Eleição 2018 e denúncia são os destaques das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

SINOPSE NACIONAL DE 16 DE SETEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo:  Políticos profissionais abocanham 67% das verbas do fundo eleitoral. Dinheiro foi destinado por siglas a candidatos que buscam reeleição ou já foram senadores e deputados. Na campanha iniciada com a expectativa de renovação, de surgimento de nomes fora da velha política sacudida por escândalos, os partidos e seus caciques destinaram R$ 563 milhões — 67% dos R$ 843 milhões do fundo eleitoral para candidatos ao Congresso Nacional — àqueles que tentam a reeleição ou já tiveram mandato. O levantamento revela ainda que o grupo detentor dos 33% restantes tem figuras carimbadas da política ou apadrinhados, como Danielle Cunha (MDB-RJ), filha do ex-deputado Eduardo Cunha.

Juízes eleitorais sofrem ameaças em todo o país. Guerra de facções criminosas em áreas de votação e falta de policiais para proteger urnas afetam trabalho da Justiça Eleitoral.

Pré-sal, a melhor fronteira petrolífera do mundo. Os avanços tecnológicos implantados pela indústria e os ganhos de produtividade transformaram o pré-sal, 12 anos após sua descoberta, na mais atraente fronteira petrolífera do mundo. A área nas bacias de Santos e Campos é hoje mais competitiva que os shale gas e tigh oil, os badalados óleo e gás não convencionais dos EUA. O conhecimento acumulado no país e as pesquisas alavancaram esse progresso. Na Coppe/ UFRJ, a maior parte dos 120 laboratórios tem projetos de petróleo.

Crivella vira réu por benefícios a evangélicos. A Justiça aceitou denúncia contra o prefeito Marcelo Crivella por improbidade administrativa, após reunião com líderes evangélicos em julho. No encontro, revelado pelo GLOBO, ele ofereceu benefícios em cirurgias e apoio para “problemas” com IPTU. Crivella nega as acusações.

Malas com dólares e relógios são apreendidas com filho de ditador africano em Viracopos. Montante avaliado em US$ 16,5 milhões estava em avião privado do vice-presidente da Guiné Equatorial.

PF pedirá mais 15 dias para finalizar investigação sobre autor da facada em Bolsonaro.

Elio Gaspari: Quando se sabe o nome de generais, algo estranho está acontecendo. Felizmente dois dos notáveis de hoje estão na reserva. Nada a ver com o tempo em que comandantes de guarnições metiam-se em política. Em 2014 o general Hamilton Mourão comandava a poderosa tropa do Sul, meteu a colher onde não devia e perdeu o comando. Pouco se falou do episódio que em outros tempos abriria uma crise. Ele mesmo reconhece que “andei extrapolando o tamanho da minha cadeira, e a autoridade do comandante não pode deixar de ser exercida”. Quando a confusão é enorme, tende-se acreditar que a entrada dos militares na cena política é um remédio de última instância. Não é. Quando os militares ocupam a cena, acaba uma confusão e começa outra, a da anarquia militar.

Merval Pereira: Livro mostra que males da política da Antiga Roma persistem. Comparar as campanhas eleitorais na Antiga Roma com a atuação política atual serve de escusa para os que fazem a “pequena política”, que alegam que esse toma lá dá cá existe desde sempre, mas também de ensinamento histórico para que prevaleça a “grande política” que predominava, principalmente, em Roma no século I d.C.

Ascânio Seleme: Da cadeia, Lula já está mandando recados para o centro. Haddad foi o que mais cresceu dentre os quatro e aquele que reúne mais elementos que somados podem levar um candidato ao segundo turno. Ele tem bom tempo na TV, um eleitorado militante, o apoio do mártir Luiz Inácio Lula da Silva e está posicionado no lado oposto do campo onde se encontra Bolsonaro. Deste lado também estão Ciro e Marina. Ciro talvez seja a maior ameaça a Haddad, mas ele tem pouca TV e não tem Lula. Marina aparentemente não ameaça mais ninguém, mas mudaria o cenário se renunciasse em favor de Ciro.

Lauro Jardim: PT planeja ressuscitar a tática do ‘nós’ contra ‘eles’. O PT ainda não entrou em campo com todo seu arsenal. Mas o plano traçado é ressuscitar no segundo turno a estratégia dos “pobres contra os ricos” —conhecida também como “nós” contra “eles”. Os pobres seriam os petistas. Imagina-se que não são os do mensalão e do petrolão, claro.

