Eleição 2018 continua dominando manchetes de jornais

SINOPSE NACIONAL DE 09 DE OUTUBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Bolsonaro e Haddad prometem respeitar a Constituição de 1988. Candidato do PSL desautoriza Mourão; petista desiste de Constituinte e rechaça José Dirceu. Em entrevistas ao “Jornal Nacional”, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se comprometeram a respeitar a Constituição de 1988 e a propor emendas para reformá-la. Haddad disse que “revisou posicionamento” e renunciou à convocação de Constituinte. Ele rechaçou fala de José Dirceu sobre “tomada de poder”. Bolsonaro desautorizou seu vice, o general Mourão, que havia proposto uma Constituinte de notáveis e falado em “autogolpe”. Para ele, faltou tato ao general. Bolsonaro disse que, se eleito, governará “com autoridade e sem autoritarismo”. “Se estamos disputando a eleição é porque acreditamos no voto popular e seremos escravos da Constituição”, disse.

Câmara tem a maior renovação em 20 anos. Cláusula de barreira ameaça 14 dos 35 partidos. A eleição renovou 243 das 513 cadeiras da Câmara, a maior proporção em 20 anos. A bancada feminina passou de 51 para 77. No Senado, 46 das 54 cadeiras em disputa ganharam novos donos. Projeções indicam que 14 dos 35 partidos não cumprirão a cláusula de barreira e perderão acesso ao fundo partidário e à propaganda na TV em 2019.

Voto ‘Bolsowitzel’ tem maioria em dez municípios. Voto casado em Wilson Witzel (PSC) e Bolsonaro obteve maioria em dez cidades. Paes teve menos votos que para prefeito em 2012.

Castigados. Diversos políticos investigados pela Lava-Jato não se elegeram, como Lindbergh, Jucá e Beto Richa.

Vitoriosos. Já candidatos identificados com a operação de combate à corrupção, casos de Kim Kataguiri e Janaína Paschoal, venceram nas urnas.

Para Boris Fausto, conservadorismo virulento aflorou. O historiador Boris Fausto aponta o forte sentimento antipetista, aliado a uma reação contra a revolução de costumes, à insatisfação com a política, à corrupção e à crise econômica como os motivos que explicam a vitória de Jair Bolsonaro no primeiro turno e a onda de conservadorismo “virulento” que varre o país.

Merval Pereira: Voto desmonta partidos tradicionais. Entre mortos e feridos, poucos se salvaram, mas entre estes o PT, paradoxalmente, é um dos que resistiram à onda bolsonarista, apesar de derrotas emblemáticas em todo o país e de ter sido confinado ao Nordeste, e mesmo assim não nas capitais e grandes cidades. Além de ter elegido a maior bancada da nova Câmara, reelegeu no primeiro turno os governadores da Bahia, do Ceará e do Piauí. E governadores aliados no Norte e Nordeste como Renan Filho, do MDB de Alagoas; Flávio Dino, do PCdoB no Maranhão; João Azevedo, do PSB na Paraíba; e Paulo Câmara, do PSB em Pernambuco. E está no segundo turno da eleição presidencial pela quinta vez seguida, embora pela primeira vez em posição de desvantagem.

Pedro Doria: Os eleitores votaram num pacote de ideias. Pela primeira vez na Terceira República, os eleitores votaram de forma marcadamente ideológica. Os dois candidatos com maior índice de rejeição chegaram ao segundo turno. Um pertence ao partido responsável pelo maior escândalo de corrupção comprovado da história das democracias. O outro relativiza ditadura e tem por herói o sujeito que comandou a principal máquina de tortura do regime militar. Não bastasse, sabemos que ao final do processo metade da população estará infeliz.

Bernardo Mello Franco: O eleitor apressou a morte do doente. Nada será como antes. O furacão eleitoral levou o telhado e as paredes da casa que abrigava a política brasileira há três décadas. “O sistema partidário que nós conhecíamos morreu no aniversário de 30 anos da Constituição”, resume o cientista político Jairo Nicolau. Ele é um dos estudiosos que tentam entender as mudanças decretadas pela urna.

Míriam Leitão: A democracia no centro do segundo turno. A democracia foi o centro da conversa neste começo de segundo turno. Em entrevistas, Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL, falaram sobre o tema. No Jornal Nacional, Haddad disse que mudou a posição do programa que propunha nova Constituinte e rechaçou declarações de José Dirceu. Jair Bolsonaro desautorizou a defesa de uma nova Constituição escrita por notáveis, que foi defendida pelo candidato a vice, Hamilton Mourão, e disse que nem entendeu o que ele quis dizer com a expressão “autogolpe”.

