“Gasto com pessoal excede o limite em 14 estados”, revela O Globo. “Novo ministro, general diz que militares estão fora da política”, destaca o Estadão. “Segurança Pública se torna questão militar em estados”, revela a Folha. “Incertezas e fraqueza de sócia retardam venda da Braskem”, diz o Valor Econômico.

Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE NACIONAL DE 14 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

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*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Gasto com pessoal excede o limite em 14 estados. Governadores eleitos vão hoje a Bolsonaro tratar de crise fiscal. Relatório do Tesouro mostra que 14 estados, entre eles o Rio, superaram o limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, de 60% das receitas. As despesas com inativos subiram 25%, em média, de 2012 a 2017 no país, mas a arrecadação de estados e municípios ficou estagnada.  A piora fiscal aumenta a pressão pela reforma da Previdência. Hoje, Bolsonaro reúne-se com governadores eleitos. “Eles querem o que eu quero, dinheiro”, disse.

Com Defesa, primeiro escalão já tem três generais. Com a escolha de Fernando Azevedo e Silva para a pasta da Defesa, o primeiro escalão do futuro governo já tem três generais. O embaixador Luís Fernando Serra, cotado para assumir o Itamaraty, reuniu-se ontem com filhos de Bolsonaro. Quanto à pasta do Trabalho, o presidente eleito recuou, e ela não será extinta.

Bolsonaro planeja cortar 30% dos comissionados. Presidente eleito disse que quer extinguir ao menos 30% dos cargos de confiança e prometeu rastrear as indicações políticas.

Eletrobras perde R$ 1,6 bi, mas mantém benefícios. Mesmo com mais um prejuízo bilionário, de R$1,6 bilhão no terceiro trimestre, e ainda que feche o ano no vermelho, a Eletrobras pagará aos empregados até dois salários extras. Principais fontes de perdas da estatal, duas das distribuidoras de energia deficitárias no Norte e no Nordeste ainda não foram privatizadas.

Witzel anuncia sócio para a equipe, que só tem homens. O governador eleito, Wilson Witzel, anunciou mais sete nomes de sua equipe, entre eles, seu sócio em escritório de advocacia e um remanescente da gestão Pezão. Witzel, que prometeu ter metade do gabinete ocupada por mulheres, já divulgou 11 nomes,todos homens.

Estudo sugeriu obra na encosta de R$ 343 mil.

Merval Pereira: Governo eletrônico traz risco a Bolsonaro.

Elio Gaspari: Veto a aumento ao STF lustraria governo Temer.

Febre amarela: Risco de epidemia cresce com baixa cobertura vacinal.

Editorial1: O que o BNDES ganha com a chegada de Levy. Com passagens em cargos públicos, novo presidente do banco tem papel a cumprir no ajuste fiscal.

Editorial2: Clubes precisam se empenhar para impedir as guerras entre torcidas.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Novo ministro, general diz que militares estão fora da política. Fernando Azevedo e Silva, indicado para a Defesa, afirma que Forças Armadas estão ‘afastadas’ do mundo político. Anunciado ontem como futuro ministro da Defesa, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva disse ao Estado que a eleição de Jair Bolsonaro não representa a volta dos militares ao poder e que “não acredita” em risco de politização das Forças Armadas porque elas “estão afastadas da política”. Atualmente assessor especial do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e considerado de perfil moderado e com experiência na relação com o Congresso, Azevedo e Silva é o segundo general confirmado no primeiro escalão do futuro governo. Além dele, o general Augusto Heleno foi indicado para ser ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Bolsonaro não foi o primeiro a nomear um militar do Exército para a Defesa. O presidente Michel Temer já havia quebrado a sequência de civis no cargo, criado em 1999, ao nomear o general da reserva Joaquim Silva e Luna. Ao escolher Azevedo e Silva, Bolsonaro cumpre promessa de campanha de que manteria um militar na pasta.

Bolsonaro quer cortar 30% dos cargos em bancos federais. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou ontem que deve cortar “no mínimo” 30% dos cargos comissionados nos bancos federais, após fazer um pente- fino nas instituições. “Pretendemos diminuir e colocar gente comprometida com outros valores lá dentro”, disse. A meta é demitir não concursados e trocar funcionários indicados nas gestões do PT e do MDB.

