Economia, governança, política e educação são os temas em destaque nas manchetes dos jornais

SINOPSE DE 20 DE ABRIL DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo:  Na crise, aluguel vira alternativa de renda. Total de brasileiros com receita de locação sobe 7%. No Rio, alta chegou a 23%. Freio em vendas de imóveis, uso de sites de hospedagem e orçamento apertado explicam o aumento. Donos de imóveis têm buscado alternativas para fazer dos bens uma fonte de renda. Em 2017, aumentou em 7%, para quatro milhões, o total de pessoas com rendimentos de locação no país. No Rio, a alta chegou a 23%. Para representantes do setor imobiliário, a combinação de desemprego alto com crédito escasso, que freou as vendas, o orçamento apertado das famílias e a maior oferta de apartamentos em sites de hospedagem explicam a expansão. Para este ano, a expectativa, porém, é de recuperação das vendas/

Candidatos falam sobre segurança. O GLOBO perguntou aos líderes das pesquisas — Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin — sobre temas como redução da maioridade, desarmamento, intervenção no Rio e fronteiras. Lula não foi incluído por estar inelegível, pelos critérios da Lei da Ficha Limpa/

Regras para youtubers. Governo estuda estender classificação indicativa para conteúdos on-line, entre eles vídeos e sites/

Antônio Gois: Estudo que ligou a inclusão da sociologia à queda da nota de matemática é frágil/

Editorial: Ajuste na remuneração dos servidores. O adiamento de reajustes é medida óbvia, dado o peso dos R$ 200 bilhões anuais da folha do funcionalismo.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Sem regra clara, agências são dominadas por políticos. Projeto contra indicações nos órgãos reguladores está parado na Câmara; 11 vagas ainda estão abertas. Deputados e senadores travam nos bastidores uma disputa para fazer as indicações às 11 vagas de diretoria abertas atualmente nas agências reguladoras. Somente na Aneel, há duas vagas, e outras três serão abertas até o fim do ano. Além de colocar alguém de confiança em um órgão regulador, os políticos têm a possibilidade de influenciar em decisões bilionárias, por exemplo. Ao contrário das estatais, esses órgãos não têm uma lei contra as interferências políticas – o projeto está parado na Câmara. As únicas exigências para ocupar a direção de uma agência reguladora são formação superior e conduta ilibada. “Num País com o mínimo de preocupação com o Estado eficiente, isso não precisaria nem mesmo estar na lei. Mas é bom que esteja”, diz o diretor- presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, que está prestes a concluir o mandato e defende a definição de candidatos por meio de lista tríplice. No sistema atual, depois de escolhido um nome, é preciso o aval dos senadores, que sabatinam o indicado. As agências fiscalizam a relação entre empresas e governo, regulamentam as leis nos setores em que atuam e punem empresas com sanções/

Órgão no papel já é alvo de disputa. Parlamentares se movimentam para indicar os ocupantes das cinco vagas da Agência Nacional de Mineração (ANM), que ainda aguarda a publicação do decreto de regulamentação. O MDB é apontado entre os interessados/

Prisão ocorre em 16% dos inquéritos por corrupção. A PF abriu 3.018 inquéritos por corrupção ativa e passiva e concussão, quando um agente público exige vantagem indevida, entre 2013 e 2017. Destes, 1.729 foram concluídos e um a cada seis resultou na prisão de pelo menos uma pessoa – 886 acusados foram presos. É o que mostra levantamento feito com base na Lei de Acesso à Informação. O número de detenções avançou junto com a Lava Jato, e o ápice aconteceu em 2015, com 293 prisões, ante 65 em 2013, ano anterior ao início da operação. As investigações duram, em média, um ano/

Juro menor facilita troca de financiamento. O corte de 1,25 ponto porcentual nos juros do crédito imobiliário feito pela Caixa na semana passada deixa os bancos no mesmo patamar, o que favorece a portabilidade de contratos. A troca pode valer a pena se a nova taxa estiver 0,5 ponto porcentual abaixo da contratada/

