Eleição 2018 segue como destaque maior das manchetes dos jornais

SINOPSE NACIONAL DE 30 DE SETEMBRO DE 2018 Edição: Sérgio Botêlho  JORNAIS: Manchete e destaques do jornal O Globo: Na reta final, campanhas miram estados do Sudeste. Bolsonaro e

SINOPSE NACIONAL DE 30 DE SETEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Na reta final, campanhas miram estados do Sudeste. Bolsonaro e Haddad querem aumentar teto de votação no maior colégio eleitoral do país. A uma semana do primeiro turno das eleições presidenciais, os quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas —Bolsonaro (PSL), Haddad (PT), Ciro (PDT) e Alckmin (PSDB) — vão priorizar o Sudeste, maior colégio eleitoral do país. Os dois primeiros querem elevar seus tetos na votação e deter o avanço de rivais. Para isso, Haddad se dividirá entre Rio, São Paulo e Minas, estados onde Bolsonaro pontua acima da média nacional. Aliados do capitão investem no interior de São Paulo, reduto de Alckmin. O tucano vai a Minas, e Ciro, convalescente, passará mais tempo na capital paulista e fará o encerramento no Ceará.

Constituição 30 anos – Constituintes e presidenciáveis querem mudar o texto de 1988. Já alterada 99 vezes, a Constituição promulgada em 1988 é alvo de críticas de seus próprios autores, como Fernando Henrique e Nelson Jobim. A mudança começa na eleição: os candidatos à Presidência têm propostas — como as reformas tributária, política e da Previdência — que dependem de alterar a Carta.

Mulheres nas ruas contra Bolsonaro. Candidato, que deixou hospital, é alvo de protestos. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi alvo de protestos em pelo menos 12 estados, sendo os maiores no Rio e em São Paulo, no dia em que teve alta hospitalar. Os passageiros do voo que o trouxe ao Rio se dividiram entre aplausos e vaias. Em dez estados, foram realizados atos a favor do candidato, embora menos concorridos que os contrários a ele.

Jovens desalentados e fora da escola já somam 1,4 milhão. O número de jovens de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham e também desistiram de procurar emprego triplicou em quatro anos. Saltou de 445 mil em 2014 para 1,4 milhão em junho deste ano, de acordo com estudo do IDados baseado na Pnad do IBGE.

Hospitais elevam gastos, mas caem os atendimentos.

Cresce número de brasileiros que investem lá fora.

Míriam Leitão: Petrobras precisa ser blindada contra corrupção.

Elio Gaspari: PT deve refletir sobre falta de autocrítica.

Lauro Jardim: Bispo Macedo troca Alckmin por Bolsonaro.

Merval Pereira: Haddad tem os maiores custos de governabilidade.

Ascânio Seleme: Headhunter faz seleção entre os candidatos.

Bernardo Mello Franco: O caminho do autoritarismo.

Editorial: O cenário da explosão fiscal está pronto. À medida que o tempo passa, ingredientes dos desequilíbrios provocam mais estragos.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Fraco na disputa para presidente, centro é favorito em 16 Estados. Partidos da base de apoio de Michel Temer e PSDB estão na frente nas pesquisas. Estagnado nas pesquisas para a Presidência e distante da polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), o centro do espectro político- eleitoral lidera em intenções de voto em mais da metade dos 26 Estados brasileiros e deverá ser decisivo na disputa pelo Planalto. Segundo levantamento feito pelo Estado, partidos da base de apoio do presidente Michel Temer, somados ao PSDB – que integrou o bloco governista até o fim de 2017 –, são favoritos para vencer as eleições para os governos de 16 Estados, entre eles SP, RJ e MG. As coligações de Bolsonaro e de Haddad lideram só seis disputas estaduais – quatro com o PT, uma do PCdoB e uma do PROS. Em 2014, as alianças que foram para o segundo turno da eleição presidencial elegeram 23 dos 27 governadores. Para cientistas políticos, os chefes dos executivos estaduais podem desempenhar papel de contrapeso e moderação a partir de 2019.

