Eleção 2018 é o tema das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE DE 26 DE AGOSTO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho 

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*:  Por que eles ainda não têm candidato? Número de sem-voto tão perto da eleição é o maior em 20 anos. Eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou estão indecisos somam 38% no cenário sem Lula concorrendo à Presidência, maior índice desde 1998. Ouvidos pelo GLOBO, dez brasileiros revelam por que ainda não têm candidato, embora a maioria pretenda definir um até outubro. Para analistas, a campanha na TV elevará interesse pelo pleito e ajudará na escolha.

Por que eles fazem essas caras? Raiva, incômodo, surpresa e constrangimento: emoções e sentimentos que os presidenciáveis não conseguem esconder. Especialistas em linguagem corporal analisam reações nos primeiros debates na TV.

Cartão de rede de varejo chega a ter juro 3 vezes maior. No vácuo da retração dos bancos, redes de lojas ampliam a oferta de serviços financeiros como cartões de crédito próprios, que podem se converter em uma armadilha para os clientes: os juros são até o triplo da média do mercado. Varejistas têm ampliado os ganhos com cartões, empréstimos e até seguros.

Guru de Chávez crê em desfecho trágico para a Venezuela

O sociólogo alemão Heinz Dieterich, que inspirou o regime de Hugo Chávez, não crê em saídas pacíficas para a crise da Venezuela. Ele prevê que os desfechos mais prováveis para a situação do país são um golpe militar ou uma rebelião popular, que descambaria em guerra civil.

Sete arquitetos apresentam soluções para um Rio ideal.

Combate ao feminicídio une, mas aborto divide candidatas. Mulheres que concorrem a presidente e a vice pregam envolvimento social no enfrentamento à violência de gênero.

Após escândalos, campanhas recrutam tesoureiros ‘outsiders’. Efeito Lava-Jato e nova regra de financiamento provocam troca do perfil de pessoas escolhidas para cuidar das contas. Conta de Meirelles é gerenciada por gestor de seu patrimônio e ex-corregedor do BC.

Resgatar a nobreza do Caminho Imperial, que se estende da Quinta da Boa Vista a Santa Cruz, é uma das propostas feitas por sete arquitetos convidados pelo GLOBO a escolher uma intervenção que aproximasse a cidade do seu Rio ideal. As ideias contemplam todas as regiões do município.

Bernardo Mello Franco: Temer caiu no ostracismo e virou um ex-presidente em atividade

Lauro Jardim: Campanha de Alckmin vai mirar pobre que é eleitor de Lula.

Ascânio Seleme: Como seriam as eleições num Brasil sem a Operação Lava-Jato?

Ancelmo Gois: Emprego na construção civil cai 61% no Rio.

Míriam Leitão: Rede tem metas ousadas, mas o caminho ainda não está claro.

Editorial1: Cleptocracia venezuelana flerta com o perigo. Maduro adota medidas destinadas ao fracasso, reforça miséria e leva Colômbia a mobilizar suas tropas.

Editoral2: Mostra ‘Queermuseu’, no Parque Lage, é vitória contra a censura. Exposição que reúne 214 obras de 82 artistas tinha sido vetada em Porto Alegre e pelo prefeito do Rio.

Editorial3: Compromisso com o caos. A dramática situação do Rio de Janeiro, um Estado dragado por uma crise moral, política e econômica sem paralelos na história recente, pode ser explicada, entre outras razões, pelo absoluto desdém com que o Poder Legislativo estadual parece tratar de questões como responsabilidade fiscal e pacto federativo. Às favas com estes conceitos caros apenas aos que exercem o múnus público imbuídos por genuíno espírito republicano quando o que está em jogo é o agrado à poderosa casta do funcionalismo.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Em SP, Bolsonaro herda votos do malufismo e tira de Alckmin. Fenômeno ajuda a explicar bom desempenho do deputado no Estado e fragilidade do tucano em seu reduto. A união de valores conservadores à defesa da linha dura contra o crime vem garantindo a Jair Bolsonaro (PSL) o apoio de eleitores que se identificam com o discurso associado ao ex-governador Paulo Maluf (PP). O fenômeno, segundo analistas, ajuda a explicar o desempenho do deputado, que lidera as pesquisas de intenção de voto no Estado nos cenários sem o ex-presidente Lula, condenado e preso em Curitiba. O apoio dos “órfãos” do malufismo, que haviam passado a votar no PSDB a partir dos anos 2000, vem produzindo ainda um efeito colateral: o ex-governador tucano Geraldo Alckmin é o único dos candidatos ao Planalto mais bem colocados nas pesquisas a ter fraco desempenho em seu próprio Estado. “São eleitores capturados por uma liderança que pode ser caracterizada como neopopulista, sem muita preocupação com valores democráticos”, diz o cientista político José Álvaro Moisés.

Crime organizado é entrave na segurança. Série mostra as prioridades do País para os próximos anos. Conter a criminalidade e a escalada de assassinatos é uma delas.