Estados fecharam 2017 com rombo de R$ 20 bi. Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte se juntaram a Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul no grupo de Estados com maior comprometimento das receitas com pessoal.

‘A agenda de reformas já não é de uma só pessoa’. Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco. O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, afirmou, em entrevista ao Estadão/Broadcast, que o pior para a economia talvez já tenha passado e que não ficava tão otimista havia uma década. Ele acredita que o futuro governo conseguirá aprovar reformas importantes, como a da Previdência e a simplificação tributária. “A agenda de reformas já não é a pauta de uma pessoa, mas do Brasil e do povo”, disse.

Doria escolhe general para a Segurança Pública. O general da reserva João Camilo Pires de Campos será o primeiro nome do Exército à frente da secretaria, no Estado, desde Erasmo Dias, em 1979. Governador eleito vai criar secretarias executivas para as Polícias Civil e Militar.

Uso de antibiótico no País bate o da Europa.

Ação contra tráfico em escolas detém 455.

Vera Magalhães: Bolsonaro corre risco com discussões acessórias. Escola sem Partido é exemplo.

Editorial1: Uma questão de compostura. Que o presidente Temer vete o aumento para os juízes e que o STF julgue as ações do auxílio-moradia. A coisa pública merece um mínimo de moralidade.

Editorial2: O Ministério da Defesa. Jair Bolsonaro fez opção equivocada ao indicar um general para a pasta da Defesa.

Editorial3: O alerta da indústria. Um sinal de alerta pode estar surgindo no comportamento da atividade industrial. Em setembro, a produção industrial do País registrou a terceira queda sucessiva na comparação com o mês anterior (de 1,8% em relação a agosto), numa frequência de resultados negativos que não acontecia desde o fim de 2015.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Segurança Pública se torna questão militar em estados. Doria anuncia general em SP em movimento que indica coordenação nacional. A sinalização dada pelo eleitorado em favor do endurecimento no combate à violência, bandeira tanto de Jair Bolsonaro ( PSL) como dos governadores eleitos João Doria (PSDB-SP) e Wilson Witzel (PSC-RJ), abriu caminho para a ideia de coordenação nacional na área. A indicação do general João Camilo Pires de Campos para a Secretaria da Segurança Pública paulista é sinal dessa integração no combate ao crime organizado pela ainda informal via da militarização— desde 1979, como coronel Erasmo Dias, o nome não vinha do Exército. No Rio, sob intervenção federal na área até o final do ano, Witzel anunciou também ontem a extinção da pasta da Segurança, elevando as duas polícias ao status de secretaria. O Paraná terá na no cargo o general Luiz Carbonell. Minas Gerais deve seguir caminho semelhante. Nas operações de Garantia da Lei e da Ordem, as Forças Armadas acumulam experiência —de 1992 até este ano foram 133 ações.

Planilha sugere que Onyx teve R$ 100 mil a mais de caixa 2. Planilha de delatores da JBS sugere que o futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), recebeu em 2012 doação eleitoral de R$100 mil, via caixa dois, por ele não admitida. Sua assessoria não comentou o caso. No ano passado, Onyx declarou ter arrecadado, para a campanha de 2014, R$100 mil não informados à Justiça Eleitoral.

Execução de ações de poupadores é suspensa. O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a execução de todos os processos de poupadores que haviam ganho ações na Justiça e só aguardavam o pagamento. Gilmar atendeu a um pedido do Banco do Brasil e da Advocacia-Geral da União. Advogado especialista em revisão da poupança afirma que a decisão é “absurda”. Após acordo em abril,poupadores dos planos Bresser (1987),Verão(1989)e Collor 2 (1991) começaram a fazer adesões para receber indenização e a sair da Justiça. Não houve, entretanto, o sucesso esperado por governo e bancos. Até dia 7, 101.107 poupadores tinham entrado com pedido—a expectativa era de 1 milhão.

