Economia e política são os destaques das manchetes de jornais

SINOPSE DE 06 DE DEZEMBRO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS :

Manchete e destaques do jornal O Globo : Previdência gasta com ricos 12 vezes mais do que com pobres. Estudo do Ministério da Fazenda considera benefícios do INSS e de servidores públicos. Além do custo fiscal que o atraso na reforma da Previdência acarreta, manter o sistema como se encontra hoje acentua a desigualdade. Estudo do Ministério da Fazenda sobre os principais desafios do país mostra que o Brasil paga 12 vezes mais para os mais ricos do que para os mais pobres, considerando benefícios do INSS e os de servidores públicos. “O regime do INSS tem um teto, e o dos servidores é muito mais alto. Existe extrema desigualdade na aposentadoria”, diz o economista Raul Velloso. Para atacar o problema, segundo especialistas, a reforma deve acabar com as diferentes regras de acesso, principalmente entre funcionalismo e iniciativa privada.

País tem 55 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Reflexo de anos de recessão, o Brasil teve um acréscimo de dois milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza no ano passado. Segundo dados do IBGE, já são 54,8 milhões de brasileiros nesse contingente. Para tirá-los dessa condição, seria necessário investimento de R$ 10,2 bilhões ao mês.

‘Fomos ao fundo do poço, e encontramos a mola’, diz Trabuco

EDUARDO SALGADO: Presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco avalia que a reforma da Previdência pode criar expectativas sobre o futuro do país, que teria chance de crescer com agenda liberal na economia.

Câmara extingue punição a prefeito que gasta demais. Por 300 votos a 46, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que flexibiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal, acabando com as punições a prefeitos que extrapolam o limite de 60% das receitas do município para gastos com a folha salarial. O PSL de Bolsonaro votou contra a proposta, que vai para sanção presidencial.

Merval Pereira: Bolsonaro tenta quebrar espinha de partidos.

Míriam Leitão: Os conselhos e alertas deixados pela Fazenda.

Bernardo Mello Franco: Pobreza extrema cresceu em 2017.

Decisão da Alerj ameaça ajuda da União. A Assembleia Legislativa do Rio derrubou medida do governador Pezão que assegurava a venda da Cedae. Como a privatização da empresa servia de garantia para empréstimo da União, a decisão põe em risco a ajuda financeira ao estado, que vai recorrer à Justiça.

Editorial1: O perigo da reforma feita por etapas. Bolsonaro se arrisca a perder capital político e sem avançar em mudanças essenciais para o país

Editorial2: Crise na França é ameaça à democracia representativa. Sintomático que militantes das extremas direita e esquerda aproveitem para atuar nas ruas.

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo : Bolsonaro planeja fusão de agências do setor de transportes. ANTT, Anac e Antaq podem ser reunidas na Agência Nacional de Transportes; o objetivo é acabar com as indicações políticas e destravar licitações no setor. A equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, discute um plano de fusão das atuais três agências reguladoras do setor de transporte: a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Juntas, elas passariam a ser a Agência Nacional de Transportes. O objetivo da medida, segundo assessores de Bolsonaro, seria acabar com o aparelhamento político. A maior parte desses órgãos surgiu no governo FHC com a função de intermediar a relação entre governo e empresas que prestam serviços de interesse público. Ao longo dos anos, porém, indicações políticas comprometeram a independência das agências. Na avaliação da equipe de transição, alguns dirigentes dessas agências estariam trabalhando contra as concessões do governo federal.

Coaf alerta sobre assessor de Flávio Bolsonaro. O Coaf identificou movimentação financeira de R$ 1,2 milhão, no período de um ano, na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor e motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro. O relatório também cita transações com dinheiro em espécie. Queiroz disse “não saber nada sobre o assunto”.

Delator teria omitido dados. A Lava Jato apura se Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, omitiu esquema na área de trading.

Câmara eleva multa para desistência de imóvel. Projeto aprovado ontem na Câmara dos Deputados prevê que as construtoras poderão ficar com até 50% do dinheiro pago pelo consumidor por um imóvel na planta em caso de desistência de compra. Hoje, esse porcentual fica entre 10% e 25%. O comprador só conseguirá fugir da multa se encontrar um interessado em assumir a dívida. Proposta segue para sanção.

