Eleição 2018 e economia são os destaques das manchetes dos jornais

Eleição 2018 e economia são os destaques das manchetes dos jornais. Barroso ameaça tirar propaganda do PT do ar, diz O Globo. Presidenciáveis fazem debate com menos ataques e mais propostas, comenta o Estadão. Em dois anos, infraestrutura do país perde R$ 40 bilhões, revela a Folha. Para Guardia, Previdência precisa mudar ainda em 2018, destaca o Valor Econômico.

_SINOPSE NACIONAL DE 10 DE SETEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Barroso ameaça tirar propaganda do PT do ar. Medida seria punição por insistência em apresentar Lula; partido pede ao TSE novo prazo para indicar substituto. O ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), advertiu o PT de que o partido poderá ter sua propaganda suspensa do horário eleitoral no rádio e na TV. A punição ocorrerá caso o PT insista em expressões como “vamos com Lula”, em referência ao ex-presidente, cuja candidatura foi barrada com base na Lei da Ficha Limpa. A defesa do PT disse que não recorrerá. O partido apresentou ao TSE pedido para adiar até o dia 17 a data limite para indicar um novo nome de candidato, em substituição a Lula. O prazo dado pelo tribunal vence amanhã.

Em debate, candidatos pedem pacificação do país. No terceiro debate entre os candidatos presidenciais, predominaram os apelos pela pacificação do país e do processo eleitoral.

Bolsonaro tem leve anemia, mas quadro evolui. Debilitação é decorrente da perda de sangue, diz o boletim médico.

Previsão é que o candidato volte a comer nos próximos dias UFRJ terá menos verba em 2019 por perda de prazo. O Ministério da Educação disse que, em 2019, a UFRJ terá apenas R$ 34 milhões em receitas próprias, que vêm de aluguéis, porque perdeu o prazo para enviar ao orçamento sua proposta de gastos. A UFRJ nega. A queda na média dos valores anuais deste item será de 42%.

Fernando Gabeira: Incêndio gerou em mim raiva e uma dose de culpa.

Eduardo Oniegue: Fique de olho no Supremo de Toffoli. O novo presidente do STF pode fazer como sua antecessora, ou enfrentar o ativismo e o corporativismo.

Cacá Diegues: O Brasil parece querer disfarçar a sua história.

Editorial1: O inventário da violência na política. PT ficou mais agressivo com debacle de Dilma e Lava-Jato, criando espaço para a direita.

Editorial2: Riscos financeiros globais exigem de governos cuidar do equilíbrio fiscal. Normalização das políticas monetárias nos países ricos deixa emergentes em posição vulnerável.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*:  Presidenciáveis fazem debate com menos ataques e mais propostas. Candidatos pregam pacificação e condenam violência em primeiro encontro após ataque contra Jair Bolsonaro. No primeiro encontro após o ataque contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), presidenciáveis usaram o debate promovido por Estadão, TV Gazeta, Rádio Jovem Pan e Twitter para condenar o ódio e a violência e pregar a pacificação do País. O radicalismo na política foi tratado como entrave ao desenvolvimento e foram lembrados a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e os tiros contra a caravana do PT. Internado no Hospital Albert Einstein, Bolsonaro não participou. Com poucos embates e mais propostas, de educação e segurança, por exemplo, o debate teve como outro destaque o combate à corrupção. No segundo bloco, Geraldo Alckmin (PSDB) falou sobre a ação de suposto caixa 2 da qual é alvo. “Estranho que isso ocorra a menos de 30 dias das eleições.” Já Henrique Meirelles (MDB) foi questionado sobre o dinheiro que tem no Caribe e afirmou que se destina a uma fundação para investir em educação no Brasil depois que ele morrer.

Marco Aurélio Nogueira: Debate mostrou que o fim do mundo não está chegando, que há um futuro possível mais à frente.

Eduardo Grin: A moderação do debate é um bom indicador para uma campanha em que o enfrentamento subia o tom.

Barroso ameaça vetar propaganda do PT. O vice-presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, proibiu a coligação PT, PCdoB e PROS de mostrar Lula como candidato, sob pena de suspensão da propaganda.

Eólicas custam R$ 419 mi, mas não geram energia. A estatal Furnas Centrais Elétricas e dois sócios (J&F e Banco BMG) gastaram R$ 419 milhões em 16 centrais eólicas que não saíram do papel. Elas já deveriam estar funcionando, mas dinheiro não acendeu uma só lâmpada.

CGU aponta irregularidades no Mais Médicos. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União apontou problemas no programa Mais Médicos, como a falta de comprovação do uso de recursos repassados pelo Ministério da Saúde para a Organização Pan-Americana de Saúde.