Bolsonaro recua e diz que Trabalho não será extinto. Depois de ter afirmado que acabaria com a pasta, o presidente eleito declarou que o Ministério do Trabalho continuará com esse status e não será uma secretaria.

Apoio a Bolsonaro divide comunidade islâmica. Falas contra minorias e discurso a favor da família causaram diferentes reações, segundo líderes como o xeque Mohamad Bukai, diretor da União Nacional das Entidades Islâmicas

Bolsonaro anuncia general assessor de Toffoli para comandar a Defesa.

Alexandre Schwartsman: Presidente eleito mostra ignorância sobre desemprego. O presidente eleito se manifestou sobre estatísticas de desemprego e errou em todos os exemplos. Antes de falar do assunto, não custa dar uma passada no posto Ipiranga.

Editorial1: O caixa do BNDES. Banco de fomento pode elevar desembolsos em bases mais sustentáveis a partir de 2019.

Editorial2: Alarme amazônico. Desmatamento aumentou 49% de agosto a outubro, na comparação com o mesmo período de 2017.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Incertezas e fraqueza de sócia retardam venda da Braskem. A transição de governo no Brasil e a indefinição quanto ao comando da Petrobras levaram a holandesa LyondellBasell a desacelerar as tratativas com a Odebrecht para compra da Braskem, apurou o Valor.

Vice confirma intenção de privatizar BR. O futuro vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmou ontem, em teleconferência com investidores em Nova York, que a BR Distribuidora deve ser uma das estatais privatizadas durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele disse que cerca de 140 das 150 estatais podem ser vendidas

Ferreira busca permanecer na Eletrobras. O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, disse ontem ter interesse em permanecer no cargo, caso seja convidado pelo governo Bolsonaro e mantido o plano de privatização.

Controle de danos. Conter eventuais efeitos negativos de novos desdobramento da Operação Carne Fraca deverá ser uma das prioridades da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina

Proposta obriga corrupto a vender ações. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, recebeu documento elaborado por um grupo de juristas com propostas para a modernização da gestão pública e combate à corrupção.

Disputa entre acionistas leva à demissão de Amos Genish. As disputas entre a empresa de mídia francesa Vivendi e o fundo de investimento britânico Elliott sobre as prioridades da Telecom Italia levaram à demissão, anunciada ontem, de Amos Genish.

Petróleo cai para US$ 55 e afeta o real. Os preços internacionais do petróleo (WTI) caíram de US$ 76 o barril no começo de outubro para US$ 55, uma redução superior a 27%. Só ontem, a queda foi de 7%, a 12ª consecutiva. No Brasil, onde os efeitos externos se somam às incertezas sobre o futuro governo, o dólar subiu 1,96%, para R$ 3,8287.

‘Pacote’ de juristas prevê que dono de empresa corrupta venda controle. Proposta apresentada a Rodrigo Maia prevê que proprietários de empresas envolvidas em desvios de recursos públicos tenham dois anos para vender suas ações.

Transição. Trabalho não perderá status de ministério, afirma Bolsonaro.

Pasta da Defesa segue sob hegemonia do Exército. O mais político dos generais alivia apreensão de cúpula militar.

Transição. Bolsonaro diminui ‘superministério’ para infraestrutura. Transportes, Cidades e Integração devem ser fundidos; Comunicações e Minas e Energia ficam fora.

Equipe vê desafio em tocar ‘duas reformas’ da Previdência.

Congresso. ‘Blocão’ pode diminuir força do PSL na Câmara. PT também seria isolado dos principais postos e comissões.

Mourão aponta BR Distribuidora como candidata à privatização. Vice-presidente eleito elogia acordo entre Boieng e Embraer.

Judiciário. Processo contra Lula sobre sítio chega à etapa final. Ex-presidente poderá ser julgado por juíza substituta de Moro.

STF mantém ‘quadrilhão do PT’ na Justiça do DF.

Editorial: Situação financeira dos Estados vai de mal a pior. Dura receita de ajuste iniciada com o teto de gastos só prospera se os Estados fizerem esforço sério, constante e eficiente de reduzir dívidas e cortar despesas.

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