FAO e Associação Plantas do Nordeste assinam acordo

Acordo entre FAO e Associação Plantas do Nordeste objetiva desenvolvimento de ações de reversão da desertificação no Brasil

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, e o coordenador-geral da Associação Plantas do Nordeste (APNE), Frans Pareyn, assinaram na terça-feira (8) uma carta de acordo para desenvolver ações de campo conjuntas no âmbito do projeto “Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil: Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade”, também conhecido como REDESER.

O objetivo da proposta é ampliar e fortalecer a base técnico-científica do manejo florestal sustentável da Caatinga, visando colher subsídios técnicos que poderão melhorar o manejo dos recursos florestais do bioma.

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), e com Ministério do Meio Ambiente (MMA) como principal parceiro executor, o REDESER tem como objetivo interromper e reverter o processo de desertificação, por meio de ações para enfrentar as causas cada vez mais crescentes da degradação do solo e da perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga, com foco nas Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD).

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, e o coordenador-geral da Associação Plantas do Nordeste (APNE), Frans Pareyn, assinaram na terça-feira (8) uma carta de acordo para desenvolver ações de campo conjuntas no âmbito do projeto “Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil: Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade”, também conhecido como REDESER.

O objetivo da proposta é ampliar e fortalecer a base técnico-científica do manejo florestal sustentável da Caatinga, visando colher subsídios técnicos que poderão melhorar o manejo dos recursos florestais do bioma.

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), e com Ministério do Meio Ambiente (MMA) como principal parceiro executor, o REDESER tem como objetivo interromper e reverter o processo de desertificação, por meio de ações para enfrentar as causas cada vez mais crescentes da degradação do solo e da perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga, com foco nas Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD).

Foram selecionados um conjunto de 35 municípios prioritários, sendo 18 na Região Nordeste, nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, e 17 na região norte de Minas Gerais, para concentrar a atuação em busca da reversão da degradação ambiental, promovendo a gestão integrada de recursos naturais, gerando benefícios ambientais e contribuindo para a redução da pobreza.

Para o representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala, a assinatura do acordo é um passo importante, inclusive no marco da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas. “A desertificação é um problema urgente que intensifica de forma drástica a mudança climática e outros problemas sociais. Desenvolver estas ações conjuntas de campo é um passo importante para mitigarmos esses efeitos e reduzir a fome, a pobreza e o desemprego”, explica Zavala.

Ainda segundo a FAO, em todo o mundo, a degradação da terra afeta quase 2 bilhões de hectares de terra, onde vivem 1,5 bilhão de pessoas. Todos os anos, 12 milhões de hectares de terra são degradados a cada ano, o que representa cerca de 23 hectares por minuto.

O coordenador-geral da APNE, Frans Pareyn, destaca que os resultados destas ações do projeto serão muito positivos para a promoção da sustentabilidade no bioma. “Hoje a Caatinga ainda tem uma cobertura florestal em torno de 55%, mas ela também tem uma pressão antrópica muito grande, e nesse contexto é muito importante dispor de formas sustentáveis de uso”, explica.

Em um primeiro momento, o foco das atividades será o de identificar e recomendar as melhores práticas de gestão integrada de recursos naturais, através da gestão do manejo. Especificamente na Caatinga, a parceria trabalhará com a atualização do banco de dados dos Planos de Manejo Florestal Sustentável para entender qual a situação atual em que se encontram.

Em seguida, serão atualizados e sistematizados os resultados da pesquisa sobre manejo florestal da Caatinga, que vem sendo implementada pela Rede de Manejo Florestal da Caatinga, e que fornecem resultados técnicos fundamentais para uma boa implementação do manejo florestal.

Uma terceira linha irá desenhar os protocolos para monitoramento do manejo, com o objetivo de acompanhar se o que está sendo implementado está atendendo aos critérios de sustentabilidade e de produção sustentável.

Ao final dos 12 meses de atividades, espera-se que seja possível desenhar um diagnóstico completo, objetivo e orientado para a identificação de tendências de degradação e possíveis soluções para a reversão destes processos. Com isso, espera-se também contribuir de forma significativa para a qualificação e consolidação do manejo da Caatinga.

Sobre a APNE

A APNE é uma entidade não governamental fundada em 1994 no quadro do Programa Plantas do Nordeste –Programa de colaboração entre o Jardim Botânico do Kew e instituições de pesquisa do Nordeste do Brasil, com interveniência do CNPq.

A partir de 2000, a APNE tem se dedicado significativamente à pesquisa relacionada ao manejo e ao uso sustentável da Caatinga e das suas espécies, de forma isolada e/ou em parceria com diversas instituições de pesquisa da região. No quadro dessa atuação, a APNE vem coordenando a Rede de Manejo Florestal da Caatinga, desde 2003 até o presente.

Sobre a FAO

A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) é uma agência especializada das Nações Unidas que lidera os esforços internacionais para erradicar a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição; erradicar a pobreza e fomentar o progresso econômico e social para todos; bem como gerir e utilizar de forma sustentável os recursos naturais, incluindo a terra, a água, o ar, o clima e os recursos genéticos, em benefício das gerações presentes e futuras. Com 194 Estados-membros, a FAO trabalha em mais de 130 países em todo o mundo.

Edição do Anexo 6: Sérgio Botêlho, com informações das Nações Unidas

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