Pesquisa mostra as fragilidades de candidatos. Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostrou que Bolsonaro tem forte resistência entre as mulheres e Marina, entre os homens. Ciro patina entre evangélicos e Alckmin não consegue conquistar os jovens. Por ora, campanhas devem concentrar esforços nos grupos em que têm melhor desempenho.

“Estamos à beira do abismo (…) Entrevista. Quando se vota por ódio ou raiva, os riscos são muito altos” Boris Fausto, cientista político.

Uma a cada três cidades não gera receita nem para pagar prefeito. Um terço das cidades do País – ou 1.872 municípios – não tem receita nem para pagar o salário do prefeito e depende de repasses do Estado e da União. O problema é mais grave em localidades que, sem capacidade de atrair empresas e empregos, não conseguem justificar a emancipação. Projeto de lei prevê a criação de mais 400 cidades.

‘Vale não entregou o que prometeu’. Entrevista : Fabio Schvartsman – presidente da Vale. Empresa viveu euforia com período de alta no preço dos minérios, mas depois sofreu com a piora do cenário, avalia presidente. Plano agora é reduzir ritmo de investimentos e remunerar melhor os acionistas.

Aluno de colégio militar custa três vezes mais. Exército gasta R$ 19 mil ao ano por aluno e rede pública, R$ 6 mil; modelo defendido por Bolsonaro é considerado de alto custo e elitista.

Coluna do Estadão: Moro apoia projeto para monitorar visita de presos. O ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) recebeu o apoio do juiz Sérgio Moro para um projeto de lei que amplia significativamente o prazo de permanência de líderes de organização criminosa em presídios federais de segurança máxima e estabelece que as visitas a esses detentos só possam ocorrer nos parlatórios. A proposta deve ser encaminhada ao Congresso até o fim do ano. Atualmente, esses presos só podem ficar até o limite de um ano nesses estabelecimentos. A ideia é que o prazo dobre, podendo ser prorrogado indefinidamente.

Eliane Cantanhêde: Bolsonaro e Alckmin têm artilharia, mas Lula tem mais. Abusa de ações para efeito jornalístico.

Vera Magalhães: Líder nas pesquisas, Bolsonaro recolhe seus exércitos e reforça os territórios já conquistados.

Paulo Leme: O real seguirá volátil até que o próximo governo ancore as expectativas do mercado.

Editorial1: Mais um ano de Lava Jato. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, prorrogou por mais um ano, até setembro de 2019, a força-tarefa da Lava Jato, concentrada em Curitiba.

Editorial2: A Justiça ignora a crise. A despeito das razões humanitárias do adicional de aposentados, a decisão judicial sobre o tema é questionável.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Planos de governo de presidenciáveis são pouco realistas. Programas subestimam fragilidade financeira dopaís ao traçar objetivos para áreas como educação e segurança. Candidatos à Presidência incluíram em suas plataformas de campanha metas, em áreas como economia, educação, segurança e desmatamento, que não parecem realistas se confrontadas com a realidade do país. É o que conclui análise da Folha, com ajuda de especialistas, nos documentos registrados pelos concorrentes mais bem posicionados. A questão do rombo nas contas do governo é um exemplo. Jair Bolsonaro (PSL) promete eliminar o problema em um ano. Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), em dois. Mas, projeções da Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que monitora as finanças públicas, sugerem ser muito difícil acabar com o déficit antes de 2022. Na educação, Lula (PT), preso e virtualmente impedido de concorrer pela lei vigente, e Marina Silva (Rede) se comprometem a cumprir metas que incluem elevar o investimento na área de 6% para 10% do PIB até 2024. O direcionamento de verba ao setor, porém, evoluiu lentamente na última década, com crescimento inferior a 1% do PIB.

Boa Vista vive desafio de abrigar 30 mil imigrantes venezuelanos. Cidade de 320 mil habitantes, a capital de Roraima, Boa Vista, passou a conviver com cerca de 30 mil imigrantes venezuelanos, 2.000 deles vivendo na rua. Moradores reclamam de hospitais lotados e da alta na violência.

Painel: A repercussão internacional da tentativa de Lula de ser candidato é celebrada pelos petistas. Eles acreditam que o TSE buscou uma vacina à pregação de que a ausência de Lula levaria a eleições ilegítimas convidando a missão de observação da OEA.

Painel: Os resultados das últimas pesquisas que apontaram o crescimento das intenções de votos de Lula reavivaram debate no PT sobre uma jogada kamikaze: não substituir a candidatura do ex-presidente.

Painel: O presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), um dos principais caciques do MDB, sigla de Michel Temer, elaborou adesivos em que se apresenta como “o senador do Lula” e aparece em foto ao lado do petista.

Contra denúncia, Bolsonaro empresta seu sobrenome para candidato negro.

Improviso marca fim do governo do presidente Michel Temer.

Risco à democracia no Brasil é real e angustiante, afirma brasilianista.

Apesar de cenário turbulento, dinâmicas políticas tradicionais devem prevalecer.

Editorial. Pior sem ele. Saúde pública lidera com frequência as queixas de eleitores; para preservar o SUS sem perspectiva de mais verbas, reformas na gestão serão necessárias.

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