Eleição 2018 e economia são os grandes destaques das manchetes dos jornais

SINOPSE NACIONAL DE 20 DE SETEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Proposta de imposto provoca confusão na campanha de Bolsonaro. Paulo Guedes é cobrado pelo candidato, que nega criação de ‘nova CPMF’ e fala em baixar carga tributária.

Proposta está em estudo há seis meses. Imposto sobre movimentações financeiras substituiria outros tributos e teria alíquota de 0,4%. A proposta de criar um imposto sobre movimentações financeiras está sendo estudada pelos economistas da campanha de Jair Bolsonaro há pelo menos seis meses.

Na economia, Haddad fala em nome ‘pragmático’. Em alta nas pesquisas, candidato diz que prefere um perfil ‘não sectário’ na Fazenda; citado como um eventual ministro, economista Marcos Lisboa afirma gostar de petista, embora tenha ‘claras divergências’.

‘Nem a pau’, diz Ciro sobre decidir agora apoio ao PT. Para candidato do PDT, Haddad está se precipitando, por inexperiência ou arrogância, ao dizer que a aliança política ocorrerá.

Alckmin: petista já está no 2º turno; Bolsonaro não. Candidato do PSDB tenta reforçar a estratégia eleitoral de afirmar que só ele pode derrotar Fernando Haddad.

Ibope: 32% admitem probabilidade ‘muito alta’ ou ‘alta’ de voto útil. Eleitores justificam decisão para evitar vitória de candidato rejeitado; pesquisa aponta que voto em Bolsonaro é mais convicto.

Paes tem 24%, Romário, 18% e Garotinho, 12%. Pesquisa do Ibope divulgada ontem à noite não mostra alterações fora da margem de erro na disputa para o governo do Rio. Candidato do PRP tem 48% de rejeição, contra 31% do ex-prefeito do Rio e 22% do senador.

No Senado, empate técnico entre 3 candidatos. Cesar Maia, Flávio Bolsonaro e Lindbergh oscilam positivamente e ampliam distância para os demais candidatos; filho de presidenciável do PSL segue perfil do pai, com apoio de 29% entre os homens, contra 14% da preferência de mulheres.

Coreias em paz. King Jong-un acena com fim de programa nuclear.

Datafolha: Bolsonaro tem 28%; Haddad, 16%, e Ciro, 13%. Em pesquisa Datafolha, Bolsonaro sobe dois pontos; Haddad sobe três e está tecnicamente empatado com Ciro, que mantém 13%.

Míriam Leitão: Campanha de Bolsonaro é um vazio de ideias.

Merval Pereira: Radicalismo da disputa faz Brasil voltar a 1989.

Carlos Alberto Sardenberg: Propostas contra crise são inócuas.

Bernardo Mello Franco: Guru {de Bolsonaro} pode ser deixado no altar.

Odisseia venezuelana em cadeira de rodas. Em busca de remédios em falta na Venezuela, o paraplégico José Agustín López decidiu encarar 500 quilômetros de estrada até Bogotá, com o filho empurrando a cadeira de rodas. No meio do trajeto, uma ambulância foi enviada e abreviou a odisseia. Presença do presidente Nicolás Maduro em restaurante de luxo na Turquia causou protestos de venezuelanos.

Pacientes sofrem em clínicas sem repasse de verba. Com repasse de verba retido pela prefeitura do Rio, clínica de hemodiálise em São Cristóvão passou a usar agulhas mais grossas, que podem causar dor ao paciente, e filtro mais barato, que prolonga o processo em duas horas. Em outra unidade da Zona Norte, a solução é pegar material emprestado.

Teles só pagam 25% das multas que Anatel aplica. Entre o início de 2014 e julho deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aplicou R$ 1,23 bilhão em multas às empresas de telefonia, mas só conseguiu receber R$ 315 milhões, 25% do valor total. As teles costumam questionar as infrações na Justiça e, assim, postergar o pagamento.

Mensalidade escolar deve subir de 5% a 10%. As escolas particulares do Rio já começaram a informar aos responsáveis a previsão de reajuste das mensalidades para 2019. Os aumentos variam de 5% a 10%. O desemprego deve limitar a alta. Representante das escolas afirma que a tendência é que os reajustes não sejam muito expressivos.

Editorial1: Haddad entra na corrida rumo ao centro. Lula fez o mesmo com êxito, mas o desfecho da manobra, com a participação de Dilma, foi trágico.

Editorial2: Mudar regulação do pré-sal é repetir erro já cometido. Ajustes feitos nas regras se mostram corretos e têm ajudado a atrair o interesse de investidores.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Após desgaste com imposto, Bolsonaro enquadra Guedes. Candidato do PSL também pediu que seu vice, general Mourão, suspendesse viagens após declarações.

Skaf e Doria avançam, mas continuam empatados. Emedebista tem 24% e tucano, 23%, diz Ibope; ambos oscilam 2 pontos para cima.

Economista quer taxar transação financeira. Formulador do plano de Bolsonaro, economista propõe substituir atuais tributos por uma única cobrança semelhante à da antiga CPMF.