Coluna do Estadão: Igreja ameaça processar advogado de esfaqueador. O departamento jurídico das Testemunhas de Jeová avalia ingressar hoje na Justiça contra o criminalista Zanone Oliveira Junior por ter declarado que foi contratado para defender o agressor de Jair Bolsonaro por uma pessoa ligada à igreja. Desde que ele fez a afirmação, a igreja tenta contatá-lo para pedir que diga quem da comunidade paga por seus serviços ou se retrate publicamente. A avaliação é que o advogado envolveu a imagem da igreja no episódio, ajudando a estigmatizá-la ainda mais. “Abominamos o que o agressor fez”, diz a igreja via assessoria.

Coluna do Estadão: A defesa do agressor de Bolsonaro está compilando polêmicas declarações do candidato sobre mulheres, negros e homossexuais. Vai alegar que o Código Penal prevê atenuar a pena de crime cometido por “motivo de relevante valor social ou moral”.

Coluna do Estadão: Em pé de guerra com Michel Temer, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) diz que, se eleito, não vai pedir ajuda ao atual presidente para aprovar reformas constitucionais ainda no atual governo. Temer tem afirmado que pode apoiar o sucessor na desgastante tarefa.

Coluna do Estadão: Depois do veto ao registro do ex-presidente Lula, o PT já lançou quatro tentativas (no TSE e no STF) para viabilizar a candidatura do petista ao Palácio do Planalto. Lula quer que o Supremo dê a palavra final sobre as suas pretensões eleitorais.

Coluna do Estadão: Em 2015, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável, votou contra a aprovação de um projeto que classifica facas como armas brancas.

Tesouro Direto tem recorde de investidores.

Museus do interior paulista correm risco.

Editorial1: A calmaria da inflação. Manutenção da taxa de juro dependerá em boa parte da evolução do cenário político e, em pouco tempo, do resultado da eleição presidencial.

Editorial2: Os rejeitados. O que parece claro é que a maioria dos brasileiros sabe exatamente o que não quer a partir do ano que vem.

Editorial3: Iniciativa inteligente. USP, a Unicamp e a Unesp estão agindo com inteligência para tentar alcançar melhores posições nos rankings internacionais.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Em dois anos, infraestrutura do país perde R$ 40 bilhões. Investimentos em transporte, energia, telecomunicações e saneamento não compensam depreciação, diz estudo. A infraestrutura brasileira perdeu o equivalente a cerca de R$ 40 bilhões nos últimos dois anos. É como se o país tivesse jogado fora quatro linhas novas de metrô. Investimentos feitos em 2017 e previstos para 2018 não são suficientes para compensar a depreciação da infraestrutura existente, concluem cálculos da consultoria Inter.B. No período, os equipamentos de infraestrutura se desgastaram à taxa de 2,38% do PIB, segundo estimativa da consultoria. O fenômeno deixa o Brasil atrás da maioria dos países com nível semelhante de renda, de acordo com estudo do Banco Mundial. Em 2017, foram aplicados em transporte, energia, telecomunicações e saneamento R$ 110,7 bilhões, ou 1,69% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 1,95% de 2016. Neste ano, o investimento deve ficar em 1,7% do PIB. Como o desgaste supera reposição, melhoria e construção, o estoque de investimentos no país, que correspondia a 36,2% do PIB em 2016, deve fechar 2018 em 35,6%. Nesse ritmo, só em 2076 haveria infraestrutura básica para toda a população, calcula a consultoria. A área de transportes é a que apresenta o maior déficit de investimento, com apenas um terço dos recursos necessários.

Uso de imagem de Bolsonaro internado divide seus aliados. Após o candidato ser vítima de facada na quinta (6), aliados vêm publicando nas redes imagens ao seu lado na UTI. Círculo imediato e seguidores criticam exposição, mas ferida já é explorada na campanha.

Análise – Sérgio Rodrigues: Contundência de candidatos saiu ferida do debate. O debate na TV Gazeta pareceu ter sido atingido pela mesma facada que vitimou Bolsonaro. Paira o temor de que o eleitor vá encarar negativamente toda agressividade.

Problemas estruturais ameaçam patrimônio público nos estados. O Solar Boa Vista, em Salvador, onde viveu o poeta Castro Alves, foi destruído por um incêndio em 2013 e segue em ruínas; também no Recife e em Porto Alegre, bens e equipamentos culturais têm problemas de estrutura e de segurança.

Com incêndios e grileiros, floresta míngua em RO.

Sucessor de Cármen Lúcia no STF, Toffoli quer pacificar Corte.

