Escolha de Moro para ministro da Justiça do governo Bolsonaro é o maior destaque da mídia

SINOPSE NACIONAL DE 02 DE NOVEMBRO DE 2018_

(Jornais de economia não circulam nos feriados, a exemplo do Valor Econômico)

Edição: Sérgio Botêlho 

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*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Bolsonaro dá carta branca a Sergio Moro. Em nota, juiz disse que sua gestão à frente do superministério da Justiça terá ‘forte agenda anticorrupção e anticrime organizado’.

Indicação de Moro provoca críticas e elogios. Para Luiz Fux, do STF, a escolha atende aos anseios da população, enquanto o ex-ministro Ayres Britto diz que a ida do juiz para o governo põe em dúvida a independência do Judiciário; o meio político também se divide.

Jornais e agências são barrados em entrevista coletiva. Equipe de Bolsonaro dá acesso somente a emissoras de televisão e sites; questionado, presidente eleito diz que não faz restrição.

Malta agora é cotado para ‘Ministério da Família’. Nova pasta reuniria Direitos Humanos e Desenvolvimento Social; para Mourão, senador derrotado virou um ‘elefante na sala’.

Presidente eleito se encontra com Temer na quarta-feira. Bolsonaro vai participar de cerimônia sobre a Constituição na Câmara.

Terceira cirurgia após atentado será em 12 de dezembro. Bolsonaro vai ser internado novamente no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada da bolsa de colostomia.

CPMF pode ser recriada para financiar Previdência. Equipe de Guedes quer criar imposto sobre movimentação financeira.

Heleno diz que há indícios de novo atentado. Segundo o futuro ministro da Defesa, inteligência detectou preparação de ‘ato terrorista’ contra Bolsonaro.

Medidas iniciais. Bolsonaro aprova venda de AeroLula e corte de cartões corporativos.

Míriam Leitão: Moro no governo que terá o PP e investigados em sua base. A ida do juiz Sérgio Moro para o governo Jair Bolsonaro abre inúmeras dúvidas e polêmicas, mas não torna a Lava-Jato uma conspiração contra o PT. Ela tem serviços prestados ao país e atingiu políticos de diversos partidos. Moro, contudo, abriu o flanco para muitas críticas. Ele entra num governo que tem uma agenda que pode representar ameaça a direitos e garantias constitucionais e que governará com alguns dos partidos envolvidos em casos de corrupção.

Merval Pereira: Moro terá condição de fazer ‘Plano Real’ contra a corrupção. A nomeação do juiz Sergio Moro para um Ministério da Justiça ampliado, que tratará também da segurança e dos crimes financeiros, foi uma iniciativa meritória do presidente eleito Jair Bolsonaro, além de movimento político certeiro.

Polícia Federal entra no caso Marielle para investigar a investigação. PGR pede que se apure denúncia de obstrução.

Tiro certo nos negócios. Estabelecimento constata interesse cada vez maior pelo tema e estima que, nos últimos dias, demanda, que já vinha aumentando, cresceu 50%.

Pacote anticorrupção servirá de base a ministro. Propostas reunidas pela Transparência Internacional defendem maior rapidez na análise de recursos judiciais, melhorias nos mecanismos de recuperação de valores desviados e incentivos à colaboração em empresas.

Editorial1: Moro na Justiça reforça combate ao crime. Bolsonaro acerta ao ampliar estrutura de enfrentamento da violência e da corrupção.

Editorial2: Diante do fracasso do PT, Minas Gerais decidiu mudar o rumo. Propostas de Romeu Zema sobre a modernização e o enxugamento do estado foram fundamentais.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Moro recebe ‘sinal verde’ e promete agenda anticrime. Bolsonaro diz que juiz terá liberdade na Justiça; combate à corrupção e ao crime organizado será prioridade.

“Moro me ajudou politicamente”, afirma Bolsonaro. Em entrevista em sua casa, presidente eleito também se refere a juiz da Lava Jato como ‘soldado que vai à guerra sem medo de morrer’.

Fábio Serapião e Fausto Macedo: Relação com classe política e combate a facções são desafio. O ex-titular da Operação Lava Jato em Curitiba é visto com ressalvas por parte das classes política e empresarial, que veem “excessos” em algumas decisões do magistrado. Nesse cenário, a principal dificuldade do juiz será sentar à mesa com seus antigos desafetos para debater medidas propostas para o combate à corrupção.

Com reformas, PIB pode crescer 2,5%, dizem analistas. Se o novo governo aprovar reformas, especialmente a da Previdência, e acelerar os programas de concessões, o crescimento da economia deve ficar entre 2% e 2,5% em 2019, segundo economistas ouvidos pelo Estado. O cenário leva em conta dúvidas dos especialistas sobre a governabilidade de Jair Bolsonaro e sua capacidade de obter apoio para as mudanças. Se ele conseguir melhorar as contas públicas e reduzir a dívida, o PIB poderia crescer até mais de 3%, acreditam.

Recuo na Agricultura. Após reação negativa de ruralistas, presidente eleito volta a dizer que Agricultura e Meio Ambiente podem ser mantidos separados.

Doria põe vice na articulação do governo. Garcia vai comandar Secretaria de Governo; ex-chefe de gabinete do tucano, Wilson Pedroso também estará na gestão.

Entrevista. ‘O Paulo Guedes é meu ídolo’. Futuro ministro da Casa Civil minimiza rumores de divergências com chefe da Economia do governo Bolsonaro; ‘na paz do Senhor’, afirma.

