Federação de partidos pode reunir a esquerda; Alckmin deixa o PSDB

Parlamentares do PSB estão defendendo Federação de Partidos com o PT: PSDB perderá Alckmin na próxima semana; Mendonça assumirá STF

Pode estar sendo viabilizada mais rapidamente a primeira federação de partidos da história que passará a ser construída, a partir de agora, na política brasileira, com vistas, primeiramente, nas eleições do próximo ano.

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Ontem, segundo matéria no Valor Econômico, reunidos em Brasília, os parlamentares do PSB, em posição amplamente majoritária (por enquanto, só um voto contrário), apontaram para a construção de uma federação de partidos com o PT.

Passam a tratar, agora, entre outras coisas, de mecanismos que evitem o hegemonismo petista dentro da Federação. O temor vem do tamanho do PT e de sua atual supremacia no campo da esquerda.

A partir da Lei 9.096, de setembro deste ano de 2021, passou a ser legal a constituição de federações partidárias reunindo dois ou mais partidos, que deverão existir por quatro anos, com abrangência nacional e com as mesmas obrigações de fidelidade que regem os partidos.

Embora a lei permita que as federações sejam formadas até a data final estabelecida para as convenções partidárias, há interesse dos envolvidos no apressamento das discussões, que podem atrair, ainda, PSOL, PV, PCdoB e Rede, ou seja, a ampla maioria da esquerda.

São dois os objetivos: dispor de mais apetrecho organizativo para enfrentar a disputa com o atual presidente, Jair Bolsonaro, e, mais especificamente, enfrentar os desafios da cláusula de barreira que atormenta os partidos menores. Destacadamente, após o fim das coligações partidárias proporcionais.

Como não são as bancadas parlamentares que decidem uma questão como essa, a palavra, agora, passa para a deliberação das cúpulas partidárias. Porém, entre os socialistas, a intenção é provocar, desde logo, a direção nacional do partido.

O ex-governador Geraldo Alckmin, historicamente, um tucano da mais alta plumagem, mas em namoro de futuro com o PT do ex-presidente Lula, está anunciando a amigos mais próximos que na próxima semana vai se desfiliar do PSDB. Depois disso, de forma mais desenvolta, ficará livre para conversar sobre política eleitoral com quem bem entender.

O ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, continua fazendo acenos para um acordo entre o futuro União Brasil e o Podemos, em torno da candidatura do ex-juiz Sérgio Moro. Contudo, ao mesmo tempo, reafirma sua disposição em disputar a presidência, se for essa a intenção do partido.

Enfim, ontem, o plenário do Senado Federal aprovou o nome do ex-ministro da Justiça, André Mendonça, para o Supremo Tribunal Federal. Ele que havia sido chamado pelo presidente Jair Bolsonaro, seu patrocinador, como um candidato “terrivelmente evangélico”.

Na sabatina ocorrida na CCJ do Senado, o futuro ministro do STF se preocupou, de cara, em transformar o “terrivelmente evangélico” e “genuinamente evangélico”. Defendeu, ainda, a democracia e o estaco laico (ou seja, sem religião dominante), garantiu que não vai puxar oração nas reuniões da corte, e resguardou constitucionalmente o casamento gay. E disse tudo isso para quem quisesse ver, ouvir, gravar e filmar. Ao término, agradou a maioria dos senadores.

Pois bem. A posse de André Mendonça está prevista para este ano, ainda, uma vez que já estamos no mês de dezembro e o Supremo precisa dele, já que se o tribunal encontra descompleto em sua formação de 11 ministros (número ímpar, para não dar empate), e milhares de processos empilhados após a aposentadoria do ex-ministro Marco Aurélio Melo.

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