Governança, economia e eleição 2018 são os destaques das manchetes dos jornais

_SINOPSE NACIONAL DE 17 DE SETEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Estados têm dívida recorde de R$ 827 bi. Ao tomarem posse em 1º de janeiro, os 27 governadores terão de administrar o maior nível de endividamento já atingido, conjuntamente, pelos estados brasileiros: R$ 827 bilhões. O crescimento da dívida foi de 28% nos últimos quatro anos, e, neste período, apenas três unidades da federação reduziram o indicador, que é mais dramático no Rio. Para especialistas, a penúria fiscal dificulta a ampliação de investimentos nos próximos mandatos e a melhoria da saúde, da educação e da segurança, principais obrigações estaduais.

Lula define da cela cada passo de Haddad. Toda a estratégia da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência está sendo traçada pelo ex-presidente Lula, de sua cela, em Curitiba. Ele define aonde Haddad deve ir, a quem deve atacar e até a postura nos debates. Colocou ainda na coordenação da campanha homens de sua confiança.

Candidatos à Presidência atacam o PT. Os principais candidatos à Presidência concentraram ataques ao PT em suas atividades de campanha ontem. Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) criticaram Fernando Haddad, também alvo de Jair Bolsonaro (PSL), que, do hospital, falou ao vivo em rede social.

A fé inabalável das campanhas nos ‘santinhos’. Em plena era digital, e autorizados a impulsionar conteúdos em redes sociais, os candidatos às eleições de outubro continuam apostando em material tradicional de campanha, como santinhos, adesivos e bandeiras. O gasto com material impresso é 17 vezes superior ao de propaganda virtual.

Após a Rio 2016, investimento em esgoto caiu 71%. Os investimentos em obras de redes de esgoto despencaram no estado, depois de um forte crescimento às vésperas dos Jogos Olímpicos. Dados do Instituto Trata Brasil mostram que os recursos aportados pelas prestadoras de serviço, pelo estado e pelos municípios encolheram 71% de 2015 a 2016.

Fernando Gabeira: O momento é delicado, não vale a pena discutir sobre 1964.

Eduardo Oinegue: Lições de eleições passadas trazem esperança a quatro candidatos.

Ancelmo Gois: Devido à violência, fábricas de armas desistem do Brasil.

Editorial1: Universidades públicas precisam se reinventar. Além de apresentarem elevados déficits, não prestam contas como deveriam ao contribuinte.

Editorial2: Brasil deve agir para conter tensão entre Chile e Bolívia. Haia pode tomar decisão sobre ‘saída para o mar’ em outubro, e a diplomacia precisa ser acionada.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Fundos têm R$ 36 bilhões à espera de definição eleitoral. Até julho, recursos para compra de participação em empresas, mas não investidos, cresceram cerca de R$ 5 bilhões. A tensão pré-eleição, que afetou o mercado financeiro e contribuiu para que o dólar chegasse aos R$ 4,20 na semana passada, também é sentida entre os fundos de private equity (que compram participações em empresas). O receio em fazer negócios é percebido tanto nas operações fechadas como no aumento do estoque de dinheiro captado e ainda não aplicado. Em agosto, o número de transações caiu a menos da metade na comparação com o mesmo mês de 2017. De janeiro a julho, os recursos disponíveis, mas não investidos, cresceram mais de R$ 5 bilhões, para R$ 36 bilhões. Para Piero Minardi, presidente da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap), o principal fator para a espera é a volatilidade do câmbio. Segundo outros gestores de fundos ouvidos pelo Estado, até o segundo turno das eleições só negócios inadiáveis serão fechados.

Ativos sem crise viram alvo. Nos negócios que estão sendo fechados apesar da crise, a estratégia dos fundos é investir em setores com perspectiva de bom desempenho no longo prazo, como os de saúde e de educação.

Lula, Alckmin e Temer viram alvo de debate em São Paulo. O debate ao governo de SP promovido por Estado, TV Gazeta, Rádio Jovem Pan e Twitter foi marcado por referências à eleição presidencial. Paulo Skaf (MDB) teve de falar sobre sua relação com Michel Temer. João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), sobre a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Luiz Marinho (PT) disse se orgulhar de ser “candidato de Lula” e Rodrigo Tavares (PRTB) elogiou Bolsonaro (PSL).

Gestão do PSDB vira alvo. Criação de empregos, segurança pública e educação estiveram no centro do debate entre os candidatos. João Doria e as administrações tucanas no Estado foram os principais alvos de críticas.

Em vídeo, Bolsonaro ataca PT e pesquisas. Na primeira aparição em vídeo ao vivo desde que foi submetido a uma segunda cirurgia, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) chorou várias vezes e atacou as pesquisas de intenção de voto que apontam sua derrota no segundo turno e o crescimento de Fernando Haddad (PT). “A grande preocupação realmente não é perder no voto, é perder na fraude”, disse. Ontem, ele deixou a UTI do Albert Einstein.

