Eleição 2018 é o tema em destaque nas manchetes dos jornais

SINOPSE NACIONAL DE 15 DE SETEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Bolsonaro lidera com 26%; Ciro e Haddad têm 13%. Pedetista e petista estão empatados, no limite da margem de erro, com Alckmin, que está com 9%; Marina cai para 8%. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) continua liderando a corrida eleitoral, com 26% das intenções de voto, segundo pesquisa do Datafolha divulgada ontem. Sem fazer campanha desde que levou uma facada, há mais de uma semana, ele tem dois pontos percentuais a mais que no levantamento anterior, publicado dia 10. Lançado oficialmente no dia 11, Fernando Haddad, do PT, subiu quatro pontos e chegou a 13%, o mesmo índice de Ciro Gomes, do PDT. Geraldo Alckmin, do PSDB, perdeu um ponto e tem 9%. Marina Silva, da Rede,caiu três pontos,de 11% para 8%. Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) têm 3% cada. Entre os cinco principais, a maior rejeição é a de Bolsonaro (44%), e a menor, a de Ciro (21%).

Haddad: ‘O demônio do país virou o PT’. Ao Jornal Nacional, o candidato do PT, Fernando Haddad, reconheceu falhas de controle na Petrobras e disse que PT foi demonizado.

Crivella pede votos para o filho em ato com servidores. Funcionários da Comlurb foram levados em ônibus da empresa para encontro na quadra da Estácio de Sá com o prefeito Marcelo Crivella e candidatos, entre os quais seu filho. Gabinete do prefeito alega que ele era um convidado.

MP aponta que Romário atropelou motociclista em 2017. O Ministério Público Estadual responsabiliza o senador Romário, candidato a governador pelo Podemos, por atropelar motociclista em 2017. Amigo de Romário assumiu a culpa, mas testemunha diz que senador dirigia o veículo.

Maduro. Presidente da Venezuela vai à China em busca de empréstimo.

Zuenir Ventura: Uma eleição marcada por muita confusão. Se os analistas andam meio incertos e os institutos de opinião chegam a divergir entre si, como Datafolha e Ibope nos dois últimos levantamentos com poucos dias de diferença, o que dizer de nós, simples observadores? Nunca foi tão apropriado o clichê que atribui às pesquisas a imobilidade de uma foto, não ao movimento de um filme ou mesmo à rapidez de uma selfie. Por isso, tenho ouvido a frase “ainda não sei em quem vou votar, vou esperar até a última hora”.

Miriam Leitão: Paz de Toffoli pode ser a morte da Lava-Jato. O ministro Dias Toffoli pregou paz e conciliação em seu discurso de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Um pouco antes desferiu um golpe violento em direção à Lava-Jato: suspendeu uma ação penal contra o ex-ministro Guido Mantega, Mônica Moura e João Santana, mandou-a para a Justiça Eleitoral e ainda acusou o juiz Sérgio Moro de tentar “burlar” decisão do STF. Se casos de corrupção tiverem que ser julgados como crimes eleitorais é o sepultamento da Lava-Jato. Haverá paz. A dos cemitérios.

Merval Pereira: Disputa por vaga no 2o turno fica mais restrita. Com o crescimento da candidatura de Fernando Haddad, do PT, e a manutenção de Ciro Gomes nos mesmos patamares, parece ter encurtado o campo para os demais candidatos que disputam a ida ao segundo turno.

Paulo Celso Pereira: A direita raivosa contra um PT ressentido. A tão falada polarização da eleição de 2014 poderá em breve ser vista como uma divergência de botequim se confirmado o cenário projetado pela pesquisa Datafolha divulgada ontem. Se mantido o crescimento vertiginoso de Fernando Haddad (PT), de um ponto percentual por dia, a tendência é que já na próxima semana ele figure isolado na segunda posição, se aproximando velozmente do patamar de Jair Bolsonaro (PSL).

Marcelo Adnet: Um Rio ferido por grandes tragédias. A execução brutal da vereadora Marielle é uma humilhação imposta ao nosso querido estado e ao Brasil.

