Eleição 2018 é tema único das manchetes dos grandes jornais

Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE NACIONAL DE 10 DE OUTUBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Jaques Wagner negocia frente com FH, Ciro e Marina. Ex-ministro costura apoios e afirma que candidato deve ser ‘mais Haddad’ e menos Lula.

BERNARDO MELLO FRANCO: O ex-ministro e senador eleito pelo PT da Bahia Jaques Wagner desembarcou em São Paulo para ajudar a campanha de Fernando Haddad a costurar uma “frente democrática” contra Jair Bolsonaro (PSL). Quer unir Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, no palanque petista. Wagner elogiou FH, que ainda será procurado, e disse que “nunca é demais fazer autocrítica”. Ele considera que o candidato petista deve ser menos Lula e mais Haddad.

Bebianno: ‘Vamos triplicar a aposta no antipetismo’. Presidente do PSL, Gustavo Bebianno diz que Bolsonaro intensificará ataques ao PT e, se eleito, terá até cinco generais no Ministério.

Ackmin insinua traição de Doria em reunião do PSDB. Em reunião para decidir posição tucana no segundo turno, Alckmin insinuou traição de Doria, ao não apoiá-lo na disputa presidencial.

Witzel ameaça dar voz de prisão a Paes, que pede respeito. Candidato do PSC ao governo do Rio, o ex-juiz Wilson Witzel acusou Eduardo Paes (DEM) de divulgar fake news e o ameaçou com voz de prisão em debate. Paes pediu “respeito às leis, às regras, ao eleitor ”. Segundo especialistas, não cabe prisão em flagrante para crimes de baixo poder ofensivo. (PÁGINA 12)

ELIO GASPARI: Frente elevaria o nível da campanha.

MÍRIAM LEITÃO: A crise fiscal e os palanques ainda não conversam.

MERVAL PEREIRA: Deixar projetos autoritários é boa notícia.

Nova direção. Rio repassa gestão do Arco à União. Em meio à crise, o governo do Rio repassou a gestão do Arco Metropolitano à União. Aberta em 2014, rodovia é alvo de assaltos e invasões, além de ter radares, placas e postes danificados.

Dívida bruta do Brasil será a maior entre emergentes. Relatório do FMI divulgado ontem diz que, excluindo a Venezuela, em grave crise, o Brasil será o país emergente com a maior dívida bruta em relação ao PIB, 90,5%, em 2019. Hoje, essa posição é do Egito. Em 2013, o Brasil tinha só a nona maior dívida entre 40 emergentes.

Enade aponta inclusão no ensino superior. Dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) mostra que um em cada três alunos que participaram da avaliação é o primeiro integrante da família a se formar no ensino superior. Segundo o MEC, 467 mil estudantes responderam ao questionário.

Editorial: É bem-vindo compromisso democrático.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Generais ganham espaço e formulam planos de Bolsonaro. No subsolo de um hotel de Brasília, discussões envolvem áreas que vão de educação a gestão de tecnologia. Um grupo de fiéis aliados egressos das Forças Armadas, liderado por três generais do Exército, vem ampliando seu espaço de influência na campanha de Jair Bolsonaro (PSL). Ex-chefe da missão da ONU no Haiti, o general Augusto Heleno desfruta de grande proximidade com Bolsonaro, é conselheiro para assuntos de segurança e defesa e tem atuado também em temas de relações exteriores. Oswaldo Ferreira e Aléssio Ribeiro Souto completam o grupo de generais que coordenam debates técnicos sobre diversas áreas do eventual futuro governo. Grupos temáticos, especialmente da área de infraestrutura, que estavam sob comando do economista Paulo Guedes, no Rio, estão sendo integrados aos debates conduzidos pelos generais numa sala alugada no subsolo de um hotel quatro-estrelas de Brasília.

Em busca de economistas. A equipe de Paulo Guedes, principal assessor de Bolsonaro na área econômica, quer atrair economistas de campanhas de rivais que saíram da disputa para reforçar o time. Leandro Piquet e Cláudio Frischtak foram sondados.