Míriam Leitão: Erros de dez anos atrás são a causa da crise atual. Na economia, 2008 é o ano que não terminou. E talvez tenha começado antes do seu princípio. Entender a sucessão de eventos que nos infelicita é fundamental neste período eleitoral em que estão sendo feitas as escolhas. A crise internacional iniciada com a quebra do Lehman Brothers no dia 15 de setembro assustou o mundo e bateu na nossa praia. “Uma marolinha”, gabou-se Lula. Mas os erros cometidos antes e depois daquele dia explicam o buraco fiscal no qual estamos. A onda ainda nos derrota.

Editorial: Educação avança, mas de forma insatisfatória. Evolução não está à altura das exigências de uma economia desenvolvida.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Metade dos eleitores antipetistas declara voto em Bolsonaro. Candidato cresceu 12 pontos nesse segmento após ataque; Alckmin vem em segundo. Metade dos eleitores antipetistas declara voto no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. O deputado tem 53% das intenções de voto nessa fatia do eleitorado, que soma 44 milhões de pessoas, ou 30% do total de votos, de acordo com pesquisa Ibope feita entre os dias 8 e 10 deste mês. Tradicional receptor desse tipo de voto, o PSDB de Geraldo Alckmin vem em segundo lugar na preferência dos anti-PT, com 9% das intenções de voto, seguido por Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). O ataque a faca em Juiz de Fora impulsionou o voto antipetista em Bolsonaro: ele subiu 12 pontos porcentuais entre esses eleitores, o triplo do que cresceu no eleitorado total. Ao mesmo tempo, a soma das taxas dos adversários caiu nove pontos nesse segmento.

Em SP, debate promove duelo entre líderes. O primeiro debate entre os candidatos ao governo de SP promovido pelo Estado em parceria com a TV Gazeta, a Rádio Jovem Pan e o Twitter, hoje, às 18h, deverá ser marcado pelo confronto entre os líderes das pesquisas Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB). A mais recente pesquisa Ibope aponta que Skaf passou Doria numericamente.

Desafios do novo presidente. O equilíbrio das contas públicas é apontado por analistas como primordial no novo governo. A medida é essencial para manter a taxa de juros baixa e alavancar investimentos.

‘Bolsonaro faz o mesmo que Hugo Chávez’. Entrevista. Persio Arida. Economista de Geraldo Alckmin. Coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin (PSDB), Persio Arida diz que Jair Bolsonaro (PSL) é “engodo liberal” e segue roteiro de líderes de esquerda ao fazer aceno aos liberais perto da eleição: “Hugo Chávez fez isso”. Arida vê nas candidaturas de Bolsonaro e de Fernando Haddad (PT) risco à democracia.

Montadoras terão R$ 7,2 bi de benefícios fiscais em 2019. A concessão de incentivos tributários a montadoras chegará ao recorde de R$ 7,2 bilhões em 2019, mais do que o triplo do previsto para este ano (R$ 2,3 bilhões). O valor ainda pode aumentar. Parlamentares acenam para a ampliação de incentivos previstos no Rota 2030, que tramita no Congresso.

Importação de produtos de Natal deve cair até 30%. Importadores dos produtos mais consumidos no Natal – alimentos, bebidas e enfeites – devem reduzir a compra desses itens em até 30% com a disparada do dólar. A moeda americana já subiu mais de 25% no ano.

40% não usam cinto de segurança na estrada.

Coluna do Estadão: Ajufe quer excluir perfis falsos de Moro na web. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) vai acionar o Instagram para pedir a retirada de perfis falsos do juiz Sérgio Moro criados na rede social. Um deles, com 655 mil seguidores, usa a denominação “Sérgio Moro oficial”, leva a foto do magistrado e pede voto para o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A Ajufe afirma que o responsável pela Operação Lava Jato “não mantém atividades em redes sociais, tampouco se manifesta sobre questões políticas, partidárias, eleitorais ou qualquer candidato envolvido na disputa eleitoral deste ano”. Tudo fake.

Coluna do Estadão: Chama a Regina. A estratégia de Alckmin para chegar ao 2.º turno será disseminar o medo: “Com PT ou Bolsonaro, vamos virar a Venezuela”, dirá um locutor no seu programa de TV. Em 2002, a campanha presidencial de José Serra divulgou vídeo com Regina Duarte dizendo que tinha medo de Lula vencer a eleição. Não colou.

Eliane Cantanhêde: Depois de passar Marina e Alckmin, Haddad deve ultrapassar Ciro. Os ventos sopram a favor do PT. Quem diria?

Vera Magalhães: Eleitores-pistola de Bolsonaro e do PT estão contratando o encontro do juízo final, com a destruição de tudo o que há em volta.

Editorial1: O desafio do liberalismo. O liberalismo é demonizado dia e noite por forças retrógradas e antidemocráticas. Os liberais precisam urgentemente se mostrar à altura das graves demandas atuais e defender as reformas.

