Governança é o tema em destaque nas manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

Governança é o tema em destaque nas manchetes dos jornais. O Globo identifica “feudos” de indicações políticas em agências reguladoras; Estadão revela força de bancada ligada a servidores nas decisões do Congresso; programas “sem retorno” leva governo a desperdício bilionário.

SINOPSE NACIONAL DE 22 DE JULHO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Agências reguladoras são feudos de indicação política. Em oito delas, 35 dos 40 cargos executivos foram preenchidos por apadrinhados. MDB e PT são os partidos com mais nomeações. Especialistas acreditam que loteamento cria dificuldades para regulação de setores e problemas para consumidores, além de poder gerar corrupção. Responsáveis pelo controle da qualidade dos serviços prestados à população e pela definição das regras para a atuação da iniciativa privada em setores que representam 60% do PIB, as agências reguladoras federais tornaram-se feudos de políticos. Levantamento feito em oito das 11 agências revela que, de 40 cargos executivos, 32 são ocupados por nomes indicados por políticos e três estão prestes a serem preenchidos pelo mesmo critério. MDB (18) e PT (6) têm mais apadrinhados. Para especialistas, o loteamento interfere na atuação dos órgãos e pode reduzir investimentos e gerar corrupção/

‘Pergunto ao posto Ipiranga, o Paulo Guedes’. Na primeira entrevista do Globo com candidatos à Presidência, Jair Bolsonaro diz que não entende nada de economia e, para decisões nessa área, vai perguntar a seu “posto Ipiranga”, Paulo Guedes/

Na Argentina, fome castiga as crianças. Dados do Observatório da Dívida Social Argentina revelam que uma em cada dez crianças passa fome no país. Em bairros humildes e favelas de Buenos Aires, nota-se que a promessa do presidente Macri de zerar a pobreza ficou no passado/

A próxima fronteira contra o câncer. Cientistas buscam mobilizar diferentes processos imunológicos para ataque combinado à doença/

Reescrevendo o destino. Jovens são recrutados por facções e deixam de morar sob marquises e nas praças no Centro/

A acirrada briga da esquerda por apoio do PSB. PT tenta obter ao menos neutralidade de socialistas para não dar mais espaço a Ciro e manter hegemonia/

Doações fantasmas ao PDT entram na mira da Lava-Jato. Valores foram recebidos por Carlos Lupi e tesoureiro Marcelo Panella/

PSOL lança Boulos com críticas veladas a Ciro. Candidato ataca centrão, que chegou a negociar apoio a pedetista/

Ancelmo Gois: Peças com temática negra no Rio estão lotadas. O teatro negro vive grande momento. As cinco peças produzidas e encenadas por negros no Rio estão ficando… lotadas. A saber: “Será que vai chover”, “Favela II”, “Luiz Gama”, “Contos Negreiros do Brasil” e “O Pequeno Príncipe Preto”/

Lauro Jardim: Medina dirigiu Bolsonaro na gravação do programa eleitoral. Foi Roberto Medina quem dirigiu Jair Bolsonaro nas gravações para o programa eleitoral e para as redes sociais na segunda-feira passada no Rio de Janeiro. O trabalho durou o dia inteiro/

Lauro Jardim: A Fazenda. O enrolado ministro do TCU Augusto Nardes tem agora mais uma razão para se preocupar. Na operação de busca e apreensão em sua casa, ocorrida no início de junho, a PF encontrou um contrato privado de compra e venda de uma fazenda localizada nos arredores de Brasília. Reza a papelada que Nardes comprou a propriedade por R$ 3,5 milhões. Só que o ministro declarou ao Leão magros R$ 400 mil/

Lauro Jardim: Linhagem baiana. Baiano como Duda Mendonça (2002) e João Santana (2006, 2010 e 2014), o discreto Sidônio Palmeira será o marqueteiro do PT na campanha presidencial. É uma indicação de Jaques Wagner que, aliás, é o preferido de Lula a substituí-lo candidato a presidente quando setembro chegar/

Elio Gaspari: Plebiscito logo após a eleição é golpe demagógico. Ciro Gomes e Rui Falcão, expresidente do PT, avisaram que em suas plataformas está a convocação de um plebiscito ou de um referendo para ratificar suas propostas caso vençam as eleições de outubro/

Ascânio Seleme: Livro revela bastidores da farra dos guardanapos. Bastidores da noite em que a ruína de Sérgio Cabral começou são contados em livro/

Bernardo Mello Franco: A total imprevisibilidade da corrida presidencial/

Editorial1: Os pesadelos que habitam o Minha Casa Minha Vida. É um contrassenso que imóveis praticamente prontos permaneçam fechados quando país tem um déficit habitacional estimado em 6,3 milhões de moradias/

Editorial2: Ásia e UE dão o exemplo e resistem ao isolacionismo. O acordo entre Japão e União Europeia é um feliz contraponto à onda nacional-populista que se opõe à integração global de sociedades e economias.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Servidores têm maior e mais poderosa bancada na Câmara. Um em cada quatro deputados é funcionário público; grupo ganhou visibilidade ao trabalhar para barrar Previdência. A bancada do funcionalismo público na Câmara age sem alarde, mas é considerada atualmente o lobby mais poderoso do País, informam Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli. Dos 513 deputados, 132 são servidores – um em cada quatro. Eles representam 11,5 milhões de pessoas, ou 5,5% da população, e vêm de diferentes campos ideológicos, do PT ao PSDB, passando por PSOL e DEM, entre outros. Neste ano, o grupo trabalhou para dinamitar a reforma da Previdência e para evitar a reestruturação das carreiras, que limitaria o salário inicial da maior parte da categoria. Eles também conseguiram adiar o fim de “penduricalhos”, como o auxílio-moradia para servidores. “Talvez o governo tenha subestimado essa bancada”, diz o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), ao falar sobre a tentativa de mudanças nas regras da aposentadoria. Entidades sindicais ligadas ao funcionalismo trabalham para aumentar o número de parlamentares que defendem suas bandeiras/

