Eleições no México, denúncia, delações, ação social e economia são os temas em destaque no noticiário

Primeira Hora – Anexo 6

Eleições no México, denúncia, delações, ação social e economia são os temas em destaque no noticiário. Esquerda ganha eleição presidencial no México; Dataprev é território de líder do governo; Em São Paulo, delações da Odebrecht são contestadas; mais idosos estão indo para abrigos públicos; incentivo fiscal dá prejuízo à União.

SINOPSE NACIONAL DE 02 DE JULHO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS  :

Manchete e destaques do jornal O Globo : Líder do governo loteia vagas na Dataprev. Moura indica presidente e assessores da estatal. Deputado exerce influência sobre empresa que processa os pagamentos das aposentadorias do INSS. Líder do governo Temer no Congresso, o deputado federal André Moura (PSC-SE) avançou sobre a Dataprev, estatal que processa a folha de aposentadorias do INSS. Do presidente a diretores e assessores, cargos de confiança são ocupados por nomes do deputado. O GLOBO identificou as digitais de indicações políticas em 16 dos 60 cargos de confiança existentes na Dataprev. Oito foram preenchidos por escolha direta de Moura. Entre eles, advogados que já o defenderam, um primo e uma ex-dona de salão de beleza, hoje assessora do núcleo da presidência com salário de R$ 13,1 mil. Moura defende as indicações dizendo que respeitam a lei. A estatal disse que os funcionários fazem atividades técnicas/

Esquerdista López Obrador vence a eleição no México. López Obrador se elege presidente e demais candidatos reconhecem derrota. Andrés Manuel López Obrador conquistou, segundo pesquisas de boca de urna, vitória histórica para a esquerda no México. Ele teria obtido até 49% dos votos, em eleição presidencial em um só turno. O governista José Meade já reconheceu a derrota. O resultado oficial será conhecido hoje. Obrador deve divulgar carta aos mercados, informa/

Governo recorre a empresas para construir ferrovias. O governo vai transferir ao setor privado a responsabilidade pela construção de ferrovias estratégicas. Em troca da renovação de contratos em outras concessões por mais 30 anos, a Vale fará obras da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste e a MRS tocará o projeto do Ferroanel de São Paulo. As duas construções somam investimentos de R$ 9 bilhões/

Porto: prefeitura quer ir à Justiça. Com o sistema de financiamento do projeto Porto Maravilha à deriva, a prefeitura do Rio teve que assumir os serviços de manutenção da região, um gasto extra que pode chegar a R$ 140 milhões por ano. O município estuda ir à Justiça contra a Caixa, que suspendeu os repasses para a concessionária que cuidava da área revitalizada/

Envolvida na Lava-Jato, Dersa tem R$ 15 bi em contratos suspeitos. Estatal paulista é acusada de interferência política e desvios para campanhas tucanas/

Editorial. Cotas raciais. O mérito em questão. A proposta de renovação das cotas raciais em universidades estaduais fluminenses, por mais dez anos, era esperada. Este é um tipo de benefício que, mesmo com prazo de validade, nunca é revogado, porque nenhum político, com raras exceções, irá contra essas ações. Mesmo que a avaliação das cotas fosse negativa. A questão é saber que tipo de balanço deve ser feito delas. Um dos aspectos a averiguar é o do rendimento dos cotistas. As pesquisas disponíveis são positivas, porque concluem que não haveria diferenças entre o rendimento de cotistas e não cotistas.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo : Delações da Odebrecht são contestadas em São Paulo. Benefícios concedidos à empreiteira são alvo de questionamento no MPE; nenhum acordo foi homologado. Acordos de delação firmados por executivos da Odebrecht envolvendo crimes em São Paulo estão sendo contestados no Ministério Público Estadual (MPE), relata Fabio Leite. Nenhuma das cinco colaborações fechadas com a Promotoria do Patrimônio Público desde dezembro de 2017 foi homologada pela Justiça ou pelo Conselho Superior do órgão. Benefícios concedidos à empreiteira em troca da devolução do dinheiro desviado são alvo de contestações. Entre os questionamentos, estão pagamentos de indenizações com valores considerados baixos, permissão para que o ressarcimento seja feito em futuras obras que a empresa vier a ganhar e a possibilidade de retomada de um contrato de R$ 503 milhões com a Prefeitura, vencido mediante pagamento de propina, como admitiram executivos da empresa/

Caminhos alternativos. Promotores paulistas contrários aos acordos de colaboração da Odebrecht estão recorrendo a outras empreiteiras implicadas na Lava Jato ou tentando obter material colhido pelo MPF para avançar nas investigações/