PF apura a origem de US$ 16 mi apreendidos. O filho do ditador da Guiné Equatorial e vice-presidente do país, Teodoro Obiang Mangue, poderá ser denunciado por lavagem de dinheiro, após a Polícia Federal ter apreendido US$ 16 milhões em dinheiro e relógios de luxo em malas da sua comitiva no aeroporto de Viracopos (Campinas). O político deixou o País ontem, mas os bens ficaram. Segundo a Embaixada de Guiné Equatorial, Mangue veio ao País para tratamento médico. Ele é alvo da Justiça em cinco países por suspeita de desvio de recursos da exploração do petróleo. Na Guiné Equatorial, mais de dois terços dos cidadãos vivem com menos de US$ 1 por dia.

Ciro e Alckmin pregam voto útil no 1º turno. Com o crescimento de Fernando Haddad (PT) nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) reforçaram ontem o discurso de voto útil ainda no primeiro turno das eleições. Alckmin também passou a ser pressionado por aliados para atacar o PT e não Jair Bolsonaro (PSL).

Coluna do Estadão: Promessa de desocupar palácio não reduz gastos. A promessa de não usar os palácios da Alvorada e do Jaburu como moradia, para economizar dinheiro público, a exemplo do que dizem o candidato à Presidência João Amoêdo (Novo) e o general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro (PSL), esbarra em um problema. Mesmo vazia, a residência oficial do presidente consome, em média, R$ 430 mil por mês em manutenção. Em quatro anos desocupado, só o Alvorada custaria R$ 20 milhões. Além disso, toda a estrutura de segurança para atender o presidente precisaria ser transferida para o novo endereço.

Coluna do Estadão: A nova polêmica envolvendo Ciro Gomes (PDT), que ontem xingou um jornalista em Roraima, não deve ressuscitar o candidato “paz e amor”. A campanha identificou que o eleitor quer um presidente “forte” e de “pulso firme” e a orientação é para Ciro incorporar o personagem “durão”. Uma nova estratégia de ataques será usada contra o candidato do PT, Fernando Haddad, que rivaliza votos com Ciro. O comitê do pedetista vai repetir que Haddad não terá autonomia, que será um “presidente dependente”.

Coluna do Estadão: Após despencar nas pesquisas, Marina decidiu profissionalizar a campanha. Ela contratou um serviço de tracking, que monitora seu desempenho com o eleitorado.

Cida Damasco: Para reduzir desigualdades, rearranjo do setor público deve incluir proteção social.

Editorial1: Um pacote de modernização. Para voltar a crescer e retornar ao grupo das economias dinâmicas, o Brasil precisa com

Editorial2: O ranking dos Estados. A crise fiscal está sendo pior para alguns Estados, que perderam competitividade.

Editorial3: O perfil da magistratura. O censo é fundamental para entender quem são e como pensam os juízes.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Saúde é alvo de propostas genéricas dos candidatos. Faltam medidas para enfrentar o subfinanciamento do setor, um dos líderes de reclamações de eleitores. Apontada como principal prioridade pelos eleitores, a saúde não ocupa lugar central nas propostas de governo registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelos presidenciáveis. Análise dos planos feita por pesquisadores mostra propostas vagas, sem menção de custos e de difícil controle após as eleições. Maior sistema de saúde gratuito do mundo, atendendo a 75% da população do país, o SUS sofre de crônico subfinanciamento, que pode piorar nos próximos anos em razão da crise econômica e do ajuste fiscal. Do total, sete candidatos são a favor de aumentar recursos para a saúde; três trazem metas específicas, mas ainda assim não detalham como elas serão atingidas. João Amoêdo (Novo) e Jair Bolsonaro (PSL) são os únicos que consideram os gastos com saúde excessivos. Um consenso é a ampliação de serviços da atenção básica. Já os hospitais públicos não foram objeto de propostas dos candidatos. Nenhum deles propõe medidas para lidar com o gargalo das cirurgias eletivas e a penúria das instituições de saúde federais.

Eleição tende a pressionar mais o dólar, diz mercado. Com os resultados das pesquisas presidenciais e a possibilidade de disputa entre Jair Bolsonaro(PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno, especialistas projetam novas tensões no mercado de dólar. Para eles, o fato de os indicadores brasileiros não acompanharem as oscilações internacionais mostra que as peculiaridades do momento eleitoral têm prevalecido.

Bolsonaro chora e põe pleito sob suspeição.

Ciro xinga e empurra interlocutor em RR.

Haddad participa de ato por Lula em São Paulo.

Alckmin critica a Folha por reportagem. É triste saber que jornalismo é feito dessa forma, diz Alckmin sobre reportagem da Folha. Estagnado na disputa, Alckmin decide mudar estratégia de comunicação.

A menos de 1 mês da eleição, voto nulo e branco é o mais forte em 16 anos.

Marina condena ataque a página de mulheres.

Presidenciáveis repetem erros que geraram a crise

Entrevista da 2ª – José Alexandre Scheinkman. Propostas dos presidenciáveis repetem erros que levaram o país à mais recente recessão, diz o economista José Alexandre Scheinkman. Entre eles estaria a ideia de que se deve proteger a economia.

