Eleição 2018, violência e governança são os destaques das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE DE 09 DE SETEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Em 300 áreas, só se pede voto com o aval do crime. Mapeamento de autoridades revela que traficantes e milicianos controlam a entrada de candidatos e a atuação de campanhas em comunidades do estado.

Solução ‘não é na bala e nem na faca’, diz Alckmin. Candidatos pregam conciliação em agendas e programas de rádio e TV. Em reunião com partidos, diretor-geral da Polícia Federal confirma reforço na escolta de cinco presidenciáveis, que passará a ser feita por até 125 agentes.

Vera Araújo e Chico Otavio: Pedir votos é atividade restrita aos candidatos autorizados pelos chefes do tráfico ou da milícia em pelo menos 300 comunidades do Estado do Rio, revela um mapeamento feito pela Coalizão Eleitoral. O grupo, formado por autoridades federais e estaduais que atuam na fiscalização da campanha do Rio, identificou os currais eleitorais onde há exclusividade para candidatos autorizados pelo crime, ou onde a cobrança pelo acesso oscila de R$ 150 mil a R$ 200 mil por concorrente. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) está acelerando ações legais para impedir a diplomação de candidatos que venham a ser eleitos com ajuda do crime organizado. O secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, promete ação ostensiva nessas comunidades para garantir a segurança dos eleitores.

Campanhas reveem tática após ataque a Bolsonaro. Adversários suspendem críticas e adotam trégua temporária; agressor é transferido para presídio federal. O ataque contra Jair Bolsonaro (PSL) levou as campanhas de seus adversários a rever suas estratégias. As críticas estão suspensas, ao menos até que o presidenciável se recupere. O autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, foi transferido para uma prisão federal em Campo Grande (MS).

Defesa de agressor vai alegar insanidade mental. Um dos advogados de Adélio afirma ter sido contratado e pago por religioso de Minas Gerais.

Uma campanha de candidatos a vice nada decorativos. Neste ano, os segundos nas chapas presidenciais ganharam protagonismo e estão saindo a campo para buscar votos.

Sabatinas com presidenciáveis começam na terça-feira. O Globo, ‘Valor Econômico’ e revista ‘Época’ iniciam série de entrevistas com os principais candidatos ao Planalto

Dívida global cresce 43% desde a quebra do Lehman. Dez anos após o colapso do banco Lehman Brothers, nos EUA, que desencadeou a crise global de 2008, o endividamento de governos, empresas e famílias alcançou R$ 247 trilhões em todo o mundo, três vezes o PIB mundial. O aumento de 43% em uma década eleva o risco de uma nova crise, dizem analistas.

Venezuelanos recomeçam a vida na periferia de São Paulo. Parte dos imigrantes venezuelanos que chegaram a São Paulo, muitos vindos de Roraima, está trocando os abrigos da prefeitura e da Igreja Católica por Jandira, cidade a 30 quilômetros da capital. Ainda que a violência seja maior, o aluguel barato facilita recomeçar a vida.

Merval Pereira: Os dois líderes fora, um deles definitivamente.

Elio Gaspari: O risco de uma escolha por exclusão.

Ascânio Seleme: Ataque melhorou a imagem de Bolsonaro.

Míriam Leitão: Candidatos a vice defendem teses e ideias polêmicas.

Editorial. Favelização é parte da agenda do governador. Problema ligado a violência e saneamento não pode ficar a cargo apenas da prefeitura.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Legitimidade do eleito pode ser questionada, teme chefe do Exército. Para o general Eduardo Villas Bôas, intolerância mostra que se está ‘construindo dificuldade para que o novo governo tenha estabilidade, para a governabilidade’. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse que o ataque a Jair Bolsonaro (PSL) é a “materialização das preocupações que a gente estava antevendo de todo esse acirramento dessas divergências, que saíram do nível político e já passaram para nível comportamental das pessoas”. Em entrevista à repórter Tânia Monteiro, o general advertiu que o gesto de intolerância mostra que se está “construindo dificuldade para que o novo governo tenha estabilidade, para a sua governabilidade e podendo até mesmo ter sua legitimidade questionada”. Villas Bôas afirmou que temia que um atentado pudesse acontecer por conta da “exacerbação da violência” na campanha eleitoral, embora não houvesse indícios nesse sentido. O general disse ainda que Bolsonaro não é o candidato das Forças Armadas. “As Forças Armadas são instituições de Estado, de caráter apolítico e apartidário.”