Recessão impede Brasil de avançar em ranking de IDH. O Brasil ficou na 79a. posição no rankingdo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Segundo o economista Marcelo Neri, do FGV Social, a estagnação é resultado da recessão do país, que atingiu não só a renda, como também teve efeito indireto na expectativa de vida e na escolaridade do brasileiro, indicadores levados em conta no cálculo do IDH. A Noruega encabeça a lista com a melhor avaliação.

Gilmar manda soltar Richa e dá salvo-conduto. Decisão foi tomada no mesmo dia em que Justiça do Paraná julgou procedente pedido de prisão preventiva contra ex-governador, que é candidato ao Senado; para ministro do STF, tucano não pode mais ser preso provisoriamente por atos relacionados ao caso.

Custo violência. Só 11% das escolas em áreas de conflito batem meta do Ideb.

Remanejamento. ABBR perde verba de emenda para clínicas privadas.

Editorial1: Toffoli acerta ao propor conciliação na posse no STF. Aceno reforça o colegiado da Corte e deveria ser atendido pelas diversas forças políticas.

Editorial2: Negociadores ainda não sabem que tipo de Brexit sairá das negociações. Britânicos e europeus correm contra o tempo, em meio a alertas sobre efeitos políticos e econômicos.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Disputa entre Haddad e Ciro se acirra no Nordeste. Petista conta com transferência de votos do ex-presidente Lula; candidato do PDT tem forte base no Ceará. Região que abriga um em cada quatro eleitores brasileiros, o Nordeste é, hoje, o principal palco da disputa entre Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) pelo espólio lulista e por uma vaga no segundo turno da eleição presidencial contra Jair Bolsonaro (PSL). Nos Estados nordestinos, o confronto Ciro-Haddad alcança seu patamar porcentual mais elevado de intenções de voto na comparação com outras regiões. Enquanto o candidato do PT conta com a transferência de votos do ex-presidente Lula, a campanha de Ciro Gomes (PDT) acredita que poderá frear essa transmissão. O principal trunfo de Ciro é o forte apoio de que desfruta no Ceará, Estado que já governou e cuja máquina é controlada por seu irmão, Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT. Apesar de ser petista, o atual governador, Camilo Santana, é afilhado político dos irmãos Gomes e apoia Ciro.

Coluna do Estadão: Nas redes sociais, FHC ignora apoio a Alckmin. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso completa um mês de sua estreia no Twitter e ainda não usou a plataforma ou sua página no Facebook para pedir votos para Geraldo Alckmin. Ontem, FHC postou: “Só com experiência se governa. Sem convicção não se criam caminhos de futuro. Avalie quem junta estas virtudes e vote”. Não sugeriu, porém, um candidato. Integrante da cúpula da campanha diz que o tucano reage ao fato de ainda não ter sido chamado para gravar o programa de TV de Alckmin. A avaliação é de que ele não agrega votos.

João Domingos : O duelo. No Brasil, o grosso do eleitorado não tem viés ideológico. Esse é o drama tanto de Fernando Haddad quanto de Jair Bolsonaro, caso venham a duelar no segundo turno.

‘Se não fosse democrata, estaria limpando arma’. Criticado por defender uma nova Constituição elaborada por “notáveis” não eleitos e aprovada em plebiscito, e chamado de antidemocrático, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), reagiu ontem. “Não sei por que sou antidemocrático. Se fosse, não estaria participando de uma eleição. Estaria limpando as armas e aguardando o momento”, afirmou.

Assassinato de Marielle Franco completa seis meses sem nenhuma resposta sobre o crime. Viúva da vereadora do PSOL irá à ONU denunciar a demora na solução do crime; investigação é cercada de mistério.

Juiz decreta prisão de Beto Richa; Gilmar manda soltar. O juiz Fernando Fischer, da 13.a Vara Criminal de Curitiba, decretou prisão preventiva do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR), candidato ao Senado, e de outros alvos da Operação Radiopatrulha, que apura suposto esquema de propinas em manutenção de estradas. Logo depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF, mandou soltar o tucano e mais 14 presos.

Toffoli suspende volta de promotor. Antes de assumir a presidência do STF, Dias Toffoli suspendeu a volta ao cargo do promotor Eduardo Nepomuceno, responsável pela reabertura de investigação sobre o aeroporto de Claudio, em Minas.

