Orçamento, economia e política são os temas das manchetes

Com um corte de 35%, orçamento para a Defesa frustra alta cúpula militar, ameaçando projetos estratégicos das Forças Armadas, segundo manchete de O Globo. A Folha vai de economia mundial, em sua manchete, e aponta que política de juros negativos tem falhado em incentivar consumo e investimento. Já o Estadão destaca a busca do governo Bolsonaro por apoios evangélicos, com esvaziamento do núcleo militar do governo.

🖋 Edição: Sérgio Botêlho

📃 Manchetes do dia:

“Ajuste fiscal. Menor orçamento para a Defesa em 15 anos frustra alta cúpula militar. Corte de 35% previsto para 2020 ameaça projetos estratégicos das Forças Armadas”. Manchete de capa do O Globo.

“Crise no mundo rico reaviva risco de estagnação crônica. Política de juros negativos tem falhado em incentivar consumo e investimento”. Manchete de capa da Folha.

“Evangélicos ganham influência nos rumos da gestão Bolsonaro. Movimento dos últimos meses coincide com esvaziamento do núcleo militar no governo”. Manchete de capa do Estadão.

📃 Editoriais do dia:

“Gastos rígidos são grande entrave à economia. As enormes despesas obrigatórias aumentam de forma autônoma e impedem que o Estado seja gerido”. Editorial do O Globo.

“Poder público não pode assistir inerte à decadência do Centro. Fechamento do tradicional Bar Luiz, na Rua da Carioca, expõe esvaziamento da região”. Editorial do O Globo.

“Defesa da lei e da democracia. Longe de ser uma questão protocolar, é de grande importância reafirmar a missão institucional do Ministério Público, que deve submissão apenas à lei”. Editorial do Estadão.

“A cidade para os cidadãos. Na falta de espaços públicos qualificados, boa parte da vida recreativa dos paulistanos é canalizada para os shopping centers”. Editorial do Estadão.

“O problema é a incompetência. Eleitores vêm há algum tempo demonstrando insatisfação com o governo”. Editorial do Estadão.

“Reforma com foco. Sem o desvario da CPMF, mudança tributária deve mirar simplificação e justiça”. Editorial da Folha.

“Fetiche educacional. Proposta de escolas cívico-militares não responde aos desafios do ensino”. Editorial da Folha.

📃 Outros destaques:

“Maioria das empresas em recuperação vira ‘zumbi’. Estudo aponta que a maior parte das companhias que recorreram à proteção judicial contra credores ficou sem capacidade de investimento e geração de caixa e não consegue sair do processo; receio de perder ativos e lentidão nos trâmites estão entre os motivos”. Na capa do Estadão.

“Nova prótese feita no Brasil dá esperança a cardíacos. Nova técnica testada por médico da Unifesp usa prótese no lugar de operação convencional”. Na capa do Estadão.

“Obsessão por curtidas está em queda nas redes. Facebook, Twitter, YouTube e Instagram fazem testes e deixam de exibir outros dados, como total de inscritos em canais e perfis; mudança pode ser sinal de esgotamento de modelo atual e tentativa de deixar internet mais íntima, separada em pequenas bolhas”. Na capa do Estadão.

“Sem pressa e no longo prazo. Gigante lança frete grátis combinado a serviço de entretenimento: ao fazer parte do lazer do cliente, quer ser lembrada na hora da compra”. Na capa do Estadão.

“O conhecimento além do currículo é, hoje, um princípio norteador da educação básica no Brasil. Além de infraestrutura e tradição, colégios precisam oferecer um constante desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos alunos. Nesse cenário, pais priorizam aspectos como corpo docente e formação humanista para escolher a escola dos filhos.” Na capa do Estadão.

“Drones atacam maior refinaria do mundo. Ataques de rebeldes houthi ameaçam interromper produção petrolífera saudita; EUA oferecem ajuda”. Na capa do Estadão.

‘STF não pode se pautar por popularidade, diz Gilmar. Prestes a liberar para julgamento o pedido de suspeição de Sergio Moro, Gilmar Mendes, do STF, afirma que a Corte não pode se curvar à popularidade do ex-juiz para tomar suas decisões”. Na capa da Folha.