Candidatos voltam às ruas sem ataques. A retomada da agenda de rua dos candidatos à Presidência, ontem, teve apelos por esforço conciliatório. Na TV, propaganda de Bolsonaro pediu “oração”.

País ainda sente os efeitos das medidas contra a crise de 2008. A insistência na fórmula de crescimento com aumento de gastos públicos, adotada pelo Brasil em 2008 e 2009 para enfrentar a crise financeira global que completa dez anos, jogou o País em uma crise da qual só deverá se livrar totalmente apenas em 2023, dizem analistas. Na época, o governo chamou de “marolinha” os efeitos da crise. Hoje, porém, o Brasil luta contra uma tormenta enquanto o mundo surfa onda positiva.

Justiça quebra sigilo de celulares e notebook de agressor de Bolsonaro. Adélio foi transferido neste sábado para um presídio federal de Campo Grande.

Preso por atentado. Advogados de homem que esfaqueou Bolsonaro não revelam quem os contratou.

Após ataque em MG. Novo programa do PSDB: ‘Violência é o pior caminho para atacar a violência’.

Na TV Gazeta. ‘Estado’ faz debate com presidenciáveis neste domingo.

Recuperação. Bolsonaro já consegue caminhar e não tem sinais de infecção, dizem médicos.

Pesquisas. ‘Difícil reverter esse voto’, diz diretora do Ibope sobre eleitores de Bolsonaro.

MP Eleitoral pede rejeição de recurso de Lula contra decisão que negou registro. Vice-procurador-geral Eleitoral diz que ‘inelegibilidade já é reconhecida’.

Memórias revistas. Crianças e adolescentes lembram com tristeza das últimas visitas ao Museu Nacional, no Rio, que foi destruído em incêndio. Eles faziam parte de um projeto científico e iam toda quinta-feira ao local observar insetos, fotografar múmias e ossadas. O diretor Alexander Kellner diz que a luta agora é para retomar exposições. Ele pede apoio, além de dinheiro.

Trump tramou contra Maduro. O governo de Donald Trump se reuniu secretamente com militares rebeldes venezuelanos de alta patente ao longo do ano passado para discutir a deposição do presidente Nicolás Maduro, segundo o jornal The New York Times. Os planos não foram adiante.

‘Estado’ faz hoje debate com presidenciáveis.

Coluna do Estadão: 369 candidatos abrem mão de disputar eleição. A Justiça Eleitoral já recebeu 369 pedidos de renúncia ou cancelamento de registro de candidaturas em todo o País. Desse total, 128 foram protocolados por mulheres e 241, por homens. Apesar de o número de renúncias masculinas ser maior, levando em consideração o total de candidatos, a proporção de desistências femininas é ligeiramente maior. Em média, 1,4 mulher em cada 100 abriu mão da disputa; no caso dos homens, a proporção é de 1,2 para cada 100. Boa parte dos “ex-candidatos” alegou motivos pessoais e também falta de recursos.

Coluna do Estadão: O ex-ministro do TSE e advogado Marcelo Ribeiro diz que, se ficar comprovado que as candidatas que desistiram se inscreveram apenas para ajudar seus partidos a atingir a cota de 30% de mulheres, a sigla será punida.

Coluna do Estadão: O discurso de vítima do PT deve ajudar o partido a crescer nas eleições. Cientistas políticos preveem que a sigla, hoje com 5 governadores, deve eleger ao menos 7 em outubro. No Nordeste, o partido tem candidatos nos seguintes Estados: BA, CE, PI e RN. Lidera em todos.

Coluna do Estadão: As provas do relatório da PF que apontou envolvimento do presidente Temer em esquema de corrupção serão compartilhadas com o inquérito do quadrilhão do MDB na Câmara, que tramita na Justiça Federal do DF. O destino dessa investigação quando Temer não tiver mais foro privilegiado ainda é mistério. A decisão será do ministro Edson Fachin. E há núcleos de investigação em outros Estados que também estão interessados em herdá-la.

Eliane Cantanhêde: Candidatos estão de mãos atadas. Como confrontar a vítima de um ataque feroz?

Vera Magalhães: Na reta final, eleição passa a ser ditada da carceragem da PF e de um leito hospitalar.

