Eleições 2018 e economia são os destaques das manchetes dos grandes jornais.

Eleições 2018 e economia são os destaques das manchetes dos grandes jornais. “Candidatos adotam discurso do medo na TV”, comenta O Globo. “Na TV, candidatos se atacam e propostas ficam

Eleições 2018 e economia são os destaques das manchetes dos grandes jornais. “Candidatos adotam discurso do medo na TV”, comenta O Globo. “Na TV, candidatos se atacam e propostas ficam sem espaço”, lamenta o Estadão. “Informalidade alta emperra retomada do crédito no país”, avalia a Folha.

_SINOPSE DE 13 DE OUTUBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Candidatos adotam discurso do medo na TV. Bolsonaro associa PT a governos autoritários, e Haddad vincula adversário a casos de violência. Para ampliar a rejeição ao adversário, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) optaram por ataques diretos no primeiro programa de TV no segundo turno. Enquanto o ex-capitão ligou o petista a regimes autoritários, como o da Venezuela, o ex-prefeito associou o oponente a episódios de intolerância registrados após o primeiro turno. O PT avalia que esta é a única forma de tentar reverter a diferença de 16 pontos percentuais em relação ao deputado, apontada na pesquisa Datafolha. Já Bolsonaro pôs em prática seu plano para “triplicar” a aposta no antipetismo.

ONU manifesta preocupação com atos de violência durante período eleitoral no Brasil. Órgão faz um apelo para que líderes políticos e pessoas influentes condenem publicamente agressões.

Doria vem ao Rio em busca de apoio, mas não é recebido por Bolsonaro. Encontro havia sido confirmado pela assessoria do tucano.

Bolsonaro decide manter neutralidade nas disputas no Rio e em São Paulo. Presidenciável do PSL só vai manifestar apoio aos candidatos da legenda que concorrem no segundo turno.

O dia dos candidatos: Bolsonaro recebe Regina Duarte; Haddad vai à missa. Presidenciáveis apostam em ataques mútuos no segundo turno.

Na TV, Bolsonaro usa Lula em ataques; Haddad fala em casos de intolerância política no país.

Mercúrio proibido. Termômetro antigo sai de linha; médicos avaliam modelos digitais.

Bolsonaro decide não dar apoio a Witzel e Doria. Após ignorar gravação de TV com João Doria, que concorre ao governo de São Paulo pelo PSDB, Jair Bolsonaro (PSL) decidiu que não dará apoio a candidatos a governador que não forem de seu partido, frustrando o tucano e Wilson Witzel (PSC), que disputa no Rio. Presidenciável quer evitar desgastes.

Contra-ordem. Justiça suspende novas placas do Mercosul.

PGR: bens de Tiago Cedraz mais que dobraram. Em quatro anos, patrimônio de filho de ministro do Tribunal de Contas da União passou de R$ 11,9 milhões para R$ 26,1 milhões; ele e o pai, Aroldo Cedraz, foram denunciados por tráfico de influência no TCU.

Merval Pereira: Bolsonaro tem que desencorajar a violência. O candidato Jair Bolsonaro deveria ser o primeiro a querer uma investigação rigorosa sobre os episódios de violência envolvendo seu nome nos últimos dias. Não basta dizer que não quer os votos de quem participa de tais atos, nem se eximir de culpa quanto a eles, alegando que nada pode fazer.

Miriam Leitão: Retroceder no meio ambiente será tiro no pé. O alerta não vem de um ambientalista, mas de um dirigente de instituição financeira internacional, com quem conversei. O que o preocupa, num cenário de vitória de Jair Bolsonaro, é o absoluto desprezo pela questão ambiental e climática.

Washington Fajardo: É hora de conter a favelização.

Marcelo Adnet: Eleição revela novos currais eleitorais no Rio.

Satélite contra as barreiras do crime. Barricadas do tráfico, como as caçambas de lixo em Vigário Geral, estão na mira da intervenção, iniciada em fevereiro. O Exército já usa imagens de satélites para localizar obstáculos, que impedem o direito de ir e vir e a entrada da polícia. Até agora, 1.006 barreiras foram removidas.

Editorial1: O que de fato pensam os candidatos. Há muitas dúvidas sobre o que na realidade será colocado em prática pelo próximo presidente.

Editorial2: A beligerância de Evo Morales na derrota em Haia para o Chile. Único caminho que resta ao presidente boliviano é cumprir sentença da Corte.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Na TV, candidatos se atacam e propostas ficam sem espaço. No horário eleitoral, Bolsonaro liga adversário a Lula e a políticos presos; Haddad fala em onda de violência. A estreia dos programas do horário eleitoral gratuito de rádio e de televisão no segundo turno, ontem, foi marcada por ataques em detrimento das propostas para os principais problemas do País. Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas, buscou reforçar suas posições entre o chamado eleitorado antipetista ao ligar seu adversário, Fernando Haddad (PT), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção, e a outros políticos como Antonio Palocci, também preso. Bolsonaro levou ao ar imagens de Lula com Hugo Chávez, líder venezuelano morto em 2013. Haddad buscou ligar Bolsonaro aos casos de violência política registrados nas últimas semanas e mostrou imagem em que o adversário simula atirar com uma arma. No resto do tempo, o candidato do PSL se apresentou ao eleitor e o petista usou pouco menos de um minuto para propostas genéricas.

Adriana Fernandes: Não deixem o Brasil quebrar. Bastou menos de uma semana de campanha no 2º turno para ficar claro que acenos reformistas dos candidatos não são firmes.