Banco Central diz que pode elevar juros se cenário piorar. Copom manteve pela quarta vez consecutiva a taxa Selic em 6,5% ao ano; reunião de ontem foi a última antes do primeiro turno da eleição.

Calor eleva risco de desertificação no NE. Áreas ameaçadas de sofrer com seca extrema podem alcançar metade da região se temperatura do planeta subir 4°C, aponta estudo.

FGTS para Santas Casas é alvo de críticas. Crédito. Resolução do governo publicada ontem melhora condições do financiamento estimado em R$ 4 bilhões, com juros mais baixos pagos ao Fundo de Garantia e mais altos pagos aos bancos; conselho curador diz que medida desvirtua finalidade do FGTS.

Coreia do Norte faz exigências aos EUA para acabar com base nuclear. Compromisso. Após dois dias de reuniões com presidente da Coreia do Sul, Kim Jong-un assinou acordos para encerrar exercícios militares e criar zonas desmilitarizadas na fronteira; líder norte-coreano também prometeu realizar visita inédita a Seul.

Ministério da Saúde identifica 185 focos de fake News. Internet. Preocupado com o impacto que boatos divulgados pelas redes sociais podem ter na saúde pública, governo criou força-tarefa para combater mentiras; entre os alvos estão pais que deixaram de vacinar filhos. Diariamente, 7 mil posts são analisados.

Justiça autoriza psiquiatra para avaliar Adelio. Defesa quer usar laudo para pedir teste de sanidade mensal de agressor de Bolsonaro.

Coluna do Estadão: Ao investigar corrupção, ministério acha fantasmas. Ao cruzar dados das catracas eletrônicas e dos relógios de ponto, o Ministério da Agricultura flagrou 40 servidores que só iam ao trabalho marcar presença e saíam em seguida. Todos são alvo de procedimentos administrativos. As denúncias começaram a chegar ao comando da pasta após ser criado um programa de compliance, para receber informações sobre ilícitos, num desdobramento da Operação Carne Fraca. Uma das prioridades desse programa é o Controle de Risco. A Carne Fraca revelou esquemas nas superintendências estaduais da pasta.

Coluna do Estadão: Aliados de Alckmin que se animaram com a ideia de uma candidatura única de centro para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) bateram no muro. Alvaro Dias (Podemos) avisa: não abrirá mão em favor do tucano. Outra dificuldade que o entorno de Alckmin vê são os altos investimentos que Henrique Meirelles e João Amoêdo já fizeram nas próprias campanhas. Meirelles doou R$ 45 milhões e Amoêdo tirou do bolso pelo menos R$ 100 mil para se bancar.

Coluna do Estadão: O senador José Serra quer convocar o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Jorge, à CAE do Senado para que ele explique por que o INPI não quebrou a patente do remédio genérico para hepatite C, o que diminuiria o custo do tratamento.

William Waack: Está bem claro que, nesta eleição, a maioria do eleitorado vai se decidir contra alguma coisa, e não por alguma coisa.

Zeina Latif: O ímpeto reformista dependerá de capacidade de enfrentamento e de diálogo do presidente, habilidade e liderança.

Editorial1: O ressurgimento do monstro. O que faltava na campanha era o surgimento do espectro do monstro tributário chamado CPMF para assombrar ainda mais o eleitor.

Editorial2: A política imperial de Trump. Cada avanço de Trump, em seu espetáculo de bravatas e de ameaças, é uma perda para a ordem global.

Editorial3: A incúria e o abuso. O caso do senador Renan Calheiros revela uma atuação do Ministério Público muito aquém de suas responsabilidades institucionais.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Bolsonaro vai a 28% e Haddad, a 16%; Ciro lidera no 2º turno. Segundo Datafolha, 40% ainda podem mudar de voto; 68% não sabem o número do candidato do PDT. Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) oscilaram para cima em pesquisa Datafolha realizada na terça (18) e na quarta (19). O deputado foi de 26% a 28% das intenções de voto para presidente, enquanto o ex-prefeito de São Paulo subiu 3 pontos percentuais. Alcançou 16% e se descolou de Ciro Gomes (PDT), que manteve os 13% da última pesquisa. Há empate técnico entre os dois, mas o petista tem tendência de alta desde que assumiu a candidatura. Geraldo Alckmin (PSDB) também estagnou, em 9%, enquanto Marina Silva (Rede) oscilou de 8% para 7%. Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro diminuiu a desvantagem que tinha para Ciro, Alckmin e Marina, chegando a empate técnico com os dois últimos. Contra Haddad, o placar é 41% a 41%, denotando a polarização do eleitorado. O deputado está a 6 pontos de Ciro, único candidato abater todos os rivais na simulação de segundo turno. Ciro também seria o beneficiário de 76% dos votos de quem é eleitor de Haddad no primeiro turno, 60%, no caso de Alckmin, e 59%, no de Marina. Segundo o Datafolha, 40% do eleitorado ainda pode mudar de voto. Destes, 15% optariam pelo ex-governador do Ceará, o mais citado por esse grupo. Ciro, porém, tem um obstáculo até o voto útil: 68% de seus eleitores desconhecem seu número, contra 30% dos de Bolsonaro e 22% dos de Haddad.