Furacão provoca mortes nos EUA. Voluntários resgatam crianças em área inundada na Carolina do Norte; o começo da passagem do furacão Florence pela Costa Leste dos EUA deixou cinco mortos, entre eles uma mãe e seu bebê. Pelo menos 640 mil casas e prédios comerciais ficaram sem energia elétrica.

Cotas causam atrito entre MPT e construtoras. Por lei, empresas de construção têm de reservar vagas para pessoas com deficiência, jovens, ex-presidiários e moradores de rua. Setor diz que não há interessados em número suficiente. O Ministério do Trabalho já lavrou mais de 400 autos de infração.

Brasil fica atrás da Venezuela em índice de desenvolvimento. Pelo segundo ano, o Brasil ficou na 79.a posição entre 189 países avaliados no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), uma abaixo da Venezuela, que enfrenta forte crise econômica. O País alcançou nota 0,759, em uma escala que vai de zero a um – quanto mais próximo de um, maior o desenvolvimento humano. O IDH avalia o progresso dos países com base em três itens: saúde, educação e renda. Na América do Sul, o Brasil fica ainda atrás de Chile, Argentina e Uruguai e, de acordo com os dados, continua extremamente desigual. O primeiro colocado é a Noruega, com 0,953 pontos, e o último é o Níger, com 0,354. O governo não comentou.

Caixa reduz taxa para imóvel de até R$ 1,5 mi.

Agronegócio critica sucessão na Embrapa.

Adriana Fernandes: O Sebrae é uma caixa-preta ainda intocável. Não há prestação de contas. É hora de retomar o debate sobre recursos.

Fernando Reinach: Nos últimos 15 anos, o número de pessoas diagnosticadas com disforia de gênero aumentou mais de cem vezes.

Editorial1: A grandeza do Supremo. Que o Supremo Tribunal Federal, com Dias Toffoli, possa ser transformado, assumindo plenamente a identidade e as funções que a Constituição de 1988 lhe atribuiu.

Editorial2: A riqueza dos municípios. A agricultura tem assegurado resultados para a balança comercial e forte contenção da inflação.

Editorial3: Direitos autorais protegidos. Empresas como Facebook e Google hoje faturam bilhões de dólares em publicidade sem ter de pagar um centavo aos produtores dos conteúdos que circulam por suas redes.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Bolsonaro vai a 26%; Haddad empata com Ciro e Alckmin. Datafolha mostra melhora do deputado no 2o turno, ascensão do petista e aumento de sua rejeição. Esfaqueado há nove dias, e desde então fisicamente impedido de fazer campanha, Jair Bolsonaro (PSL) continua na liderança da corrida à Presidência com 26%, de acordo com o Datafolha. O deputado oscilou dois pontos para cima na pesquisa realizada quinta (13) e sexta (14) em comparação com a de segunda (10). Oficializado como candidato do PT nesta semana, no lugar de Lula, Fernando Haddad manteve tendência de alta. Alcançou 13% e está empatado numericamente com Ciro Gomes (PDT), que manteve sua porcentagem. Ambos empatam no limite da margem de erro (dois pontos para mais ou para menos) com o tucano Geraldo Alckmin, que tem 9%. Marina Silva (Rede) está em curva descendente. Com 16% na terceira semana de agosto, soma 8% agora. Bolsonaro continua com a maior rejeição: 44% dos eleitores não votariam nele — eram 43%. A taxa de Haddad subiu de 22% para 26%.  O presidenciável do PSL, porém, melhorou nos cenários de segundo turno. Passou numericamente Haddad e empata tecnicamente com Alckmin.

Brasileiro recorda marco da quebra econômica de 2008. Há dez anos, ligação para Roberto Moraes, do banco de investimentos Lehman Brothers no Brasil, marcou não só o executivo, mas a economia mundial. “Acabou”, ouviu de seu chefe nos EUA.

