Marcha das campanhas esquenta clima no Congresso

Sérgio Botêlho

Quanto mais se aproxima a eleição e acontecem os avanços e recuos patrocinados pelas conversas entre partidos e candidatos, e despontam novos números sobre pesquisas de opinião pública, tanto mais vai esquentando o clima entre parlamentares no Congresso Nacional.

Ontem, por exemplo, alguns discursos foram além do tom normalmente utilizado por senadores e deputados, embora não tenha se verificado nenhum, digamos, assim, desforço pessoal entre eles. Mas, é de se temer, daqui para diante.

Lá fora, a vida continuava, inclusive nas demais instituições da República. No Executivo, destaque para a marcação de uma data importante: a da privatização do sistema Eletrobras, determinado pelo Executivo.

A decisão vem na sequência da derrubada de liminar concedida pela Justiça do Trabalho proibindo o leilão. Segunda-feira passada o desembargador Fernando Antonio Zorzenon da Silva, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, revogou a decisão anterior.

Dessa forma, o Palácio do Planalto marcou para o próximo dia 27 de julho a realização do leilão do sistema elétrico, que envolvem seis distribuidoras: Acre, Alagoas, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí.

A venda dessas distribuidoras é avaliada como uma primeira etapa, à qual se seguiria a privatização da própria Eletrobras, ato que é avaliado como cada vez mais improvável para que aconteça ainda este ano.

Esta quinta-feira, 14, hoje, data de abertura da Copa do Mundo, o Congresso Nacional deve ficar apenas no ritmo das sessões de debate, sem qualquer pretensão de aprovar algum projeto, por menos polêmico que seja.

A próxima semana, então, a coisa tende a ficar ainda mais devagar, conforme a gente vem comentando, com o fogo das fogueiras de São João prendendo, de vez, as bancadas nordestinas, na região. Já nesta semana que vai terminando, esse quadro ficou bem patente.

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