Ações de estatais disparam em dia de movimento recorde na Bolsa. No primeiro dia de pregão após o primeiro turno, a Bolsa bateu recorde de movimentação, comum total de R$ 29 bilhões em negócios. Ações de estatais dispararam.

Vereador da oposição tem morte suspeita na Venezuela. Oposição acusa governo pela morte de vereador investigado por ligação com o atentado a Maduro. Na versão oficial, ele se atirou do prédio onde era interrogado.

No Peru, eleitor pune partidos acusados de corrupção. Partidos tradicionais que têm políticos investigados pela “Lava-Jato” peruana foram os grandes perdedores nas eleições regionais no país.

Editorial1: A renovação no Congresso feita pelo eleitor. Não se sabe se qualidade do Legislativo melhorará, mas voto muda a Câmara.

Editorial2: A renovação no Congresso feita pelo eleitor. Não se sabe se qualidade do Legislativo melhorará, mas voto muda a Câmara.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Bolsa dispara com onda conservadora na Câmara. Novo Congresso e Jair Bolsonaro no segundo turno levam investidores a apostar em reformas econômicas. Em um cenário de fragmentação recorde – 30 legendas elegeram deputados –, partidos mais ligados ao ideário conservador, como PRB, DEM e, principalmente, o PSL, de Jair Bolsonaro, ampliaram a representação na Câmara na próxima legislatura. MDB e PSDB, siglas que antes estavam entre as maiores da Casa, encolheram, respectivamente, 48% e 46%, na comparação com 2014. A taxa de renovação foi de 52%, a maior dos últimos 20 anos. A vantagem que Bolsonaro obteve sobre Fernando Haddad (PT) e a composição mais conservadora do Congresso levaram o Ibovespa a movimentar R$ 28,9 bilhões ontem, o maior volume nominal da história. Para investidores, o novo perfil do Congresso poderá permitir a Bolsonaro encaminhar reformas econômicas, caso seja eleito. A Bolsa fechou em alta de 4,57%, aos 86.083 pontos, nível mais elevado em quase cinco meses. O dólar fechou em baixa de 2,40%, aos R$ 3,76, menor cotação em dois meses.

Bancadas ganham força. As três principais bancadas da Câmara que defendem temas específicos – da bala, evangélicos e do agronegócio – tendem a se fortalecer, mesmo com o alto índice de renovação.

‘Nova’ Previdência tem resistências. Se quiserem fazer reforma da Previdência, Bolsonaro e Haddad terão de convencer o núcleo político das campanhas. O atual Congresso também não demonstra vontade de abordar o tema.

Bolsonaro e Haddad dizem que não pensam em Constituinte. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad descartaram, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, a possibilidade de, se eleitos, convocar Constituinte. “Vamos ser escravos de nossa Constituição”, disse Bolsonaro. Haddad também foi enfático: “Nós revimos nosso posicionamento. Vamos fazer as reformas por emenda constitucional”.

‘Eleitor quer governo à direita’. Maior doador individual da campanha, Rubens Ometto, dono do grupo Cosan, declarou voto em Bolsonaro.

Entrevistas. João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) iniciam campanha do 2º turno pelo governo de São Paulo.

PSDB paulistano expulsa Saulo e Goldman. Em meio à crise interna, o diretório municipal do PSDB em SP decidiu expulsar do partido o ex-governador Alberto Goldman, o secretário estadual de Governo, Saulo de Castro, e outros 15 filiados por “infidelidade partidária”. A notícia foi antecipada pela Coluna do Estadão.

Ministros do STF pedem pacto de governabilidade.

Eliane Cantanhêde: Num segundo turno totalmente atípico, haverá menos festa e mais irritação, menos apoio e mais crítica do que jamais se viu.

Ana Carla Abrão: O Brasil gritou que não quer um sistema político para se perpetuar e que não se reconhece nos que aí estão.

Editorial1: A vitória do cansaço. Se há hoje um partido com ampla penetração nacional é o partido da revolta contra a desfaçatez dos que há tempos se assenhorearam do Estado.

Editorial2: Não faltam bons projetos. Há boas soluções disponíveis para os problemas do País – é só não deixar a ignorância e a altivez imperarem sobre a razão.