Série vai retratar lobbies. O Estadão/Broadcast publica hoje a primeira reportagem da série que retrata a atuação dos lobbies mais poderosos no Congresso. Juntas, essas bancadas reúnem 286 deputados/

Categoria emplacou ‘reserva de mercado’. Categorias poderosas de servidores emplacam demandas específicas para suas áreas. Os auditores da Receita, por exemplo, conseguiram a aprovação na Câmara do pagamento de bônus de eficiência. Outros grupos defenderam, com sucesso, que seus cargos não podem ser exercidos por outra carreira. “Grupo de elite” do funcionalismo, com ramificações no Judiciário e no Ministério Público, reúne 200 mil servidores/

Banco do Nordeste ganha espaço e vira opção ao BNDES. Com dinheiro disponível e juros atrativos, o BNB ocupa espaço do BNDES no financiamento de projetos. No 1.º semestre, o banco contratou R$ 12,4 bilhões, 77% de todo o volume de 2017/

Coluna do Estadão: Cargos deram ao Centrão máquina de fazer voto. Mais do que tempo de televisão, políticos experientes dizem que os partidos que compõem o Centrão têm como principal atrativo o fato de unidos serem uma máquina de fazer votos. DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade fizeram a diferença nas últimas eleições, mas, desta vez, a decisão de agir em bloco tornou o grupo uma potência. O principal ativo é que controlam no governo Temer ministérios que tocam programas sociais vitrines. Prefeitos e vereadores beneficiados com verbas serão cobrados, agora, a ajudar a eleger os candidatos do bloco/

Médicos burlam norma e usam redes sociais para autopromoção. Apesar de o Conselho Federal de Medicina proibir a autopromoção, não é raro ver médicos prometendo corpos perfeitos aos seus milhares de seguidores nas redes sociais, como Denis Furtado, o Dr. Bumbum/

Europa busca acordos para compensar hostilidades dos EUA. Depois das hostilidades de Donald Trump contra aliados europeus – considerados “inimigos” em termos de negócios –, a União Europeia acelerou acordos com países asiáticos, como Japão e China/

O otimismo inabalável de um candidato. Henrique Meirelles espera superar dificuldades na campanha presidencial e chegar ao 2º turno/

Após crise, Alckmin agora diz ser favorável a contribuição {sindical}/

Vera Magalhães: Uma nova lógica. Força inédita do Centrão é chave para entender as chances do presidente eleito governar/

Celso Ming: Acordo de Alckmin e Centrão contribui para que incertezas possam começar a se dissipar/

Editorial1: De olho na dívida brasileira. Para elevar o potencial de crescimento do Brasil serão necessárias muitas mudanças, mas o desafio emergencial é mesmo o conserto das finanças públicas/

Editorial2: Muito dinheiro, educação ruim. Aumento dos gastos não melhorou a qualidade do ensino/

Editorial3: Cracolândia, como sempre. A proposta de uma Política Municipal Sobre Álcool e Outras Drogas, constante de projeto de lei do Executivo, em discussão na Câmara Municipal, e a presença muito forte do tráfico na região – apesar de um avanço no combate a ele desde o ano passado – colocaram o problema da Cracolândia novamente em evidência. E a divulgação do número de pontos de venda de drogas na capital levantado pela Polícia Civil – tão pequeno que chega a ser inacreditável – torna difícil entender as razões de sua persistência por tanto tempo na Cracolândia.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*:  Governo desperdiça R$ 173 bi em programas sem retorno. Avaliação de subsídios federais em 20 projetos identificou que 4 não tiveram efeito. Estudo inédito coordenado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) avaliou 20 programas de subsídios do governo federal. Em quatro deles o país gastou, desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula (PT), R$ 173 bilhões sem que objetivos fossem alcançados. O valor acumulado é superior ao do déficit primário do governo no ano passado, de R$ 124 bilhões, e que está em ascensão. É a primeira vez que um órgão vinculado ao governo analisa esse tipo de gasto — até hoje, incentivos foram dados sem avaliação de contrapartidas. No levantamento feito para a Folha foram considerados o PSI (Programa de Sustentação do Investimento), o Profrota Pesqueira, a desoneração da folha de pagamento e o Prouca (Programa Um Computador por Aluno). Os demais, de acordo com o Ipea, apresentaram algum resultado — entre eles estão o crédito rural e o Plano Nacional de Banda Larga/

Lula reclama e diz não entender pressão de petistas por apoio a nome de outra sigla/

Aposta de Alckmin é ir para 2º turno com o PT. Tucano acredita que o candidato apoiado por Lula desidratará Ciro, e que parte dos votos de Bolsonaro irá para ele/

Doria compra rua que havia anexado de forma irregular. Após ter de devolver viela no entorno de sua mansão em Campos do Jordão (SP), o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB)foi beneficiado por programa municipal que pôs à venda a área, arrematada por ele. Prefeitura e Doria dizem ter seguido a lei/

Marcos Lisboa: Proteger os setores obsoletos prejudica o resto da sociedade/

Bruno Boghossian: Corrida eleitoral vai pôr à prova peso da propaganda na TV. A corrida presidencial colocará à prova o peso da propaganda na televisão. Alckmin decolará? Bolsonaro sustentará seu eleitorado? O candidato de Lula se tornará conhecido? A caçada por alianças partidárias se justifica/

Editorial: Mobilidade travada. Metrópoles padecem com opção pelo automóvel e escassez de recursos para o transporte coletivo.

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