“Procurador {Ailton Benedito} ligado a novo PGR apoia Escola sem Partido”. Na capa da Folha.

“Bolsonaro estuda conceder graça a policiais condenados”. Na capa da Folha.

“Provável fim do subsídio leva a corrida por uso de energia solar. Aneel prevê mudanças regulatórias que devem aumentar conta de luz de quem dispõe de painéis solares. Como haverá carência de 25 anos para a nova norma, interesse por instalação do sistema tem crescido”. Na capa da Folha.

“Doze horas por dia e R$ 936 por mês. São Paulo tem 30 mil entregadores de apps, a maioria entre 18 e 27 anos, faixa etária que mais sofre com o desemprego”. Na capa do Estadão.

“Búzios e Cabo Frio disputam bairro pobre de pescadores”. Na capa do O Globo.

“Fiéis na balança? Voto evangélico é disputado, mas grupo se divida na política”. Na capa do O Globo.

“Polícia conclui perícia no Hospital Badim. A única certeza que a polícia tem, até agora, é que o fogo começou no gerador”. Na capa do O Globo.

“Entrevista Gustavo Montezano. BNDES vai retomar crédito à exportação do setor de serviços”. Na capa do O Globo.

“Queimadas ocorreram em áreas desmatadas com ações na Justiça”. Na capa do O Globo.

“Alemanha terá nova lei de imigração para atrair trabalhador qualificado”. Na capa do O Globo.

Colunas e artigos:

“Os discursos do Brasil na ONU. … no processo de redação do discurso da ONU, usualmente se leva em conta o que foi dito na abertura dos debates da Assembleia-Geral de 1946 até agora e o papel das forças internas e externas que modularam a voz do Brasil. É o que lhe dá, em distintas conjunturas, coerência, elemento da reputação internacional e de credibilidade. Esse é o pano de fundo que permeia o peso da responsabilidade que deve ter o próximo discurso do Brasil na ONU, este mês. Uma de suas exigências é preservar no âmbito mundial a reputação internacional do nosso país.” Artigo de Celso Lafer, professor emérito da USP, foi ministro de Relações Exteriores (1992 e 2001-2002). Nessa condição pronunciou o discurso do Brasil na ONU em 1992 e 2002, no Estadão.

“A luta hegemônica, hoje. Não é difícil notar que o Brasil oficial está enganchado num trem de ideologias fantasmas”. Artigo de Luiz Sérgio Henriques, tradutor e ensaísta, é autor de ‘Reformismo De Esquerda e Democracia Política’ (Fundação Astrojildo Pereira, 2018), no Estadão.

“Ciro abala ideia da ‘frente’ e volta ao jogo. Na campanha mais antecipada desde a redemocratização, cresceu entre políticos e analistas a percepção de que Ciro Gomes (PDT) encaixou boa bola ao radicalizar o discurso de defesa da democracia e romper com o sonho da “frente de esquerda” enquanto se coloca como mais uma vítima do “fanatismo” petista.” Na Coluna do Estadão, no Estadão.

“Democracia não é só independência de poderes e diversidade política, mas também o fato de ter políticos honrados.” Artigo de Mario Vargas Llosa, no Estadão.

“O mais novo temor em Brasília é de que a Lava Jato original possa virar uma Lava Jato particular, do presidente da República.” Na coluna de Eliane Catanhêde, no Estadão.

“Vexames internacionais recomendam atenção ao discurso de Bolsonaro na ONU. O mundo estará de olho no Brasil.” Na coluna de Vera Magalhaes, no Estadão.

“Uma espécie faladeira. Obra de David Adger sobre gramática universal nos torna um pouco chomskyano”. Na coluna de Helio Schwartsman, na Folha.

“Chanceler usa notícia sensacionalista e cientista polêmico em debate climático. Método da diplomacia brasileira empurra país para margem do debate internacional”. Na coluna de Bruno Boghossian, na Folha.

“À sombra do homem. Algumas mulheres só se realizaram quando se livraram de seus maridos”. Na coluna de Ruy Castro, na Folha.

“Homens que matam a ex. Parece uma epidemia que acontece em todas as classes sociais mundo afora”. Na coluna de Contardo Calligaris, na Folha.