Regra de transição trava proposta para Previdência. A equipe de Bolsonaro analisa três propostas com diferentes regras para transição do sistema previdenciário atual para o novo modelo. A mudança pode incluir um “pedágio” sobre o tempo que falta para a aposentadoria.

Deputados liberam municípios para gastar com pessoal. A Câmara aprovou projeto de lei que permite que prefeitos ultrapassem, sem punições, o limite de gastos com pessoal, desde que haja queda na receita. Texto segue para sanção do presidente Temer. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Mourão expõe embate entre Onyx e militares. Hamilton Mourão defendeu que, se denúncias contra Onyx Lorenzoni forem comprovadas, o futuro ministro deveria “se retirar” do governo. A afirmação expõe o atrito entre Onyx e militares. Bolsonaro disse que sua “caneta será usada” se denúncia for robusta.

Plano de US$ 84 bi para a Petrobrás será revisto. O governo de Jair Bolsonaro deve rever, logo nos primeiros meses de gestão, o plano de investimentos de US$ 84,1 bilhões em cinco anos anunciado pela atual diretoria da Petrobrás.

TCU suspende contrato de R$ 220 mi da Saúde.

Willian Waack: Um choque da política como ela é aguarda, em Brasília, jovens deputados recém-eleitos.

Editorial1: O pacote de segurança do BC. Inflação contida, boas expectativas, juros historicamente baixos e um programa de modernização financeira comporão o pacote a ser deixado para o próximo presidente do Banco Central.

Editorial2: A sofreguidão do promotor. José Carlos Blat quer interferir na escolha de empresas que farão o serviço de varrição de ruas..

Editorial3: Um ‘radical moderado’. Obrador abriu canal de diálogo com Trump, que arrefeceu a agressividade em relação ao México.

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo : Câmara muda lei que impõe a cidades teto com servidor. Para especialista, projeto é estímulo à irresponsabilidade fiscal de prefeitos; texto ainda precisa da sanção de Temer. Por 300 votos a favor e 46 contra, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que pode livrar da punição prefeitos que ultrapassem o limite de gastos com pessoal. O texto muda a Lei de Responsabilidade Fiscal para acrescentar que municípios com queda de arrecadação de mais de 10% não podem sofrer sanções caso extrapolem 60% da receita com servidores ativos e inativos. A nova regra só vale se essa redução for causada por queda de repasses do Fundo de Participação dos Municípios ou royalties e participações especiais— fatores alheios à qualidade da administração do município. O projeto precisa de sanção do presidente Michel Temer (MDB) para vigorar. Na avaliação de Raul Velloso, especializado em contas públicas, o texto é um estímulo efetivo à irresponsabilidade fiscal das prefeituras. Hoje, caso ultrapasse o teto e não o restabeleça em até oito meses, o município fica impedido de receber transferências voluntárias, obter garantia e contratar operações de crédito. O prefeito também fica proibido de reajustar salário de servidores e fazer novas contratações.

Superministério de Paulo Guedes deve ter controle também sobre o INSS.

Proposta para Previdência será votada no 1º semestre, declara presidente eleito.

Na berlinda no país, educação sexual mira DST e gravidez. Em evidência após ataques de Jair Bolsonaro (PSL) e de parte dos que o elegeram, a educação sexual tem no Brasil diferentes formatos e abordagens, a depender da escola. Em regra, elas tratam de temas como puberdade, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), gravidez precoce, violência sexual e privacidade em tempo de pornografia na internet. (Cotidiano B1)

Bolsonaro diz que denúncia robusta é caso para demissão. Jair Bolsonaro sugeriu que poderá demitir o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal por suspeita de caixa dois.“Havendo uma denúncia robusta contra quem quer que seja do meu governo que esteja ao alcance da minha caneta Bic, ela será usada”, declarou o presidente eleito.

Sem imigrantes, renda per capita poderia cair até 17%. Estudo feito pelo Ipea estima que a renda per capita do brasileiro poderia ser até 17% mais baixa hoje se o país não tivesse aberto suas portas à imigração no passado. Levantamento mostra ainda que descendentes de não ibéricos ganham mais.

Falta ao menos um serviço básico a 60% da população. Seis em cada dez brasileiros viviam em 2017 sem acesso adequado a pelo menos um dos serviços considerados básicos. Somados à alta da pobreza extrema, os dados do IBGE revelam o duplo desafio que o país tem para melhorar o desenvolvimento.

