“Estados querem facilitar a demissão de servidores”, revela O Globo. “Bolsonaro escolhe perfil técnico para comandar BC”, diz o Estadão. “Solução é cortar os salários, não vagas, diz governo a eleito”, destaca a Folha. “Receita vai divulgar em site nome de suspeitos de crime”, conta o Valor Econômico.

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE NACIONAL DE 16 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Estados querem facilitar a demissão de servidores. Futuros governadores pedem ao presidente eleito alteração no conceito de estabilidade para que possam reduzir despesas com a folha de pessoal. Em carta com 13 demandas apresentada ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, 18 governadores que assumem em 1º de janeiro defendem mudança na Constituição que flexibilize a estabilidade do funcionalismo público, o que significa possibilitar a demissão de servidores. Os gastos galopantes com pessoal são hoje o principal nó fiscal dos estados: em 14 deles, as despesas superam o teto de 60% das receitas estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Os governadores também articulam alteração na LRF que permita a retomada de empréstimos pelas unidades da federação. Os recém-eleitos pedem ainda a Bolsonaro uma política de parcerias público-privadas no sistema penitenciário.

Executivo do Santander vai presidir o Banco Central. Roberto Campos Neto substituirá Ilan Goldfajn, que decidiu deixar o cargo; Mansueto Almeida fica no Tesouro. Após Ilan Goldfajn recusar o convite para permanecer na presidência do Banco Central, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, escolheu para o cargo Roberto Campos Neto, diretor de Tesouraria do Santander. Guedes anunciou também que Mansueto Almeida continuará como secretário do Tesouro.

Saída de médicos cubanos começa em dez dias. Com o desligamento de Cuba do Mais Médicos, serão afetadas 1.575 cidades que dependem apenas dos profissionais da ilha.

Escolas municipais são reprovadas em proteção contra fogo. Técnicos do Tribunal de Contas do Município visitaram 262 escolas da prefeitura, encontraram fiações expostas em 47% delas e constataram que só duas têm o certificado do Corpo de Bombeiros. A Secretaria de Educação reconhece que, das 1.537 unidades da rede, apenas 120 foram aprovadas pela corporação.

Subnotificação explica queda de ataques à fé. O Brasil registrou, nos últimos dois anos, uma redução das denúncias de intolerância religiosa, segundo o Ministério de Direitos Humanos. Porém, no Dia Internacional da Tolerância, especialistas apontam poucos motivos para comemoração: a subnotificação estaria mascarando casos.

Merval Pereira: A direita de Bolsonaro não é amadora

Flávia Oliveira: Empreender, palavra de ordem que veio das urnas

Bernardo Mello Franco: Bolsonaro lança o Menos Médicos

Míriam Leitão: Com autonomia, Ilan entregou um excelente resultado

Editorial1: Responsabilidade Fiscal precisa ser de fato exercida. Trata-se de um marco civilizatório, mas é necessário que passe a haver punições efetivas no campo penal.

Editorial2: Crise humanitária no Iêmen aumenta pressão sobre sauditas. Fragilização de príncipe pode ajudar a conter conflito que já faz 14 milhões passarem fome.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Bolsonaro escolhe perfil técnico para comandar BC. O economista Roberto Campos Neto fez carreira no setor privado; Mansueto Almeida continuará no Tesouro. O economista Roberto Campos Neto vai substituir Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central no governo de Jair Bolsonaro. Ele foi anunciado ontem, depois que Ilan descartou a permanência no cargo, como adiantou o Estado. De perfil técnico, Campos Neto é diretor do Santander e respeitado no mercado financeiro – ele é neto do ex-ministro Roberto Campos (1917- 2001). O nome do economista agradou aos seus pares e deverá ter boa receptividade entre investidores. Para alguns analistas, no entanto, por ter ocupado somente cargos em empresas privadas, sua capacidade de se adaptar ao setor público é uma incógnita. Eles também apontaram que será importante que a futura equipe econômica reforce os sinais de que o Banco Central terá independência de fato. A indicação de Campos Neto ainda deverá ser referendada pelo Senado. Também foi confirmada ontem a permanência do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, no cargo, o que já era esperado pelo mercado.