Editorial3: O desafio da Unesp. Pelo segundo ano consecutivo a instituição não está conseguindo pagar o 13° salário.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Bolsonaro e Guedes recrutam executivos para a sua equipe. Nomes da iniciativa privada seriam opção para eventual governo na falta de quadros técnicos do PSL. A equipe de Jair Bolsonaro (PSL) está reunindo apoio do setor privado para levar executivos ao governo, caso vença o segundo turno das eleições no dia 28. São pessoas que já aconselham o economista Paulo Guedes e equipes do presidenciável. Fazem parte da lista Alexandre Bettamio, CEO para a América Latina do Bank of America, João Cox, presidente do conselho de administração da TIM, e Sérgio Eraldo de Salles Pinto, da Bozano Investimentos (presidida por Guedes). Para integrantes da campanha, Bettamio poderia assumir a presidência do Banco do Brasil, dada sua experiência. Os demais poderiam ocupar postos-chave — convites só devem ocorrer após a eleição definida. Do setor financeiro, há outros “paraquedistas” — como estão sendo chamados os executivos nos bastidores. Eles teriam como missão trazer experiência do setor privado, uma vez que o PSL não tem quadros técnicos para ocupar as vagas na Esplanada dos Ministérios, estatais e autarquias. Um dos argumentos para atraí-los é poder trabalhar sem interferência política. São aguardados Maria Silvia Bastos Marques, CEO da Goldman Sachs no país e ex-presidente do BNDES, e Roberto Campos Neto, diretor do Santander e neto do renomado economista liberal. Ele eventualmente assumiria o Banco Central caso a primeira opção, Ilan Goldfajn, não queira permanecer no Cargo.

Rede, PC do B e 12 partidos não passam na cláusula de barreira. A apuração de votos para a Câmara dos Deputados mostra que 14 dos 35 partidos do país não atingiram desempenho mínimo exigido na cláusula de barreira e, com isso, vão perder tempo de TV e fundo partidário, essenciais à sua existência. O mecanismo tenta reduzir pulverização partidária. Embora haja possibilidade de mudança, já que candidaturas com questionamento judicial não tiveram votos computados ainda, a Rede, de Marina Silva, o PC do B, vice na chapa petista, e o PRTB, aliado a Jair Bolsonaro (PSL), estão entre as siglas. Os eleitos podem trocar de partido.

Haddad vai ajustar estratégia, e Bolsonaro, reforçar antipetismo. Para o segundo turno da campanha, Jair Bolsonaro (PSL) pretende fortalecer o discurso antipetista e retomar participação em debates. Ele já passou a usar a seu favor o discurso da governabilidade. A falta de apoio do Congresso deixa de ser questão com o resultado do pleito no Congresso. Já Fernando Haddad (PT) deve recalibrar estratégia e fazer concessões ao centro. O senador eleito pela Bahia, Jaques Wagner (PT), passa a comandar articulações políticas da campanha. Haddad foi liberado pelo partido para deixar de fazer visitas semanais a Lula, preso em Curitiba.

Joel P. da Fonseca: O eleitor sem voto é quem vai decidir esta eleição.

Bruno Boghossian: Terremoto nas urnas ainda terá abalos secundários sobre partidos. Com caciques fracos, votação de projetos pode ter negociação custosa no varejo.

Guru econômico de Jair Bolsonaro teve mudança radical em Chicago.

Surpresa em MG, Zema surfa na onda criada por capitão reformado.

Nos estados, Bolsonaro já conta com o palanque de 12 candidatos.

Ex-juiz chega ao 28 turno no Rio após gastar metade de seu patrimônio.

PSDB de São Paulo alega infidelidade e expulsa ex-governador Goldman. Alckmin indica que não vai apoiar nem Haddad nem Bolsonaro.

Presidenciáveis descartam nova constituinte. Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) durante entrevista ao Jornal Nacional em que os dois amenizaram tom e abriram mão de nova constituinte.

Rede, PC do B e mais 12 siglas são reprovadas nas urnas e correm risco de extinção.

Sem maioria, Bolsonaro ou Haddad enfrentarão forte oposição e terão que negociar.

Percentual de mulheres eleitas para a Câmara cresce de 10% para 15%.

Após eleição, Bolsa registra recorde nas negociações. Sob influência do desempenho de Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno da eleição presidencial e dos resultados expressivos de apoiadores do deputado no Congresso, a Bolsa brasileira subiu ontem mais de 4% e atingiu volume recorde de negociação: R$ 28,9 bilhões.

O dólar desvalorizou mais de 2% e fechou cotado a R$ 3 ,767.

