Economia é tema único das manchetes dos jornais

Primeira Hora – Anexo 6

_SINOPSE NACIONAL DE 20 DE NOVEMBRO DE 2018_

Edição: Sérgio Botêlho

*_JORNAIS_*:

*Manchete e destaques do jornal O Globo*: Bolsonaro quer privatizar partes da Petrobras. Roberto Castello Branco será o presidente da estatal, que terá foco no aumento da produção de petróleo. Escolha pessoal do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, para presidir a Petrobras, o economista Roberto Castello Branco, ex-Vale, deve intensificar a venda de ativos da estatal. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou já ter conversado com ele sobre essa possibilidade. “É uma empresa estratégica que pode ser privatizada em partes, sim”, disse Bolsonaro. Seu vice, Hamilton Mourão, indicou que os setores de refino e distribuição podem ser vendidos. Castello Branco afirmou que a privatização integral da Petrobras “não está em discussão” e disse que o foco da empresa na sua gestão será o aumento da produção de petróleo.

Moro leva nomes da Lava-Jato para o time de transição. O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, recrutou a delegada da Polícia Federal Érika Marena, que batizou a Lava-Jato, e o ex-superintendente da corporação no Paraná Rosalvo Ferreira para sua equipe na transição. O atual dirigente da unidade no estado, Maurício Valeixo, é cotado para dirigir a PF.

Sem lugar no governo Bolsonaro, Magno Malta está na ‘geladeira’ da transição. Aliado recusou ser vice do presidente eleito para tentar, sem sucesso, a reeleição ao Senado.

Cubanos partem em 20 dias, e edital de substituição sai hoje. O Ministério da Saúde lança hoje edital para o programa Mais Médicos com 8.517 vagas. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), os profissionais cubanos sairão do Brasil até 12 de dezembro. Cidades de São Paulo e do Rio já convivem com o temor de que o atendimento seja afetado.

Acusado de lavagem e corrupção, Haddad vira réu. Justiça aceita denúncia do MP que acusa candidato do PT à Presidência de ter recebido propina de empreiteira para pagar dívida de campanha. Fernando Haddad nega.

Expulsão de Piloto é elogiada por autoridades. A expulsão do traficante Marcelo Piloto do Paraguai foi vista por autoridades brasileiras como solução de “problema de segurança pública”.

Megaexecutivo brasileiro é preso no Japão acusado de fraude fiscal.

Parlamentares negros são só 4% dos eleitos no país. Qualificação maior não garante oferta de emprego a negros.

Alunos criam comitê antifraude na USP para fiscalizar sistema de cotas.

Bernardo Mello Franco: O ‘Posto Ipiranga’ chega à Petrobras. Há cinco meses, o futuro presidente da Petrobras defendeu que era ‘urgente’ privatizar a estatal. Ontem ele disse que a ideia ‘não está em discussão’. Vale o falado ou o escrito?

Merval Pereira: Bolsonaro e seu projeto de vencer o PT no Nordeste. PT repete a Arena, partido da ditadura militar, ao ganhar no Nordeste e perder nos estados mais desenvolvidos e grandes cidades.

Míriam Leitão: Bolsonaro já tem para onde olhar na Previdência. Proposta de Arminio e Tafner para a Previdência é a melhor sobre a mesa, e equipe de Bolsonaro faria um bem ao país se estudasse esse projeto.

Cora Rónai: A tecnologia potencializa a ignorância. O que deve ser combatido não são as redes, mas a forma como são usadas e as causas que levam ao seu mau uso, como a falta de educação.

Editorial1: Abertura da economia não pode demorar. Defesa de mudanças graduais é uma forma de adiar sem prazo o aumento da competição interna.

Editorial2: Mais Médicos precisa ampliar cobertura da saúde pública. Retirada de profissionais cubanos é oportunidade de se dar uma solução definitiva para o problema.

*Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo*: Competição é antídoto contra corrupção, diz Castello Branco. Futuro presidente da Petrobrás quer foco na exploração de petróleo e afirma que venda de ativos está sendo avaliada. O economista Roberto Castello Branco, anunciado pela equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) como futuro presidente da Petrobrás, disse a Mônica Scaramuzzo que “a competição será um antídoto contra a corrupção” na empresa. “A corrupção tem oportunidade de se manifestar onde há monopólios, onde a escolha não é por mérito, nos centros das conexões políticas pelos favores.” Ele defende que a petroleira mantenha foco na exploração e produção de petróleo. “A Petrobrás desenvolve outras atividades que não são naturais e que não atraem retorno. A competência é na exploração e produção de petróleo. Temos de levar a companhia a acelerar a exploração do pré-sal”, disse. Ex-diretor do BC e diretor da Vale, Castello Branco – que também já integrou o conselho de administração da Petrobrás – afirmou que nos próximos dias se dedicará à elaboração de estratégias para a estatal. A privatização de ativos da empresa está em avaliação, mas não a venda da própria companhia.

