#FutebolPelaUcrânia: Futebol se une em apelo global para apoiar resposta da ONU à Ucrânia

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) lançam o apelo de emergência “Futebol pela Ucrânia”

Uma refugiada da Ucrânia abraça seu filho em um centro de recepção montado no pavilhão esportivo de uma escola na cidade fronteiriça polonesa de Medyka. © ACNUR/Valério Muscella

Genebra, Londres, Roma. Seis jogadores de futebol, três deles ex-refugiados, estão liderando um apelo conjunto com o ACNUR e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), para arrecadar fundos e ajudar as pessoas refugiadas que fugiram de suas casas e as deslocadas dentro da Ucrânia.

O apelo global #FutebolPelaUcrânia ocorre no momento em que quase um quarto da população do país – mais de 10 milhões de pessoas – foi forçada a fugir de suas casas. Cerca de 3,9 milhões de refugiados foram forçados a deixar o país, tornando-se a crise de refugiados que cresce mais rápido desde a Segunda Guerra Mundial.

A isso, somam-se 6,5 milhões de pessoas deslocadas dentro das fronteiras da Ucrânia e pelo menos 13 milhões que estão presas em áreas afetadas ou incapazes de deixá-las devido ao aumento dos riscos de segurança e à destruição de pontes e estradas, bem como à falta de recursos e/ou informações sobre onde obter segurança e acomodação.

O apelo reúne jogadores da Premier League britânica, da Bundesliga alemã e da 1ª divisão do campeonato francês de futebol feminino, e apresenta música do Embaixador da Boa Vontade do PMA, The Weeknd. Os três jogadores ex-refugiados são o embaixador da Boa Vontade do ACNUR e estrela do Bayern de Munique, Alphonso Davies; o meio-campista do Borussia Dortmund, primeiro refugiado sírio a jogar a Bundesliga, Mahmoud Dahoud; e o goleiro do Everton FC, Asmir Begovic. A eles se juntaram a lateral-direita da equipe feminina do Manchester City e prêmio de melhor jogadora da FIFA de 2020, Lucy Bronze; Ada Hegerberg, da equipe feminina do Lyon; e o meio-campista espanhol do Manchester United, Juan Mata.

Os jogadores estão convocando seus torcedores, onde quer que estejam e independente do time para o qual torçam, a se unirem como uma só equipe para apoiar as pessoas forçadas a fugir de suas casas devido à guerra na Ucrânia, doando através do site.

Alphonso Davies observou: “É muito triste ver milhões de pessoas deslocadas em todo o mundo como resultado da guerra. A necessidade de apoio cresce a cada dia. É por isso que este apelo é tão importante para obter ajuda urgente onde seja necessário, para todo o mundo.”

“Esta situação parte meu coração. Milhões de pessoas, muitas delas crianças, foram forçadas a fugir de suas casas, sem saber o que o futuro reserva ou quando poderão voltar para casa. É ainda mais chocante pensar que isso se soma às mais de 84 milhões de pessoas que já estão deslocadas em todo o mundo. Espero que nosso apelo em nome dos deslocados na Ucrânia lhes dê a ajuda de que precisam”, disse Lucy Bronze.

O apelo conjunto reúne a experiência do ACNUR na proteção de famílias forçadas a fugir e a experiência do PMA em salvar vidas em zonas de conflito. Para garantir que as doações tenham o maior impacto nas pessoas afetadas pela emergência na Ucrânia, elas serão alocadas às duas organizações para fornecer comida, abrigo, apoio psicológico, ajuda financeira e outras assistências que salvam vidas.

O ACNUR e o PMA estão no terreno dentro e fora da Ucrânia, trabalhando 24 horas por dia para ajudar quem mais precisa. Na Ucrânia, o ACNUR está trabalhando para fornecer abrigo de emergência, assistência em dinheiro e serviços essenciais de proteção para pessoas que fugiram de suas casas. O ACNUR também está ajudando a coordenar a resposta aos refugiados em toda a região, fornecendo ajuda e proteção humanitária vitais, além de apoiar as autoridades para que possam aumentar sua capacidade de receber e acolher os recém-chegados.

O PMA está construindo uma operação em massa para fornecer alimentos a civis presos nas principais cidades e ajudar outras pessoas afetadas pelo conflito que fugiram para países vizinhos. As equipes do PMA também estão montando centros de operações e logística em vários locais dos países vizinhos para facilitar a entrega de ajuda humanitária à Ucrânia.

“A resposta que vimos de torcedores de futebol de todo o mundo é inspiradora, porque mostra o apoio às pessoas afetadas pelo conflito na Ucrânia. Nossa mensagem para todos é lembrar que ninguém escolhe se tornar um refugiado. Pessoas refugiadas – tanto da Ucrânia quanto de outros lugares – encontram-se nas circunstâncias mais angustiantes, forçadas a fugir para salvar suas vidas. Cada um de nós pode fazer a sua parte e se juntar a esta campanha para ampliar nosso apoio”, disse Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados.

“Você não pode plantar alimentos onde as bombas estão caindo”, disse David Beasley, Diretor Executivo do PMA. “Milhões de pessoas na Ucrânia estão vivendo seu pior pesadelo e, a menos que a guerra termine agora, o celeiro da Europa não será capaz de alimentar a si mesmo. A cada dia de luta, a fome aumenta não apenas na Ucrânia, mas também em países distantes que dependem do trigo e dos grãos ucranianos para alimentar seus cidadãos mais pobres. Esta guerra é uma catástrofe para o mundo”.

Em um ano de necessidade humanitária sem precedentes, a crise na Ucrânia é uma catástrofe que se soma ao que já era um ano catastrófico para os mais pobres e vulneráveis ​​em todo o mundo. Embora o ACNUR e o PMA tenham reforçado suas operações para responder às crescentes necessidades causadas pela crise na Ucrânia, eles também precisam continuar respondendo a outras situações críticas, como Afeganistão, Síria, Sudão do Sul, Iêmen e demais crises humanitárias em todo o mundo, que muitas vezes ficam fora dos holofotes da mídia.

Foto: Uma refugiada da Ucrânia abraça seu filho em um centro de recepção montado no pavilhão esportivo de uma escola na cidade fronteiriça polonesa de Medyka. © ACNUR/Valério Muscella

Edição do Anexo 6: Sérgio Botêlho, com informações das Nações Unidas

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