Folha traz novos detalhes à denúncia sobre fake news; O Globo levanta razões e histórias sobre mudanças de votos entre o lulismo e o bolsonarismo; Estadão diz que Bolsonaro quer Sérgio Moro no STF.

_SINOPSE DE 21 DE OUTUBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Do lulismo ao bolsonarismo. As razões e histórias que fizeram eleitores mudarem seus votos. Corrupção, violência, decepção. As razões objetivas estão no discurso de quem já votou em Lula e no PT e hoje opta por Jair Bolsonaro. Mas um mergulho na história de vida desses brasileiros revela que cada um tem razões e experiências muito particulares, do passado militar à descoberta de autores conservadores, para renegar o lulismo e aderir ao bolsonarismo.

No PT, a ordem é desconstruir; no PSL, falar só o indispensável. Líder nas pesquisas, Bolsonaro deve se expor o menos possível nesta reta final. Já Haddad vai investir na desconstrução do adversário, com crise digital e novos ataques.

Bolsonaro defende fim da reeleição e redução em até 20% do número de parlamentares. Candidato do PSL sinalizou ainda que, se eleito, poderá manter nomes do governo Temer.

PF abre investigação para apurar disseminação de fake news envolvendo presidenciáveis.

TSE suspende propaganda do PT que associa Bolsonaro à tortura.

Angústia eleitoral é tema de terapia de grupo. Com mediação de psicanalistas, sete pessoas, de 21 a 66 anos, debateram em São Paulo as angústias com o clima conflagrado da eleição. Brigas em família são comuns.

Bolsonaro defende fim da reeleição e Congresso menor. Candidato do PSL disse que, eleito, proporá reforma política que impeça segundo mandato para presidente, a começar por ele, e reduza em até 20% o Congresso.

Custo de mudar Previdência pode chegar a 100% do PIB. Especialistas calculam que a mudança de regime da Previdência da repartição para a capitalização, avaliada pelos dois presidenciáveis, pode custar até 100% do PIB.

Elio Gaspari: Chato eleitoral se divide em benigno e maligno. Faltando pouco para o segundo turno, está à solta o chato eleitoral. É um personagem que tenta transformar qualquer conversa em discussão política para defender seu candidato.

Merval Pereira: Urnas revelam adesão a valores burgueses. Bolsonaro é identificado como aquele que mais ajuda os ricos, primeira vez que um candidato lidera a disputa com essa definição.

Míriam Leitão: Falsos problemas racham o país, que tem desafios reais. Na eleição em que tanto havia para se discutir sobre o país, o debate da campanha virou o perigo do “comunismo”, uma volta aos anos 1970.

Lauro Jardim: Bolsonaro planeja fazer discurso da vitória em ‘live’. O plano hoje é Bolsonaro repetir o que fez no primeiro turno: uma transmissão ao vivo pelo Facebook, na qual falaria pela primeira vez como presidente eleito. O motivo alegado? Questões de segurança.

Bernardo Mello Franco: Prêmio a quem dá licença para matar. A campanha tem premiado candidatos que oferecem carta branca para a polícia atirar. Eles prometem reduzir a violência, mas têm tudo para aumentá-la.

Editorial: Saneamento básico ao largo das eleições. Trata-se de fator essencial para a melhoria da qualidade de vida em geral e da saúde em particular.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Bolsonaro quer Sérgio Moro no Supremo, diz Bebianno. Conselheiro do presidenciável e cotado para pasta da Justiça afirma que é preciso discutir ‘tabus’ como lei trabalhista. Cotado para ser ministro da Justiça em eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL), Gustavo Bebianno, presidente do partido e coordenador da campanha, diz que é preciso discutir “tabus” brasileiros, como a Previdência, o Supremo Tribunal Federal e a legislação trabalhista. Segundo ele, já se avalia indicar o juiz Sérgio Moro, titular da Operação Lava Jato em Curitiba, para ministro do STF. Para o conselheiro de Bolsonaro, há excesso de encargos para o empregador no Brasil e é preciso “olhar para quem dá certo”, como os EUA, onde “há menos direitos trabalhistas e maior oferta de empregos”. Bebianno já admite fazer alianças com o MDB e o DEM e vê o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como “bom nome” para conduzir a Casa em 2019.

Reforma com fim da reeleição. Jair Bolsonaro disse ontem que, caso seja eleito, pretende propor uma “excelente reforma política” e sugeriu a possibilidade de acabar com a reeleição. “No caso, começa comigo”, disse.

Novo presidente terá de iniciar sucessão nas Forças Armadas. Logo depois de assumir o cargo, o novo presidente terá de iniciar a sucessão nas Forças Armadas. Enquanto na Marinha a escolha mais provável é o primeiro integrante do alto comando na ordem de antiguidade, no Exército e na Aeronáutica mais questões devem ser consideradas. A FAB poderá ter o primeiro comandante negro. As mudanças são esperadas para fevereiro.

