Eleição 2018 é o tema dominante nas manchetes e nas primeiras páginas dos grandes jornais

SINOPSE NACIONAL DE 07 DE OUTUBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: O Brasil de cara com o voto. Bolsonaro ganha pontos, e Haddad mantém 2º lugar. Na eleição que ficará marcada pela polarização inédita, mais de 147,3 milhões de brasileiros vão às urnas hoje para escolher pela oitava vez desde a redemocratização o presidente do país, além de 27 governadores, 54 dos 81 senadores, 513 deputados federais e milhares de deputados estaduais. Na campanha presidencial, Bolsonaro ganha pontos no Ibope e no Datafolha, e Haddad mantém a segunda colocação.

Bolsonaro (PSL): DATAFOLHA 40%. IBOPE 41%. A campanha ancorada nas redes sociais abraçou o antipetismo e ganhou força depois do atentado a faca que o tirou das ruas.

Haddad (PT): DATAFOLHA 25%. IBOPE 25%. Substituto de Lula, condenado em segunda instância e barrado pela Ficha Limpa,ligou ao máximo sua imagem à do ex-presidente.

Ciro (PDT): DATAFOLHA 15%. IBOPE 13%. Nas últimas semanas tentou se distinguir dos rivais ao se apresentar como o candidato da terceira via,capaz de derrotar os extremos

Alckmin (PSDB): DATAFOLHA 8%. IBOPE 8%. Candidato com mais tempo de TV graças às alianças, não decolou e chega ao fim da eleição como o tucano menos votado desde 1989.

EXÉRCITO DIGITAL. Bolsonaro e filhos montaram rede com 1.500 grupos no WhatsApp.

DUPLA IDENTIDADE. Haddad, dividido entre as vantagens e o peso de ser o herdeiro de Lula.

JUSTIÇA. Na TV, Rosa Weber, presidente do TSE, defende urnas e democracia.

CONTRA A MENTIRA. Fato ou Fake desmentiu 50 boatos e checou mais de 650 falas de candidatos.

SÁTIRA POLÍTICA. Vídeos de Adnet imitando candidatos têm mais de 20 milhões de acessos.

RIO. Romário e Witzel disputam vaga no 2º turno contra Paes.

ASCÂNIO SELEME: Perguntas que devemos fazer a caminho da urna.

LAURO JARDIM: Ana Amélia, vice de Alckmin, não quis atacar o capitão.

BERNARDO MELLO FRANCO: A eleição nunca foi tão incerta.

Editorial: Voto é renovação de compromisso com a democracia. Instituições enfrentam testes impostos pelo autoritarismo de esquerda e de direita.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Propostas ficam em 2° plano na eleição do ‘voto contra’. Polarização inédita entre Bolsonaro e Haddad eleva tom de ataques e ofusca debate de ideias. Pela primeira vez em uma campanha presidencial desde 1994, a polarização eleitoral na disputa pelo Palácio do Planalto não tem um ator, o PSDB, que deu lugar, segundo as pesquisas de intenção de voto, ao capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL). No outro polo, o PT, sem seu principal nome, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, escalou o ex-prefeito de SP Fernando Haddad. Os dois, apesar de serem líderes das pesquisas, apresentam altos índices de rejeição, o que leva muitos eleitores hoje a optar por um “voto contra” um ou outro. Após a campanha presidencial mais curta da história do País – foram apenas 35 dias – e num ambiente dominado por radicalismos, fake news e até um atentado a faca a um dos candidatos, os brasileiros vão às urnas hoje sem ouvir propostas detalhadas para os desafios a serem enfrentados pelo próximo presidente. As reformas para sanar o rombo nas contas públicas, a Previdência e a cobrança de impostos ficaram em segundo plano.

Exército vê em Toffoli garantia da eleição. Para o Alto-Comando do Exército, o presidente do STF, Dias Toffoli, tem papel fundamental na garantia do equilíbrio da eleição.

SP deve ter segundo turno após 16 anos. Com uma disputa acirrada, a campanha para o governo de São Paulo chega à votação em condições que não se apresentavam desde 2002. João Doria (PSDB), Paulo Skaf (MDB), Márcio França (PSB) e Luiz Marinho (PT) trazem grandes chances de provocar o segundo turno, como há 16 anos. Desde então, as demais eleições foram definidas no primeiro turno.

