Eleição 2018 é o tema em destaque nas manchetes dos jornais

SINOPSE NACIONAL DE 24 DE SETEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Mulheres sem candidato são o dobro de homens. Quase 40 milhões de eleitoras, ou 51%, votarão nulo e em branco para presidente ou estão indecisas. A duas semanas do primeiro turno, 51% das mulheres estão indecisas ou pretendem votar em branco ou nulo. No grupo, 45,3% moram no Sudeste e 54% ganham até dois salários mínimos por mês, aponta análise feita pelo Datafolha a pedido do GLOBO. A cada homem sem candidato, há duas eleitoras nesta situação. Para especialistas, frustração com os políticos e falta de resposta aos anseios da vida prática explicam esse comportamento.

Reeleição fica mais difícil para governadores. Obstáculos como a explosão de violência e a crise fiscal fazem com que apenas oito de 20 governadores que buscam novo mandato estejam isolados em primeiro lugar nas pesquisas. Se o pleito fosse hoje, seria a menor taxa de reeleição desde 1997, quando essa possibilidade foi prevista em lei.

Leilão de áreas do pré-sal deve ter disputa acirrada. O leilão de áreas do pré-sal marcado para sexta-feira deve render até R$ 180 bilhões em royalties e outros tributos em 35 anos, estima a Agência Nacional do Petróleo. Temendo mudança de regras após as eleições, empresas querem arrematar logo blocos no pré-sal brasileiro, área petrolífera mais competitiva do mundo.

MP investiga ação de milícia contra pescadores no Rio.

Antônio Gois. A educação foi afetada pela polarização.

Editorial1: IDH reflete a importância destas eleições. Indicador da qualidade de vida da população reforça a necessidade de escolhas corretas nas urnas.

Editorial2: Apurar corrupção dos Kirchner é essencial para o futuro do Mercosul. Além de denúncias semelhantes, Cristina se nivela a Lula ao se dizer perseguida por motivos políticos.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Alta de preços regulados corrói renda das famílias. Tarifas administradas pelo governo, como energia elétrica, gás e ônibus, crescem mais do que o dobro da inflação geral. Entre janeiro e agosto, os preços que têm reajustes regulados pelo governo – como energia elétrica, gás e gasolina – subiram 6,64%, mais do que o dobro da inflação geral de 2,85% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Economistas calculam que no ano eles devem repetir a alta de 8% registrada em 2017. Isso ajuda a explicar por que, apesar de a inflação geral estar batendo recordes de baixa nos últimos meses e ter fechado agosto com resultado negativo de 0,09% – menor taxa em 20 anos para o mês –, muitos brasileiros, especialmente os de menor renda, não têm sentido alívio no bolso. Além de o desemprego continuar alto, o que reduz a renda, o reajuste das tarifas amplia gastos familiares com despesas obrigatórias, como energia e ônibus, e impede o uso de recursos em outros bens e serviços. Para a Confederação Nacional do Comércio, essa alta dos preços, aliada às incertezas políticas e ao desemprego, já ameaça até as compras de Natal. A expectativa é de que elas cresçam 2,3% neste ano, menos do que os 3,9% registrados em 2017.

Centrão já discute segundo turno sem Alckmin. Fiador da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência, o Centrão – bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – já discute nos bastidores um eventual segundo turno sem o tucano. Embora em público dirigentes digam acreditar numa “virada”, discussão é sobre apoiar Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT).

‘Agenda reformista será decisiva’. O governador Paulo Hartung (MDB-ES) acredita que o compromisso com uma agenda democrática e reformista poderá ser decisivo para angariar apoio no segundo turno das eleições. Para ele, embora esteja hoje dividido, o campo reformista “é individualmente majoritário” no País.

Bolsonaro quer fazer manifesto para combater fama de radical. Para tentar amenizar a imagem de antidemocrático, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) dá os retoques finais a seu “Manifesto à Nação”. O plano é – por texto ou vídeo – defender a democracia, responder a críticas de racismo e misoginia e sinalizar ao mercado que é a favor do ajuste fiscal.

Um grupo que inclui intelectuais, juristas, artistas, esportistas, ativistas e empresários subscreveu um manifesto contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República, divulgado neste domingo. O documento, intitulado “Pela democracia, pelo Brasil”, não indica apoio a nenhuma candidatura presidencial, mas afirma ser necessário um movimento democrático contra o projeto do candidato do PSL nas eleições 2018.  Assinam desde o jurista Miguel Reale Jr., um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ao ex-ministro Renato Janine Ribeiro, que comandou o Ministério da Educação (MEC) por seis meses no governo Dilma. Entre os nomes estão os de Maria Alice Setúbal, educadora e acionista do Itaú Unibanco; do economista Bernard Appy; do empresário Guilherme Leal, sócio da Natura; de Caetano Veloso e Paula Lavigne; do advogado e professor da FGV Oscar Vilhena; e do médico Drauzio Varella.

Cida Damasco: Candidatos, por favor, digam o que planejam em termos de programa e equipe de governo.

Editorial1: Senhora de seu destino. Nação não poderá alegar desconhecimento ou “traição” caso triunfe nas urnas um projeto autocrático e populista.

Editorial2: Espírito antidemocrático. Bolsonarismo e lulopetismo invocam a democracia com o objetivo de destruí-la.