Menor e menos renovado, Centrão tenta manter poder. Com menos 22 deputados, pouca renovação e mais ligado a caciques, o Centrão trabalha para se manter no controle da Câmara na próxima legislatura, liderado por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Eleito terá 1.190 vagas em conselhos de 138 estatais.

Previdência de militares pode ser poupada.

Investimento em infraestrutura é 70% estrangeiro. Do total de US$ 49,3 bilhões de investimentos privados anunciados para infraestrutura em 2017, os estrangeiros responderam por 70%. Em 2010, os estrangeiros foram responsáveis por 27% e as empresas brasileiras, por 73%.

Tecnologia 5G ainda está distante do Brasil.

Foto-legenda : Moda militante. Camisetas de campanhas políticas à venda no mercado popular do Saara, no centro do Rio; na Rua 25 de Março, em São Paulo, somente uma banca na calçada vende cerca de 300 peças por dia com o rosto de Jair Bolsonaro.

Eliane Cantanhêde: A polarização política chegou ao Itamaraty, com acusações mútuas de caça às bruxas e perspectiva de grandes mudanças em 2019.

Vera Magalhães: Compromisso firme com o respeito às instituições e aos direitos civis é o que se espera de alguém que está com “uma mão na faixa”.

Editorial1: Muito além da economia. O objetivo dos valores liberais não é simplesmente maximizar ganhos econômicos. É assegurar o exercício das liberdades individuais e políticas.

Editorial2: Um toque de esperança. Os negócios vão mal, mas devem melhorar, acredita grande parte do empresariado. PF instaura inquérito para investigar disparo de mensagens no WhatsApp.

Editorial3: Decisão de custo bilionário. Ao rejeitar por 34 votos a 18 o projeto de lei que resolvia pendências jurídicas e financeiras de distribuidoras de energia elétrica controladas pela Eletrobrás e, assim, destravava sua venda para investidores privados, o Senado impôs um ônus bilionário à estatal e colocou em risco a prestação de serviços públicos a milhões de usuários.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Empresa fez oferta ilegal de disparo de mensagens. A empresa Croc Services fez proposta de R$ 8,7 milhões à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) para executar disparos maciços de mensagens instantâneas no aplicativo WhatsApp utilizando uma base de usuários fornecida por terceiros, relata Patrícia Campos Mello. Segundo a lei eleitoral, só é possível utilizar lista de usuários cadastrados pelo partido ou pelo candidato. O responsável pela área digital do PSDB na campanha, Marcelo Vitorino, afirma ter contratado um serviço só fornecendo telefones de militantes e membros da sigla, além de apoiadores que forneceram seus dados nas redes de Alckmin, o que é legal e custou R$ 495 mil. O sócio-diretor da Croc, Pedro Freitas, diz que não sabia que a prática era ilegal e só usou bases de partidos. Ele trabalhou para o tucano e para Romeu Zema, candidato do Partido Novo ao governo de Minas Gerais. A Croc é uma das quatro empresas que tiveram suas contas no WhatsApp barradas pelo aplicativo após a Folha revelar que empresários compraram pacotes de disparos de mensagens contra o PT e preparavam ação que favoreceria Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Com o financiamento empresarial proibido, a prática é investigada pela Justiça Eleitoral e pela Polícia Federal, neste caso abrangendo também a candidatura de Fernando Haddad (PT). Bolsonaro nega ter conhecimento da irregularidade e o PSL diz que pedirá investigação sobre as empresas. O caso da Croc é o segundo do tipo confirmado pelo PSDB.

Como telefones de usuários do Facebook foram usados em disparos em massa. PF abre inquérito para investigar disparo de mensagens em massa em aplicativo.

‘Não tenho nada a ver com isso’, diz Bolsonaro sobre empresas no WhatsApp.

Haddad afirma que Justiça coloca ‘panos quentes’ em investigação.

Bolsonaro mira miséria do NE contra PT e o lulismo. Região onde a extrema pobreza mais cresceu e o PIB mais recuou desde a última eleição, o Nordeste deve ser o foco principal das políticas sociais de um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL). Ao atacar a crise, haverá tentativa de enfrentar a vantagem que o PT e o lulismo têm na região desde 2002.

Lei de proteção à mulher pode expor mais as vítimas. Com o pacote de leis recentemente aprovado, todos os casos de estupro terão de ser investigados e processados, mesmo que a vítima não queira. Em um sistema policial e judiciário de processos vexatórios à mulher, a medida pode ter efeito reverso.

Reinaldo José Lopes: Caro general, o senhor é um macaco, assim como eu.

O que pensam eleitores em dúvida para o 2º turno.

Elio Gaspari: Perto do dia do voto, está à solta o chato eleitoral.

Congresso será em 2019 palco de ‘terceiro turno’.

Após polêmica em show, Roger Waters critica presidenciável e agradece vaias.

Editorial1: Baixo nível à paulista. João Doria e Márcio França substituem o debate programático pela troca de impropérios

Editorial2: Drogas e mortes. Estudo joga luz sobre a questão do consumo de substâncias por vítimas na cidade de São Paulo.

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