Mônica Bergamo: Defendi a honra do Supremo, afirma Lewandowski.

Editorial1: Fatia mínima. Mudança inicial a Previdência não será justa sem incluir redução de privilégios de servidor.

Editorial2: Saúde. Contando médicos. Substituição de profissionais cubanos não se resolve de maneira tão simples.

Manchete do jornal Valor Econômico : Moro quer bancos contra lavagem. Objetivo é estabelecer diálogo com bancos e agentes financeiros.

Confiança. Otimista, o superministro argentino Dante Sica já prevê avanço robusto da economia no 2º semestre de 2019 e espera que Bolsonaro traga estabilidade ao Brasil, em benefício de toda a região.

Petrobras eleva em 35% o investimento em energia. A Petrobras aumentará em 35,1%, para US$ 5 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões), os investimentos no segmento de gás e energia nos próximos cinco anos. A decisão, anunciada pela estatal como parte do plano de negócios para o período de 2019 a 2023, segue tendência das grandes petroleiras internacionais.

Pressão por aluguel eleva ação da Unidas. O comportamento das ações da locadora de veículos Unidas chama a atenção do mercado. O Valor apurou que há pressão sobre o aluguel das ações, que acabou gerando um efeito de “short squeeze” – quando um investidor pressiona o outro à realização e a ação sobe

Para CVM, Bradesco errou em caso do Cruzeiro do Sul. Numa disputa entre a família Índio da Costa e o Bradesco, a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários concluiu que o banco e coligadas cometeram irregularidades como administrador, custodiante e gestor do fundo de direitos creditórios ACB.

Novo governo quer alinhar país aos EUA. Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi eleito deputado federal, mas escolheu a cena internacional como principal área de atuação no futuro governo de seu pai. Sua grande meta é estreitar as relações com os Estados Unidos, para que o país volte a ser o principal parceiro comercial do Brasil.

E-mails agravam suspeitas contra o Facebook. O parlamento britânico divulgou cerca de 250 páginas de e-mails internos de executivos do Facebook. As mensagens mostram como eles, incluindo o fundador e CEO, Mark Zuckerberg, teriam dado a alguns programadores acesso especial a dados de usuários da rede social.

Câmara aprova flexibilização na LRF e multa de 50% para distrato. Os dois projetos seguem agora para sanção presidencial.

PP articula para ficar com comando da CCJ.

A reação parlamentar à República de Chicatiba. Congresso se arma contra parceria entre Guedes e Moro.

Transição. “Se der errado, não só eu vou afundar”. Presidente eleito diz que tentará avançar na Previdência nos seis primeiros meses de governo.

Transição. Bolsonaro deixa indefinido destino da Funai no governo. Por trás da indefinição, está a espinhosa missão que o futuro presidente da entidade terá de assumir, diante da mudança de tratamento que Bolsonaro quer dar aos índios.

Supremo arquiva investigação contra André Esteves. Por cinco votos a quatro, corte entendeu que não há elementos de prova contra o banqueiro no inquérito do “quadrilhão do MDB”

Partidos. “O maior erro do PT hoje é ir para o isolamento”. Para ex-tesoureiro, Ciro e Haddad não são antagônicos.

Para Huck, “não é hora de fazer oposição”

Mourão reconhece que seu papel no governo está indefinido.

Europa. Acuado, Macron estuda elevar taxação de fortunas na França. No ano passado, governo reduziu o imposto sobre fortunas a um imposto sobre ativos imobiliários.

Emissões de gases-estufa devem bater novo recorde. A alta vem sendo puxada pela China, país que representa 27% das emissões globais. Mais emissões dificultam a meta de conter o aquecimento global

Obrador suspende leilões de petróleo no México por três anos. Amlo disse que seu governo faria uma análise da reforma energética e reiterou que respeitará os 107 contratos assinados depois dos leilões

Putin promete mais mísseis em resposta aos EUA

EUA e China tentam tranquilizar mercados. Pequim e Washington tentaram ontem assegurar aos mercados financeiros que sua trégua comercial poderá levar a uma paz duradoura, depois de uma onda global de venda de ativos

Editorial: Bolsonaro ainda não sabe o que quer mudar na previdência. Sem prioridades alinhadas no tempo, o novo governo queimará capital político com baixos resultados.

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