Editorial3: O buraco é maior. É muito maior do que se pensava, e muito mais nocivo para o ajuste das contas, o custo dos benefícios concedidos às montadoras de veículos.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Quem ganhar a eleição deve ser respeitado, afirma Toffoli. Questionado sobre lula, novo presidente do STF diz que não existe indulto para pessoa específica. O ministro José Antonio Dias Toffoli, que assumiu a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 13 passado, afirmou que “quem ganhar a eleição deve ser respeitado pelos opositores”. Em sua primeira entrevista desde a posse, a Letícia Casado e Mônica Bergamo, Toffoli pediu que “todas as forças políticas, uma vez terminada a eleição, devem respeitar o jogo democrático”. Presidente em exercício do Brasil até terça, trabalhou para o PT e para o governo Lula. Rebateu sugestões de que apoiaria indultar o ex-presidente. “Não cabe indulto a uma pessoa específica.” Em abril, ele votou contra a prisão de Lula, preso condenado em segunda instância, mas foi vencido no debate. “Uma coisa é você ser o juiz na bancada, outra é ser o presidente do tribunal.” Toffoli, 50, é o mais jovem a comandar o Judiciário. Defendeu a Lava Jato e disse que eventuais excessos de investigadores da operação acabam sendo depurados pelas cortes superiores.

Foto-legenda: Se não fosse campanha, sete pontos na carteira. Presidenciáveis, Haddad  e Alckmin fazem campanha sobre veículos, o que é uma infração; tucano disse ter autorização

Marcus Melo: Temos equilíbrio de uma corrida armamentista. Interessa à esquerda, à direita e ao centro exacerbar a ameaça à vista na eleição deste ano. A estrutura de incentivos leva assim a um equilíbrio de corrida armamentista. Na área institucional, há potencial de conflito.

Vinicius Mota. Bravatas não determinam risco à democracia. É inútil fiar-se nas bravatas dos presidenciáveis para especular se a democracia estará ameaçada por um ou por outro. É o sistema de pesos e contrapesos que importa, e ele está preparado para o veredicto das urnas.

Gregório Duvivier: Articulistas estão desesperados com o voto do povo. Formadores de opinião dizem que o primeiro e o segundo colocados não são do campo democrático. Bolsonaro, impossível discordar. O segundo, porque defende um preso. Articulistas mostram não ser democratas.

No sertão, Haddad é Adraike, Alade, Adauto, Radarde. No sertão pernambucano, onde Lula teve votação superior a 90% em 2006, o candidato Fernando Haddad vai bem nas pesquisas, mas é um número associado a uma figura desconhecida.

Forma para elevar recursos científicos divide os candidatos.

Pressão sobre dólar faz dobrar procura por fundos cambiais.

Editorial1: Assembleia apagada. Legislativos estaduais costumam se dedicar a temas de escassa relevância para o eleitorado.

Editorial2: Posição legal. Nada se sobrepõe ao valor da liberdade de expressão, como o apoio de Felipe Melo a Bolsonaro.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Concorrência obriga bancos a dar prioridade a tecnologia. Com o avanço das “fintechs”, empresas que estão sendo criadas para explorar serviços financeiros, e das gigantes de internet interessadas em atuar no segmento, bancos com atuação internacional estão fazendo investimento bilionário para enfrentar esses novos concorrentes.

Carrefour sugere fusão, Casino rejeita. O grupo varejista Casino divulgou comunicado ontem informando que foi procurado pelo também francês Carrefour nos últimos dias para tratar de uma associação entre as empresas, mas rejeitou a proposta.

No Google, trabalho não é diversão. Quando se fala em Google, existem muitos mitos e algumas verdades. No próximo dia 27, a companhia completa 20 anos. E, por mais descolado e promissor que possa parecer trabalhar em uma das maiores empresas de tecnologia, poucos imaginam o que é ser um “googler” de verdade.

Em busca de luz. A Eletrobras estuda ceder uma participação na Eletronuclear para um sócio estrangeiro, que faria aportes para finalizar obras de Angra 3, no Rio, diz Wilson Ferreira Júnior.

Schalka vê omissão de empresários na disputa. A polarização entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que lideram as pesquisas de intenção de votos, está deixando os executivos de empresas exasperados.

Dirceu aposta no voto útil em Haddad. “Não acredito em voto útil para o Ciro Gomes, mas vai funcionar para o Fernando Haddad que está na frente”. A afirmação é de do ex-ministro José Dirceu, que já foi um dos petistas mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Novo conceito nos escritórios de advocacia. Ambientes de trabalho compactos, que demandam menos custos, e uma rotina mais flexível. Advogados, principalmente na faixa entre os 30 e 40 anos de idade, vêm tentando mudar o perfil e a imagem que se tem dos escritórios bem-sucedidos no país.

Amil fecha acordo sobre custos com Sírio-Libanês. A operadora de planos de saúde Amil e o Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, adotaram um novo modelo de remuneração para internações clínicas e cirúrgicas. A operadora paga uma quantia fixa mensalmente, calculada de acordo com os preços praticados no ano anterior.

Compra de jatos russos eleva tensão EUA-China. As tensões sino-americanas aumentaram acentuadamente no fim de semana, quando a China recusou um convite para explorar novas negociações comerciais e convocou o embaixador de Washington em Pequim para protestar contra as sanções impostas a seus militares.

Contas públicas. Governadores vão assumir com receita menor. Participação de Estados nos recursos disponíveis dos governos regionais caiu de 58,7% para 56,6% em dez anos.

Embaixadas tentam decifrar Bolsonaro. Falta de um assessor específico para política externa dificulta a vida dos representantes diplomáticos.

Militante e lulista, Fátima é surpresa no RN. Na eleição potiguar, PT é minúsculo, mas supera famílias tradicionais na disputa ao governo.

Editorial: O risco de um novo estelionato eleitoral. Os candidatos à Presidência estão perdendo a oportunidade de debater a real situação fiscal da nação e as medidas necessárias para resolver o problema.

Receba todas as novidades do Anexo6diretamente em seu email


Deixe um comentário

avatar
  Inscreva-se  
Notifique-me de
Fechar Menu