Meirelles quer virar ‘youtuber’. Entrevista. Henrique Meirelles. EX-MINISTRO DA FAZENDA. Depois de sair da corrida ao Planalto com 1,2% dos votos, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles diz que ficará neutro no segundo turno e que aproveitará exposição para criar um canal digital e veicular conteúdos com especialistas de várias áreas.

Presidenciáveis consolidaram votos na reta final do 1º turno. Nas últimas 72 horas antes do primeiro turno tanto Jair Bolsonaro quanto Fernando Haddad avançaram nas regiões onde já lideravam: o candidato do PSL cresceu nos Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste e o petista, no Nordeste. A segmentação por renda mostrou maior diferença no padrão de votação: os mais ricos deram a Bolsonaro 56% dos votos e 48% dos mais pobres votaram em Haddad.

Foto-legenda : Feriado de campanha. Personagem da campanha presidencial de 2002, quando declarou ter “medo” de uma vitória do PT, a atriz Regina Duarte visitou Jair Bolsonaro, ontem, na casa do candidato no Rio. Em São Paulo, Haddad foi a uma missa e, abordado por uma mulher que o chamou que “abortista”, retrucou: “Eu sou neto de um líder religioso. Você deve ser ateia”.

Empresários, militares e jovens são a base do PSL.

Bolsonaro não vai a encontro com Dória. Candidato tucano ao governo de São Paulo viajou ao Rio para reunião que não aconteceu.

Político que derrotou Jucá quer reduzir maioridade. Mecias de Jesus (PRB) venceu por 426 votos.

Planos de candidatos para Segurança são vagos. Segurança Pública. Especialistas indagam sobre capacidade de Haddad (PT) de colocar em prática suas propostas, enquanto apontam excesso de ideologia nas diretrizes de Bolsonaro (PSL); investimento em inteligência e integração das polícias são consenso.

Candidato do PSL prevê mais verba para ciência. Projeto não deixa claro, no entanto, como elevar esses recursos no momento em que meta é zerar o rombo das contas públicas.

João Domingos: Ciro Gomes e Marina frustraram as tentativas do PT de tornar Haddad líder de um movimento amplo de defesa da democracia.

Editorial1: Desconectados da realidade. Na economia, nota-se cada vez mais que Bolsonaro e o PT têm muito mais semelhanças do que os incautos jamais imaginavam. Vai ficando claro que a grande derrotada desta eleição é a razão.

Editorial2: A crise e a extrema pobreza. O Brasil está na contramão da história e vê crescer sua população em situação de miséria.

Editorial3: Um marco para o agronegócio. As exportações do setor neste ano devem alcançar, ou até superar, US$ 100 bilhões.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Informalidade alta emperra retomada do crédito no país. Hoje 37,8 milhões não têm carteira assinada, o que torna mais difícil comprovar renda e apresentar garantias para empréstimo. A alta informalidade no mercado de trabalho pode emperrar uma reação mais vigorosa do crédito no país. O cenário é preocupante porque o crédito serve de estímulo ao consumo, que é o grande motor da economia. Sem carteira de trabalho, tende a ficar mais difícil para o consumidor comprovar renda e apresentar garantias para tomar empréstimo. Dos 92 milhões de ocupados, 37,8 milhões (41%) estão no mercado informal, seja no setor privado, como trabalhador doméstico ou atuando por conta própria. O percentual de consumidores que não usa nenhuma modalidade de crédito é alto, 55,6%, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Oito em cada dez consumidores dizem estar no limite do orçamento, e a dificuldade para obter crédito é maior nas classes C, D e E. Setores como construção e veículos afirmam que com a crise os bancos ficaram mais restritivos à concessão de financiamentos, o que valoriza a carteira de trabalho. “A possibilidade que o banco tem de avaliar o risco é baseada na informação do tomador. Quem é formalizado pode ter acesso a crédito mais fácil e barato”, diz Ana Carla Abrão, da consultoria Oliver Wyman.

Sem reeleição, ações contra congressistas perdem foro. Novo entendimento do Supremo Tribunal Federal que restringiu foro especial de parlamentares deverá levar para a primeira instância da Justiça uma série de inquéritos e ações penais da Lava Jato contra políticos que não se reelegeram, como Romero Jucá (MDB) e José Agripino Maia(DEM). A remessa depende de parecer da Procuradoria-Geral da República e de decisão do ministro relator.

André Singer: Espere o pior ao acordar do sonho autoritário.

Cobertura da Folha tem proporção igual de críticas a Bolsonaro e a Haddad.

Na TV, deputado chora e petista diz que campanha não é de um partido.

Alvaro Costa e Silva: Onda varreu filhos de caciques, não afilhados.

PSDB não tem a linha do Bolsonaro e fará oposição a ele ou ao PT, diz Tasso.

Mãe de assaltante morto processa PM por ter usado vídeo em campanha.

Minha eleição. Lilian Christofoletti :Escândalo trouxe tensão antes de reeleição de Lula. O prenúncio da reeleição de Lula (PT), em 2006, não era suficiente para acalmar os ânimos do partido. Isso porque, a apenas duas semanas do primeiro turno, dois homens ligados à sigla haviam sido presos em um hotel com R$ 1,7 milhão. Era o começo de um escândalo nebuloso.

Êxodo na Venezuela só cessa se ditadura acabar, diz opositor. Opositor de Nicolás Maduro, o ex-prefeito David Smolansky afirma que o êxodo na Venezuela só cessará com o fim da ditadura. Refugiado no Brasil e assessor da OEA (Organização dos Estados Americanos), ele diz que o regime é “viciado em matar”.

Editorial1: Cacoetes estatistas. Bolsonaro dá novas mostras de resistência à venda de estatais e causa desconfiança

Editorial2: Educação. Ampliar o Enade. Exame deveria dispor de informações capazes de pautar a busca por mais eficiência.

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