Disputa nacional invade debate de candidatos ao governo de SP. Temas da disputa presidencial invadiram o debate dos candidatos ao governo paulista promovido pela Folha, o UOL e o SBT nesta quarta (19). Os postulantes ao cargo foram confrontados sobre declarações e propostas dos presidenciáveis de suas siglas ou coligações.

Fernando Schüler: O paradoxo da democracia nas eleições de 2018. Não dá para dizer que temos que superar a radicalização política e ao mesmo tempo seguir exclamando que Bolsonaro ou Haddad (ou ambos) são uma ameaça à democracia.

Eleições 2018. Só 5 dos presidenciáveis dão destaque à cultura.

Match Eleitoral passa a abranger Minas e Rio.

Lei da Ficha Limpa barra 146 candidaturas.

Proposta de nova CPMF faz aliados de Bolsonaro reagirem. O núcleo de campanha de Jair Bolsonaro afirmou que a decisão final sobre a ideia de Paulo Guedes, que chefiará a Fazenda caso o deputado vença, será do presidente.

Marcos Cintra: Contribuição Previdenciária é ponto inicial de reforma.

Brasileiras vão a Portugal para realizar aborto. Mulheres grávidas têm optado por fazer o procedimento no país europeu, onde ele é legal há mais de uma década.

Editorial1: Força centrífuga. Datafolha mostra desidratação do bloco centrista; tendência é de um 2º turno radicalizado

Editorial2: Vítimas refratárias. Enquanto desconfiar da polícia, cidadão permanecerá sem boas razões para colaborar.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: Risco de retrocesso depois da eleição preocupa petroleiras. Com o adiamento do megaleilão do excedente da cessão onerosa para 2019, a 5ª Rodada do Pré-sal, na próxima semana, ganha importância na estratégia das petroleiras. A preocupação, agora, é com o risco de retrocesso no novo marco regulatório.

Holanda abre ação contra a Petrobras. O Tribunal Distrital de Roterdã autorizou a abertura de uma “class action” (um tipo de ação coletiva) contra a Petrobras por causa de prejuízos sofridos por investidores com os casos de corrupção investigados na Lava-Jato. Acionistas fora dos Estados Unidos, inclusive do Brasil, podem aderir.

Varejo desafia bancos e oferece serviços móveis. Grandes grupos como B2W, Carrefour, Magazine Luiza e Via Varejo começam a montar estruturas para fornecer serviços financeiros digitais e pagamentos móveis a clientes e lojistas, estabelecendo uma disputa inédita entre varejistas e bancos – tradicionais e digitais.

Polarização perversa. Rubens Menin, presidente do conselho da MRV, maior incorporadora de imóveis do país, está aflito com a polarização política. “A esquerda ficou mais à esquerda e a direita mais à direita”, disse a Marli Olmos, do ‘Valor’. Segundo ele, é impossível planejar 2019, mesmo para quem atua em setores com demanda garantida, como a construção de moradias.

Ministro deve ter ‘meu perfil’, diz Haddad. Pragmático, flexível, não sectário, com jogo de cintura. São estas as qualidades que o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, promete buscar ao escolher o ministro da Fazenda, caso seja eleito.

Kátia acusa petista de ter sido ‘higienista’. A candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT), Kátia Abreu, acusa Fernando Haddad (PT) de não ter atuado para impedir o impeachment da ex-presidente Dilma. Ela disse ao Valor que Haddad foi “higienista” nos momentos decisivos, não quis se contaminar com acusações de corrupção ao PT.

Votorantim planta grãos para manter florestas. Com cem anos de história, a Votorantim, um dos maiores conglomerados industriais do país, acaba de estrear na agricultura. A produção de soja e milho é só uma das alternativas encontradas para ajudar cobrir os custos de manutenção de 235 mil hectares de matas espalhadas pelo país.

Copom vê IPCA acima de meta e indica alta do juro. O Comitê de Política Monetária decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) inalterada, em 6,5%, mas indicou que, adiante, pode aumentá-la. A forte alta do dólar nos últimos meses justificou a mudança de tom.

Ação do governo é criticada em disputa por patente. Adoção de remédio mais barato propiciaria economia de R$ 1 bilhão ao SUS na compra de 50 mil tratamentos.

UE frustra plano de Temer, que sai sem acordos comerciais relevantes. Agenda eleitoral europeia comprometeu tentativa do presidente de ter uma espécie de legado na área comercial.

Análise: Os vilões nacionais. O divórcio entre democratas deu luz a Bolsonaro e ao centrão.

Editorial: Pesquisas apontam para polarização PT-Bolsonaro. Despreparado e intempestivo, o ex-capitão, se vencer, pode tornar o país ingovernável. Já Haddad, se colocar em prática o programa que pôs no papel, tornará o país insolvente.

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