Emissários de Haddad sondam chefes militares. Com a possibilidade de o PT voltar ao poder, o ex-presidente Lula instruiu emissários a procurar chefes militares das Forças Armadas. O objetivo foi medir a temperatura nos quartéis caso Fernando Haddad chegue ao Planalto depois das denúncias de corrupção na Lava Jato. Os interlocutores são três ex-ministros da Defesa: Nelson Jobim, Celso Amorim e José Viegas.

Vera Magalhães: O PT mudou de roupa. O problema do PT é que a transmutação no segundo turno é tão repentina, ensaiada e interessada que é difícil de ser crível.

Roberto DaMatta: O formidável ritual democrático. A eleição pode também servir como correção para governantes que traíram a confiança dos seus eleitores.

‘Traidor eu não sou’, diz Alckmin. Geraldo Alckmin interrompeu fala do candidato do partido ao governo de SP, João Doria, em reunião da Executiva Nacional do PSDB, em Brasília. ‘Temerista’ e ‘traidor eu não sou’, disse Alckmin. Na campanha, Doria se distanciou do padrinho e se aproximou de Bolsonaro. O ex-prefeito afirmou não ter ‘ressentimentos’. PSDB ficará neutro no 2º turno.

Eleições 2018. Centrão se divide entre Bolsonaro e Haddad.

Por alianças, PT fala em mudar plano de governo.

Indústria reclama de falta de diálogo com o PSL.

Bolsonaro quer a própria reforma da Previdência.

Para sobreviver, partidos ‘barrados’ estudam fusão.

Venezuela é pressionada a explicar morte de opositor. A ONU, a União Europeia, o Senado dos EUA e o governo brasileiro cobraram investigações independentes para determinar a causa da morte do vereador Fernando Albán, opositor do regime de Nicolás Maduro, na segunda-feira. Ele estava sob custódia do serviço de inteligência da Venezuela e teria se suicidado ao saltar do 10.º andar da sede da agência. Seu partido, o Primeiro Justiça, afirma que ele foi assassinado. O governo nega.

Editorial1: Alerta do FMI aos candidatos. A reforma das aposentadorias é uma medida urgente para levar as contas do governo ao rumo certo, insistem analistas respeitados na academia e no mercado.

Editorial2: Democracia valorizada nas urnas. A rejeição à política corrupta é componente da democracia que merece ser respeitado.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Alckmin insinua que Dona é traidor, e clima no PSDB piora. Derrotado na eleição presidencial se manifesta em reunião da direção do partido. Reunião da direção nacional do PSDB nesta terça (9), em Brasília, evidenciou a alta tensão interna no partido. Geraldo Alckmin, presidente da legenda e derrotado na disputa ao Planalto, atacou João Doria. Ele interrompeu o discurso do ex-prefeito de São Paulo e declarou: “Traidor eu não sou”. Candidato tucano ao governo paulista, Doria cobrava uma autoavaliação do PSDB depois de derrotas em diferentes frentes na eleição. Na saída do encontro, ele minimizou o ocorrido e disse que areação é normal para quem está abalado após perder uma eleição. “Não saio com nenhuma mágoa.” Doria está em ofensiva para tirar o padrinho político do comando do PSDB, e seu grupo se movimenta para enfraquecer rivais internos. O diretório municipal do partido expulsou Saulo de Castro, secretário estadual de Governo e aliado de Alckmin, porém a executiva nacional desautorizou o ato. Saulo contra-atacou. “Meu PSDB é o de Mario Covas e Alckmin, não o dos oportunistas, dos mentirosos, dos que não têm palavra”, disse. Na reunião, o PSDB deu autonomia a seus filiados para apoiar Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) no 2o turno do pleito presidencial.

Sudeste tem 17 milhões de votos a serem conquistados. Para ganhar a corrida ao Planalto, Fernando Haddad precisará avançar no Sudeste. Os estados dessa região possuem 47% dos votos que não foram para Jair Bolsonaro (PSL) nem para o petista no 1º turno. São 17 milhões de eleitores. Só São Paulo tem 9,7 milhões, majoritariamente apoiadores de Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo).

