STF e economia são os destaques das manchetes dos jornais

SINOPSE DE 03 DE MAIO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: STF limita foro e define hoje alcance da regra. Dez dos 11 ministros já votaram pela restrição da prerrogativa. Magistrados têm que decidir se apenas crimes cometidos por deputados federais e senadores em decorrência da atividade parlamentar continuarão a ser julgados na Corte, entre outros critérios. Com os votos de mais dois ministros ontem, dez dos 11 integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) já se posicionaram a favor da restrição do foro privilegiado para deputados federais e senadores. Falta apenas o pronunciamento de Gilmar Mendes, previsto para hoje, quando o julgamento será retomado. Sete magistrados defendem que a prerrogativa só se aplique a crimes decorrentes da atividade parlamentar, mas os debates de ontem indicaram que pode haver mudança de posição. Outros critérios para aplicação da nova regra terão que ser estabelecidos. Por exemplo, se um crime durante a campanha pode ser relacionado ao mandato. Também terá de ser definida para qual instância do Judiciário deverá ser enviada uma ação que não for mais da alçada do STF/

Merval Pereira: Resta saber se será interrompida a “gangorra processual”/

Bernardo Mello Franco: Toffoli e Gilmar fazem últimas acrobacias por privilégio/

Queda das taxas nos bancos vai demorar. Embora os juros estejam no patamar mais baixo da história, a economia dê sinais de recuperação e a inadimplência esteja caindo, as taxas dos empréstimos bancários só devem começar a baixar no segundo semestre, segundo analistas. Os bancos esperam que o volume de operações de crédito cresça para manter a margem de ganhos/

Chefes de ocupação agrediam devedores. Responsável pela ocupação do prédio que desabou anteontem no Centro de São Paulo, o Movimento da Luta Social por Moradia (MLSM) foi expulso pelos moradores de outra invasão, em 2016, ao edifício Dellivenneri por causa da cobrança de aluguéis de até R$ 600. Dois chefes do movimento são acusados de agredir pessoas que atrasavam os pagamentos. De acordo com funcionários da prefeitura de São Paulo, o MLSM não procurou o governo para cadastrar as famílias sem teto. Desde 2016 a prefeitura sabia dos riscos do prédio que desabou/

Invasões no Rio não têm levantamento. A prefeitura do Rio não tem uma estimativa do total de imóveis ocupados na cidade, o que dificulta a elaboração de políticas públicas para reduzir o déficit habitacional. O GLOBO percorreu ocupações no Centro e constatou que os endereços invadidos exibem as mesmas condições precárias do prédio que desmoronou em São Paulo/

Cora Rónai: Não há coração humano que consiga lidar com um país tão injusto/

Flávia Oliveira: O edifício incandescente é símbolo do desprezo do Estado pelo direito à moradia digna/

Projetos de Marielle sofrem objeções. Três das seis propostas de Marielle Franco, vereadora assassinada em março, debatidas ontem na Câmara do Rio foram contestadas pela bancada religiosa/

Poluição mata 7 milhões ao ano. A poluição atmosférica, que atinge nove em cada dez pessoas no mundo, provoca sete milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde/

Editorial1: Quando a política prejudica a economia. A persistência do desemprego dificulta a retomada, por limitar o consumo das famílias, enquanto as incertezas eleitorais freiam investimentos/

Editorial2: Por trás da tragédia com o prédio em São Paulo. A situação se torna ainda mais preocupante quando se sabe que existem pelo menos 70 edifícios no Centro de São Paulo em condições semelhantes às do que desabou

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Dólar valorizado pressiona economia de países emergentes. Argentina, Rússia, Turquia e Brasil podem ser mais afetados; BC brasileiro vai agir. A valorização do dólar nos últimos meses levanta preocupações em relação aos impactos nos países emergentes. Para analistas, Argentina, Turquia, Rússia e Brasil podem ser os mais afetados. Esses são os países onde o dólar mais se valoriza, no rastro da expectativa de um aumento maior dos juros nos EUA, o que torna o mercado americano mais atrativo para investidores. O Fed (banco central americano) indicou que a inflação do país pode se aproximar de 2%, o que daria margem para uma alta maior dos juros. No Brasil, o dólar atingiu ontem R$ 3,5518, o maior valor desde junho de 2016. O caso mais complicado, segundo analistas, é o da Argentina onde a moeda americana se valorizou 32,78% ante o peso em 12 meses. O Banco Central brasileiro decidiu agir e anunciou que passará a atuar a partir de hoje no mercado futuro para “suavizar movimentos no mercado de câmbio”/