Editorial1: A urgência da política. O ideal seria que, na campanha, os principais candidatos expusessem o tremendo risco que se corre quando se alimentam divisões insuperáveis no País.

Editorial2: Segurança jurídica no trabalho. STF decidiu que a terceirização não viola a Constituição.

Editorial3: Bom exemplo na saúde. Os bons resultados que estão sendo obtidos por programa de parceria entre hospitais privados de ponta e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) para reduzir a infecção hospitalar nestes últimos, como mostra reportagem do Estado, são um exemplo de que é possível melhorar o atendimento na rede pública com medidas simples e de custo relativamente baixo.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Falta de verba atinge 1/3 dos programas federais neste ano. Entre ações prejudicadas, há obras de hospitais e conservação do patrimônio; 20% dos projetos estão sem dinheiro desde 2016. A três meses do fim do ano, 508 ações do governo federal não receberam dinheiro. Cerca de 20% estão sem verba desde que Michel Temer (MDB) assumiu o Planalto, em 2016. Há 1.585 programas no Orçamento de 2018. Ainda não foram pagos R$ 9 bilhões, que iriam para projetos de obras de hospitais e penitenciárias, sistemas de alerta de desastres naturais, compra de medicamentos e preservação do patrimônio histórico e natural. O déficit bilionário nas contas públicas, que vem desde 2014, impôs o ajuste. Sem poder agir sobre contas obrigatórias, o governo restringiu despesas discricionárias, como as de manutenção de museus.

Bolsonaro não é ameaça à democracia, diz professor. O cientista político Jorge Zaverucha, da Universidade Federal de Pernambuco, rejeita a ideia de que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) seja “vilão da eleição”. “Não vejo muita diferença dele para os demais.” Internado em São Paulo após atentado, Bolsonaro tem quadro estável, afirma boletim médico.

PF aumentará segurança de candidatos.

Por que tanta antipatia por partidos não ideológicos? Autor argumenta que coexistência de siglas protagonistas e coadjuvantes é o que constitui presidencialismo multipartidário.

Considerada discreta, presidente do TSE é firme nas posições. Votos decisivos na Lava Jato e no mensalão marcam ministra Rosa Weber.

Presidenciáveis fazem de economistas ‘selos de qualidade’. Coordenadores de campanhas ganham destaque na disputa de 2018 em meio à crise.

Hoje crítico dos tucanos, Ciro Gomes já foi garoto-propaganda do partido. Nos anos 1990, atual candidato era considerado símbolo de renovação e competência da legenda.

Não há evidência de que casa que aparece em montagem viral seja de Lula. Residência localizada em Camaçari está à venda; corretora nega que o imóvel pertença ou tenha pertencido ao petista.

Diante de falta de recursos, museus do Rio improvisam. Com orçamentos quase só para manutenção, limitações impostas pelo tombamento dos prédios e sem concursos para reposição de pessoal, museus públicos no Rio têm de improvisar saídas para promover exposições e manter atividades como conservação e restauro.

Renan enfrenta sua eleição mais apertada. Poderoso ex-presidente do Senado, do MDB, busca novo mandato contra veteranos e novatos da política alagoana.

PF aumenta número de agentes de segurança à disposição de candidatos a presidente.

Cidade palco de ataque a Bolsonaro tem tradição de apoiar PT.

Bolsonaro caminha pelo quarto e não tem infecção, diz boletim médico.

Agressor de Bolsonaro é transferido para presídio federal em MS.

Painel: Ataque a Jair Bolsonaro abre novo capítulo de disputas internas no PSL.

Antonio Prata: Sem o futuro prometido, Brasil queima o passado. Ao ver o museu queimando, fui entrando numa espécie de delírio. É como se, não bastasse a pilhagem das quadrilhas de terno ou fuzil, enormes traças metafísicas estivessem roendo o país.

Janio de Freitas: A ironia. Vitimação de Bolsonaro não é motivo para atenuar-se responsabilidade de sua pregação.

Bruno Boghossian: Após ataque a Bolsonaro, campanha será decidida nas franjas. Quadro terá mudanças nas bordas do eleitorado, mas não necessariamente definitivas.

Editorial: Salvação da lavoura. Conciliar preservação com pujança agrícola implica superar polarização e investir em tecnologia para tornar agropecuária brasileira mais sustentável.

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