Subsidiárias da Eletrobrás somam prejuízo de R$ 22,3 bi. As seis distribuidoras da Eletrobrás que o governo quer privatizar neste mês acumulam prejuízo de R$ 22,3 bilhões desde 1997, quando a União assumiu essas empresas. Obstáculos no Congresso e no Judiciário podem barrar a venda. Para analistas, as subsidiárias são um bom negócio mesmo com riscos. Chineses e indianos estão na disputa pelas companhias com grupos que já atuam no Brasil/

Doações da Câmara vão para base eleitoral. Deputados federais que ocupam cargos na Mesa Diretora estão distribuindo equipamentos doados pela Casa em suas bases eleitorais. Uma série de despachos assinados no final de 2017 autorizou a doação de patrimônio a prefeituras. Mas as entregas estão sendo feitas somente agora no ano eleitoral. O deputado Giacobo (PR-PR), primeiro-secretário da Câmara, acompanhou em abril a entrega de 15 computadores seminovos. Nas suas redes, divulgou a ação assim: “Escolas recebem computadores doados pelo Deputado Fernando Giacobo”/

Fábio Ramalho (MDB-MG), vice-presidente da Câmara, também aproveitou e doou, em março, 15 computadores para a Polícia Civil de Teófilo Otoni e outros dez para a prefeitura de Nanuque. Fábio postou em suas redes sociais reportagem de um jornal de Teófilo Otoni que diz: “Polícia recebeu os computadores graças ao esforço do deputado.” Giacobo e Fábio disseram que a doação é normal e vai beneficiar a população/

Ciro Gomes rejeitou, em conversa com o setor financeiro, tocar a reforma da Previdência proposta pelo governo. O pedetista defende o reinício do diálogo. Disse que apenas ele e Marina (Rede), pela ligação com a esquerda, conseguiriam fazer esse debate/

Com crise, cai número de pesquisas eleitorais. Com menos recursos, pré-campanhas têm optado por usar levantamentos públicos e monitorar a movimentação de usuários das redes sociais/

Motos só respondem por 5,5% das multas em SP/

Esquerda chega à Presidência pela 1ª vez no México. Adversários do candidato esquerdista, Andrés Manuel López Obrador, admitem que ele venceu as eleições no México. Obrador teve de 43% a 49% dos votos, aponta o instituto Mitofsky, o suficiente para bater com larga vantagem Ricardo Anaya, e José Antonio Meade. Ambos disputam o segundo lugar, com cerca de 25% cada/

Editorial1: Militância antiprivatização. Sob a alegação de proteger a competência do Legislativo, Lewandowski inventou uma restrição absolutamente nova, que não encontra respaldo na Constituição/

Editorial2: Pioram as expectativas do Banco Central. O avanço de reformas e de ajustes permanece fundamental para reverter dívida pública/

Editorial3: Paulista, terra de ninguém. Primeiro foram as manifestações, a qualquer hora, sob qualquer pretexto, por qualquer grupo, dos mais numerosos aos mais insignificantes, mas bem organizados e aguerridos. Depois foram os camelôs, que aos poucos ocuparam toda a sua extensão. Finalmente foi a vez dos músicos de todos os gêneros, com potentes aparelhos de som. Não admira que a definição da avenida símbolo de São Paulo, feita pela presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César, Célia Marcondes, expresse uma triste verdade: “A Paulista virou terra de ninguém”.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo : Total de idosos em abrigos públicos sobe 33% em 5 anos. Maioria dos atendimentos, que chegaram a 61 mil no ano passado, ocorre em instituições de longa permanência. O número de idosos em abrigos conveniados aos estados e municípios no Brasil cresceu 33% entre 2012 e o ano passado, passando de 45.827 para 60.939, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social. Em sua maioria, os atendimentos aos idosos ocorrem em instituições de longa permanência e em estabelecimentos que recebem recursos ou que têm vínculo com o poder público. Nos sistemas estatal e privado, o total chega a 100 mil. Com o envelhecimento da população, cresce o debate sobre a oferta de cuidados de longa duração. O ministro Alberto Beltrame diz que sua pasta busca alternativas em que os idosos possam ser acolhidos em algum lugar durante o dia e retornem ao convívio da família à noite. Para Marília Berzins, do Observatório de Longevidade e Envelhecimento, o Estado precisa compartilhar a responsabilidade pelo cuidado do idoso/