Conservador, Benítez vence no Paraguai. O candidato do Partido Colorado, Mario Abdo Benítez, foi eleito ontem o novo presidente do Paraguai. Com 99% das urnas apuradas, ele estava com 46,46% dos votos, enquanto seu adversário, Efraín Alegre, tinha 42,73%. Conservador, Benítez promete continuar a atual política econômica do país, informa Fernanda Simas/

Cida Damasco: O centro continua à caça de um candidato. E de uma política econômica/

Editorial1: O resgate da confiança. A participação do cidadão na vida nacional deve ir muito além da simples reclamação ou, ainda pior, do distanciamento das coisas públicas/

Editorial2: Erros à moda da casa. Em matéria de entraves, os brasileiros não precisam de choques importados/

Editorial3: Privatização de refinarias. Parte de seu programa de parcerias e de desinvestimento para recuperar capacidade financeira, a venda do controle de quatro refinarias anunciada pela Petrobrás marca uma nova fase de abertura do setor de petróleo, que nos últimos anos, sobretudo na era lulopetista, foi utilizado despudoradamente para políticas populistas e para engordar cofres de partidos e bolsos de políticos. Entre as unidades cujo controle será transferido para empresas privadas está a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, que simboliza tanto o populismo do governo do PT.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: Estatística indica alta chance de fraude em provas do Enem. Semelhanças suspeitas aparecem em mil exames de seleção para universidades públicas do país. Análise estatística aponta alta chance de ter ocorrido fraude em ao menos 1.125 provas do Enem, exame nacional de seleção para universidades públicas. Esses testes estão dentro de grupos com padrão de respostas tão semelhantes entre si que é improvável não ter ocorrido cola. Segundo modelo desenvolvido pela Folha, a probabilidade de essas provas serem parecidas por acaso é de ao menos uma em mil. Seria preciso repetir o exame mil vezes para que duas provas, sem interferência, fossem tão parecidas com as suspeitas. O estudo identificou tanto duplas de provas muito parecidas, o que indica cola rudimentar, quanto grupos com até 67 suspeitos, sugerindo esquema mais sofisticado de transmissão de respostas. A pesquisa só considera alunos que ficaram nos 10% das melhores notas, entre 2011 e 2016, o que representa 3 milhões de exames analisados. Até hoje, o Inep (responsável pelo Enem) e a PF confirmaram apenas 14 casos de fraude. A gestão Temer diz usar estatística e outros meios para combater a cola/

Lula preso não é bom para país, diz Marcos Valério. Em uma cadeia humanizada em Sete Lagoas (MG), para onde foi transferido como parte de acordo de delação em curso, o operador do mensalão Marcos Valério deu entrevista após dez anos de silêncio. Ele falou de seu novo casamento e da violência que sofreu na prisão. Disse que, apesar de “todos os erros”, Lula foi transformador, e “não faz bem ao país” a prisão dele/

Burocracia atrasa atuação da Lava Jato em São Paulo/

Juro bancário não acompanha recuo da inadimplência. A taxa média de empréstimo ao consumidor seria 20 pontos percentuais abaixo dos 57,7% cobrados hoje se tivesse, como acontecia no passado, seguido a queda dos juros básicos e o recuo da inadimplência. O enigma da baixa reação dos juros à queda da Selic está no centro do debate econômico/

Vence pleito quem traduzir o desejo de anticorrupção. Entrevista da 2ª – Gustavo Franco. Pai do Plano Real, recém saído do PSDB para o Novo, o economista diz que vencerá a eleição quem traduzir o desejo anticorrupção. Ele prega o fim do uso do FGTS no financiamento de obra pública/

Celso Rocha de Barros: Maior risco para o Brasil é ficar sem partidos fortes. Pode surgir algo dos escombros do sistema partidário nos espaços vazios de centro-esquerda e extrema-direita. O maior risco para o Brasil é ficar sem partidos fortes/

Editorial1: Mares revoltos. O enfrentamento da mudança climática deixa as águas turvas da ideologia rumo ao pragmatismo/

Editorial2: Cassetete em riste. Censura do público a obra no Pará é demonstração de intolerância de campanhas ideológicas.

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