Celso R. de Barros: Atentado não deve render votos ao candidato do PSL. A facada vai render votos a Bolsonaro? Até agora, quanto mais foi exposto ao público, mais sua rejeição subiu. Hospitalizado, ele não poderá ser acusado de covardia por faltar aos debates.

Editorial1: Uma nova crise? Embora mais regulada após o terremoto financeiro de dez anos atrás, economia mundial ainda mostra sinais de instabilidade; Brasil corre contra o tempo

Editorial2: Direitos LGBT. Avanço indiano. Índia enfim bane lei colonial que criminalizava homossexualidade.

*Manchete e destaques do jornal Valor Econômico*: Previdência precisa mudar ainda em 2018, diz Guardia. Em reuniões com os assessores dos principais candidatos à Presidência da República, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disseram que a reforma da Previdência, que está no Congresso, pode e deve ser aprovada logo após as eleições.

Neste ano, 470 mil devem sair da pobreza. Apesar do ritmo lento de recuperação da atividade econômica e do emprego, a pobreza deve ter uma pequena redução neste ano, a primeira desde 2014. O próximo presidente vai assumir um país com 22,83 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

Atentado muda eixo da campanha presidencial. O ataque contra o deputado Jair Bolsonaro (PSL) mudou o eixo da eleição. Passado o primeiro impacto, as aferições das demais campanhas indicam que ele deve subir de três e cinco pontos nas pesquisas.

O rali do “poderoso Jucá” em Roraima. Apresentado ao microfone como “o senador mais poderoso do Brasil”, Romero Jucá (MDB) cumprimenta um a um os cerca de 40 moradores da Vila Serra Grande II, em Roraima. Jucá aproveita o dia para fazer um rali por sete vilas rurais, acompanhado do que se tornou seu grupo político nesta eleição.

Viva a floresta. Com recursos de R$ 19 milhões, que serão aportados até 2019 pelo fundo dos Rothschild, Roberto Pini toca o projeto Floresta Viva, em Cananéia, no Vale do Ribeira, em São Paulo. Sem cortar uma única árvore da Mata Atlântica, ele começa a produzir palmito, banana, eucalipto e madeira de lei

Dono da rede Pague Menos é preso no CE. Deusmar Queirós, fundador da Pague Menos – terceira maior rede de farmácias do país, com 1.141 lojas e receita de R$ 5,9 bilhões em 2017 -, apresentou-se à Polícia Federal na noite de sábado, por ordem da Justiça Federal no Ceará.

Crise revigora kirchnerismo em La Matanza. La Matanza, município argentino de quase dois milhões de habitantes, é provavelmente o maior bastião peronista do país e transformou-se em reduto inconteste do kirchnerismo.

Renovação. Maior geradora termelétrica privada do país, a Eneva planeja investir no segmento de energia renovável, diz seu presidente, Pedro Zinner. “A cara da companhia mudou”

‘Minha Casa’ tem sua menor verba desde lançamento. Com a forte restrição fiscal, os recursos destinados ao atendimento de famílias de baixa renda no programa Minha Casa, Minha Vida estão minguando. A proposta de orçamento para 2019 prevê a destinação de R$ 4,6 bilhões, menor valor já proposto desde o lançamento do programa, em 2009.

Conjuntura. Previdência tem de mudar este ano, defende Guardia. Para ministro, só reforma e teto de gasto garantem ajuste gradual.

Receita previdenciária projetada para 2019 tem maior alta desde 2014

Pesquisa capta o clima após atentado e TSE. Atentado a Bolsonaro aumenta relevância de pesquisas Datafolha e Ibope.

Fim de prazo para compor chapa do PT, na terça, alerta para Lula/Haddad.

Eleições. Crime contra Bolsonaro ameaça Alckmin. Presidenciável do PSL deve ir ao 2° turno em função do atentado; tucano deve desviar foco para o PT.

Cúpula das Forças Armadas se preocupa com deslegitimação do pleito.

Propaganda do PSDB comparando Bolsonaro a Hugo Chávez causa irritação nos quartéis.

“Nosso capitão dá as ordens do hospital”. Flávio Bolsonaro comanda ato de desagravo ao pai na praia de Copacabana.

Fora do Trilho. Bolsonaro era o único que vinha fazendo campanha, mas com limitações evidentes.

Judiciário Toffoli fará apelo por conciliação em discurso de posse. Novo presidente do STF ressaltará em discurso que País precisa “coordenar suas diferenças”.

Eleições Mercado ‘pensa com o fígado’, diz Mello. Economista do PT defende modernizar metas de inflação e diz que país não ficará sem regra fiscal.

Editorial: Crise de ideias. Já há uma nítida percepção de que todo esse arcabouço fiscal recente é irracional, insustentável, e terá que ser desfeito

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