Capitais e DF têm manifestações contra Bolsonaro. Manifestantes fizeram ontem protestos em todas as capitais e no Distrito Federal, além de cidades no exterior (como Lisboa, Paris e Washington), contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Os atos foram convocados a partir de movimento de mulheres nas redes sociais. Em São Paulo, a concentração tomou ruas no Largo da Batata, na zona oeste. No Rio de Janeiro, ocorreu na Cinelândia, enquanto em Brasília o local escolhido foi a Rodoviária no Plano Piloto, na região central. No mesmo período, mas em menor volume, também foram feitas manifestações em pelo menos 13 capitais a favor de Bolsonaro.

DEM se fortalece. Pesquisas mostram que o partido deve eleger os governadores de GO, MT e RJ. Somados, esses Estados têm 26,8 milhões de habitantes.

MDB deve manter poder no Senado com o Norte e o NE. Legenda disputa com o PSDB qual deve fazer a maior bancada na Casa; Jáder, Renan, Lobão, Braga e Requião lideram pesquisas.

MDB caminha para manter predomínio no Senado. Se as pesquisas de intenção de voto se confirmarem, a maior bancada do Senado, outra vez, ficará com o MDB, que comanda a Casa há 17 anos e agora tem o presidente da República mais impopular da história. Levantamento feito pelo Estado mostra que a sigla tem chances de manter os 18 senadores ou até somar um parlamentar ao grupo. Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA) lideram pesquisas.

Divisão de gênero nunca foi tão acentuada. Eleição é ponto fora da curva quando se analisam dados sobre Bolsonaro, cuja intenção de voto entre homens é o dobro em relação às mulheres.

Rolf Kuntz: Quando se examinam os planos dos candidatos à Presidência para reanimar a economia, velhos vícios ficam evidentes.

‘Até agora gastei R$ 700 na minha campanha’. Cabo Daciolo – PATRIOTA – O candidato Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, 42 anos, pastor evangélico, ex-salva-vidas no Rio, diz que será eleito presidente. E já faz planos. “A primeira semana será de cara a semana da adoração. Vamos adorar a Deus. No oitavo dia vai ter uma auditoria pública, os mais de 14 milhões de desempregados da nação vão ser abraçados pelo presidente”, diz.

Empresas em recuperação devem R$ 455 bi em impostos. Levantamento do Instituto Nacional de Recuperação Judicial mostra que a dívida fiscal das empresas em recuperação nas esferas municipal, estadual e federal soma R$ 455 bilhões até setembro, alta de 20% em relação a dezembro de 2017. O valor equivale a dois anos do orçamento do Estado de SP.

Unidos até que a eleição os separe. Pela primeira vez em 40 anos de casamento, José Luiz e Nilza Costa vão votar em candidatos diferentes. Ele vai de Jair Bolsonaro (PSL). Ela, de João Amoêdo (Novo). Análise das pesquisas eleitorais mostra que, desde as eleições de 1994, homens e mulheres nunca votaram de forma tão distinta.

Coluna do Estadão: Militares fecham pacote para previdência social. Diante da disposição do governo de fazer a reforma da Previdência, os militares se antecipam para apresentar uma proposta antes que sejam surpreendidos com um pacote fechado. Eles aceitam, por exemplo, que pensionistas, soldados e cadetes passem a contribuir. Também concordam em aumentar o tempo mínimo de serviço de 30 para 35 anos, mas sem exigência de idade mínima. Em troca, querem equiparar os salários dos generais quatro estrelas aos de ministros e não abrem mão da aposentadoria integral e paridade de reajuste.

Coluna do Estadão: O vice de Bolsonaro, general Mourão, voltou a falar. Disse ao jornal Gazeta do Povo que “do ponto de vista político o atentado foi positivo”.