Temer diz que Bolsonaro terá a ‘casa em ordem’. Em pronunciamento ontem, o presidente Michel Temer afirmou que a transição de governo é “das mais civilizadas e cordiais” e que a equipe de Jair Bolsonaro encontrará “a casa em ordem” em janeiro. Temer desejou sucesso ao presidente eleito.

Cubanos começam a sair em 10 dias. Os profissionais cubanos do Mais Médicos começarão a deixar o Brasil no dia 25, informou a Embaixada de Cuba. Ontem, o Departamento de Estado americano elogiou a posição de Bolsonaro no caso.

Interior perde cadeiras na Assembleia de SP. Sete das 16 regiões administrativas do Estado perderam cadeiras na Assembleia Legislativa com a transferência dos votos das lideranças locais para “outsiders”. Bauru, por exemplo, ficará sem representantes na Casa.

CNJ pede a ação do TRF-4 contra Favreto.

Suíça enviará extrato do Grupo Petrópolis.

Europa aponta falhas sanitárias no Brasil.

Eliane Cantanhêde: O futuro chanceler Ernesto Araújo confere arcabouço teórico para as ideias atabalhoadas de Jair Bolsonaro.

Editorial1: Corporação insaciável. Entidades de magistrados afirmaram que não admitem o fim do auxílio-moradia. As pretensões da magistratura são imorais em todos os sentidos.

Editorial2: Privatização em marcha. Leilão indica que os investidores aceitaram bem a modelagem das concessões rodoviárias.

Editorial3: O propósito das estatais. Um bom começo para o futuro governo federal seria analisar o papel das estatais à luz do que diz a Constituição.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Solução é cortar os salários, não vagas, diz governo a eleito. Gestão Temer recomenda à equipe de Bolsonaro segurar aumento para servidores e privatizar apenas a Eletrobras. O governo Michel Temer alertou a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para o forte impacto de altos salários sobre a folha de pagamentos do funcionalismo federal. A atual equipe recomendou adequar a remuneração do serviço público à do setor privado, além de adiar para 2020 os reajustes programados para 2019. As propostas constam do documento “Transição de Governo 2018-2019 – Informações Estratégicas”, elaborado pelo Ministério do Planejamento e encaminhado ao time de Bolsonaro. O aumento aos servidores custará $ 4,7 bilhões só em 2019. Mas o problema são os salários elevados, não o número de funcionários (1,275 milhão), afirma o relatório. No caso das privatizações, promessa de campanha de Bolsonaro, a equipe de Temer recomenda apenas uma, a de Eletrobras e distribuidoras. Em relação às demais estatais federais, o governo ressalta a “oportunidade de avaliar medidas de reestruturação”, como incorporar empresas dependentes do Tesouro a outros órgãos públicos.

Roberto Campos Neto será o presidente do Banco Central. Roberto Campos Neto, 49, será o presidente do Banco Central no governo Bolsonaro. A escolha do executivo do Santander foi feita por Paulo Guedes, futuro ministro da Economia. A seu favor, o economista tem a experiência no setor bancário e no mercado financeiro. O novo chefe do BC é neto de um ícone da escola liberal brasileira, Roberto Campos, ministro do Planejamento no governo do general Castello Branco (1964-67). Também ontem foi confirmado que Mansueto Almeida continuará como secretário do Tesouro.

TSE questiona 38% da receita declarada por Bolsonaro. Os indícios de irregularidade apontados na campanha de Jair Bolsonaro representam 38% das receitas. As inconsistências são mais numerosas que as de outras campanhas vencedoras. A defesa diz que justificará tudo “sem grande esforço”.

Mais Médicos terá déficit mesmo que substitua cubanos. Ainda que preencha a lacuna de 8.332 médicos causada pela saída de Cuba, programa tem déficit de 2.091 profissionais. Esse é o numero de médicos que concluíram três anos de contrato e não foram repostos. Não há prazo para preencher as vagas.