“Ideologia de gênero. Nos dias de hoje, demagogos se apropriaram do preconceito social. Mal começamos a entender a diversidade sexual humana, vozes medievais emergiram das catacumbas para inventar a tal “ideologia de gênero”. Como nunca vi esse termo mencionado em artigos científicos nem nos livros de psicologia ou de qualquer ramo da biologia, fico confuso.” Artigo de Drauzio Varella, na Folha.

“As Forças Armadas e o abandono da Defesa. Orientação pacífica não nos exime de nos defender”. Artigo de Roberto Mangabeira Unger, na Folha.

“Uma Comissão de Anistia sem ideologias. Regra de reparações a anistiados era desrespeitada”. Artigo de João Henrique Nascimento de Freitas, na Folha.

“Teto. É preciso enfrentar as dificuldades do setor público, como a de fazer projetos executivos. O teto dos gastos continua a despertar polêmicas. Pena que, muitas vezes, pelas razões erradas.” Na coluna de Marcos Lisboa, na Folha.

“Lavar a Lava Jato. Não há quem investigue os maus investigadores, acusadores e julgadores”. Na coluna de Jânio de Freitas, na Folha.

“Moro desculpou-se, mas não se arrependeu. A única coisa verdadeira na carta do então juiz da Lava Jato era a data”. Na coluna de Elio Gaspari, na Folha.

“O grande acordão do governo Bolsonaro. No tumulto aparente, se ajeitam interesse de família, de elites econômicas e dos Poderes”. Na coluna de Vinícius Torres Freire, na Folha.

“Aceno de Deltan a Aras estimula tese de que coordenador da Lava Jato busca ‘saída honrosa’”. Na coluna Painel, da Folha.

“Em romance, Boris Johnson cria alter ego que vai da covardia à audácia. Publicado em 2004, ‘Seventy Two Virgins’ volta a ser lido em busca de pistas sobre a cabeça do premiê britânico”. Na coluna de Sérgio Rodrigues, na Folha.

“País trapaceado. Quase à surdina, um projeto de reorganização da legislação partidária e eleitoral foi aprovado na Câmara e está a ponto de ser votado no Senado”. Na coluna de Merval Pereira, no O Globo.

“Réquiem. Incêndio no Badim foi, mais uma vez, ‘apenas’ uma aposta de risco que deu errado numa cidade já castigada ao máximo”. Na coluna de Dorrit Harazim, no O Globo.

“A CPI que preocupa o PSL. O partido do governo quer melar uma CPI sobre o uso das redes sociais na eleição de 2018. Há poucos dias Bolsonaro, disse: “Eu nada fiz de errado durante a campanha””. Na coluna de Bernardo Mello Franco, no O Globo.

“Veto à minissaia. Entre 30 de setembro e 29 de novembro, o Banco do Brasil promove as provas do 25º “programa de certificação de conhecimentos” de parte de seus funcionários. Beleza. Neste ano, uma inovação que tem tudo a ver com os ventos conservadores que sopram no governo federal e no próprio BB —a preocupação com os trajes: “não é permitido o acesso de short, saia curta e chinelo”.” Na coluna de Lauro Jardim, no O Globo.

“‘O senhor não pode errar’. O alinhado Augusto Aras pode ressuscitar a velha prática de engavetar qualquer coisa que possa dar dor de cabeça ao chefe. Por isso ele recomendou: “O senhor não pode errar, presidente”.” Na coluna de Ascânio Seleme, no O Globo.

“A tragédia Ianomâmi. Pesquisadores da ENSP/Fiocruz conduziram uma aprofundada pesquisa com cerca de 300 crianças indígenas Ianomâmi, com menos de 5 anos de idade, das regiões de Auaris (Roraima), Maturacá e Ariabú (Amazonas). E constataram que, além de contaminadas por mercúrio por causa do garimpo ilegal, 80% delas sofrem de desnutrição crônica: “A mais delicada situação nutricional já reportada em toda a literatura científica nacional e uma das maiores em escala mundial”.” Na coluna de Ancelmo Gois, no O Globo.

“MP infiel e a democracia. Democracia é a soma de inúmeros detalhes formando um mosaico. Ela corre riscos quando é atacada em cada uma das suas partes ou princípios”. No O Globo.

📊 Mercado: Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não funciona nos finais de semana.

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