Vera Magalhães: Um País como refém. A polarização do 1º turno é resultado do plano que Lula traçou antes de ser preso e executou com maestria do cárcere.

Eliane Cantanhêde: PT versus PSDB. Há dois anos, o PT estava liquidado enquanto o PSDB invadia o “cinturão vermelho”. O mundo dá voltas e tudo se inverteu.

Editorial1: Eleição na Terra do Nunca. A sociedade parece viver o auge de sua adolescência, como comprova a renitente recusa a encarar a vida sem nutrir a ilusão de que existe prosperidade sem sacrifício.

Editorial2: Irresponsabilidade. Causou espécie o momento escolhido por promotor para oferecer denúncia contra Alckmin.

Editorial3: Mérito do produtor rural. É frequente a acusação de que o agronegócio seria um dos grandes, se não o principal, inimigo do meio ambiente. No entanto, tal visão não corresponde aos fatos, como aponta recente estudo da Embrapa. As áreas de vegetação nativa preservadas por agricultores, pecuaristas, silvicultores e extrativistas equivalem a 25,6% do território brasileiro.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Haddad se cerca de petistas que respondem a processos. Núcleo da campanha do presidenciável acumula delações e pendências na Justiça.

Manifestantes protestam contra Bolsonaro nas principais capitais. Protestos contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) reuniram milhares de pessoas em capitais como São Paulo, Rio, Brasília, Salvador, BH e Porto Alegre. Ao menos 30 municípios do país tiveram atos da campanha #EleNão, além de cidades do exterior. Em SP, o protesto ocupou o largo da Batata.

No mesmo dia, Bolsonaro teve alta após 23 dias de internação. Apoiadores também fizeram atos em defesa do Candidato.

Eleições 2018: Bolsonaro não é monstro, afirma líder de igreja. Fundador da Igreja Fonte da Vida afirma que pastores têm direito de atuar na vida política.

O que pensa quem repudia os favoritos ao 2° turno.

Política externa pode ser alvo de guinada brusca.

Novo governo terá R$ 87 bi em pendências.

Mercado Aberto. Proporção de mulheres no agronegócio cresce, mas homens são mais de 80% da mão de obra.

30 anos de Constituição. Virtudes da carta devem ser mantidas em revisão, escreve Oscar Vilhena Vieira. Marta Arretche: conquista irreversível (p.7)

Painel: Fux acirra ânimos no STF ao impor censura à Folha. Ao cassar decisão de Ricardo Lewandowski que autorizara entrevista de Lula à Folha, o ministro Luiz Fux suscitou reações na corte. Um magistrado chamou o caso de “festival de equívocos lamentável”.

José Padilha: Com Bolsonaro ou Haddad, o brejo. Bolsonaro crê que o Estado deve ter poder sobre as escolhas dos cidadãos. Haddad é de um partido que traiu os brasileiros. Se a ética não sobrepujar a ideologia, o Brasil caminha para uma tragédia sem tamanho.

Editorial de Capa: A hora do compromisso. Quem participa da eleição presidencial adere tacitamente a um contrato com a nação. Obriga-se a aceitar o resultado soberano das umas em caso de derrota e, na outra hipótese, a respeitar a Constituição e os direitos fundamentais ao conduzir o governo. Em meio à crispação do ambiente de campanha e ao estrago desencadeado pela recessão na economia, o aceno a ideias autoritárias requer das duas candidaturas ora mais competitivas algo além da aceitação presumida das regras do jogo, 110 entanto. Não há solução fora desta Constituição.

Editorial1: Besteirol eleitoral. Campanhas deixam em segundo plano questões cruciais e perdem tempo com ideias que já deveriam estar superadas

Editorial2: Politicamente correto. Palavras trocadas. Cada época tem seus padrões de sensibilidade, e limites do aceitável se alteram ao longo da história.

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