Governo Temer faz seu 1º leilão de rodovia. Trecho. ‘Freeway’ se estende de Porto Alegre a Osório (RS). Disputa. Em briga com outras quatro concorrentes, companhia de concessões públicas ofereceu a menor tarifa básica de pedágio, ante a tarifa máxima, fixada em R$ 7,24; como deságio ofertado foi elevado, CCR terá que fazer aporte inicial de R$ 1,3 bi na empresa a ser criada.

Defesa prepara HC para Lula alegando parcialidade de Moro. Lideranças do PT dizem que ida de juiz para ministério comprova tese de que suas decisões tiveram motivação política.

Juíza substituta já mandou prender Dirceu. A vaga aberta na 13.ª Vara Federal de Curitiba com a saída do juiz Sérgio Moro para assumir o Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PSL) será ocupada, em um primeiro momento, pela juíza federal substituta Gabriela Hardt. A magistrada já atuou na Lava Jato nas vezes em que Moro estava ausente, como em maio, quando Gabriela mandou prender o ex-ministro José Dirceu.

PF investiga grupo que barra apuração sobre Marielle. Pedido foi feito pela procuradora-geral da República após dois detentos denunciarem ação conjunta de agentes públicos, milicianos e contraventores que atingiria até a chefia da Polícia Civil do Rio; delegado nega e diz que caso está perto do fim.

Fernando Gabeira: Associação entre PT e minorias trouxe para elas a desconfiança do homem comum. Faria bem um tempo de reflexão.

Moro pode ter o papel adicional de funcionar como escudo contra investidas verbais contra o estado democrático de direito. Em entrevista em sua casa, presidente eleito também se refere a juiz da Lava Jato como ‘soldado que vai à guerra sem medo de morrer’.

Coluna do Estadão: Gestão de superpasta da Justiça é impraticável. A criação de um superministério da Justiça pode ser um tiro no pé para o juiz Sérgio Moro, avaliam exministros. A pasta já responde por temas como anistia, drogas, direito do consumidor, arquivo nacional, classificação indicativa de filmes, política de estrangeiros, presídios, índios… Agora pode incorporar o Coaf e a Controladoria da União. “Da forma como estava já era impossível, ficará fora de propósito. Eu passava 70% do meu tempo cuidando de índio”, conta José Eduardo Cardozo, ministro mais longevo da Justiça no período democrático.

Coluna do Estadão: Velhos amigos. Militares próximos a Bolsonaro minimizaram as alfinetadas do presidente eleito no seu vice, general Mourão. Lembram que os dois serviram juntos e têm liberdade para, inclusive, trocarem declarações mais duras. Bolsonaro disse ontem não ter “proximidade” com o vice. A irritação se acumula desde a campanha. O presidente eleito acha que Mourão o coloca em saias-justas. “O jeito é deixá-lo quieto. Ele não muda”, disse a interlocutores. Bolsonaro também escanteou o deputado Fernando Francischini (PSL-PR).

Editorial1: Sergio Moro na Justiça. Ao escolher o juiz para o Ministério da Justiça, Bolsonaro foi coerente com seu discurso de campanha, marcado pela promessa de combate à corrupção

Editorial2: Juros facilitam a transição. Ao manter em 6,50% os juros básicos, o Banco Central contribuiu mais uma vez para uma transição tranquila, facilitando a atividade econômica.

Editorial3: A reforma administrativa. A economia com fusão de ministérios é pequena. O ajuste depende de ações mais profundas, como é a reforma da Previdência.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Moro aceita ser superministro de Bolsonaro e assume carreira política. Juiz declarou várias vezes que não deixaria a magistratura; ele ‘me ajudou a crescer politicamente’, afirma presidente eleito.

Novo governo confirma mudança de embaixada para Jerusalém. Jair Bolsonaro confirmou a jornal israelense que vai transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu elogiou “o passo histórico” do brasileiro. Para especialista, hár etrocesso na tradição diplomática do país.

Presidente eleito recua de fusão de Ambiente com Agricultura. Jair Bolsonaro disse que, “pelo que tudo indica”, os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, cuja ideia de fusão foi discutida, continuarão sep arados e que o primeiro será chefiado por alguém que não seja “xiita, como feito nos últimos governos”, na defesa ambiental.

Corte em repasses deve prejudicar as exportações. A exportação de máquinas, equipamentos e bens de capital deve ser afetada pela redução de uma das principais linhas de financiamento para o setor, feita pelo Banco do Brasil. Neste ano, R$ 1,6 bilhão saiu do Orçamento para esse fim. Em 2019, a previsão é de R$640 milhões.

EUA falam em aliança militar com Brasil e Colômbia. Além do interesse em aliança por segurança e melhora da economia, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, anunciou uma série de medidas contra regimes de Venezuela, Cuba e Nicarágua.

Análise: Com Plano Real da Corrupção, juiz pode ser o FHC de Itamar.

Renato Terra: Como ministérios, estamos fundidos. Exultante, Bolsonaro ainda estuda a fusão da Ponte Preta com o Guarani e de Moraes Moreira com Alceu Valença.

Reinaldo Azevedo: Moro fulminou a classe política e já é o primeiro na fila de sucessão

Editorial1: Superministros. Bolsonaro pretende governar com o menor número de pastas desde Collor.

Editorial2: Eleições legislativas. No meio do mandato. As 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado estão em jogo em pleito nos EUA.

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