Ao menos dez Estados devem definir eleição hoje.

Perfis:

Bolsonaro, do ‘baixo clero’ à liderança nas pesquisas.

O ‘plano B’ Haddad tenta levar o PT ao 2º turno.

Ciro, o ‘tatu em cima do toco’, eleva cacife político.

Campanha ‘padrão Geraldo’ renova sua fé nos indecisos.

A difícil ‘frestinha’ que Marina quer atravessar.

Fernando Henrique: É preciso insistir em nossos valores, a democracia entre os principais.

Eliane Cantanhêde: O confronto é entre duas seitas, lulistas e bolsonaristas, mas viva a democracia!

Vera Magalhães: A arma para enfrentar corruptos e demagogos é a mesma: a Constituição.

Entrevistas. Leandro Karnal. Para historiador, “urnas não são lógicas nem quando votam à esquerda nem à direita”.

Roberto DaMatta: Antropólogo diz que “brasileiros votam para a frente, mas olhando para o passado”.

Editorial1: Por um pacto nacional. É preciso que haja sabedoria suficiente para que a escolha do eleitor, qualquer que seja ela, seja o prenúncio da concórdia nacional e da retomada do crescimento sustentável.

Editorial2: Pior do que a Venezuela. O programa de governo do PT expõe a vocação autoritária de seus praticantes.

Editorial3: A oportunidade. Não sendo aprovada a reforma da Previdência, o próximo presidente poderá estar sob o risco de ser acusado de crime de responsabilidade.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Bolsonaro lidera; vantagem de Haddad sobre Ciro diminui. Pesquisa Datafolha realizada na sexta e no sábado mostra que 22% dos eleitores ainda podem mudar seu voto. Nova pesquisa Datafolha mostra que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera a disputa com 40% dos votos válidos, seguido pelo ex-prefeito petista Fernando Haddad( 25%). Na reta final, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) oscilou dois pontos percentuais e chegou a 15%. A pesquisa foi feita ontem (6) e anteontem (5). A pesquisa sugere que haverá segundo turno e indica que 22% dos eleitores podem mudar o voto. Para vencer hoje, Bolsonaro precisa atingir a maioria dos votos válidos. Com fala agressiva, conservadora e antipetista, o capitão reformado Bolsonaro, 63, beneficia-se da crise que desde 2013 desgasta os partidos mais estabelecidos. De poucos recursos, sua campanha foi feita, até agora, baseada nas redes sociais. Teve a visibilidade impulsionada após o atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG). Haddad, 55, tenta frear Bolsonaro com o capital eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena de prisão em Curitiba por corrupção. A fuga do centro esvaziou o postulante tucano, Geraldo Alckmin, 66, que está com 8%. O PSDB venceu ou disputou o segundo turno nas últimas seis eleições presidenciais. A ex-ministra Marina Silva (Rede),60, terceira colocada em 2014, viu sua candidatura murchar para apenas 3% das intenções de voto. Na disputa mais incomum desde 1989, o Brasil vota hoje também para governador, senador e deputados federal e estadual após recessão que encolheu em 8% a renda per capita.

Eleições 2018:

Em SP, tucano Doria tem 33%, Skaf (MDB), 26% e França (PSB), 20%.

No RJ, Paes (DEM) lidera com 27%; Romário e Witzel empatam.

MG: Pimentel (PT) e Zema (Novo) disputam ida para o 2º turno.

Paulo Câmara (PSB) tem 52% e pode ser eleito já no 1º turno em PE.

No DF, três candidatos tentam vaga contra Ibaneis (MDB).

Suplicy, Mara e Olimpio disputam 2 vagas para o Senado em SP.

Flavio Bolsonaro (PSL) lidera corrida ao Senado pelo RJ com 23%.

Painel: Se for para o 2º turno, Haddad (PT) deve exibir família e religiosidade.

Bruno Boghossian: Sem plano sensato, país continuará brigando à beira do abismo.

Editorial1: Eleições. A democracia merece respeito. Apesar da radicalização da disputa política, a confiança dos brasileiros na democracia nunca foi tão grande

Editorial2: Eleições. Mais forte, mais fraco. Apesar de ter se fortalecido como instituição, Congresso nunca enfrentou tanto descrédito.

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