Índice de votos brancos e nulos é o maior das últimas disputas. Segundo a pesquisa Datafolha presidencial mais recente, 13% dos eleitores dizem que não pretendem votar em ninguém. O índice supera o de sondagens similares feitas de 2002 a 2014. Há quatro anos, a cifra era de 6%.

Marcus André Melo: Abre-se espaço para coordenar o voto útil centrista. Há lugar para um novo protagonismo das lideranças em torno da formação de uma frente de salvação nacional do centro, para barrar os riscos do iliberalismo populista à esquerda e à direita.

FAB quer arrecadar R$ 140 milhões ao ano com ‘aluguel’ da base de Alcântara.

Editorial1: Gerir a herança. Candidatos precisam administrar expectativas para que próximo governo não assuma com crise

Editorial2: Desenvolvimento. Brasil estagnado. IDH do país se encontra no patamar tido como elevado, contudo não há muito a celebrar.

*Manchete e destaques do jornal Valor Econômico*: Royalties do petróleo sobem 62% e alcançam R$ 34,8 bi. A arrecadação de royalties e participações especiais sobre a produção de petróleo e gás aumentou 62% nos primeiros oito meses do ano, quando comparada ao mesmo período do ano passado

Empresas cortam custos de saúde. Há um movimento crescente de empresas para reduzir custos dos planos de saúde, que já representam 12% dos gastos com empregados. Um grupo de 62 empresas tem se reunido para trocar experiências em gestão e prevenção de saúde.

Benefícios sobrevivem nas estatais federais. Benefícios que vão muito além dos direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – e até mesmo dos oferecidos por liberalidade na maioria das empresas privadas – sobreviveram à política de endurecimento nas negociações trabalhistas em empresas estatais durante o governo de Michel Temer.

Perda de valor. Antonio Bernardo, da Roland Berger: nos últimos dez anos, o setor elétrico brasileiro destruiu US$ 66 bilhões em valor, enquanto as elétricas da Europa criaram US$ 312 bilhões.

Netshoes busca sócio ou comprador. Com ações depreciadas, contas no vermelho e sob pressão de investidores, a varejista on-line Netshoes iniciou as negociações para uma possível venda. Há cerca de um mês, a companhia contratou o banco de investimentos Goldman Sachs para achar um sócio ou comprador.

Conjuntura. Arrecadação com royalties do petróleo cresce 62% no ano.

Receita soma R$ 34,8 bilhões nos oito primeiros meses do ano. Governo tende a manter previsão de alta de 1,6%.

Pesquisa traz instabilidade ao mercado. A pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, reforçou o temor do mercado de que as candidaturas mais à esquerda ganhem força para disputar o segundo turno das eleições presidenciais

Com “esquerda” na mira, mercado avalia riscos. Pesquisas CNT/MDA e Ibope podem apontar concorrente de Bolsonaro, mas mercado deve limar projeções exageradas.

Atividade estagnada do 3º tri deve se manter até eleição, dizem analistas.

Economistas ouvidos pelo Valor Data projetam crescimento de apenas 0,05% para o IBC-Br de julho.

Gleisi diz que Lula será solto após a eleição. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, diz ter certeza que o ex-presidente Lula será solto tão logo o Brasil eleja um novo governante. Em entrevista ao Valor, Gleisi disse que, uma vez solto, Lula desempenhará “função preponderante” em eventual governo de Fernando Haddad

Marina vai defender o voto útil. O esforço da campanha de Marina Silva agora será para colocar a candidata como “opção real de voto útil” diante da polarização entre o PT e Bolsonaro, segundo um colaborador.

Eleições. Queda de Marina gera reação e crítica interna. Com declínio nas pesquisas, campanha de ex-senadora busca reacender militância em redes sociais.

Ex-senadora critica ataque virtual a antibolsonaristas. Marina Silva cobrou providências da Justiça contra a invasão por hackers da página de Facebook ‘Mulheres unidas contra Bolsonaro’.

Para Alckmin, antipetistas deixarão Bolsonaro por voto útil. Tucano espera que simpatizantes do candidato do PSL percebam que voto no deputado pode levar à vitória de Haddad.

Resultado do voto útil pode surpreender devido a alcance limitado do horário eleitoral gratuito para reverter dois fenômenos: o da transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad; e o das ondas de comoção que ampliaram a base e reforçaram a convicção de voto em Jair Bolsonaro.

Eleições. Ciro afaga Lula, mas ataca Haddad e o PT. Candidato diz que gratidão ao ex-presidente não significa que se deve fazer tudo o que ‘São Lula’ mandar.

Haddad fala em ‘plataforma comum’ com Ciro.

Inquérito que investiga atentado a Bolsonaro será dividido em duas frentes. Faca usada por agressor de Bolsonaro passa por perícia.

Toffoli vai postergar temas polêmicos no CNJ. Estratégia é tirar os holofotes do Judiciário.

Eleições “Lula terá o papel que quiser no governo”. Presidente do PT diz que função de líder, hoje preso, em uma gestão Haddad dependeria da vontade dele.

Editorial: Ações em período eleitoral expõem o Judiciário e o MP. A atuação da Justiça e do MP terá certamente um capítulo de destaque na história recente.

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