Queda nos serviços e no varejo sinaliza risco de estagnação. Só 2% dizem que ataque a candidato modificou voto. O atentado sofrido por Jair Bolsonaro (PSL) na última semana não tem influência na escolha de candidato à Presidência para 98% dos eleitores, segundo pesquisa do Datafolha. Apesar disso, a maior parte dos entrevistados (72%) se disse comovida com o episódio.

Análise : Mauro Paulino e Alessandro Janoni: Líder tem potencial para alcançar um terço do eleitorado. Se mantiver a tendência, Bolsonaro tem potencial imediato para obter apoio de um terço do eleitorado. Haddad pode alcançar 17% nos próximos dias, e Alckmin, 15%.

Demétrio Magnoli: O lulismo tardio é um caudilhismo singular, com traços milenaristas. Na narrativa petista, um passe de mágica transforma a história em conto infantil.

Hélio Schwartsman: A fé de Bolsonaro. Um candidato deve ser avaliado por suas declarações ou por ações pregressas? Nesse quesito, por tudo o que li e vi até agora, a candidatura que se revela mais incoerente é a de Jair Bolsonaro, que apresenta um programa ultraliberal na economia, mas ostenta, como deputado, um longo histórico de posições ultraestatistas.

Mídia espontânea ajuda a embalar as candidaturas de Bolsonaro e Haddad.

Suplente de Alvaro Dias se entrega à polícia no Paraná. Alvo da mesma operação que prendeu o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), o empresário Joel Malucelli se entregou. Ele, que nega ter fraudado licitação, é suplente licenciado do senador e candidato à Presidência Alvaro Dias (Podemos).

Haddad diz que ‘sabotagem’ a Dilma foi maior que erros na economia.

Há seis meses sem saber quem matou Marielle Franco. Ato no Rio de Janeiro homenageia a vereadora do PSOL e o motorista dela, Anderson Gomes, assassinados a tiros na cidade em 14 de março deste ano; apesar da repercussão internacional do caso, os crimes continuam sem resposta.

Governo engaveta pesquisa de R$ 7 mi sobre uso de drogas. Uma pesquisa que detalha o uso de drogas em todo o país, a um custo de R$ 7 milhões, está há dez meses engavetada pelo Ministério da Justiça. Segundo o órgão, a demora na divulgação se deve a alteração de metodologia em relação a outros estudos.

Editorial1: Funil eleitoral. Oficializado, Haddad sobe no Datafolha, enquanto Bolsonaro mostra força na liderança.

Editorial2: Área de livre comércio. Franca decadência. Sem um esforço de integração, será difícil que a ZFM escape da obsolescência.

Manchete e destaques do jornal Valor Econômico online: Bolsonaro alcança 26%; Haddad e Ciro Gomes têm 13%, mostra Datafolha. Bolsonaro lidera com 26%, seguido por Ciro com 12%, diz XP/Ipespe.

Marina vê ‘retrato do momento’ e Alckmin se diz único a derrotar o PT.

PF vai dividir investigação sobre atentado a Bolsonaro em duas frentes.

Bolsonaro permanece na UTI, estável e sem infecção.

Ataque a Bolsonaro ajudou a conquistar eleitores indecisos, diz Mourão

Haddad atribui ao PSDB recessão do fim do governo Dilma Rousseff.

Lewandowski pede vista e recurso de Lula será julgado presencialmente.

Defesa pede que Lula possa gravar apoio a Haddad.

Quanto mais juro o banqueiro cobrar, mais imposto pagará, afirma Haddad.

Em comício, Haddad corta canto em seu nome e exalta legado de Lula.

Constituição sem Constituinte é golpe, afirma Marina.

Vice de Ciro critica invasão de sem-terra.

Alckmin: PSDB não tem nada a ver com Temer.

Campanha de Ciro destina R$ 40 mil a escritório do qual ele é sócio.

Collor desiste de disputar o governo de Alagoas.

Gilmar Mendes manda soltar Beto Richa. Foi uma crueldade enorme, diz Beto Richa sobre prisão.

Na América Latina, só Haiti tem desemprego maior que o Brasil.

Brasil fica estagnado na 79ª posição do IDH.

Ibovespa sobe, mas tem perda de mais de 1% na semana. Após marca histórica, dólar volta a R$ 4,16.

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