente, pasta que teve cogitada sua fusão com a da Agricultura. A escolha desagradou a ambientalistas e teve apoio de ruralistas. O primeiro escalão de Bolsonaro tem seis militares, sete políticos e nove nomes de perfil técnico. Pela primeira vez desde a redemocratização, não haverá senadores na Esplanada.

Ruth de Aquino: Eu fiz aborto. Não me orgulho, nem me arrependo.

Antônio Gois: Pisa para Escolas mostra ilhas de alto desempenho.

Fernando Gabeira: Viajar atenua as más notícias.

Gasto com inativos sobe 5 vezes mais que o da educação. Dados do Tesouro Nacional revelam que os custos para cobrir déficit previdenciário nos estados cresceram 26% entre 2015 e 2017, enquanto os gastos com educação, no mesmo período, subiram 5,4%, e os de saúde,7,7%. No Estado do Rio, as despesas com aposentadoria de servidores cresceram 50,51% nesses dois anos.

Uma legião de invisíveis sem registro de nascimento. Setenta anos após a Declaração Universal dos Direitos Humanos, milhares de brasileiros não registrados são invisíveis ao Estado e fora do alcance de políticas sociais. Como Daline de Araujo, de 18 anos, que não pode sequer tomar vacinas. O GLOBO publica os 30 artigos da Declaração nas páginas desta edição.

Editorial1: Indefinição deixa Brasil em risco na guerra comercial. Governo Bolsonaro precisa ter um projeto com cenários sobre o que fazer no embate entre China e EUA.

Editorial2: Investigações sobre conluio com russos voltam a ameaçar Trump. Procurador especial, ameaçado de demissão, firma acordo de delação que pode esclarecer esta aliança.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Onze governadores podem deixar Estados sem caixa. Pena para quem transmite cargo com rombo nas contas é de 1 a 4 anos, mas até hoje ninguém foi punido. Onze governadores correm o risco de deixar seus Estados sem dinheiro para os sucessores pagarem as contas, segundo levantamento feito pelo Estadão/ Broadcast. A prática é proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com pena de prisão de um a quatro anos. Até hoje, porém, nenhum governador foi responsabilizado. Segundo dados de outubro, os Estados com maior risco de deixar contas em aberto são Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Sergipe. São Paulo e Rio Grande do Norte fazem parte da lista, mas os dados são de agosto. A avaliação sobre o descumprimento da lei cabe aos Tribunais de Contas Estaduais, que contam com indicações políticas. “Não há controle pelos tribunais de contas”, alerta a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi.

Estados não admitem problema. Com risco de serem punidos, nenhum dos onze governadores admite o problema de falta de recursos para honrar todos os compromissos financeiros do seu mandato, como é exigido na lei de responsabilidade fiscal.

Ministro quer ‘harmonizar’ meio ambiente e agricultura. O advogado Ricardo Salles, filiado ao Novo, será o ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro. Salles foi secretário na administração de Geraldo Alckmin. Ele disse que o setor agrícola foi perseguido por órgãos ambientais no passado e agora deve-se buscar harmonia. “Essa perseguição ideológica não é saudável para ninguém: nem para a agricultura e tampouco para o ambiente.”

Queiroz tem de explicar, diz Bolsonaro. Jair Bolsonaro afirmou que é o PM Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, quem tem de explicar os depósitos que recebeu. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Queiroz. “Ele tem de explicar. Pode ser e pode não ser”, disse Bolsonaro, sem deixar claro se estava se referindo a uma irregularidade.

PCC prepara atentado contra promotor. Carta apreendida ontem pela polícia indica que o Primeiro Comando da Capital (PCC) prepara atentados contra autoridades em São Paulo caso a Justiça determine a transferência da cúpula da facção para o sistema prisional federal. Os alvos seriam o promotor Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios, Roberto Medina.

João de Deus já é investigado por MP e polícia. O Ministério Público de Goiás informou que encaminhou, no início do ano, acusações de abuso sexual recebidas contra o médium João de Deus para a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). O Estado obteve relato de uma estudante paulista que pretende procurar a Justiça.

Odebrecht fecha acordo com MP peruano.

Líderes do MST são mortos na Paraíba.

Cida Damasco: Vacilos de Bolsonaro expõem insegurança sobre a Previdência mais adequada ao País.

Denis Lerrer Rosenfield: Novo governo parece não se entender quanto à urgência de reformar a Previdência.

Editorial1: Bom cenário na inflação. Os últimos dados da inflação oficial, medida pelo IPCA, contribuem para as expectativas de preços bem comportados até o fim de dezembro.

Editorial2: Um atraso de 18 anos. Problemas teriam sido evitados se o Conselho de Gestão Fiscal tivesse sido criado antes.

Editorial3: Fantasia perigosa. Alguns administradores públicos acreditam na misteriosa propriedade germinativa do dinheiro.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Mapa revela 453 áreas de garimpo ilegal na Amazônia. Brasil é o 2º em pontos de extração mineral clandestina no bioma; está atrás da Venezuela, onde há 1.899. Há 453 garimpos ilegais na Amazônia brasileira, segundo mapa inédito elaborado por uma rede de pesquisadores coordenada pelo Instituto Socioambiental, uma entidade não governamental. Em todo o bioma, que a barca parcelas dos territórios de nove países, foram revelados m ais de 2.500. A Venezuela lidera o ranking, comi.899 áreas de exploração mineral clandestina, mas o Brasil ocupa o primeiro posto quando se apura a atividade ilegal dentro de terras indígenas, com 18 dos 37 casos identificados. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), defende que índios tenham o direito de explorar as suas terras. Na elaboração do mapa, os estudiosos agregaram, ao longo de um ano e meio, informações de trabalhos técnicos, parceiros locais, imagens de satélite e notícias publicadas pela imprensa. Foram analisados ainda 30 rios afetados pela atividade extrativista ou pela entrada de insumos e saída de minerais. Para o grupo, o estudo permitirá intervenções mais articuladas em prol da floresta.