Editorial2: Um país estagnado. Dados como o IDH mostram a complexidade dos problemas nacionais. Há que se desconfiar das soluções fáceis.

Editorial3: Tabela ameaça o agro e o País. O agronegócio promete mais um ano de bom desempenho, a julgar pelo crédito contratado nos primeiros dois meses do Plano Agrícola e Pecuário 2018-2019.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Mercado clandestino de TV tem políticos, empresários e igrejas. Brechas legais alimentam o comérciode retransmissoras, concedidas de graça pelo governo, por até R$ 1 milhão. Empresários, igrejas e políticos compram, vendem e alugam clandestinamente canais de TV. Brechas legais movimentam esse balcão de negócios, que chega a 1.200 canais anunciados, segundo operadores que pedem para não serem identificados. Os canais são concedidos pelo Ministério das Comunicações, sem custo, e só podem ser transferidos depois de três anos de operação. Interessados, porém, têm de enfrentar fila de milhares de pedidos e, por isso, recorrem aos canais de prateleira, assim chamados porque os titulares não constroem suas estações nem pedem autorização de funcionamento, relata Julio Wiziack. Segundo o ministério, o prazo legal para esse procedimento é de um ano. Mas não havia na lei, até agosto, previsão de punições. O resultado foi a proliferação do comércio clandestino. Em cidades do interior, um canal na tecnologia analógica não sai por menos de R$ 100 mil. Se puder migrar para a tecnologia digital, passa a valer R$ 1 milhão. Em agosto, o presidente Michel Temer baixou decreto endurecendo as regras para retransmissoras, que agora têm quatro meses para a regularização.

Decretos de Alckmin rendem R$ 3,8 milhões a familiares. Ex-governador de SP, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) assinou decretos de desapropriação de terrenos, em 2013 e 2014, que renderam R$ 3,8 milhões a familiares. O objetivo era a construção de rodovia em São Roque (SP). As medidas de desapropriação citam Othon Cesar Ribeiro, sobrinho do tucano, e sua ex-mulher. Alckmin defende a obra, entregue em 2016 e criticada por moradores, e afirma ser descabido imaginar que ela tenha sido executada para beneficiar parentes.

Perfil do eleitor de Haddad muda após candidatura. O perfil do eleitor do presidenciável Fernando Haddad (PT) mudou após confirmação da candidatura, diz pesquisa Datafolha. Antes com melhor desempenho entre eleitores com ensino superior, agora ele cresce entre os que têm só o fundamental.

Novos idosos de SP têm mais doenças e limitações. Os novos idosos paulistanos chegam à velhice com mais doenças crônicas e limitações, mostra estudo da USP. Em 16 anos, a taxa de diabetes na faixa etária de 60 a 64 anos foi de 18% para 25%. A de câncer quase triplicou: de 3% para 8%. O aumento pode estar ligado a obesidade e sedentarismo, mas também decorre de mais acesso a diagnósticos.

Suplente de filho de Bolsonaro no RJ é suspeito de ocultar patrimônio.

Após queda, Dilma trata disputa entre PT e PSDB em MG como ‘luta decisiva’. Ex-presidente, afastada em 2016 do cargo, disputa vaga ao Senado por Minas Gerais. Dilma lidera a corrida para o Senado com 26%, segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 6.

Rosane Collor concorre na oposição a ex-presidente.

Aflito e evitado por aliados, Aécio tenta reescrever biografia com candidatura em MG.

Painel: Para PT e PSDB, Haddad ultrapassa Ciro e se isola no segundo lugar da eleição em até dez dias.

Janio de Freitas: Abusos de poder e artimanhas têm acometido inúmeros processos da Lava Jato.

Hélio Schwartsman: O direito de não ir à escola. Supremo pisou na bola ao vetar o ensino domiciliar. Uma das piores coisas que pais pode fazer a seus filhos é privá-los da escola. Ela serve não só para ensinar aos jovens os conteúdos das disciplinas básicas, o que daria para fazer em casa com um bom programa de estudos, mas também os prepara para conviver com seus pares. Ainda assim, penso que o STF pisou na bola ao vetar o ensino domiciliar.

Bruno Boghossian: Centro fica espremido e eleitor se alinha em batalha de extremos. Crescimento de Bolsonaro e decolagem de Haddad empurram disputa para os polos.

Vinicius Torres Freire: Ciro, entre morrer na praia e vencer. Candidato é o anti, o filho do meio, o escolhido para bater qualquer um no segundo turno.

Editorial: Opções paulistas. Sinais de acomodação no estado mais rico do país indicam a necessidade de inovações e parcerias.

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