Brasil aceita cota do aço imposta pelos EUA. O setor siderúrgico brasileiro cedeu à medida imposta pelo governo Trump e vai reduzir suas exportações para os EUA com a adoção de cotas. Ante 2017, haverá redução de 7,4% nas exportações de semiacabados, que representam 80% das vendas. Para os produtos acabados, a queda será de até 60%. No ano passado, as vendas de aço para os EUA renderam US$ 2,5 bilhões. Trump afirmou que houve acordo. O governo brasileiro disse que os americanos não deixaram opção/

Superávit da balança. A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 6,142 bilhões em abril. O resultado foi o segundo melhor para o mês na série histórica/

Câmara de SP aprova privatização do Anhembi. Vereadores aprovaram ontem, por 41 votos a 11, projeto de lei que autoriza a venda do Complexo do Anhembi, uma das bandeiras da gestão Doria. Para tornar o empreendimento mais “atrativo” para futuros compradores, o potencial construtivo da área – limite permitido para verticalização – passou de 1 milhão para 1,68 milhão de metros quadrados. O sambódromo, de acordo com o texto, fica reservado para carnaval e eventos religiosos durante 75 dias por ano/

Laudo de 2017 mostrava risco de incêndio em prédio. Documento da Prefeitura alertava que o prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou na madrugada de terça, tinha instalações elétricas precárias e não reunia condições mínimas de segurança. O Ministério Público Federal recomendou uma reforma de emergência, que não foi feita. Quatro pessoas continuavam desaparecidas ontem/

União quer que PF investigue ‘aluguel’ pago por moradores. A União quer que a PF investigue a cobrança de aluguel de moradores pelo Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM), responsável pela ocupação do prédio que desabou. O movimento comandou a invasão de oito edifícios desde 2014/

Em MG, impeachment de Pimentel é suspenso/

William Waack: Questões importantes da economia ficaram para 2019 e não se sabe qual força política terá de lidar com esses desafios/

Celso Ming: Com a tecnologia, a maior parte dos postos de trabalho sofrerá impacto. Países discutem programas de renda mínima/

Editorial1: Faltou trabalhador. Não surpreende que os trabalhadores tenham ignorado solenemente a convocação das centrais sindicais para defender Lula no Primeiro de Maio/

Editorial2: A responsabilidade da União. É imperioso que a União faça um minucioso levantamento do estado de seus imóveis e dê a eles os fins atinentes.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Indústria brasileira aceita cota de Trump para exportar aço. Siderúrgicas preferem medida, que reduzirá em 20% as vendas, a aceitar taxação de 25% sobre as transações. Após ultimato do governo Donald Trump, as siderúrgicas do Brasil terão de respeitar cotas de exportação de aço para os Estados Unidos. A medida significará retração de 20% nas vendas nacionais para o país, segundo principal mercado do Brasil no exterior, atrás da China. O país tentou negociar, mas no último dia 26 os EUA suspenderam as conversas. O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, diz que o modelo imposto pode ajudar a manter o nível de utilização da siderurgia nacional, hoje de 68% de sua capacidade. A alternativa seria a imposição de sobretaxa de 25% sobre as exportações. O governo lamentou a decisão, que limitará a venda de aço semiacabado (principal produto exportado) à média dos últimos três anos (3,5 milhões de toneladas), queda de 7,4% ante 2017/

Dólar sobe para R$ 3,55 e BC voltará a atuar no mercado. O temor de alta adicional de juros nos EUA fez o dólar subir R$ 0,05 e fechar em R$ 3,55, maior valor desde junho de 2016. O Banco Central reagiu à escalada e disse que atuará no mercado para suavizar movimentos no câmbio. Será a primeira vez em um ano/

Prédios invadidos na capital paulista acumulam perigos. O desabamento do edifício despertou súbito interesse por prédios invadidos. São 70 os que devem ser vistoriados em força-tarefa da prefeitura, a partir de segunda (7). Moradores relatam queda de parte da laje com a chuva, fiação elétrica precária, falta de extintores e espaços divididos por madeira/

Foto- legenda: Resposta quilombola. Moradores de quilombos em Eldorado (interior de SP); eles afirmam que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que os chamou de improdutivos, nunca esteve nos locais/

Roberto Dias: Sindicalismo nos envergonha e se enfraquece/

Editorial1: Tempo perdido. Incapacidade do governo de vencer a paralisia no Congresso deixa de lado agenda prioritária/

Editorial2: Burocracia eleitoral. Detalhista em excesso, Lei Eleitoral provoca discussões metafísicas sem fim.

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