Eleição 2018 é o tema que domina o noticiário

SINOPSE DE 25 DE OUTUBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

*JORNAIS*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Bolsonaro deve recuar de fusão de ministérios. Candidato do PSL sinaliza que pretende manter pastas de Agricultura e Meio Ambiente separadas. Após receber visita de empresários do agronegócio, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) sinalizou que pode abandonar, em caso de vitória, a proposta de fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Cotado para ministro da Agricultura, o presidente da UDR, Luiz Antônio Nabhan Garcia, saiu do encontro demonstrando estar de acordo com a mudança. O atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, produtor de soja e eleitor de Bolsonaro, já havia se mostrado cético com a fusão. Entidades ambientalistas afirmam que ela traria “danos irreparáveis”.

Campanha de Bolsonaro já recuou ou teve de contornar polêmicas em 7 temas. Na quarta-feira, candidato do PSL disse que deve rever fusão do Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente.

Novo presidente terá de definir regras do saneamento ainda antes da posse.

Próximo presidente poderá indicar pelo menos dez ministros de tribunais superiores.

Roger Waters homenageia Marielle Franco em show no Maracanã. Músico britânico convidou família da vereadora morta em março para discursar no palco.

Jovem que disse ter sido marcada com suástica vai ser indiciada por falsa comunicação de crime.

Coronel que ameaçou ministros também é investigado por ofensas a membros do Exército.

Haddad apoia críticas do rapper Mano Brown ao PT. Em sabatina feita pelo G1 e pela CBN ontem, o presidenciável Fernando Haddad (PT) deu razão ao rapper Mano Brown, que havia criticado o partido, em comício terça-feira no Rio, por não estar “conseguindo falar a língua do povo”. “Temos que abrir o coração para conversar com o pessoal da periferia”, disse o petista.

Ibope: WhatsApp teve alcance limitado nas campanhas. Ibope aponta que 73% dos entrevistados dizem que não receberam conteúdo de teor político pelo WhatsApp na semana da eleição.

‘Eu me senti usado por ele’, diz filho trans de Witzel. Erick Witzel, filho trans do candidato Wilson Witzel (PSC), diz, em entrevista a VERA ARAÚJO, que pediu ao pai para não citá-lo.

Partido aliado de Paes faz adesivos com Bolsonaro. Ato do candidato Eduardo Paes (DEM) teve adesivo, feito pelo PHS, com seu nome e o de Bolsonaro. Paes reafirmou neutralidade.

Merval Pereira: Candidatos e suas equipes dão tiros no pé.

Míriam Leitão: Eleitor adere a partes do projeto de Bolsonaro.

Ascânio Seleme: Atentados nos EUA são alerta para o Brasil.

Bernardo Mello Franco: Rapper expôs ferida do PT.

Palácio presidencial de Petrópolis tem cupim e infiltrações. Residência de veraneio que já foi usada por presidentes como Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique e Lula, o Palácio Rio Negro, no Centro de Petrópolis, tem problemas graves, como cupins e infiltrações, além de varandas escoradas para não desmoronar.

Editorial1: Meio ambiente não é questão secundária. Primazia da agricultura no próximo governo colocaria o Brasil na contramão da História.

Editorial2: Crise italiana mostra a faceta econômica do nacional-populismo. Resistência da Itália, sob novo governo, a ajustar o Orçamento é um risco para economia mundial.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Dos eleitos, 227 apoiam reforma da Previdência. São necessários pelo menos 308 votos; novos deputados, porém, rejeitam regras propostas pelo governo Temer. Levantamento feito pelo Estado com 510 dos 513 deputados eleitos aponta que 227 deles são favoráveis à discussão da reforma da Previdência. Apesar de se mostrar mais propensa a mudar as regras de aposentadoria do que a atual Legislatura, a nova Câmara rejeita a proposta enviada pelo presidente Michel Temer. Mesmo os deputados eleitos que dizem ser favoráveis ao tema ainda resistem a dois pontos considerados pilares da reforma por especialistas: a fixação de uma idade mínima para se aposentar e a equiparação das regras do funcionalismo às do INSS. O Brasil é um dos poucos países no mundo que ainda não fixaram idade mínima para aposentadoria. São necessários 308 votos para que se aprove uma proposta de emenda à Constituição (PEC), requisito para que se mexa nas regras da Previdência. Dos 510 deputados consultados, além dos 227 que dizem ser favoráveis à reforma, 59 se declaram contrários a qualquer proposta, 207 não quiseram responder e 17 se declararam indecisos. Três parlamentares não foram localizados.