Nobel de Economia vai para pesquisas de sustentabilidade. Os americanos William Nordhaus, da Universidade Yale, e Paul Romer, ex-economista-chefe do Banco Mundial, ganharam o Nobel de Economia. Suas pesquisas contribuíram para a compreensão de fatores que asseguram o crescimento sustentável alongo prazo.

Editorial1: Haverá oposição. Finalistas na disputa presidencial, PSL e PT elegem as maiores bancadas na Câmara

Editorial2: Educação. O ralo do ensino médio. Há considerável risco de que verba para reforma termine desperdiçada.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico: PSL ou PT terá de negociar com Centrão para governar. A renovação da Câmara dos Deputados será de 52% depois das eleições de domingo, taxa que não se verificava há mais de 20 anos. O cenário da próxima legislatura, porém, continuará parecido com o atual.

Mercado reage com euforia à vantagem obtida por candidato. Os investidores reagiram com euforia à folgada liderança – de quase 17 pontos percentuais – obtida por Jair Bolsonaro (PSL), em relação a Fernando Haddad (PT), na votação do primeiro turno da eleição presidencial. A bolsa de valores de São Paulo registrou o maior volume de negócios da história

Bolsonaro descarta ‘paz e amor’. Com a segunda maior bancada eleita para a Câmara e amplo apoio de ruralistas, evangélicos e parlamentares da “bancada da bala”, a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) reforçará o discurso de que o presidenciável é o único que teria “governabilidade” a partir de 2019.

Haddad já negocia alianças. Disposto a montar uma “frente de forças democráticas” no 2º turno, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, tenta mostrar autonomia política em relação ao ex-presidente Lula.

Plano da BRF frustra os investidores. O planejamento da BRF para os próximos cinco anos frustrou os investidores. Apresentado ontem pelo presidente da empresa, Pedro Parente, o plano não conseguiu impulsionar as ações da companhia mesmo em um dia de forte alta da bolsa.

Mestres do crescimento. Os economistas americanos William Nordhaus (esq.), de Yale, e Paul Romer, da NYU, ganharam em conjunto o Nobel de Economia por seu trabalho sobre inovações tecnológicas e mudanças climáticas.

Pobreza extrema cresce em 25 unidades da Federação. A pobreza extrema, que atinge as famílias com renda per capita inferior a R$ 85 por mês, cresceu em 25 das 27 unidades da Federação entre 2014 e 2017, quando o Brasil viveu a mais longa recessão da história.

Qualicorp faz acordo com XP para manter benefício a dono. O fundador da Qualicorp, José Seripieri Filho, fechou acordo com a XP Gestão de Recursos, dona de 9% do capital da administradora de planos de saúde, e se comprometeu a usar os R$ 150 milhões que recebeu da empresa para comprar ações da própria companhia.

Políticas Públicas. Extrema pobreza avança e é recorde em 9 Estados. Em alguns locais, como Bahia e Acre, o índice de famílias miseráveis mais do que dobrou.

Vai ter dinheiro público para a infraestrutura? Para destravar investimentos em infraestrutura, não é possível contar apenas com dinheiro privado, diz Abdib.

Projetos de mineração ameaçam terras indígenas e unidades de conservação. Levantamento indica existência de 5,6 mil planos para exploração mineral em áreas ambientalmente sensíveis.

Eleições. Taxa de renovação na Câmara é de 52%. PT mantém maior bancada, PSL terá 52 parlamentares, MDB, PSDB e DEM diminuem de tamanho.

Cláusula de barreira atinge 14 siglas

Derrota do grupo de Temer reacende disputa por comando do MDB

Efeito Bolsonaro faz da eleição a mais disruptiva.

O Congresso na mira do futuro presidente. Haddad busca alianças e tenta demonstrar autonomia política.

Petista volta atrás sobre constituinte e desautoriza Dirceu.

PDT e PSB apoiam petista com ressalvas.

Eleições. Bolsonaro diz que será o único a ter governabilidade. Campanha vai radicalizar o discurso contra o PT e descarta adotar tom de “Jairzinho paz e amor”.

Deputado diz que vice na chapa deu uma “canelada”

Base eleitoral bolsonarista é menos conectada, mas mais engajada.

Presidente eleito poderá contar com 50 cargos para gabinete de transição

FGTS para financiar hospitais filantrópicos pode ser aprovado. Projeto que torna automática a adesão ao Cadastro Positivo de crédito tem alta chance de aprovação

Editorial: Renovação no Congresso foi feita com o avanço da direita. Congresso mais fragmentado, mais conservador, torna o trabalho de composição ainda mais difícil do que já é.

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