Em 2017, só 11% guardaram algum dinheiro para a velhice. Somente 11% dos brasileiros disseram ter guardado dinheiro para a velhice em 2017, o que coloca o país como 101º colocado em levantamento sobre o tema realizado pelo Banco Mundial. Entre 144 países pesquisados, o Brasil fica atrás de nações mais pobres, como Filipinas (26%), Bolívia (20%) e Mali (16%) e abaixo da média dos países em desenvolvimento (16%)/

Boas escolas não freiam violência em terra de Ciro Gomes. Em Sobral (CE), berço político do presidenciável Ciro Gomes (PDT), o título de campeã nacional do Ideb (índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da rede pública não bastou para frear a violência. A cidade registrou 43 assassinatos até maio, a maioria de jovens/

Petrobras devia ter prazo para reajuste de combustíveis/

Entrevista da 2ª. Alexandre de Souza: O presidente do Cade, órgão que fiscaliza a livre concorrência, afirma ser favorável a uma periodicidade do reajuste e que a medida poderia servir para enfrentar o monopólio da Petrobras/

Editorial1: Eleitores na mira. Com Datena, PSDB corteja parcela da população que pende a Jair Bolsonaro/

Editorial2: Farra Municipal. Estrutura milionária leva a questionamento sobre a real necessidade de um Tribunal de Contas do Município.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico : União perde R$ 9,3 bi com lei que legitima incentivo ilegal. A lei que validou incentivos de ICMS concedidos ilegalmente deve provocar perda de R$ 9,38 bilhões na arrecadação de tributos federais, segundo estimativa da Receita Federal/

Agenda contra a China se esboça na OMC. No atual ambiente de guerra comercial, uma nova configuração de poder está se desenhando na Organização Mundial do Comércio (OMC), na qual o Brasil e Índia tendem a perder espaço. Uma iniciativa dos EUA, União Europeia e Japão em torno de uma agenda anti-China deve dar o tom na OMC/

Esquerda chega ao poder no México. Pesquisas de boca de urna logo após o término da eleição confirmaram o amplo favoritismo de Andrés Manuel López Obrador, do Movimento de Regeneração Nacional (Morena), na disputa pela Presidência do México – ele será o primeiro esquerdista a governar o país em décadas e pode obter a maioria no Congresso/

Mais transmissão. A disposição da indiana Sterlite em investir no Brasil não se esgotou no último leilão de transmissão, no qual assumiu seis lotes que envolvem R$ 3,65 bilhões em investimentos. O presidente global, Pratik Agarwal, diz que a empresa pretende participar do próximo certame, em dezembro/

O programa de Paulo Guedes para Bolsonaro. Cortar despesas, “privatizar aceleradamente” – para abater dívidas e reduzir os gastos financeiros – e fazer uma reforma fiscal são os pontos centrais do programa que Paulo Guedes, economista que auxilia Jair Bolsonaro (PSL), sugeriu ao candidato/

Greve de caminhoneiros trouxe mais pessimismo. Um mês depois da greve dos caminhoneiros, o abastecimento de autopeças continua irregular. Para recuperar os dias sem produção, as montadoras têm recorrido a horas extras. O que mais preocupa os executivos do setor, porém, é que a greve antecipou um clima pessimista na economia/

Escritórios de advocacia apostam na diversidade. Um movimento que teve início em multinacionais como Facebook, que publicou anúncio nos Estados Unidos informando que só contrataria escritórios de advocacia que tivessem ao menos 30% das vagas preenchidas por “minorias”, começa a ganhar força também no Brasil/

Cai chance de reformista disputar 2º turno eleitoral. Cenário piora e diminui chance de candidato ‘reformista’ disputar 2º turno, calcula Patah, do UBS Wealth Management. Em entrevista à coluna, ele afirma que perspectivas mais sombrias para a economia já tiveram impacto sobre os brasileiros que irão às urnas. E informa: a grande maioria dos brasileiros acredita que a “economia piorou” em relação a meses atrás e pretende votar em um “líder forte com vontade de mudar” o status quo/

Desemprego aumenta número de jovens que moram com os pais. Estudo mostra que ‘geração canguru’ chegou ao número recorde de 9,03 milhões de pessoas em 2017/

BNDES abrirá linha de crédito em dólar para exportador. O financiamento em dólar, com prazo de até 48 meses, pode ser interessante para o exportador de máquinas e equipamentos em operações de menor escala/

Editorial: STF instável é motivo de preocupação nas eleições. O cenário em relação ao Supremo é ainda de incerteza, o que é particularmente grave diante do momento político igualmente instável.

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