Bolsonaro avalia nomes do DEM para eventual governo. Jair Bolsonaro (PSL) indicou que, se eleito, poderá compor o primeiro escalão de seu governo com nomes do DEM. Além de Onyx Lorenzoni (DEMRS), virtual titular da Casa Civil, ele avalia incluir na equipe Alberto Fraga (DF), líder da “bancada da bala”, e Pauderney Avelino (AM).

Para polícia, suástica foi ‘autolesão’ no RS. A Polícia Civil gaúcha concluiu que os cortes em forma de suástica em uma jovem que disse ter sido atacada em Porto Alegre configuram “autolesão”. Ela será indiciada por falsa comunicação de crime.

Em carta, Lula pede ‘união’ por Haddad. A Polícia Civil gaúcha concluiu que os cortes em forma de suástica em uma jovem que disse ter sido atacada em Porto Alegre configuram “autolesão”. Ela será indiciada por falsa comunicação de crime.

Relator vota por mandar Palocci para o semiaberto.

Justiça bloqueia R$ 27 mi de Beto Richa.

‘A elite empresarial do País não quer mais ser omissa’. Presidente do conselho de associação de incorporadoras e dono da construtora MRV, Rubens Menin diz que as elites brasileiras são culpadas pelos problemas que o País enfrenta. “Não queremos mais ser omissos.” Em manifesto, o setor da construção civil fala na importância da “defesa firme e obstinada da democracia”.

Pesquisa diz que 79% dos brasileiros se automedicam. No Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar remédios sem prescrição médica, indica pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade. Em 2014, índice era de 76,2% e, em 2016, de 72%. O maior acesso à internet contribuiu para essa alta.

Cenário externo eleva dólar e derruba Bolsa.

William Waack: Talvez alguns gestos de Jair Bolsonaro permitam vislumbrar que ele sabe a diferença entre realidade e retórica.

Celso Ming: As pessoas votam guiadas pelas vísceras e não pela mente. Por isso continuam pouco ligadas às propostas de governo.

Editorial1: O ego de Lula. Lula não consegue soar democrático nem quando isso poderia favorecer o campo petista. Sua carta é uma reafirmação das mistificações que fazem de Lula um dos demagogos mais perniciosos da história nacional.

Editorial2: Mar de vilanias. Na campanha faltou conteúdo e abundaram, especialmente nesta reta final, baixeza, maledicência e desinformação.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Militares querem prudência na reta final da eleição. Declarações de um dos filhos de Jair Bolsonaro (PSL) e do petista Fernando Haddad incomodam a cúpula da Defesa. A entrada de elementos militares na discussão entre as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) levou a cúpula da área de Defesa no país a pedir moderação na reta final da disputa presidencial. Como Bolsonaro é favorito para vencer o pleito, as atenções se voltaram mais para o capitão reformado. A maior preocupação foi como vídeo no qual um dos filhos de Bolsonaro, Eduardo, disse que “um soldado e um cabo” poderiam fechar o Supremo Tribunal Federal, em caso de contestação judicial da vitória de seu pai. A menção ao uso de força militar contra o Poder Judiciário contrariou oficiais, de acordo com alguns deles. O PT também ouviu alertas. O desconforto veio pela acusação feita por Haddad de que o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Bolsonaro, teria sido um torturador. O petista se desculpou, mas voltou a criticar o fato de Mourão, que é respeitado e influente nas Forças Armadas, e Bolsonaro serem admiradores do coronel Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi, centro de tortura na ditadura.

Bolsonaro propõe medidas de Temer para combustíveis. Mesmo sem o efeito esperado, medidas do presidente Michel Temer para baixar o preço dos combustíveis, atendendo à reivindicação de caminhoneiros na paralisação de maio, são a base das propostas de Jair Bolsonaro (PSL) para o setor. O presidenciável pretende deixar a Petrobras praticar os preços do mercado — e o mecanismos de proteção para a volatilidade da cotação do petróleo— e negociará mudança nas alíquotas do ICMS para reduzir o valor nas bombas.

Jovem marcada com suástica forjou crime, diz polícia. O ferimento, de profundidade uniforme, dificilmente seria produzido se a vítima tivesse “preservada a capacidade de reação”, concluiu investigação. A jovem havia relacionado a suposta agressão à oposição a Jair Bolsonaro e responderá por falsa comunicação de crime.

Candidaturas do PT e do PSL têm tons chavistas.

Bolsonaro dobra ataques contra PT na reta final.