Diplomado, Bolsonaro vai montar 2º e 3º escalões. Com a diplomação marcada para hoje e depois de completar a montagem de seu ministério, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), dá início à montagem das equipes de segundo e terceiro escalões. Bolsonaro deve receber representantes de PSD, DEM, PP, PSB e do próprio PSL. Dado o novo modelo de articulação política, parlamentares preveem dificuldades na votação de reformas.

Aquecimento global é discussão inócua, diz futuro ministro.

Celso Rocha de Mello: Moro não poderá evitar questões sobre caso Coaf.

Entrevista da 2ª. Diante da crise, alta da pobreza no país foi pequena. Ricardo P. de Barros. Para uma recessão tão severa como a vivida pelo país, o aumento da pobreza em 2017 foi pequeno e deve ser comemorado, segundo o economista Ricardo Paes de Barros, estudioso da desigualdade social. O IBGE mostrou que a parcela de baixa renda passou de 25,7% para 26,5% da população. “Foi um pequeno aumento, mas muito concentrado naqueles que são muito pobres.”

Manchete do jornal Valor Econômico: Receita pressiona múltis a revelar controladores. Há um corre-corre inusual nos escritórios de advocacia neste fim de ano, provocado pela proximidade do término do prazo para que empresas e investidores estrangeiros informem à Receita Federal quem são seus beneficiários finais, ou seja, as pessoas físicas que têm o controle de toda a estrutura.

Custo anual das reservas diminui 70%. O custo de carregamento das reservas internacionais deve terminar 2018 no nível mais baixo dos últimos anos, tanto no cálculo feito em dólares quanto em reais, influenciado principalmente pela menor diferença entre a taxa básica de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Unigel vai abrir fábrica nos EUA. Após quase uma década de esforços concentrados no controle do endividamento e reestruturação de dívidas, a Unigel, grupo petroquímico da família Slezynger, vai instalar uma fábrica de acrílicos nos Estados Unidos e planeja abrir capital, possivelmente em um ano, se as condições de mercado forem favoráveis.

Com apoio do agronegócio, Salles chefiará Meio Ambiente. O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou no domingo o último de seus 22 ministros: o advogado Ricardo Salles, que vai chefiar o Meio Ambiente e tem apoio do agronegócio.

Buscar o povo. O governador da Bahia, Rui Costa, reeleito no 1º turno com 77% dos votos válidos, disse ao “Valor” que a primeira lição que o PT deve tirar das urnas é que os políticos “precisam estar mais próximos do povo”.

Peste suína na China faz preço subir. O surto de peste suína africana na China, que já provocou o sacrifício de cerca de 600 mil animais, ajuda a explicar a forte valorização do preço da carne de porco exportada pelo Brasil aos chineses, em novembro.

Cade é contra exclusividade a patrocinador. A Secretaria de Promoção da Produtividade do Ministério da Fazenda enviou ao Cade parecer contra a exclusividade na comercialização de bebidas e alimentos em eventos patrocinados por fabricantes, como o Carnaval e festas agropecuárias. A investigação cita Ambev, Heineken, Coca-Cola e Uber.

Grupo Edson Queiroz vai investir em energia eólica.

Dono da distribuidora Nacional Gás, da fábrica de fogões e geladeiras Esmaltec, da água Minalba e de um dos maiores bancos de terrenos do país, o grupo cearense Edson Queiroz se prepara para entrar em leilões de energia eólica e no ramo de incorporação imobiliária.

Gestora Icatu leva prêmio Valor/FGV. Pelo segundo ano consecutivo, uma gestora de recursos independente, a Icatu Vanguarda, ganha o prêmio de melhor gestora geral do Guia de Previdência, elaborado pelo Valor com orientação técnica da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.

Transição. Com apoio ruralista, Salles ganha o Meio Ambiente. Futuro ministro foi candidato a deputado pelo Novo em São Paulo e responde a ação movida pelo Ministério Público estadual por improbidade administrativa.

Para auditores, Bolsonaro deveria comprovar envio de dinheiro a ex-assessor. Presidente eleito diz que empréstimos para assessores com quem mantêm longa relação de amizade são normais.

A política familiar. Não é de hoje que os negócios dos amigos e dos familiares são fontes de embaraço para políticos.

Ultradireita na América Latina aposta em “efeito contágio” de Bolsonaro. Conservadores do continente querem fazer versão do Foro de São Paulo contra a esquerda.

PPS poderá mudar de nome para “Cidadania”.

“Escola sem Partido” é proposta de 203 projetos em 16 Estados.

Existem mais de 200 propostas aguardando votação nos legislativos estaduais.

Crise. China convoca embaixador dos EUA e ameaça retaliar o Canadá. Ação de Pequim se deve à prisão de alta executiva da Huawei, na semana passada.

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