Chefe no PR é convidado para direção-geral da PF. Moro recruta para transição delegados pioneiros da Lava Jato. O atual superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Valeixo, foi convidado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, e pelo futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, para ocupar o cargo de diretor-geral da PF. Valeixo vai substituir Rogério Galloro. Moro confirmou os delegados da PF Érika Marena e Rosalvo Ferreira Franco na equipe de transição. Eles são pioneiros da Operação Lava Jato e ajudaram a consolidar o modelo de apuração adotado nas investigações. Fabiano Bordignon, chefe em Foz do Iguaçu, é cotado para assumir o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Haddad vira réu, acusado de receber da UTC R$ 2,6 milhões. O ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado à Presidência Fernando Haddad (PT) se tornou réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber R$ 2,6 milhões em propina da UTC para quitar dívidas da campanha de 2012. O petista nega as acusações.

Líder do CV é levado para o Paraná. O traficante Marcelo Piloto, líder do Comando Vermelho, é transferido de helicóptero do Paraguai para Foz do Iguaçu. Ele ficará preso na penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná. Piloto é acusado de matar uma jovem dentro da prisão no país vizinho para evitar a extradição para o Brasil.

Prisão de Ghosn é vista como ameaça à fusão Renault-Nissan. O executivo brasileiro Carlos Ghosn, um dos responsáveis pela união entre Renault e Nissan, foi preso no Japão, acusado de fraudar sua declaração de renda e de usar recursos corporativos para benefício pessoal. Analistas veem a prisão como ameaça à aliança entre as duas montadoras.

Justiça anula condenação de réu da chacina de Unaí.

Uruguai analisa asilo a ex-presidente peruano.

Eliane Cantanhêde: Enquanto Guedes recruta economistas liberais, Bolsonaro cede poder aos militares.

Editorial1: A jurisprudência e a lei. Os tribunais e cortes superiores têm a missão de uniformizar a aplicação da lei. O papel do Judiciário não é criar novas obrigações e tampouco novas leis.

Editorial2: O consumo ainda travado. Consumidor ainda está cauteloso, mas o comércio deverá ter resultado melhor no ano.

Editorial3: Populismo e desnutrição. Para que a insegurança alimentar seja eliminada de vez no Brasil e na América Latina, será preciso ir muito além da assistência direta aos mais pobres.

*Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo*: Não se cogita a privatização, diz futuro chefe da Petrobras. Castello Branco não descarta, contudo, a venda de parte dos ativos da estatal. Futuro presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco disse que a privatização da companhia não está em questão e que pretende reforçar o foco nos investimentos para exploração e produção de petróleo do pré-sal.O economista foi indicado ontem pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Castello Branco defende manter a política de preços internacionais de combustíveis e reduzir a presença da estatal no refino e na distribuição. Declarou, porém, não prever “guinada espetacular” em relação à gestão atual. Ivan Monteiro, que hoje ocupa o cargo, sairá da Petrobras no dia 1° de janeiro. Ex-diretor do Banco Central e da Vale, Castello Branco é diretor e professor da FGV e tem pós-doutorado pela Universidade de Chicago. Integrou o conselho de administração da Petrobras em 2015 e 2016. Deixou o posto criticando o ritmo das mudanças na gestão da estatal, que vivia crise pós-Lava Jato. Castello Branco considerava, na época, que a reestruturação interna e a venda de ativos eram tímidas. Em artigo na Folha em julho, defendeu privatizar a Petrobras. Agora, diz não ter mandato para pensar nisso, mas sinalizou que os planos de vender refinarias serão mantidos.

Haddad vira réu acusado de corrupção e lavagem. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) tornou-se réu sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em decorrência da delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. A ação penal foi instaurada após denúncia do Ministério Público de suposto pedido de R$ 3 milhões para dívidas de campanha. Haddad diz que delator não tem credibilidade e irá à Justiça.

Em exame, médicos cubano e brasileiro têm êxito similar.

Presidente do conselho da Nissan é preso no Japão. Presidente do conselho de administração da Nissan, Carlos Ghosn foi preso por supostas violações financeiras no Japão. Nascido no Brasil, o também executivo-chefe e avalista da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi é suspeito de sonegação. Com a prisão, o futuro da parceria global torna-se incerto. Representantes de Ghosn não foram localizados para comentar.

Talentos negros. A dificuldade de inserir negros no mercado de trabalho passa pela indiferença à questão, diz a diretora-adjunta do Instituto Ethos, Ana Lúcia Custódio. Apesar de avanços, o racismo ainda pauta recrutamento.

Hélio Schwartsman: Corporativismo de doutores é barreira difícil de quebrar. Mesmo com cubanos havia cerca de 2.000 vagas não preenchidas no Mais Médicos. Uma solução seria mandar para locais mais remotos agentes de saúde ou mesmo médicos sem o Revalida. O obstáculo aí é o corporativismo.

Editorial1: Servidores custosos. Gastos com pessoal caminham para ultrapassar a casa dos R$ 300 bi anuais.

Editorial2: Desabamento público. Poder público é inoperante na fiscalização de obras de infraestrutura.

Deixe uma resposta

Fechar Menu