Paulo Guedes é investigado sob suspeita de fraude. O Ministério Público Federal em Brasília investiga Paulo Guedes, guru econômico de Jair Bolsonaro (PSL), sob suspeita de fraudes em fundos de pensão patrocinados por estatais e associado a executivos ligados a PT e o hoje MDB. Procurado, Guedes não se pronunciou.

PT resiste a citar nomes de possível equipe econômica. A cúpula da campanha do presidenciável Fernando Haddad resiste a anunciar nomes para uma possível equipe econômica. Dirigentes do PT argumentam que o mercado não votará no partido e que a prioridade é falar com o povo mais pobre.

Fragmentação de partidos, recorde, é aberração mundial. O Brasil jamais teve uma Câmara dos Deputados tão fragmentada quanto a eleita agora. São 30 partidos representados na Casa, e indicadores de concentração mostram que se tomou aberração mundial, menor só que a de Papua-Nova Guiné. (Eleições 2018 A11)

Fábio Zanini: Em 2002, Lula paz e amor conquistou o mercado.

Em meio a euforia de investidores, dez estatais ganham R$ 132 bi.

Bolsonaro já tem nove nomes para ministérios em eventual governo.

Candidato do PSL diz que fará sua própria reforma da Previdência.

Órgão público não poderá mais exigir firma reconhecida.

Editorial1: Sem Constituinte. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad repelem propostas para uma nova Carta

Editorial2: O mercado e o voto. Plataforma econômica de Bolsonaro, ou o que se conhece dela, agrada mais ao setor privado.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: PT teve mais votos nas áreas violentas. Os eleitores que moram nos municípios mais violentos do Brasil, onde as taxas de homicídio alcançam índices alarmantes, não votaram majoritariamente no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno.

Anfavea vê falta de clareza em propostas. As empresas do setor automobilístico consideram que falta clareza nas propostas dos dois candidatos a presidente para o setor e a economia nos próximos anos, mas é maior a preocupação com um eventual governo Jair Bolsonaro (PSL).

Transtorno põe biometria na berlinda. A biometria está na berlinda. Eleitores com cadastro digital ficaram horas nas filas para votar porque houve falhas de reconhecimento. Transtornos envolvendo essa tecnologia ocorrem também em caixas eletrônicos, portas e catracas. É comum a operação ter de ser repetida muitas vezes.

Expansão concreta. A Votorantim Cimentos vai manter a estratégia de diversificação geográfica e do portfólio de negócios. Foi isso, diz Walter Dissinger, que garantiu equilíbrio nos momentos de crise.

Trump quer comércio eletrônico sem tarifas. Ao mesmo tempo em que tenta minar a Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo de Donald Trump apresentou discretamente à entidade uma proposta ambiciosa para a negociação de comércio eletrônico, com questões especialmente sensíveis para as economias emergentes.

Credor contesta plano da Brasil Pharma. Credores da varejista Brasil Pharma começam a contestar na Justiça o plano de recuperação aprovado pela maioria dos presentes à assembleia do dia 27 de setembro. A dívida é de R$ 1,2 bilhão.

Petrobras tenta retomar venda de ativo. O governo tenta destravar a venda de ativos da Petrobras, principalmente a Transportadora Associada de Gás (TAG), ainda neste ano. A ideia é utilizar um dispositivo da Lei do Petróleo, para retomar a negociação mesmo sem uma decisão sobre uma liminar do STF que suspendeu venda de estatais sem aval do legislativo.

Mercado de capitais busca aperfeiçoar-se. O Grupo de Trabalho do Mercado de Capitais, coordenado pelo Ministério da Fazenda e formado por integrantes do governo e do setor privado, tem praticamente pronto um pacote de 15 medidas para melhorar o ambiente regulatório. As propostas, que não têm impacto fiscal, poderiam ser adotadas ainda neste ano.

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