Clóvis Rossi: Novo chanceler é Daciolo ilustrado. Nunca deu certo colocar Deus na política. É assustador pensar que essa cabeça tomada pelo misticismo conduzirá a diplomacia brasileira na batalha contra demônios que ou inexistem ou não têm a forma imaginada por Ernesto Araújo.

Editorial1: Linha-dura estadual. Retórica de rigor contra criminosos está longe de significar um plano eficaz de segurança

Editorial2: Lobby do livro. Mercado literário busca reduzir poder de fogo de grandes redes.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Receita vai divulgar em site nome de suspeitos de crime. A Receita Federal publicou na quarta-feira a Portaria nº 1.750, que autoriza a divulgação, no site do órgão, das representações encaminhadas ao Ministério Público Federal contra contribuintes suspeitos de cometerem crimes contra a ordem tributária e a Previdência Social.

Campos Neto presidirá BC e Mansueto fica no Tesouro. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou ontem mais dois titulares para postos chaves na nova administração: o economista Roberto Campos Neto, do Santander, para o Banco Central e Mansueto Almeida, que deverá permanecer como o secretário do Tesouro.

Um renascimento dos livros. O otimismo contagiante de Markus Dohle, CEO da Penguin Random House (PRH), maior grupo editorial do mundo, contrasta com o humor do mercado editorial brasileiro. As vendas estão quase estagnadas. No Brasil, ele acaba de adquirir o controle da Companhia da Letras

Mastercard se defende dos chineses. No Canadá, um dos países modelo da Mastercard para a tecnologia, cerca de metade dos pagamentos já é feita por meio de cartões sem contato ou celulares. O uso de dinheiro em espécie representa menos de 30% do total. O modelo também é disseminado em mercados como Austrália e Polônia

Pilgrim’s compete por ativos da BRF na Europa e Tailândia. A americana Pilgrim’s Pride, empresa de carne de frango controlada pela JBS, é uma das cinco companhias que continuam na disputa para adquirir os ativos que a BRF colocou à venda na Europa e na Tailândia, conforme antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor

Rebelião contra May e seu Brexit. A hostilidade de parlamentares da oposição e do próprio governo aumenta o risco de que o acordo para sair da União Europeia (Brexit) seja rejeitado no Parlamento e de que o Reino Unido deixa a UE em 29 de março sem poder contar com um acordo de transição

Taurus lucra e vê “expectativa positiva”. A fabricante de armas Taurus melhorou seus resultados e “vai continuar nesta toada” com o momento de “expectativa positiva” que vive o país, diz Salésio Nuhs, presidente.

Transição. Futuro de setor industrial divide Guedes e Onyx. Setor criação do Ministério da Produção e Trabalho melhor formato e tem apoio da Casa Civil

Novo chanceler vê aquecimento global como ‘ideologia’.

Com Moro no Ministério da Justiça, PF deverá ser chefiada por Maurício Valeixo.

Ainda indefinido, MEC é disputado por políticos, militares e técnicos.

Judiciário. Bolsonaristas querem derrubar PEC da Bengala. Próximo governo poderia nomear 4 dos 11 membros do STF.

Juízes e procuradores resistem ao fim do auxílio-moradia

Bolsonaro pode ter que rever isso aí. A primeira crise do próximo governo já começou, na Saúde. O começo do governo de Jair Bolsonaro, do ponto de vista das consequências concretas na vida brasileira, começou de fora para dentro. A decisão do governo cubano de colocar um ponto final em sua colaboração no Programa Mais Médicos apresenta a Bolsonaro a sua primeira crise, já para o mês de janeiro, na hipótese mais extrema.

“Foi uma campanha despolitizada, de argumentos rasos e simplistas”. Marqueteiro do PSDB acha que vitória de Bolsonaro está levando analistas a supervalorizar papel das mídias sociais no pleito.

Editorial: Partidos se articulam para nova relação de forças no Congresso. Ao negar a barganha política por cargos, a via principal de acesso do centrão ao poder está interditada, não se sabe até quando.

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