Luiz C. Bresser-Pereira: Na crise, Folha mostra o grande jornal que é.

Bolsonaro já revê fim da pasta de Ambiente.

Editorial1: Bolsonaro e militares. Presidenciável atrai simpatias nas Forças, que têm sabido manter a isenção.

Editorial2: Virtuoses amordaçados. Uma revoada de instrumentistas busca refúgio e posições no Brasil e nos EUA.

*Manchete e destaques do jornal Valor Econômico*: Situação fiscal nos Estados ‘orienta’ escolha do eleitor. A situação das contas públicas dos Estados pode ter contribuído para o desempenho, no 1º turno das eleições, dos governadores que se candidataram à reeleição.

Dois tons de verde. Especialistas em meio ambiente, o ex-ministro Rubens Ricupero (dir.) e o ex-secretário Xico Graziano estão em campos opostos na eleição.

Exclusão do ICMS na Cofins volta à ribalta. A Receita Federal publicou orientação que pode gerar novo embate com contribuintes em relação à exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins.

Nasdaq tem maior queda em sete anos. Ao cair 4,43% no fechamento de ontem – a maior queda diária em mais de sete anos -, o índice Nasdaq Composto confirmou que o investidor está muito menos confiante nas ações das empresas de tecnologia nos EUA. Desde 29 de agosto, o Nasdaq acumula perda de 12,35%, influenciando também o índice Dow Jones

Stone chega à bolsa valendo US$ 6,7 bi. A empresa brasileira de meios de pagamentos Stone chega hoje à bolsa americana Nasdaq avaliada em US$ 6,7 bilhões, em um processo marcado por euforia, nomes estrelados e até chantagem.

Livraria Cultura pede recuperação judicial. A Livraria Cultura apresentou ontem pedido de recuperação judicial em São Paulo. Conforme comunicado divulgado pela empresa, “as incertezas do cenário econômico brasileiro e, dentro dele, a crise do mercado editorial, que encolheu 40% desde 2014”, fez com que a companhia passasse a enfrentar dificuldades.

Raymundo Costa morre aos 66 anos. O repórter especial do Valor Raymundo Costa (1952-2018) morreu terça-feira, em Brasília. Foi um dos mais bem informados e influentes jornalistas da área política brasileira dos últimos 40 anos.

Eleições. Em SC, ex-bombeiro bolsonarista é favorito. Comandante Moisés era desconhecido, candidatou-se ao governo no limite do prazo e aproveitou onda.

Haddad ataca adversário e o acusa de desrespeitar as instituições. Para petista, Bolsonaro “não defende a República, não defende a democracia, não defende o povo”.

Jarbas Vasconcelos e Alberto Goldman declaram apoio a petista. Apesar de anunciar adesão, emedebista não estará em palanque de Haddad no Recife

Maior orçamento do 2º turno é de Márcio França.

As outras duas campanhas para governo com mais receita são do PSDB.

O país depende tanto do futuro eleito quanto daquele que vier a ser derrotado

PF lança operação contra crimes eleitorais em 4 cidades. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Sorocaba (SP), Uberlândia (SP) e Caxias do Sul (RS).

Eleições. Bolsonaro revê proposta de unir Mdic à Fazenda. Candidato pode recuar também de promessa de fusão da Agricultura ao Ambiente.

Aliados de Temer aderem à campanha do PSL. Carlos Marun (Secretaria de Governo) e Sérgio Sá Leitão (Cultura) foram alguns dos que sinalizaram que podem votar em Bolsonaro.

Atrás da reeleição, Maia fala em convergência. Presidente da Câmara dize que sua agenda econômica é a mesma do candidato do PSL

Mourão diz que Exército não apoiará totalitarismo. Candidato a vice do PSL disse ainda que, caso eleito, o governo Bolsonaro vai buscar as soluções para o país dentro da ordem democrática.

Defesa pede arquivamento da ação sobre mensagens. Segundo a campanha do candidato do PSL, ao apresentar a ação, o PT “limita-se a manifestar apenas aborrecimento com o sucesso” de Bolsonaro.

Eleições. Terceiro setor teme conflitos com eventual governo Bolsonaro ONGs preparam-se para batalha, caso deputado seja eleito e cumpra promessa de sustar repasses federais

Editorial: Mais ondas de instabilidade nos mercados globais. A desaceleração global ordenada dependerá da sensibilidade do Fed e do BCE em calibrar a dose de juros e saber a hora de interromper o aperto monetário.

Deixe uma resposta

Fechar Menu